Destino

23 Capítulo 23


Notas iniciais
Oie pessoas!!! Vim mais cedo postar o capítulo, e o motivo é que além dos comentários maravilhosos de vocês, recebemos uma linda recomendação!!! Anielly Mendes, obrigada pela linda recomendação^^ Quando eu vi dei pulinhos e gritei, minha mãe achou que tivesse enlouquecido, hahaha. Fico muito feliz por gostar de todas às nossas fics, suas palavras significam muito para gente, também adoramos você e esse capítulo é para você e para todas as leitoras que nos acompanham♥ Bem gente, espero que gostem do capítulo, vi que vocês não gostaram do Jesse e depois desse capítulo acho que vão o odiar mais. Espero que gostem do capítulo que fiz com carinho^^ Beijos da Cereja*-* Boa leitura!

Sakura olhava um ponto fixo na parede, seu olhar era perdido, sua mente viajava em antigas lembranças. Agora tudo fazia sentido, era ele o tempo todo. Deveria ter percebido pelo "Minha" usado constantemente nas mensagens, mas depois daquele dia na lanchonete, tinha decido esquecer de Jesse. Ele continuava com aquele olhar perigoso, sentia medo só de pensar que ele estava de volta. Odiava sentir medo, isso era uma fraqueza, e odiava ser fraca.

E mais uma vez não teve como não pensar em Sasuke, ironicamente ele tinha matado alguém, mas não conseguia ter medo dele. Mas com Jesse era diferente, por quê mesmo gritando com toda sua força que odiava Sasuke, sabia que ele nunca a machucaria de verdade, e com Jesse não tinha essa mesma certeza. Os olhares de Sasuke e Jesse eram diferentes. Sasuke a olhava como se a qualquer momento fosse a agarra-la, mas também tinha seu lado sereno. Ele exalava um ar sedutor, que a confundia. Jesse nunca a fez sentir nada de especial, nunca a confundiu, nem a despertou tal interesse para entende-lo. Com Sasuke tinha o desejo de entende-lo, desvendar seus segredos, tira-lo da escuridão.

Suspirou, tudo parecia tão confuso, não sabia o que pensar.

– Sakura.

Ouviu a voz receosa e ao mesmo tempo preocupada, de Ino a chamar.

– Como é se apaixonar? – perguntou ainda perdida.

– O que? – Ino perguntou confusa.

– Como é se apaixonar? – repetiu.

– Se apaixonar é sentir algo especial toda vez que você vê a pessoa. É você querer sempre estar com ela. Os defeitos dela não são mais tão ruins, você até começa a gostar de alguns deles. – deu uma risadinha. – É você se perder num simples olhar, a presença da pessoa vira algo importante em sua vida. E você só quer vê-la bem.

Olhou para Ino, a ouvindo atentamente, nunca tinha se apaixonado de verdade, e pensava que nunca poderia sentir algo assim.

– Eu nunca irei me apaixonar, não me imagino sentindo tal coisa. – confessou. – Eu nunca poderia sentir tal coisa por Jesse, e também não sei como ele pode sentir algo assim por mim, não acredito que ele me ame verdadeiramente, mas também não me importo. – levantou dando de ombros.

– E com Sasuke? – Ino perguntou, a olhando atentamente.

– O que eu sinto por Sasuke, é uma incógnita, nem eu mesma sei. – a olhou. – Mas... Talvez eu não o odeie tanto quanto eu pensava.

Ino sorriu ao ouvir a resposta da amiga, talvez Sakura não fosse tão esperta como pensava.

Andou calmamente, deitando-se no sofá, sendo observada pelo olhar atento de Ino.

– O quê você irá fazer, em relação ao Jesse?

Ino sentou na poltrona, em sua frente.

– Eu não sei, ainda estou confusa com tudo isso. Nunca pensei que ele teria cara de pau, para vir atrás de mim.

– Eu te avisei que ele não prestava. Nunca confiei naquele ar de bom moço.

– Eu sei, você me avisou. Mas se você não lembra, eu não costumava conversar muito com às pessoas daquela faculdade, e ele parecia muito disposto a ser meu amigo. – suspirou cansada.

– É uma droga não termos feito a mesma faculdade, mas também você sempre teve problemas com confiança, não sei como pôde confiar em alguém como o Jesse.

Não entendia como Sakura pôde deixar Jesse ser seu amigo, sabia que ela tinha problemas de confiança, e ele nunca fora confiante.

– Eu nunca confiei no Jesse, Ino. – passou as mãos no cabelo. – Eu era sua amiga, por quê antes dele criar uma obsessão por mim, ele era uma pessoa legal.

– Você sempre atraiu pessoas perigosas.

– Uma prova disso é o Sasuke. – provocou irônica.

– Mas você sabe que ele nunca a faria nenhum mal, ao contrário do Jesse. – devolveu a provocação.

– É... – começou irônica. – Talvez eu seja mesmo um imã para perigos.

– Se Sasuke tivesse voltado naquela época...

– Não mudaria nada. – a cortou. – Acho que seria até pior, Sasuke ainda estaria o mesmo idiota.

– Mas ele poderia a ajudar.

– Como, Ino? – perguntou sarcástica. – Ele iria chamar a polícia? – ironizou. – Acorda, Sasuke só teria dezoito anos, não poderia fazer nada. – revirou os olhos.

– Mas agora ele pode.

– Chega de "Mas". – fez aspas com os dedos. – Ele não ficará sabendo de nada. Esse assunto não tem nada a ver com Sasuke, isso é um problema meu.

– Sim, isso não interessa ao Sasuke. – Ino concordou. – Mas foi graças à essa sua teimosia que você foi quase morta por Sasori. – completou irritada.

Sakura sabia que Ino estava certa, mas como ela mesmo tinha dito. Sua teimosia era muito grande, e não iria deixar isso de lado.

– Então você já deve saber o final disso. – respondeu despreocupadamente.

– Você está me dizendo que não se importa com a sua vida? – perguntou irritada. – Pense em todas as pessoas que te amam e se preocupam com você! – gritou revoltada.

– Não Ino, eu não estou dizendo que não me preocupo com a minha vida. – revirou os olhos. – Só estou dizendo que eu não preciso da ajuda de Sasuke.

– E se o Jesse vir atrás de você?

– Eu sei me cuidar sozinha, Ino. – respondeu irritada com aquela discussão.

– Como foi com Sasori? – perguntou irônica. – Você não é uma super heroína, Sakura.

– ...

– Não vai responder?

– O que você quer que eu fale? Eu já disse que não irei contar nada para Sasuke.

– Se você não contar, eu conto. – ameaçou.

– Você não irá fazer isso, Ino. – comentou calmamente. – Por quê eu não faria? – perguntou irônica.

– Por quê isso também não é da sua conta. Isso é um assunto meu, exclusivamente meu. – a olhou.

– Não me interessa. – a olhou irritada irritada. – Eu nunca deixaria você correr perigo, não estou nem aí se você acha que isso não é da minha conta. – desafiou irritada, fazendo Sakura arquear a sobrancelha. – Não é só por quê somos melhores amigas, que irei apoiar essa sua loucura.

– Que loucura? – levantou irritada. – Você quer que eu conte para Sasuke, por quê? Para ele matar o Jesse? – perguntou sarcástica.

– Não, eu quero que você conte, para ele te proteger.

– Eu tenho por acaso cara, de mocinha indefesa? – perguntou irônica.

– Será que você pode deixar essa sua ironia de lado, e falar sério? – Ino cruzou os braços, a olhando irritada.

– Cansei dessa discussão desnecessária, irei me deitar. – revirou os olhos. – Um maluco volta atrás de mim, e você que fica uma pilha de nervos, mereço.

Saiu da sala entediada. Não estava com cabeça para pensar no que Ino pretendia fazer, não acreditava que Ino fosse contar para Sasuke. Ela poderia estar furiosa por sua teimosia agora, mas ela não contaria nada, Ino não era fofoqueira, e no fundo sabia que ela também temia que Sasuke matasse Jesse.

Mordeu os lábios, olhando para o teto branco de seu quarto.

Deitada na cama, pensava o que Jesse queria consigo, ele não poderia querer faze-la ama-lo. Aquilo era ridículo, não teria a mesma paciência que teve a alguns anos, quando era uma adolescente. Apesar de mais velha, sua opinião continuava a mesma, não amaria ninguém desse jeito. E se isso acontecesse, Jesse seria o último homem no mundo que escolheria amar.

Não sentia nada por Jesse, nada do que Ino disse que seria a paixão. Também não acreditava que Jesse a amasse, se a paixão era aquilo que Ino disse, com certeza Jesse não a amava.

Falavam que o amor era mais forte que a paixão, nunca entendeu muito bem o que isso significava. Mas sabia que se o amor era um sentimento forte, com certeza Jesse não sentia isso por ela.

Uma vez ouviu que o amor nos fazia desejar a felicidade da pessoa amada, e Jesse não era assim, ele não ligava para sua felicidade, só ligava para a sua obsessão por ela, e achava que Sakura tinha que ama-lo a força.

Imaginou em como Sasuke ficaria furioso em saber daquela história, lembrou daqueles olhos furiosos a observando.

Nunca admitiria, mas achava que Sasuke ficava extremamente sexy, quando ficava irritado. O jeito que ele a olhava, a maneira irritadiça de bagunçar os cabelos, e os lábios desenhados numa fina linha. A voz rouca, ganhava um tom ameaçador, mas tinha um quê de sensualidade nela.

Claro que o irritado a qual imaginava era o Sasuke bravo com ela, não o descontrolado que matará Sasori.

Passou a mão nervosamente pelo cabelo, o puxando para trás. Precisava saber o que Jesse queria consigo, não poderia deixar Sasuke descobrir sobre ele.

Levantou decidida a esquecer de Jesse, não importava o que ele queria, não a interessava. Iria almoçar com Sasuke, e esquecer da volta de Jesse, ele não merecia sua preocupação.

Caminhou para o banheiro, precisava de um bom banho gelado.

Despiu-se ligando o chuveiro, sentindo a água gelada molhar seus cabelos e rosto, descendo pelo resto de seu corpo. Adorava tomar banho, seus pensamentos pareciam melhor enquanto tomava banho.

Depois de uma hora enrolou uma toalha no corpo, indo em direção ao guarda roupa. Sorriu ao Imaginar sua mãe reclamando, que ela iria acabar com a água do mundo.

Vestiu-se com um vestido branco soltinho, o sinto marrom que o acompanhava marcava sua cintura. Nos pés optou por uma sapatilha rosa claro. Secou seus cabelos, os deixando soltos. Passou uma leve maquiagem, marcando os olhos com rimel, lápis e uma sombra preta, e nos lábios passou um simples gloss de morango.

Agradeceria sua mãe pelo presente depois, claro que esse vestido não seria obra sua. Sorriu pegando sua bolsa marrom, saindo do quarto.

Encontrou Ino sentada no sofá, assistindo Bob Esponja, desenho esse qual a loira era louca.

– Irá almoçar com Sasuke? – Ino perguntou a olhando.

– Sim. – respondeu, olhando o celular, lendo a mensagem que tinha acabado de receber de Sasuke.

"Estou te esperando em frente ao seu prédio. Espero que não esteja atrasada, irritante."

Revirou os olhos sorrindo, terminando de ler a mensagem, dessa vez não estava atrasada.

– Está linda, Sasuke vai babar. – Ino brincou.

– Engraçadinha.

Eram assim, discutiam por alguma coisa, e se falavam normalmente depois, como se nada tivesse acontecido.

– Eu vou indo, Sasuke chegou. Beijos, Ino. – despediu-se andando em direção a porta.

– Tchau, Sah. Bom almoço, e não esqueça de dar um beijo no Sasuke por mim. – sorriu travessa.

Até imaginava o tipo de beijo que Ino queria que ela desse nele.

Fechou a porta olhando para às pétalas das rosas vermelhas ao chão, que tinham sido destruídas por ela.

Sentiu pena por destruir às flores, mas ele mereceu, e também preferia lírios.

Entrou no elevador apertando o botão do térreo. Lembrou-se de como aquele mesmo painel virava um grande amigo, quando era observada nada discretamente por Sasuke.

Saiu do elevador passando pela portaria, como sempre, não encontrou o porteiro em seu lugar.

– Que tipo de porteiro nunca está na portaria? – perguntou para si mesma, entediada.

Saiu do prédio, encontrando Sasuke sorrindo de canto, encostado em frente a sua Ferrari preta.

Sasuke não era o tipo de homem que a olhava descaradamente de cima a baixo, ele não precisava. Um simples olhar intenso seguido de um sorriso de canto sedutor era o suficiente para deixa-la terrivelmente envergonhada. Achava-se estupida por ficar tão envergonhada por Sasuke a olhar daquele jeito, e lhe dirigir um sorriso de canto como aquele. Mas ainda não estava acostumada como tudo estava ficando diferente entre eles, não eram mais os mesmos adolescentes imaturos que viviam brigando.

Sasuke não era mais aquele menino idiota que a irritava, agora ele era um homem maduro, e terrivelmente sedutor. Agradecia por não ter a mania de corar quando estava envergonhada, o que disfarçava desviando o olhar.

– Olá irritante.

Adorava o tom de voz de Sasuke, aquela voz grossa era irritantemente sedutora.

– Olá Sasuke. – sorriu.

Aproximou seu corpo do dele, sentindo seus braços a rodearam a puxando para um abraço. A beijando na bochecha. Uma das coisas que também não tinha acostumado era ter sempre os braços de Sasuke ao redor de sua cintura. Podia sentir seu perfume de menta, ao beijar levemente sua bochecha.

– Ino mandou.

– Hum.

– Vamos?

Sasuke ainda a olhava intensamente, mantendo seus braços ao redor de sua cintura.

– Sim.

Abriu a porta do carro para ela, ato esse que Sakura já estava acostumada, mas sempre sorria em agradecimento.

– Aproposito, está linda.

Sasuke falou a olhando, antes de fechar a porta. Desviou o olhar rapidamente envergonhada, sentindo sua presença ao seu lado.

– Obrigada. – agradeceu. – Você também não está nada mal.

– Hum.

Sasuke murmurou, sorrindo de canto, ligando o carro.

– Acabou de sair do trabalho? – perguntou, olhando para sua roupa formal.

Sasuke estava usando um terno azul marinho, que lhe caía perfeitamente. Por dentro uma camisa branca estava com os primeiros botões abertos, dando visão de seu peito, não usava gravata. Estava perigosamente sexy.

Existiam homens que ficavam extremamente lindos quando usavam terno, e Sasuke se encaixava nesse grupo.

– Sim. – respondeu lhe dirigindo um rápido olhar.

– Sabe, quando estudávamos, eu nunca te imaginária de terno. – confessou.

– Por quê? – perguntou confuso.

– Você odiava terno, ou qualquer roupa formal. – lembrou. – E é muito engraçado perceber, que você trabalha com esse tipo de roupa.

– Hum.

– A vida realmente é uma caixinha de surpresas. – olhou para a janela, pensativa.

Suspirou.

Sua mente a lembrou da volta de Jesse, a causando desconforto.

– Por quê diz isso?

Sasuke perguntou, a tirando de seus pensamentos.

– Por quê nunca imaginei que estaríamos juntos de novo, e sem brigas.

Sorriu.

– Hum.

Sasuke a olhava de canto, observando o sorriso leve que Sakura esboçava.

Chegaram ao restaurante em alguns minutos. Sasuke abriu a porta para Sakura, que sorriu em agradecimento.

– Você tirou o terno.

Sasuke tinha tirado seu terno, usando apenas sua camisa branca, as mangas estavam dobradas até o cotovelo, e seu peitoral era exibido graças a alguns botões.

– Está calor. – deu de ombros.

– Eu prefiro assim. – sorriu. – Apesar de achar que preto cai melhor em você.

– Hum. – Sasuke sorriu de canto, enlaçando a cintura de Sakura.

Sentiu uma pequena onda de eletricidade passar por seu corpo, ao sentir os braços de Sasuke enlaçarem sua cintura. Nunca iria se acostumar com aquela aproximação.

Entraram no restaurante, e por um momento Sakura pensou que todos tinham parado de comer só para olharem Sasuke e ela.

– Boa tarde.

Um homem de aparentemente vinte e cinco anos os cumprimentou, parecia ser o recepcionista.

– Boa tarde.

Responderam.

– Vocês tem reserva?

– Sim, reserva no nome de Sasuke Uchiha.

O Homem pareceu assustado ao ouvir aquele sobrenome. Ele olhou rapidamente para Sasuke, voltando sua atenção para sua agenda com os nomes dos clientes.

– A sua mesa já está pronta, Senhor Uchiha. – disse rapidamente. – Por favor, me acompanhem.

"O que raios esse sobrenome tem demais?" Sakura se perguntava, mentalmente.

Nunca entenderia o que acontecia com as pessoas, elas pareciam temer Sasuke.

– Aqui está, logo um garçom irá servi-los. – O recepcionista sorriu, nervoso. – Com licença.

Sasuke acenou com a cabeça, e logo o garçom se retirou.

– Ele parecia com medo de você.

Comentou fingindo desinteresse, mas na verdade queria saber por quê tantas pessoas o temiam.

Mas Sasuke pareceu não ligar para seu comentário, pegando o cardápio começando a folheá-lo.

Suspirou.

Saber coisas sobre Sasuke sempre parecia uma tarefa extremamente impossível.

Abriu o cardápio começando a folheá-lo também. Estava na cara que Sasuke não iria falar, e não queria começar uma briga insistindo no assunto.

Sentiu olhares em sua direção, virou o corpo encontrando algumas pessoas a olhando.

– Ignore.

Ouviu a voz despreocupada de Sasuke.

– Por quê estão nos olhando tanto?

Perguntou envergonhada, o olhando.

– Digamos que eu não sou muito de sair em público.

– Por quê?

– Exatamente por isso. – deu uma rápida olhada nas pessoas que os olhavam. – Odeio todo esse alarde.

– Entendo.

Sorriu, colocando uma mexa de seu cabelo atrás da orelha. Outra mania que tinha quando estava envergonhada.

Sabia que o motivo de Sasuke sair era ela, ele estava fazendo coisas que nunca faria por ela.

– Minha vez de fazer uma pergunta.

Sasuke olhava o sorriso envergonhado de Sakura com satisfação. Adorava mexer com Sakura.

– Faça.

– Você entregou o dossier com as provas do Sasori para a polícia?

– Não. Eu ainda não tive tempo.

Respondeu simplesmente.

– Hum.

– Já sabem o que irão pedir?

O garçom perguntou, com um leve sorriso.

– Sim.

Sasuke fez os pedidos, enquanto mexia em sua bolsa procurando seu celular.

Olhou para tela do celular, não encontrando nenhuma mensagem.

Sorriu aliviada.

– O que foi?

Sasuke perguntou olhando seu sorriso.

– Nada.

Poderia desfrutar do maravilhoso almoço e da presença de Sasuke, sem se preocupar em estar sendo vigiada.

–*–

– Amanhã iremos fazer a noite dos filmes e Ino disse que você precisa provar os cupcakes dela.

– Isso é um convite?

Perguntou sorrindo de canto, enquanto olhava a estrada.

– Sim, mas foi a Ino que chamou. – respondeu olhando para a janela.

– Eu agradeço o convite, mas infelizmente estarei viajando e não poderei ir.

– Você vai viajar?

O olhou rapidamente, se recriminando por ser tão curiosa.

– Sim, mas depois de amanhã já estou de volta.

– Hum. – murmurou fingindo desinteresse.

Virou em direção a janela, escondendo o seu descontentamento. Sasuke era um homem ocupado agora, tinha que se acostumar com isso.

Talvez a viagem de Sasuke fosse perfeita, com ele longe poderia resolver seus assuntos com Jesse.

– Chegamos. – Sasuke informou, estacionando em frente ao prédio.

– O almoço foi bem agradável, obrigada. – sorriu, o olhando.

– De nada. – Sasuke inclinou o corpo em sua direção, beijando sua testa suavemente.

Fechou os olhos sentindo os lábios frios de Sasuke em sua testa. Abriu os olhos sentindo a respiração de Sasuke próxima ao seu rosto.

– Tchau, irritante.

– Tchau, Sasuke.

Despediu-se ainda olhando para seus ônix que a olhavam com tanta intensidade. Balançou a cabeça em desagrado por seus pensamentos estranhos, saindo do carro rapidamente.

Era impressão sua ou Sasuke pretendia beija-la?

Pensava confusa, olhando o carro de Sasuke sumir pelas ruas.

Sasuke era tão confuso para sua cabeça. Entende-lo parecia impossível, nunca sabia o que ele pretendia.

Suspirou.

Entrou no prédio encontrando a portaria vazia. Revirou os olhos, aquele porteiro era um preguiçoso.

Entrou no elevador, mas uma mão a puxou de volta para fora.

Gritou assustada pelo movimento brusco, encontrando olhos azuis a olhando irritado.

– Você mentiu! – gritou.

– Jesse.

Disse assustada, sentindo seu corpo ser prensado com força na parede.

– Você mentiu, Sakura. – apertou seus braços contra a parede.

– Do quê você está falando?! – perguntou assustada. – Me solta!

– Você estava com outro.

Aproximou seu rosto perigosamente do de Sakura, a olhando ameaçador.

– E agora eu me vingarei pela sua mentira.

Sussurrou furioso, a prensando mais contra a parede.

– SOCORRO! SOCORRO!

Gritou assustada.

Jesse continuava com sua loucura, mas dessa vez não ficaria quieta.

– Pare de gritar!

A olhava furioso pelos gritos.

– Não vou parar, me solta!

Puxou seus pulsos com força, o empurrando irritada para longe de si.

– Eu vou voltar, isso ainda não acabou.

Lançou lhe um último olhar irado, antes de sair com passos pesados da portaria.

Encostou-se a parede quando sentiu sua pernas ficarem fracas, estava assustada.

– Algum problema?!

Olhou indignada para o porteiro que tinha acabado de chegar.

Entrou no elevador sem se preocupar em o responder, aquele cara era realmente um inútil.

Apertou sua bolsa contra seu corpo, sentindo seus olhos marejarem. Cada átomo do seu corpo gritava para que corresse até Sasuke e pedisse sua ajuda. Mas sabia que não podia fazer isso, Sasuke o mataria.

Fechou os olhos com força, reprimindo a vontade de chorar. Não iria chorar, não iria ser fraca.

Respirou fundo, mordendo os lábios. Saiu do elevador arrumando seu cabelo e roupa que tinham se desarrumados com o movimento brusco de Jesse.

Abriu a porta do apartamento, ouvindo risadas e barulho alto da televisão. Fechou a porta se virando em direção a sala.

– Sah! – Ino a olhou animada. – Olha quem está aqui!

Olhou para o ruivo, sorrindo.

– Gaara!

O abraçou com força. Precisava de um abraço e Gaara era perfeito para isso.

– Oi rosada. Estava com tanta saudades assim? – perguntou divertido.

– Lógico que estava, você vive trabalhando.

– Vocês são tão exageradas. – disse entediado.

– Não somos não.

Falaram juntas, em tom de revolta.

– Mas essa semana eu estarei de folga.

– Já vi que ficarei de vela.

Sakura disse entediada, jogando-se no sofá.

– Lógico que não. – Ino a olhou sapeca. – E o Sasuke?

– Vai viajar.

– O que?! Ele não pode perder a noite dos filmes.

– Você fala como se ele participasse sempre. – revirou os olhos, colocando os pés em cima do colo de Gaara, que a olhou com uma sobrancelha arqueada.

– Por isso mesmo, seria a primeira noite de filmes que ele iria participar. – respondeu chateada.

– Deixa para a próxima. Agora vamos assistir alguma coisa?

– Ele que não se atreva a perder a próxima noite! – Ino reclamou emburrada.

– Comédia ou ação?

Sakura perguntou, ignorando a birra de Ino.

– Ação. – Gaara respondeu tomando o controle de sua mão.

– Ei! – exclamou indignada. – Devolve esse controle, seu abusado! – Pulou em Gaara tentando o sufocar com a almofada.

– Agressiva! – devolveu o controle depois de levar algumas almofadas na cara.

– Ai! Mas eu já devolvi o controle. – reclamou por levar outra almofada na cara.

– Isso é pelo agressiva. – disse o olhando enquanto o ameaçava com a almofada. – Ué, cadê a Ino? – perguntou confusa olhando em volta e não achando a loira.

– Estou aqui! – ouviu o grito vindo da cozinha. – Estou fazendo pipoca e brigadeiro. Você podem parar de se bater e me ajudar? – Pediu irônica.

– Engraçadinha! – respondeu revirando os olhos. – Vamos coisa ruiva.

– Já estou indo, coisa rosa. – sorriu zombeteiro, recebendo um olhar ameaçador como resposta.

– Ino, socorro! – Gaara correu para a cozinha.

– Idiota. – sorriu.

– Gaara! Você derrubou toda a pipoca no chão! – Ino ralhou irritada.

Entrou na cozinha encontrando o chão coberto de pipocas e um Gaara tentando não levar uma colherada na cabeça por Ino.

Revirou os olhos, entediada.

– Vai ser uma longa tarde.

–*–

– Tchau, Saky. – Gaara sorriu, acenando do corredor.

– Tchau Gaara, até amanhã.

Despediu-se antes de entrar em seu quarto. A tarde de filmes tinha sido bem legal, a única coisa irritante era ter que ficar de vela.

Entrou no banheiro, despindo-se em seguida. Ligou o chuveiro sentindo a água gelada molhar seus cabelos e rosto, passando pelo corpo.

Às cenas de mais cedo voltavam em sua cabeça. A volta de Jesse e seu surto nao saíam de sua cabeça. Mesmo assistindo os filmes com Gaara e Ino sua mente não estava toda no filme.

Não podia negar, estava com medo. Medo que Jesse fizesse algo de grave contra si.

Podia contar tudo para Sasuke, sabia que no momento em que contasse, estaria segura. Mas também sabia que Sasuke mataria Jesse, e não queria que ele se tornasse um assassino.

Suspirou cansada.

Eram tantas coisas para pensar, decisões a tomar.

Terminou o banho enrolando-se na toalha. Precisava tomar uma decisão logo, ou tudo poderia piorar.

Saiu do banheiro indo em direção ao armário. Vestiu uma camisola fina vermelha. Secou os cabelos, passou perfume e se jogou em sua cama.

Estava tão confusa, não sabia o que fazer exatamente.

– Sakura?

Ouviu a voz de Ino lhe chamar, enquanto algumas batidas eram desferidas contra a porta.

– Pode entrar, Ino.

Sentou na cama, cobrindo-se da cintura para baixo.

– Com Gaara aqui não pude perguntar. – começou a falar, sentando ao seu lado. – O que fará em relação a Jesse?

Mordeu os lábios com força, fechando os olhos.

– Eu não sei.

Enterrou suas mãos em seus cabelos, os puxando para trás.

– Eu quero contar para Sasuke, mas sei que ele vai mata-lo, e não posso deixar Sasuke virar um assassino.

– Como sabe que Sasuke vai mata-lo? Jesse não tentou te machucar. – a olhou. – Ele tentou? – perguntou assustada.

Balançou a cabeça em afirmação, a olhando.

– Ai Meu Deus! – Ino exclamou assustada. – Quando ele tentou te machucar?

– Quando eu estava entrando no prédio.

– E Sasuke? – perguntou confusa.

– Ele já tinha ido embora.

– Ele quer vingança, Ino.

– Vingança? – repetiu confusa. – Vingança pelo quê?

– Ele acha que eu estou namorando Sasuke. Que eu menti quando disse que não poderia amar ninguém.

– Que idiota. Sasuke realmente devia mata-lo.

– Não, não devia.

– Mas porquê isso é da conta dele? Se você estivesse namorando com Sasuke ele não tinha nada a ver com isso.

– Na mente doentia daquele idiota, eu sou dele, ou seja, eu não posso namorar ninguém a não ser ele. – sorriu em escárnio. – Como se eu fosse tão louca a ponte de namora-lo.

– Você precisa fazer alguma coisa, ele pode fazer algo pior do que só te ameaçar. – Ino a olhou apreensiva.

– Eu vou contar a polícia. – respondeu decidida. – Com Sasuke longe é mais fácil. Amanhã irei na polícia e contarei tudo.

– Ainda bem! – Ino a olhou aliviada. – Já estava preocupada achando que você iria confronta-lo.

– A minha imprudência tem limites, Ino. Acredite, eu não quero ver Jesse nunca mais.

– Quer que eu vá amanhã com você?

– Não, eu quero ir sozinha.

– Tudo bem. – sorriu a olhando. – Boa noite, Sah.

– Boa noite, Ino. – retribuiu o sorriso.

Deitou na cama, cobrindo-se.

Fechou os olhos decidida a ter uma ótima noite de sono, sem pesadelos com um certo calouro dos olhos azuis.

–*–

Acordou ouvindo o celular tocando. Levantou ainda sonolenta, procurando seu celular em cima da cômoda. Bocejou olhando para o visor, lendo o nome de Sasuke.

– O que você quer me ligando de madrugada?

Ouviu uma risada do outro lado.

– Não seja irritante, são exatamente quatro horas da tarde.

– O que?! – perguntou surpresa.

– Parece que alguém dormiu além da conta. O que não é nenhuma novidade. – debochou.

– Calado. – disse irritada. – Você não deveria estar trabalhando?

– Esse seu humor matinal é encantador. – a ironia era explícita em sua voz.

– É porquê você não viu o seu. – sorriu provocativa.

Ouviu algumas vozes do outro lado da linha, e um resmungo de Sasuke que a fez sorrir.

– O dever me chamar, tenho uma reunião agora.

– Bom trabalho. Tchau, Sasuke.

– Obrigado. Tchau, irritante.

Sorriu desligando, mas logo seu sorriso sumiu quando lembrou que horas eram.

Correu apressada para o banheiro, tinha que ser rápida. Tomou um rápido banho indo trocar de roupa.

–*–

Desligou o celular entrando na sala de reuniões em seguida, todos que estavam sentados levantaram ao ver Sasuke entrar.

– Boa noite Senhores.

Sua voz grossa se fez presente na sala. Seu olhar era frio.

– Boa noite, Senhor Uchiha.

Todos responderam em unisolo.

– O motivo dessa reunião todos já sabem: Sakura Haruno.

– O que você quer falar sobre aquela...

Sasuke estreitou os olhos em sinal de aviso.

– Eu quero deixar uma coisa bem clara. – seu olhar era ameaçador. – Não permitirei que faltem com respeito com a Senhorita Haruno. De modo que se isso acontecer, não responderei pelos meus atos.

– Isso não voltará a se repetir.

– Eu espero que não. Agora, o que querem com ela?

Aquela reunião para olhares de fora parecia uma simples discussão entre sócios. Mas a verdade era que estava tendo uma reunião com os sócios de Sasori.

– Você sabe, ela tem algo que nos incrimina.

Um dos sócios de Sasori se pronunciou, sua fala era meio embolada, não era brasileiro e não sabia falar fluentemente o português.

– Continuem.

O olhar de Sasuke era frio, sua mente era calculista. Sabia muito bem que aquela reunião de nada adiantaria, mas adorava conhecer o rostos de seus inimigos.

– Esperamos que a Senhorita Haruno pense bem antes de entregar aquele dossier.

Sasuke conhecia o tom de uma ameaça a quilômetros, mas nunca se intimidava com nenhuma.

– De modo que se ela entregar esse dossier, terá alguns problemas conosco.

Sasuke sentia seu sangue agitado, a raiva borbulhava em seu ser.

– Então acredito que temos um grande dilema aqui.

Mesmo que estivesse fervendo em ódio, nunca mostrava suas reais emoções. De modo que seu olhar sempre frio e sua voz gélida camuflava tudo.

– Ela entregará esse dossier. Eu mesmo farei questão que isso aconteça.

Sentiu a satisfação o invadir ao ver olhares irritados em sua direção.

– Então ela acaba de declarar uma guerra contra nós.

O mesmo sócio de antes se pronunciou, arrogante.

– O que eu tenho a dizer é simples e claro.

Deu um passo a frente, não desviando o olhar.

– Se declararem guerra contra a Senhorita Haruno, estarão declarando guerra a mim.

– Por quê está a protegendo?

O sócio que anteriormente tentou xingar Sakura, perguntara.

– Isso não interessa. Vocês já estão avisados. Boa noite a todos.

Andou em direção a saída, mas parou ao ouvir a fala de um dos sócios.

– A guerra contra a Senhorita Haruno já está declarada.

– Então que a guerra comece, mas essa guerra será contra mim.

Saiu em seguida, sendo acompanhados por seus seguranças.

Seus punhos estavam cerrados, a fúria corria por suas veias. Queria o sangue de todos, e iria ter.

Sempre fora um homem sem medos, procurava seus limites e os vencia. E com Sakura não era diferente, por ela viajou até Londres indo confrontar todos os sócios de Sasori. Não tinha medo de nada e ninguém, aqueles sócios não o assustavam. Mas ele se tornaria assustador se tocassem nela.

Entrou em seu carro, rumando em direção à empresa Uchiha de Londres. Iria encontrar um de seus amigos que investigavam os sócios de Sasori.

–*–

– Ino?

Chamou pela amiga, entrando na cozinha em seguida. Tinha olhado por toda casa e nada da loira, o que significava que Ino não estava em casa.

Abriu a geladeira procurando algo rápido para comer. Deveria ter colocado o despertador para tocar, agora graças ao seu atraso precisava correr até a delegacia. Sabia que o motivo de seu aparente cansaço era os pesadelos por culpa de Jesse. Mas seus pesadelos iriam sumir após denuncia-lo à polícia.

Decidiu fazer um sanduíche, era rápido e prático.

– * –

– O que descobriu?

Perguntou sério, sentando em sua cadeira em frente à sua mesa, olhando para Jack, seu amigo.

– A rosadinha está realmente metida numa enrascada.

Jack jogou uma pasta preta em sua direção. Pegou a pasta abrindo em seguida.

Na pasta continha os nomes, dados e passos dos sócios de Sasori.

– Ela assinou a carta de óbito dela quando decidiu entregar Sasori e o resto do bando. Você sabe o que acontecerá a ela, não sabe?

Jack o olhou receoso.

– Eu não irei deixar.

Seu olhar era firme. Não importava quem teria que enfrentar para proteger Sakura.

– Então eu sugiro que fique perto da rosadinha, por quê a cada segundo que passa a vida dela corre perigo.

– Eu quero todos os nossos melhores seguranças cuidando de Sakura. Ela não pode nem simplesmente sonhar que eu estou a protegendo. Se ela descobrir, do jeito que é teimosa estragará tudo.

– Para quando quer os seguranças cuidando dela?

– Quando eu pisar no Brasil, espero que Sakura já esteja devidamente segura.

– Quando você volta?

– Assim que sair daqui, irei voltar com o jatinho.

– Eu quero que peça para Brad investigar todos os passos dos meus inimigos. Preciso de todos os passos daqueles desgraçados.

– Ok. – Jack anotava algumas coisas no celular. – E como foi a reunião?

– Como eu já esperava, eles tentaram me intimidar. – sorriu sarcástico.

– E o que você fez?

Jack parecia ansioso por um confronto, adotava uma briga.

– Deixei claro que eu não permitirei que machuquem Sakura.

Respondeu simplesmente.

Não deixaria que a machucassem, só o pensamento de ver Sakura machucada numa cama de hospital, o descontrolava.

– Ela parece ser realmente importante para você.

Jack sabia que Sakura era importante para Sasuke. Podia ver pelas atitudes do amigo que ele já estava envolvido com a garota de cabelos róseos.

– Faça o que eu pedi, não quero nenhum erro.

Levantou-se indo em direção a saída.

– Tchau para você também, Senhor Uchiha. – Jack sorriu zombeteiro.

– Imbecil. – disse entediado, saindo em seguida.

Colocou às mãos nos bolsos, andando calmamente pelo corredor da empresa.

Não perderia Sakura de vista, quando voltasse para o Brasil faria questão de saber cada passo dela. Não poderia deixar que a machucassem, qualquer um que tentasse, iria ser esmagado por sua fúria.

–*–

– Finalmente achei essa bolsa! – exclamou irritada.

Estava mais que atrasada, queria correr logo para a delegacia, se demorasse mais Gaara e Ino iriam chegar, e não podia contar ao ruivo nada do que estava acontecendo.

Colocou a alça da bolsa em seu ombro. Guardando seu celular na bolsa.

Abriu a porta calmamente, levantando um susto pela presença indesejada parada em frente a sua porta.

– Jesse?

Deu um passo para trás, assustada. Jesse a olhava com um sorriso maldoso.

– Minha flor. – andou em sua direção, mas foi parado por sua mão.

– Não se aproxime!

Mantinha sua mão aberta em frente ao seu corpo, deixando claro que não queria uma aproximação vindo dele.

– Eu vim te convidar para irmos em um lugar. Mas a pergunta certa é: Você irá por bem ou por mal?

Sentiu suas mãos suarem, suas pernas pareciam duas gelatinas, não conseguia se mexer, estava com medo.

Mordeu os lábios com força, tentando se acalmar, não era hora para ficar com medo.

Segurou a maçaneta com força, olhando para Jesse atentamente. Se fosse rápida, conseguiria fechar a porta e trancá-la rapidamente.

– Qual a sua resposta?

Jesse a olhava, sério. Seu olhar era perverso.

Sorriu, dando a entender que se renderia.

– Essa é a minha resposta.

Forçou a porta para frente com toda a sua força, mas Jesse fora mais rápido, segurando a porta, forçando a abrir.

– Não tão rápida, minha flor.

– Não! – gritou raivosa, enquanto empurrava a porta. – Eu não sou a sua flor!

Empurrava com toda força, mas Jesse era mais forte e logo iria abrir a porta. Sabia que ele só estava se divertindo com a sua cara.

– Você é minha, minha flor.

– Eu não sou sua! – sua voz saiu como um rosnado. – Eu odeio você!

Sentiu seu corpo ser jogado para trás com força, pelo impacto da porta contra si. E um Jesse furioso aparecer em sua frente, a olhando com tanto ódio que pensou ser morta mil vezes por aqueles olhos azuis.

– Nunca mais repita isso! Você me ama!

Ele a olhava transtornado, estava fora de controle.

Sakura tentava se apoiar na parede, buscando equilíbrio. Enquanto formulava em sua mente um plano de fuga, mas nada adiantaria, ele a pegaria.

– Eu.não.amo.você. – falou pausadamente o olhando com raiva. – NÃO AMO! – gritou furiosa.

– Chega de ser bonzinho, você escolheu ir por mal.

Sakura o olhou assustada ao vê-lo tirar do bolso uma seringa. Ele iria a desacordar. Sentia o desespero a invadir.

– Jesse não se aproxime.

– Está mais calma, minha flor?

Jesse tinha um olhar sádico, estava divertindo-se com seu desespero.

– Você está descontrolado, Jesse.

Tentava uma conversa para distraí-lo, enquanto buscava uma maneira de fugir.

– Eu estou ótimo. E chega de conversa, vamos ao que interessa.

Jesse avançou em sua direção. Gritou assustada pelo movimento surpreso dele, abaixou se esquivando.

– Então você quer brincar?

Jesse a olhava com um divertimento explícito.

– Então vamos brincar, mas lembre-se que sou faixa preta em artes marciais.

Segurou sua bolsa com força, a jogando na cara de Jesse. Com o movimento brusco Jesse teve sua visão tapada por alguns segundos. Segundos esses que Sakura aproveitou para jogar seu celular em baixo do sofá.

– Já chega! – jogou a bolsa com força no chão. – Cansei de brincar.

Avançou outra vez em sua direção, tentou se esquivar de novo, mas Jesse fora mais rápido a segurando pelos braços a imobilizando.

– Não! Me solta! – debatia-se tentando se soltar.

– Será uma longa noite, minha flor. – Jesse sussurrou em seu ouvido, enquanto Sakura gritava e se debatia.

– Não! Eu não quero! – sentia o desespero a invadir após a picada da seringa aplicada por Jesse. – Não! Não, por favor!

– Eu não quero, me solta. Por favor...

Sentiu seu corpo amolecer, e sua visão ficar turva. Mas ainda conseguiu ver Jesse sorrindo a desesperando, antes de tudo escurecer.

Notas finais
O que vocês acham que o Sasuke-kun vai fazer quando descobrir que a Saky foi sequestrada? Qual será sua reação? Me contem suas opiniões! Beijos da Cereja ♥