Destino
8 Capítulo 8
Notas iniciais
– Não toque nela. – ouvi Sasuke falar, com uma fúria contida em sua voz.
Ainda estava surpresa com a presença de Sasuke ali, se ele não tivesse chegado com certeza eu estaria numa encrenca.
Sasori o olhava em desafio, com um sorriso sarcástico desenhado no seu rosto, enquanto se levantava tocando o nariz que sangrava.
– Então o amiguinho veio salva-la? Que cena mais comovente. – disse sarcástico nos olhando.
– Toque nela de novo, e você verá a minha comoção. – Sasuke disse irônico.
– Sasuke, vamos embora. – disse chamando sua atenção.
Sasuke veio em minha direção me acompanhando até a porta, ainda olhando Sasori ameaçadoramente, enquanto abria a porta.
– Ainda não terminamos essa conversa Sakura. – Fuzilei Sasori com olhar enquanto saía da sala puxando um Sasuke nervoso.
Suspirei aliviada, enquanto caminhava pelo corredor, com um Sasuke calado ao meu lado, por pouco Sasori não acabava comigo, eu precisava ser rápida, tinha que terminar de reunir provas suficientes.
Entrei no elevador olhando para meus pés, estava nervosa com o que tinha acontecido, com o fato de Sasuke ter presenciado tudo, e ter me defendido como um amigo de verdade, que se importava comigo.
– Você está bem? – ouvi a voz de Sasuke me tirando de meus pensamentos.
Levantei o olhar encontrando seus orbes negros me fitando, sorri levemente.
– Sim, obrigada por ter me ajudado. – disse mordendo o lábio, nervosa, sempre fazia isso.
– De nada, até por que só eu posso ter o prazer de te irritar. – disse me olhando zombeteiro.
– Até quando você é legal, consegue ser irritante. – disse revirando os olhos.
– A, e eu poderia ter dado conta dele sozinha. – disse cruzando os braços, irritada, enquanto saíamos do elevador.
– Claro que daria. – o ouvi falar sarcástico.
Bufei irritada, Sasuke conseguia me tirar do sério, com sua pose de alto suficiente. O vi abrir a porta do carro para mim, enquanto mantinha um olhar divertido.
– Como é cavalheiro. – disse irônica sentando no bando do passageiro.
– Sua ironia é tão sutil. – disse sarcástico me olhando enquanto entrava no carro.
– Eu sei. – disse ligando o rádio, enquanto Sasuke dava partida, saindo da garagem.
– Você devia ter me deixado acabar com aquele idiota. – disse olhando a estrada.
– É, e depois eu iria ser demitida. – disse o olhando com uma cara entediada.
– E depois de hoje você não vai ser? – perguntou como se fosse obvio.
– Não, você não conhece Sasori, ele nunca me demitiria sem antes se vingar de mim, uma vingança lentamente dolorosa. – disse recebendo um olhar indignado como resposta.
– E mesmo assim você ainda vai voltar lá? – perguntou irritado.
– Sasuke, eu já falei que não vou me demitir. – suspirei cansada daquilo.
– Odeio essa sua teimosia. – disse apertando o volante com força.
– E eu odeio essa sua nova personalidade. – disse me virando para a janela.
O clima no carro estava pesado, eu sabia que podia estar sendo injusta com Sasuke, pelo fato dele ter me ajudado, mais isso também não dava o direito dele se meter na minha vida.
Sentia o olhar de Sasuke em mim algumas vezes, enquanto eu continuava olhando para a janela, isso tudo era tão estranho, tão complicado.
Com certeza depois de hoje, Sasori irá querer a minha caveira, Sasuke o bateu, e pelo seu olhar furioso, eu já sabia que isso não ficaria barato, precisava ser rápida, eu tinha que conseguir todas as informações essa semana, ou ele iria vencer.
– Chegamos. – estava tão perdida em pensamento que nem tinha percebido que estávamos em frente ao meu prédio. Abri a porta do carro saindo, vi Sasuke fazer o mesmo.
– Quer subir? – perguntei o olhando, depois de hoje, eu até o convidaria para subir.
– Hum. – ótimo, voltou ao monossilabismo.
– Vou levar isso como um sim. – disse revirando os olhos, enquanto entravamos no prédio.
Toquei a campainha esperando Ino atender, que depois de cinco segundos atendeu sorrindo.
– Oi para vocês. – disse sorrindo, enquanto entravamos.
– Oi Ino. – ouvi Sasuke falar.
– Por que demorarão tanto? – Ino perguntou me olhando.
– Por que aquele ruivo desgraçado tentou me bater. – disse irritada por lembrar quando aquele imbecil levantou a mão para mim, queria arrancar sua mão com uma faca.
– Sasori tentou te bater? – Ino perguntou surpresa, recebendo um aceno meu como resposta.
– Ai meu Deus, Sakura você está bem? – ino perguntou preocupada me olhando.
– Sim Ino, o Sasuke que ajudou. – disse vendo um sorriso aparecer em seu rosto.
– Sasuke. – Ino repetiu animada, sabia que isso não daria certo.
– Nem começa Ino. – disse irritada.
– Ok, mas Sakura... – a olhei esperando que continuasse –... Temos que nos demitir.
– Concordo com você Ino. – Sasuke disse se aproximando.
– Vai começar. – disse revirando os olhos enquanto me sentava no sofá.
– Não adianta revirar os olhos Sakura, você sabe que está errada. – Ino disse séria cruzando os braços.
– Não me interessa, eu não vou me demitir, não sem acabar com Sasori antes. – disse os fitando, séria.
– Isso se ele não acabar com você primeiro. – ouvi Sasuke falar irritado.
– Não adianta Sasuke, Sakura nunca vai deixar de ser teimosa. – Ino disse bufando irritada.
– Eu ainda vou fazê-la mudar de ideia. – o ouvi falar com um sorrisinho cínico.
– Boa sorte. – ouvi Ino falar com uma expressão cansada.
– Faço das suas palavras as minhas. – disse me levantando.
– Vai ficar para o jantar Sasuke? – ouvi Ino perguntar sorrindo, revirei os olhos, entediada, ela nunca desistiria de tentar manter Sasuke aqui.
– Obrigado pelo convite, loira, mas vou deixar para uma próxima, tenho que resolver um problema da empresa. – Sasuke disse sorrindo enquanto dava um beijo em seu rosto, como despedida.
– Há essa hora? – perguntei desconfiada, não que eu me importasse mais alguma coisa estava estranha para mim, Sasuke não perderia a chance de me irritar.
– Sim. – disse se aproximando, fazendo-me olha-lo confusa – Tchau irritante. – o ouvi falar enquanto depositava um beijo em minha bochecha.
– Tchau. – murmurei ainda surpresa, definitivamente eu não gostava daquele novo Sasuke.
Vi Sasuke sair me lançando um olhar sugestivo, enquanto mantinha um sorriso de canto, ele iria me enlouquecer.
– Empresa? – Ino perguntou confusa.
– Verdade, você não vai acreditar. – disse sorrindo divertida vendo a expressão curiosa de Ino.
– No que? – Ino perguntou me olhando curiosa.
– Sasuke é dono das empresas Uchiha’s. – gargalhei vendo sua expressão surpresa.
– Sério? – ela perguntou surpresa.
– Hu rum. – murmurei balançando a cabeça em afirmação – quando ele me contou eu tive a mesma reação.
– Nossa, eu nunca o vi em nenhuma revista, nem em nenhuma reunião do Sasori. – Ino disse confusa, Ino que ia às reuniões com Sasori, ela era encarregada de acompanha-lo nas reuniões, enquanto eu cuidava de seus contratos.
– Também achei isso estranho, eu acho que ele mandava alguém em seu lugar. – disse pensativa.
– Tipo um representante? – Ino perguntou me olhando.
– Sim. – disse a olhando.
– Mas o porquê dele fazer isso é um mistério. – disse tentando achar um motivo para isso.
– Sasuke continua misterioso, mais parece pior do que antigamente. – disse frustrada por não saber quase nada sobre sua volta.
– Talvez ele tenha um motivo. – Ino falou olhando as unhas.
– É... – murmurei olhando a porta, pelo caminho que ele tinha saído –... Talvez.
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Akasuna No Sasori sorriu irônico lendo o nome daquele verme, que á algumas horas atrás tinha socado para proteger Sakura, queria ter acabado com ele, mas sabia que Sakura não o deixaria, precisava dar um jeito nessa história, isso já estava fora de controle, não poderia deixa-lo machucar Sakura.
Entrou na escura sala a encontrando vazia, sentou a cadeira, enquanto esperava pelo ruivo imbecil, que com certeza teria uma surpresa com a sua presença.
Sorriu de canto, vendo a porta se abrir, e por ela entrar um Sasori surpreso, viu uma faísca de medo em seu olhar, isso o agradou fazendo seu sorriso aumentar.
– O que faz aqui seu idiota? Como entrou aqui? – Sasori disse irritado acendendo a luz.
– Vim para manda-lo se afastar de Sakura. – falou baixo, em tom de ameaça.
– Por que acha que vou fazer isso, por que um Zé ninguém como você que terá a bunda chutada por um dos meus seguranças, me pediu? – perguntou sorrindo sarcástico.
– Não. – disse se levantando – Você irá fazer isso, por que Sasuke Uchiha, o dono da maior empresa do país te mandou. – o fitou com um olhar frio, saboreando a sua imagem de surpresa.
Adorava ver o medo das pessoas que o ousavam confronta-lo, desafiar a sua imponência e depois descobrir quem era, fazia-lo se deleitar com suas expressões transtornadas.
– E por que acha que isso irá mudar a minha opinião? – o ruivo continuava com sua pose de inabalável, o que fez dar um sorriso em escarnio.
– Por que você sabe que se não acatar minha ordem, eu irei acabar com a sua empresa, e você sabe que eu tenho poder suficiente para isso. – disse o olhando em desafio, viu que a palavra “ordem”, deixava o ruivo enfurecido.
– Isso não ficará assim. – viu o ruivo falar enfurecido.
– Bom, já deixei claro o que irá acontecer se toca-la, não costumo repetir uma ordem. – disse passando com sua postura imponente por Sasori, que agora se sentia acuado com a presença do moreno.
– Se ela me entregar nem mesmo você irá protegê-la. – olhou para trás o fitando ameaçadoramente.
– Se você a machucar, ninguém conseguirá livra-lo da minha ira. – disse frio saindo em seguida.
Não estava brincando, se Sasori machucasse Sakura, ele iria conhecer o lado que Sakura mais odiava nele, mas com certeza, mais enfurecido.
Estava irritado com o que tinha acontecido, não gostava de ser desafiado, muito mesmo ter as coisas fora de controle, não sabia o que faria se o ruivo machucasse Sakura, desejava que isso não acontecesse, por que se isso acontecesse, Sasori estaria morto.
Não sabia o que era essa sensação de proteção que tinha com a rosada, tentava ignorar a sensação que tentava tomar conta de seu coração, e as imagens de Sakura em sua mente, tentava se convencer que era uma simples preocupação de amigo. Mais de uma coisa ele tinha certeza, iria protegê-la custe o que custar, nem que para isso tivesse que esconder várias coisas dela.
Sorriu de canto, desviando o caminho de sua casa, iria extravasar sua raiva, e ele sabia um caminho perfeito para isso...
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