Destino
1 Capítulo 1
Notas iniciais
5 de março de 2008 Tókio..
Eu estava mais uma vez naquela boate com meus amigos de trabalho, aquele lugar era totalmente agradável, sempre me diverti, sempre ri demais e fiz os outros rirem das minhas palhaçadas. Mas, por algum motivo, hoje não estava sendo assim.
Não havia graça nas brincadeiras, não havia diversão na dança, e muito menos música agradável, porque seria? Ah claro! Minha única amiga solteira arranjou um namorado também, agora sou a única encalhada do grupo, acho que não preciso de mais motivo para estar depressiva assim, afinal eles estão se pegando em algum lugar dessa boate, e eu estou aqui nesse bar sozinha!
Eis que surge alguém do meu lado e pede uma dose de uísque, eu fico quieta com meu Martini e minha depressão.
- Veja dois, por favor, acho que essa moça merece uma companhia — ótimo, ele estava fazendo caridade agora? Virei-me pronta para ser a mais grossa possível com esse serzinho filho d... Filho do deus grego, o que era aquele homem na minha frente? Ele inclinou um pouco a cabeça e deu um sorriso torto.
- Aceita beber comigo? — ele perguntou com uma voz rouca, totalmente seduzente.
- É... Eu não gosto muito de uísque sabe. — Sim sua burra, só por esse detalhe vai esnobar essa perfeição.
- Isso foi um não? — ele sorriu torto novamente — bom, acho que não estou acostumado com um não.
- Eu só falei que não gostava de uísque, não falei nada que não vou beber com você — Continua sendo grossa assim minha cara, que ele encontra uma loira gostosona ai e te deixa SOZINHA!
Ele sorriu mais abertamente agora e bebeu o uísque dele, e depois bebeu o que seria o meu, e pediu dois Martinis.
- Agora aceita beber comigo senhorita? — ele sabia seduzir, tinha faculdade disso!
- Claro, — bebi um gole e comecei a falar asneira como sempre falo quando estou meio bêbada já — como sabe que sou senhorita?
- Bom, está sozinha em uma boate, e não estou vendo aliança ... — ele falou olhando minha mão.
- Hmm, sabe, hoje em dia essas coisas não se tornam motivos mais .. — cheguei mais perto e falei no ouvido dele — posso estar na boate sem meu marido saber, já que ele está em uma viagem de negócios, e a minha aliança ficou na gaveta do quarto ...
- Já pensou que ele pode estar fazendo a mesma coisa com você? — ele falou entrando no jogo.
- E quem disse que chifre trocado dói? — ele se afastou e deu uma risada longa.
- Quer se divertir? — ele me perguntou, e claro, não pensaria duas vezes.
- Depende da diversão... — ele me olhou fixamente.
- Talvez a mais inesquecível. — me arrepiei inteira.
- E porque devo acreditar que vai ser a mais inesquecível? — indaguei para ele.
- Pelo fato de você ser a primeira mulher que eu tenha que ir atrás e convidá-la para um drink. — eu o olhei, e vi em seus olhos que deveria ser verdade isso. Afinal, ele parecia rico e era absurdamente lindo, para que ele iria atrás de uma mulher?
- Acho que fui convencida. — fui levantando e pegando dinheiro para o barman, mais ele me impediu e foi retirando a carteira da calça.
- Deixa que eu pago — ele falou depositando a mão na minha.
- Desculpa, mas prefiro pagar, você me convidou para um drink, não doze. — ele riu e continuou á tirar o dinheiro de sua carteira.
- Eu insisto.. — ele continuava com aquilo.
- Realmente quero pagar, eu estudei e trabalhei para chegar nisso, a independência. — falei firmemente e ele deixou.
- Pois está bem. — ele parecia deliciado comigo.
Saímos da boate, e nem me dei a coragem de ir avisar as meninas que eu estava saindo. Amanhã eu contaria, e pelo jeito contaria muitas coisas ...
Fale com o autor