Destino

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Último capítulo!!! aaaaahhhhhhhh!!!! ou não kk Como prometido, postado antes do começo da nova temporada (meio em cima, né?! kk) Espero que tenham gostado. Obrigada a quem comentou, a quem favoritou, e também a quem só acompanhou.

E por quase dois meses Robin desapareceu. Pelo menos para Regina.

Logo no dia seguinte ao desligamento das maquinas foi o enterro de Marian, Roland acordou do coma três dias depois disso.

O pai levou o menino pra casa, respeitou a recomendação medica ao deixar a criança em repouso por mais dois dias e então sumiu.

Frei Tuck disse que ele estava na floresta, e que o melhor era deixa-lo em paz. É claro que todos respeitaram isso, depois de tudo que o ladrão passou, com certeza merecia um tempo sozinho.

Mas já tinha se passado tanto tempo que se Robin demorasse mais uma semana pra aparecer, Regina acabaria indo atrás dele.

Ela estava em desespero, precisava de respostas. "Ele a odiava?", "Ele não queria mais saber dela?" ou o que?

Apesar de que a essa altura do campeonato a Rainha Má já tinha aceitado o silêncio como resposta.

Pelo menos ela voltou a "viver". Não passa mais tanto tempo trancada dentro de casa, voltou até à prefeitura — e se arrependeu amargamente por ficar tanto tempo afastada, ela se ausenta por quinze minutos e aquela cidade vira uma zona — passou a sair mais com o Henry, com a Tinkerbell, que faziam de tudo pra prefeita não ficar pensando no ladrão escondido 24h por dia.

Bom, por agora, sua maior preocupação era dormir. Henry passou o fim de semana com Regina e depois de ficarem desde sexta-feira à tarde até agora, domingo à noite, se empanturrando de todo tipo de bobagem que os mercados de Storybrooke poderiam oferecer e sem um minuto de um bom sono, ela já estava quase desmaiando pela sala. Emma ficou puta da vida, quando veio buscar o menino e ele estava nessa mesma situação sonolenta da prefeita. O que Regina rebateu dizendo: "Eu sei, melhor do que você, que é o trabalho de uma mãe dar limites e ensinar responsabilidade à seu filho, porém é também sua obrigação aproveitar todas as oportunidades para se divertir, brincar e aproveitar cada segundo com ele."

Depois disso, Emma simplesmente levou — praticamente carregou — Henry para o fusca e foi embora.

A Rainha se arrastou para o quarto e quando estava prestes a se jogar na cama a campainha tocou. Decidiu por ignorar, contudo, quem quer que estivesse à sua porta não queria ser ignorada, já que decidiu esquecer o dedo em cima da campainha e ficou apertando até morena depois de, é claro, amaldiçoar três gerações passadas e futuras da pessoa na porta, foi atender. Quando abriu a porta, todo o sono se dissipou, se transformando em surpresa ao ver um menininho se esticando todo para apertar a campainha.

— Roland!

— Oi, tia Regina.

— O que você está fazendo aqui? — disse puxando-o para dentro, era uma noite fria e o menino estava tendo calafrios devido ao pijama fino que usava. — Cadê seu pai?

— O papai 'tá em casa.

— Casa? Vocês não estavam na floresta? — em cima do sofá na sala tinha alguns cobertores, estavam lá pois mãe e filho passaram a tarde vendo filmes enquanto comiam besteiras. Quando chegaram à sala, Regina se sentou, pegou um cobertor e enrolou em volta do menino

— A gente voltou pra casa hoje. — respondeu a criança enquanto era embalado e aquecido no colo da morena.

— E o seu pai sabe que você 'tá aqui?

— Não, eu esperei ele dormir e pulei a janela do meu quarto.

— Roland! — virou-o em seu colo e com um olhar reprovador continuou — Você não pode fazer isso.

— Mas eu queria te ver!

— Mesmo assim, você poderia ter se machucado. Sem falar que você enganou seu pai, como acha que ele vai ficar quando souber.

— Triste. — envergonhado, abaixou a cabecinha, não gostava de sua adorada titia olhando pra ele daquele jeito.

— Exatamente. — Regina levantou-se, e acomodou Roland no sofá — Espere em pouco.

A criança assentiu, ela foi em direção ao seu quarto para trocar o conjunto de moletom velho que estava usando por algo mais adequado. Em seguida se dirigiu ao quarto de Henry para pegar uma de suas jaquetas e voltou para sala.

— Roland, vem aqui. — se abaixou na altura dele e o vestiu com a jaqueta que ficou enorme, melhor assim, pelo menos cobria todo o corpinho. — Eu vou te levar pra casa, mas você tem que me prometer que nunca mais vai fazer isso.

— Eu prometo tia Regina.

— Tudo bem então, vamos.

Durante todo o caminho a conversa foi animada, enquanto prosseguiam de mãos dadas. Por mais chateada que Regina estivesse no começo do percurso, ela preferiu assim, a última visão que teve da criança foi tão perturbadora, que tudo que queria, era vê-lo saudável e brincando.

Roland estava contando sobre as coisas que ele aprendia na escolinha quando finalmente chegaram. Só agora a morena parou pra pensar, — na verdade ela evitou ao máximo fazer — encontraria Robin pela primeira vez em semanas.

— Tia Regina, por que parou? Vamos! — o garoto puxava a tia pela mão em direção a casa.

A Rainha distraída, não percebeu que estancou do outro lado da rua, olhando aquela casa que por varias vezes observou — espionou — para saber se seu ladrão havia voltado do exílio. Atravessaram para outra calçada e se aproximaram da porta para apertar a campainha. Após a quarta vez a porta foi aberta, e o coração da Rainha falhou uma batida.

Robin estava com uma expressão surpresa — e aquela carinha amaçada de quem acabou de acordar — mas isso não importava pra Regina, foram dois meses sem vê-lo, ele nunca esteve mais lindo — isso sem mencionar que ele estava usando apenas a calça do pijama.

— Regina! O que... — então ele olhou para baixo e ficou mais surpreso ainda — Roland, o que você está fazendo fora da cama?

Roland envergonhado se escondeu atrás da mulher. O ladrão sem entender nada deu passagem para eles entrarem, o menino não saiu de trás de Regina em nenhum momento, pelo contrario, se agarrou mais ainda a perna dela.

— O que foi que aconteceu? — perguntou Robin, uma vez que já estavam na sala.

Regina — resistindo a vontade de pular em cima daquele homem — percebeu que do menino não sairia nada, então respondeu:

— Perece que temos aqui um menininho fujão.

Com o cenho franzido em confusão, Robin se abaixou para ficar na mesma altura que o filho.

— Roland, vem aqui. — o menino nem se mexeu — Eu não vou falar de novo. — hesitante, Roland saiu de trás de seu escudo e se pôs em frente ao pai. — Me explique o que aconteceu.

— Eu esperei você dormir, pulei a janela do meu quarto e fios pra casa da tia Regina. — disse num sussurro, Regina teve de se esforçar para ouvir.

— E por que você fez isso? — Robin estava sério, conhecendo-o como Regina conhece, ela sabia que ele estava se culpando por não perceber o sumiço do filho.

— É que... — A morena ficou curiosa com a resposta quando percebeu que a voz da criança estava embargada — essa é a primeira vez que a gente dorme nessa casa sem a mamãe.

Nem o ladrão ou rainha souberam como responder a isso. Os dois tão perdidos em suas próprias dores, nunca pararam pra pensar que por mais novo que Roland fosse, ele entendia que sua mãe se foi pra sempre. O pai nunca realmente perguntou o que ele sentia.

Após algumas tempo de silencio, Regina foi para o lado de Robin e também se ajoelhou, secando as lagrimas que desciam pelo rostinho de Roland, perguntou:

— E por que você foi pra minha casa?

— Porque a mamãe... — o menino fungava entre as palavras — sempre me colocava pra dormir e contava uma historinha... aí hoje sem ela eu não consegui dormir... — ele esfregava os olhos com as costas das mãos para tentar secar as lagrimas que não paravam de cair. — por isso eu fui na sua casa — agora o pequeno olhava diretamente pra ela — por que você é como uma mãe pra mim, então eu ia pedir pra você me por pra dormir.

A prefeita — tentando ao máximo segurar o choro — olhou para Robin, como se pedisse permissão. O ladrão assentiu e ficou na sala enquanto a morena era guiada pela criança até o quarto.

Roland se deitou na cama, a Rainha o cobriu, em seguida sentou no chão ao lado da cama.

— Que historia você quer que eu conte? — perguntou, enquanto fazia um cafuné na cabeça do menino.

— A do Pinóquio, é a minha preferida. — respondeu animado.

— Tudo bem, vamos lá!

Antes que a historia chegasse na metade, Roland já estava dormindo, Regina ajeitou melhor o cobertor azul escuro com desenhos de carrinhos, deu um beijo na testa da criança e se dirigiu à sala. Se sentou no mesmo sofá que Robin se encontrava encarando o nada.

— Ele já dormiu? — perguntou o ladrão ainda sem olhar pra ela.

— Sim.

— Regina eu... — ele então olhou pra ela, mas a Rainha sabia que aquele não era o momento certo.

— Tá tarde. É melhor irmos dormir.

Ela plantou um demorado beijo na bochecha do ladrão e foi embora.

Ao chegar em casa caminhou direto para o quarto, o cansaço — tantos físico quando mental — era tanto que em menos de dois minuto já estava dormindo.

Acordou com a campainha insistente, — que ela estava pensando seriamente em destruir — olhou no relógio no criado mudo, eram quatro e meia da manhã. Alguém estava muito afim de morrer.

Foi à sala e quando abriu a porta, a surpresa conseguiu ser maior que da primeira vez.

— Robin!

— Oi, Regina. — ele estava com uma aparência cansada, como se não tivesse dormido nada nas ultimas horas.

— O que... — ela nem sabia o que dizer.

— Posso entrar?

— Claro. — deu passagem para ele passar.

— Desculpe o horário, mas eu precisava vir agora.

— O que aconteceu, Robin?

— Eu estive pensando. — o ladrão parecia hesitante.

— Em que?

— Em tudo... E por isso eu preciso te fazer uma pergunta. — Regina assentiu para ele prosseguir. — Eu lembro que uma vez... — Robin respirou fundo, estava tão nervoso — você me contou aquela historia sobre a Tinkerbell dizer que o homem da tatuagem de leão... bom, eu — riu nervoso — era o seu destino, mas você hesitou e cada um seguiu seu caminho. Eu conheci a Marian, tivemos o Roland, você teve o Henry e uma maldição, enfim, varias coisas aconteceram meses meio tempo. Coisas boas e ruins... — Puxando um fôlego de coragem disse — mas a minha pergunta é: será que agora nós podemos ter o nosso felizes para sempre?

Lagrimas de felicidade não paravam de cair pelo rosto da Rainha. Então era isso, ele veio a essa hora da manhã pra dizer que queria ficar com ela.

Era simplesmente tudo que Regina queria ouvir.

— É tudo que eu mais quero.

E essa promessa foi finalmente selada com um beijo de amor verdadeiro.

Notas finais
Obrigada à quem leu até aqui. Por favor comentem para eu saber o que acharam. Até uma próxima. Bejoss!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!