Notas iniciais
Oie gente! I'm back! Ok, sei que estão chateados pela demora, mas eu já tinha avisado que por problemas de saúde eu teria que me ausentar por tempo indeterminado. E quando eu finalmente tive uma melhora considerável, meu notbook quebrou, sim, agora estou sem escrever, muito triste isso, mas enfim, mesmo assim eu arranjei um jeitinho de continuar postando, vou escrever pelo bloquinho de notas do meu celular e mandar tudo para cupcake, e ela posta. Eu amei os comentários de todos, vocês são uns lindos^^ Vi também que muitos ficaram assustados e surpresos com esse lado obscuro do Sasuke, fiquem preparados, porque Sasuke ainda pode piorar. Também peço que fiquem bastante atentos aos próximos capítulos, pois vem mistérios por aí. Bem, sem mais demora, aqui está o capítulo e eu espero que gostem. Beijos da Cereja *-* Boa leitura!!!

Abri os olhos sentindo um ardor irritante neles. A luz do quarto cegava minha visão, causando irritação em meus olhos. Pisquei algumas vezes tentando acostumar com a luz em meus olhos.

Olhei as paredes brancas constatando estar em um hospital, flashes do acidente voltavam a minha memória, assustando-me. Gemi de dor ao tentar apoiar minhas mãos na cama, para sentar-me.

Levantei meu braço esquerdo lentamente, vendo uma faixa cobrir meu pulso esquerdo. Agora entendia por que senti dor ao fazer esforço.

Olhei para porta, vendo um homem alto, loiro dos olhos azuis, muito bonito, com um jaleco branco entra no quarto. Pelo jaleco deduzi ser o médico, ele sorria docemente.

– Olá sou o Doutor Maurício, seu médico, como se sente? – perguntou me olhando.

– Normal. – respondi simplesmente, não gostava de hospitais. – Eu queria me sentar. – disse o olhando.

– Ah! – exclamou sorridente, andando em direção a um controle que estava em cima do criado mudo, ao lado da minha cama.

Percebi que médicos tinham essa estranha mania de ficar rindo o tempo todo. Acho que talvez para alegrar os pacientes, fazendo-os esquecer de que estão doentes.

Senti meu corpo ser impulsionado para frente, deixando meu tronco reto, assim fazendo-me ficar sentada. Sorri, era bem melhor assim.

– Pelo sorriso, devo deduzir que gostou. – seu tom era divertido.

– Sim, obrigada. – sorri o olhando.

– Sem problemas. – sorriu. – Se sentir alguma dor, pode pedir para alguma enfermeira me chamar.

– Tudo bem. – respondi. – Quando terei alta? – perguntei.

– Se não sentir dor, provavelmente hoje à noite. Seus Raios-X, e seus Hemogramas não apresentaram nenhuma lesão ou sequela. – disse sério.

– Graças a Deus. – murmurei aliviada.

– Bem, tenho que cuidar de alguns pacientes agora. Depois volto para ver como está. – sorriu abrindo a porta.

– Tudo bem. – disse simplesmente.

Encostei meu corpo na cama, fechando os olhos, enquanto suspirava cansada. Não tinha parado para pensar no que iria fazer quando saísse desse hospital, a única coisa que eu tinha certeza era que não podia voltar àquela empresa.

As lembranças do acidente assustavam-me de uma maneira incrivelmente estupida. Odiava sentir-me acuada, odiava o que a sensação do medo causava em mim.

Respirei fundo, tentando-me acalmar, uma tentativa inútil. Era inútil o que eu estava fazendo. Por mais que eu não quisesse pensar que Sasuke era o causador de tudo aquilo, era inevitável.

O gosto amargo que formava em minha boca era irritante, por que eu sabia que estava decepcionada, eu não queria sentir nada em relação a isso, queria que meus sentimentos em relação à Sasuke fossem nulos, mas eu não podia negar estar decepcionada.

Era irritante saber que a causa da minha decepção era Sasuke, por que eu simplesmente lembrava-me dos velhos tempos e eu odiava lembrar. Odiava lembrar-me de quando Sasuke fazia-me sentir tanto ódio dele, que me sentia explodir de irritação, pelo simples som de sua voz. Odiava perceber que a sua presença em minha vida, sempre seria incômoda. “Chega!” – Gritei mentalmente.

Chega de ficar pensando no Sasuke, ele não merecia meus pensamentos, nem mesmo minha decepção, ele não merecia nada. Ouvi o barulho de porta ser aberta, fazendo-me abrir os olhos. Sorri olhando uma figura loira entrar sorridente.

– Ino. – sorri.

– Saky! – gritou – Graças a Deus você está bem. – abraçou-me.

– Ino você está me sufocando. – disse tentando respirar.

– Desculpe. – sorriu sem graça.

– Sem problemas. – sorri. – Acredite, fico feliz em te ver, mas seus gritos são irritantes. – disse entediada.

– Engraçadinha. – falou sorrindo.

– Vejo que está de bom humor, e que sua ironia está no modo On. – sorriu irônica.

– Olha quem fala. – resmunguei entediada.

– Como está? – Perguntou séria.

– Tirando o fato de que sofri um atentado, estou bem. – respondi simplesmente.

– Estou falando sério.

– Eu também ino, por que eu estaria mal? Só por que graças ao Sasuke eu estou numa cama de hospital? – perguntei irônica.

– Eu ainda não entendi o que aconteceu. – disse olhando confusa.

– Pergunte ao seu amigo, por que eu tenho certeza que mesmo que eu fale você irá dizer que deve haver alguma explicação por parte dele. – disse irritada.

– Eu não iria... – a interrompi.

– Você iria sim. – disse séria.

– Não vai mesmo me dizer? – perguntou irritada.

– Não.

– Sakura! – gritou.

– O Sasuke mandou o Sasori me machucar! – respondi irritada.

– O que?! – gritou surpresa.

– Satisfeita? – perguntei sarcástica.

– Sakura isso é horrível, não posso acreditar que Sasuke fez isso. – exclamou descrente.

– Está vendo? – a olhei, irritada. – Você sempre faz isso, sempre o protege. Por que você não consegue acreditar? Ele já tentou fazer isso há cinco anos, ou você simplesmente esqueceu-se do antigo Sasuke, quando conheceu esse novo? – perguntei irritada.

– Eu não estou o defendendo! – exclamou indignada. – Simplesmente não consigo acreditar que ele possa ter feito algo tão cruel assim!

– E por que não?! – gritei cheia daquilo.

– Por que ele tentar-te “machucar” quando éramos mais jovens é uma coisa, agora tentar te matar é outra. – fez aspas com os dedos.

– Brigas infantis de quando vocês eram imaturos é bem diferente de agora Sakura. – Olhou-me séria. – Vocês estão mais velhos, maduros, são adultos não jovens com os nervos a flor da pele.

– Não sei por que o uso das aspas. Quando o Sasuke tentava me machucar não eram brigas infantis, ele tentava me machucar de verdade. Ou você esqueceu-se disso? Ele só nunca conseguiu me machucar de verdade por que alguém sempre o impedia de tal ato. Mas eu lembro-me muito bem de quando suas mãos apertavam o meu pescoço. – disse irritada.

– E eu não era imatura, imaturo era ele. Eu nunca quis que ele se aproximasse de mim, nunca, mas ele parecia ter o prazer de ver-me explodir em ódio. – disse nervosa.

– Eu lembro-me bem disso. – disse séria. – Mas ele está diferente Sakura, e já te deu muitas provas disso, você que não quer dá-lo uma chance.

– Ele fazia da minha vida um inferno, e eu não tenho o direito de não o querer de volta na minha vida? – perguntei indignada. – Sabe o que eu realmente acho? – perguntou irritada. – Eu acho que vocês nunca se odiaram de verdade.

– Ah! – exclamei irônica. – Lá vem você com essa história de novo.

– A linha entre o amor e o ódio é tênue. – disse sorrindo.

– Sim. – disse irônica. – Com certeza Ino. Sasuke sempre demonstrou seu amor por mim, quando apertava lentamente o meu pescoço. Desculpe-me não ter visto a ótima pessoa que ele era, eu estava muito ocupada tentando tirar as mãos daquela peste do meu pescoço. – respondi irônica.

– Você está sendo irônica de novo. – disse entediada. – Olha eu entendo o que você está querendo dizer, se tem uma pessoa que via como o Sasuke era um estupido com você era eu. – disse olhando-me. – Mas eu só quero ver você feliz Sakura. – Ino disse sorrindo.

– Você irá me deixar muito feliz se não falar do Sasuke. – disse séria.

– Tudo bem. – suspirou cansada. – Não vou falar do Sasuke enquanto estiver machucada. – sorriu.

– Obrigada Ino. – sorri. – Onde está Gaara?

– Ele estava aqui agora pouco, mas foi para casa tomar banho, ficamos revezando. – disse sorrindo.

– Que fofos. – sorri. – Eu tenho os melhores amigos do mundo.

– Eu sei, sou demais. – disse convencida.

– Humilde também. – revirei os olhos. – Prefiro essa versão de você, a versão mais louca e menos cupido. – disse sorrindo.

– Você me ama que eu sei. – disse fazendo uma pose convencida, rindo em seguida.

Paramos de rir quando vimos uma enfermeira entrar no quarto. Tinha os olhos e os cabelos castanhos, sua pele era bronzeada, ela não sorria.

– O horário de visitas acabou, está na hora da paciente tomar seu remédio. – disse séria.

– Bom dia Senhorita... – Ino apertou os olhos para ver o nome no crachá. –... Senhorita Raimunda. – Ino tinha sido irônica.

– Hum... Bom dia. – disse fazendo pouco caso. – Tchau Saky, venho te ver depois. – sorriu abraçando-me. – Boa sorte com a rabugenta aí. – sussurrou.

– Tchau Ino, pode deixar. – disse sorrindo. – Tchau Senhorita rabugenta, quer dizer Raimunda. – sorriu zombeteira saindo da sala em seguida. Mordi o lábio inferior reprimindo o riso, Ino era louca.

– Está sentindo alguma dor? – perguntou mal humorada, graças à brincadeira de Ino.

– Sim, meu pulso dói um pouco. – disse séria.

– Aqui! – entregou-me dois comprimidos, e um copo d’água. – Vai aliviar a dor.

– Obrigada. – respondi tomando o remédio. – O Doutor Maurício virá mais tarde para ver como você está. – disse saindo em seguida.

– Tchau hein. – disse entediada.

Olhei para janela observando o por do sol. De acordo com o horário eu tinha ficado desacordada por quase vinte quatro horas, mas não tinha sofrido nenhuma lesão grave pelo corpo, a não ser as torções no pulso e tornozelo, além dos arranhões. Eu realmente tinha tido muita sorte.

Fechei os olhos, sentindo o remédio fazendo efeito, entregando-me ao sono.

– Sakura. – senti meu corpo ser balançado, enquanto meu nome era chamado.

Abri os olhos, confusa, cocei os olhos acostumando-me com a luz. Olhei para o lado percebendo dois olhos azuis me fitando.

– Ino. – murmurei ainda sonolenta.

– Hora de ir para casa. – sorriu.

– Sério? Ainda bem, odeio hospitais. – resmunguei.

– Sim, eu sei. O Doutor Maurício virá para explicar algumas coisas para você e assinar sua alta.

– Ótimo. – sorri animada, não via a hora de ir para casa. – Alias que horas são? – perguntei.

– Nove e meia. A proposito a mocinha só irá para casa depois que jantar. – disse séria.

– Prefiro comer em casa.

– São ordens do médico.

– Saco! – resmunguei irritada. – Me dá esse prato logo. – disse apontando para o prato com comida em cima do criado mudo.

Comecei a comer em silêncio, e agradeci aos céus por Ino ter ficado quieta. Só queria ir para minha casa, pegar as malditas provas contra Sasori e entregar para a polícia, e me livrar de toda essa sujeira que é aquela maldita empresa e seu maldito dono.

– Até que não estava ruim. – disse terminando de comer, ouvindo o barulho de porta sendo batida.

– Boa noite Senhoritas. – O Doutor disse sorrindo. – Preparada para ir para casa? – perguntou olhando-me.

– Boa noite. – respondemos.

– Com certeza. – sorri.

– Pois bem, já entreguei a sua amiga a lista com os remédios que deve tomar, se seguir tudo direitinho daqui a duas semanas estará sem essas faixas. Não se esqueça de que não poderá fazer esforços durante essas duas semanas, qualquer esforço irá prejudica-la fazendo-a voltar para cá. – Recomendou sorrindo.

– Tudo bem. Entendi. Nada de esforços. – sorri. – Mas alguma coisa? – perguntei.

– Não, já pode ir para casa. – disse sorrindo, anotando alguma coisa em sua prancheta.

– Graças a Deus. – disse animada. – Aproposito alguém pode me ajudar? – perguntei os olhando.

– Claro. – disse aproximando-se. – Terá que usar uma muleta durante essas semanas.

– Tudo bem. – disse sentindo seus braços rodearem minha cintura. Ajudando-me a ficar em pé. Passei meu braço por volta de seu pescoço enquanto tocava só o meu pé esquerdo no chão.

– Obrigada. – sorri.

– Vamos? – Ino perguntou chamando a nossa atenção.

– Sim. – disse a olhando.

– Gaara está na recepção nos esperando. – disse abrindo a porta.

– Obrigada. – Doutor Maurício agradeceu. Estava feliz por estar indo para casa, era muito bom sair daquele ambiente, hospitalar. Logo vimos Gaara parado na recepção. Quando nos viu veio em nossa direção.

– Obrigada por tudo Doutor Maurírio. – Agradeci.

– De nada, foi só o meu trabalho. – sorriu. – Senhoritas. – despediu-se me entregando a Gaara.

– Saky. – sorriu.

– Gaara. – sorri, sentindo seus braços rodearem minha cintura, carregando-me.

– Obrigada.

– Fico feliz que esteja bem. – disse sorrindo.

– Muito cavalheiro esse seu namorado hein Ino? – disse a olhando. -Também acho, o Gaara é um fofo. – disse sorrindo.

– Eu sei. – disse convencido, fazendo Ino e eu revirar os olhos.

– Eu já disse que ele e você são perfeitos um para o outro? – perguntei irônica.

– Já. – responderam em uni solo.

– Ótimo. – disse sentindo a brisa da noite. – É tão bom respirar esse ar. – disse sentindo o frio da noite. – Aquele ar hospitalar me sufocava.

– Sabemos que você não gosta de hospitais. – Ino disse entediada. Gaara me colocou sentada no banco de trás, deixando minhas muletas ao meu lado.

– Obrigada. – Agradeci.

– De nada. – disse fechando a porta. Gaara entrou no carro dando partida em seguida.

Ligou o rádio do carro que começou a tocar uma música calma. Abaixei o vidro da janela, sentindo o frio da noite tocar minha pele, sorri, adorava o frio.

Durante o caminho ficava lembrando-me das palavras venenosas de Sasori. Eu podia imaginar sua cara agora, deveria estar com certeza comemorando o meu acidente com seus capangas nojentos.

Eu sentia repulsa de Sasori, sentia o mais puro desprezo. Podia imagina-lo rindo de mim com Sasuke.

Fechei os olhos com força, tentando apagar tal imagem da minha cabeça, para mim isso era revoltante, não conseguia entender o porquê de ele ter se juntado com Sasori para me machucar, não entendia o porquê dele mesmo não ter feito isso.

Balancei a cabeça como se esse ato fosse tirar esses pensamentos indesejáveis da minha cabeça.

– Chegamos. – abri os olhos, ouvindo a voz de Gaara.

Estava tão perdida em conflitantes pensamentos que nem tinham percebido que estávamos parados em frente ao nosso prédio.

Gaara abriu a porta pegando-me no colo de novo, não gostava de ser carregada, mas era por um motivo de saúde.

– O que acham de um filme de terro e brigadeiro? – Sugeriu animada, enquanto entravamos no elevador.

– Eu topo. – Gaara respondeu sorrindo.

– Pode ser. – respondi. Não estava animada para ver nada. Só queria colocar meus fones e dormir até amanhã, pelo menos em meus sonhos esperava ter paz.

– Lar doce lar. – sorri olhando para meu apartamento. – Adoro esse apartamento.

– Adora por que não é um hospital. – Ino disse fechando a porta.

– Também. – respondi, sentando-me no sofá. Ino olhava para o celular constantemente, tinha percebido isso desde que estávamos no quarto do hospital.

– Gaara! – Ino exclamou parecendo ter se lembrado de alguma coisa. – Esquecemos as muletas da Saky, pode pegar no carro? – perguntou.

– Sim. – Olhou para Ino. – já volto. – Respondeu saindo.

Alguma coisa estava errada e eu sentia isso, Gaara tinha lançado um olhar muito suspeito a Ino. Iria perguntar o que estava acontecendo quando escutei o interfone tocar.

– Eu atendo. – disse indo em direção ao interfone.

– Até por que eu não posse me levantar sem as muletas. – resmunguei.

– Sim, tudo bem. Irei agora mesmo. – disse desligando em seguida.

– O que foi? – perguntei curiosa. – O porteiro disse que tem uma encomenda na portaria, e é muito grande. – franzi o cenho, confusa.

– E o que é? – perguntei confusa.

– Ele disse que está todo empacotado, pediu para que eu buscasse agora. Tudo bem eu ir? – perguntou olhando-me.

– Sim. – respondi. – aproveita e pede para o Gaara subir logo com essas muletas.

– Tudo bem, já volto. – sorriu. Suspirei desconfiada, isso tudo estava muito estranho.

Escutei a campainha tocar, fazendo-me esquecer disso, Gaara tinha voltado, deve ser coisa da minha cabeça.

– A porta está aberta Gaara! – gritei. Era óbvio que estaria aberta, eu não podia abrir. – Não sei por que tocou a campainha, sabe que não posso abrir a porta. – disse olhando para o sofá.

Apoiei minha mão direita no sofá, sentando-me melhor, enquanto ouvia o barulho de porta, sendo fechada, franzi o cenho, confusa, não ouvindo nenhuma resposta de Gaara.

Levantei o olhar, confusa, por não ouvir resposta, desejando nunca ter feito isso. Senti meu coração acelerar enquanto fitava olhos ônix me olhando tão intensamente, eu devia ter desconfiado, ele não tinha me procurado ainda e isso não era do feitio dele.

– Sasuke... – murmurei surpresa, o olhando.

– Sakura...