Destino
5 Capítulo quatro. — Indecisão e escolhas.
Notas iniciais
(capítulo da Luu chaan)
Dois meses depois — Makarov Dreyar
Raiva. Ódio. Impaciência.
Os três sentimentos que me invadiram nestes dois meses que se passaram. Mesmo que o cirquinho de merda “FairyTail” tenha me trazido bastante lucros, do que adiantaria todos os meus planos para um negócio forte e digno de um Dreyar, se a pirralha escapou? Do que adiantaria?
A peste da menina fugiu e daqui a exatas três horas, a fiscalização passará aqui para ver se estou cuidando dela como deveria. E caso eu não estiver — que infelizmente é o meu caso —, lá se vai todos os meus planos e negócios com o circo. Perco minha postura, minha ‘posse’ e minha dignidade. E em que mãos o circo vai parar? Nas mãos do Conselho Tutelar! Pelo menos até a pirralha completar 18 anos e poder administrar a herança.
Ou seja, eu completamente sem saídas! Já mandei todos os funcionários do circo irem procurá-la, em todo o canto possível de Nova York. Porém, secretamente, é claro. Seria um escândalo se a imprensa soubesse que a única herdeira dos Heartfilia fugiu de sua própria casa, tudo porque seu tutor não cuidou direito da menina e mais blábláblá...! Ah, que se dane a imprensa! Era o que eu queria dizer, mas não poderia. Já que eu dependia dos repórteres para ter meu negócio e não ser descoberto. E fazer isso era muito fácil! Os burros ainda caiam na mesma conversa a cada quinze dias — tempo em que eu deveria dar notícias sobre a pirralha —, apenas com a história de que ela estaria viajando pela Europa com sua melhor amiga. Simples! Porém, o mesmo truque não funcionaria com o chefe da fiscalização de direitos privados, Lahar¹, um homem rígido e arrogante. Que a cada visita, conseguia ser mais rígido do que já era, uma maldita pedra no meu sapato! Queria poder tirá-lo de circulação...
Estava sentado no meu escritório, tentando pensar em algo que ajude na procura da pirralha insignificante. Eu bem que poderia conseguir um acordo com o fiscalizador, quem sabe dando alguma grana, ele cobre o sumiço da Heartfilia? É uma boa ideia, porém eu...
— MAKAROV! CHEFE! — Levei um susto tão grande que cai da cadeira giratória, dando de cara com o chão frio e centenas de papéis derrubados. — Oh, meu Deus! O senhor está bem, desculpe-me, eu realmente nã-
— COMO DIABOS ME DÁ UM SUSTO DESSES, MACAO?!
— Perdão Senhor! Eu juro que não foi minha intenção!
— Maldito! — Resmungo, tentando me levantar do chão coberto por papéis escorregadios, onde havia sido completamente jogado por meu funcionário. — Ajude-me! Está cego, por acaso?
— Ah, sim, certo. Perdão!
Já de pé, observei Macao ranger os dentes bruscamente. Ele só fazia isso quando estava nervoso e indeciso. O conhecia muito bem; Macao Conbolt é um dos poucos funcionários que me apoiam, e não se importam com as minhas ordens ou obrigações. Pelo contrário, ele prefere o meu comando no circo ao do Jude. Por este motivo, confio nele.
— Desembucha logo! O que é que aconteceu? Descobriram o paradeiro da pirralha? Diga!
— Não chefe, é que... — Por um momento ele abriu a boca para falar, porém se interrompeu e voltou a fechar, irritando-me profundamente. Odiava rodeios.
— Fale logo! Não me deixe mais irritado do que já estou! — reclamei.
Macao não respondeu, ao invés disso, me puxou pelo pulso, levando-me em direção ao trailer de comunicações, onde uma grande TV abrigava vários funcionários nervosos em volta. Fui puxado até estar em frente ao televisor. De início, estranhei a atitude de Conbolt, porém logo entendi sua intenção e confesso que fiquei impressionado com o que vi. Ali, na TV, mostrava a notícia de que um grupo de possíveis terroristas havia invadido um tribunal, no centro de Nova York. Acreditavam que queriam salvar o prisioneiro que iria ser julgado, mas o que mais me impressionou foi a última fala da jornalista.
— E para a surpresa de todos, um novo membro está entre o grupo criminoso! Uma garota jovem e loira. Só por estar entre eles já é considerada muito perigosa! Por enquanto, sua identidade é desconhecida! Por incrível que pareça, esta garota comandou o grupo para o tribunal, tendo conflitos com a polícia no caminho. Um tiroteio foi confirmado e dois policiais foram feridos. A loira misteriosa acobertou os outros membros e agora, neste exato momento, está dentro do tribunal da justiça que, felizmente, foi fechado e interditado pela polícia e o corpo de bombeiros. No entanto, sabemos apenas que todos os júris e testemunhas do tribunal são reféns, aguardamos mais informações.
— O quê? Não, não, não é possível... Macao, diga que não... – encarei-o quase implorando; ele abaixou a cabeça. Voltei a olhar para a televisão, tomado pelo pânico — Lucy... ela...
Não pensei mais em nada, apenas tinha em mente uma coisa: Fairy Tail já era.
Lucy Heartfilia
— Abaixe a mão ou eu atiro! — Gritei em alto e bom som para que todos pudessem me ouvir. O pavor transparecia no rosto das pessoas, como se imaginassem que nunca iriam passar por uma situação como aquela. Uns choravam, outros lamentavam sua presença lá, outros pensavam raivosamente no dinheiro deles que talvez eu pudesse roubar. Todo o ódio estava sendo canalizado a mim, por razões óbvias: eu era a líder. Mantive-me sem expressão. Era terrível pensar assim, mas essa era a minha nova vida, o meu novo estilo de viver. O destino que eu resolvi seguir, sem saber para qual caminho me levaria, e eu não poderia ter feito escolha melhor. Finalmente pude sentir que poderia ser útil. Porém, este destino, foi ao mesmo tempo, uma das piores escolhas que fiz. Porque eu não sabia que teria consequências tão graves, principalmente aquelas no qual eu não poderia fazer nada, e quem sabe voltar a ser inútil novamente... Não, nunca mais eu seria controlada e enganada, agora realmente tinha alguma utilidade.
— Estou com uma granada! Abaixe esta mão! — Minha parceira levantou a mão que continha a granada. Obviamente aquela não era a verdadeira, já que qualquer passo em falso e algum maluco pegá-la, até mesmo nós nos sairíamos mal. O homem que estava em cima do palanque, relutou em abaixar a mão, que nervosamente, almejava apertar a sirene de emergência. Felizmente eu não tive que atirar, pois ele abaixou a mão. No entanto, foi pego por trás por um de nossos parceiros de equipe, virando mais um refém.
Suspirei aliviada por um instante, mesmo que eu já tenha me acostumado com tudo aquilo, matar alguém não é uma das minhas cenas preferidas. Principalmente por que eu sei que se isto vir a acontecer, a culpa chegará instantaneamente em mim, não tendo como desviar desta maldição, e aí eu voltarei a ser a inútil que sempre fui; a mesma covarde.
Há dois meses, eu decidi seguir o destino que me deu a mão. E nunca pensei que poderia virar isto que agora sou. Uma...
— Terroristas! Terroristas aqui! Meu deus! — Uma senhora idosa se desesperou por completo, levantando-se de supetão da cadeira e indo em direção á saída. Só que a senhora não conseguiu chegar à saída, não antes de ser atacada por um cassetete nas costas. No momento que vi aquilo, corri para onde ela se encontrava, com minha parceira desesperadamente me chamando. Para quem sabe, não cometer o mesmo erro que o da outra vez...
— Cheng! — Gritei de longe, assim que cheguei perto dela, o homem de quase dois metros afundou a arma no pescoço da senhora, fazendo-a cair no chão, urrando de dor. — Droga, porque fez isso? Ela não tem nada haver com o que aconteceu!
— Claro que tem! Foi essa maldita velha que me colocou na prisão! Que morra! — Cheng levantou o cassetete no alto, a fim de dar o último golpe na pobre mulher. A raiva subiu a minha cabeça diante daquela covardia, involuntariamente arranquei o cassetete da mão dele e lhe dei um golpe com o cano da minha ST 12².
— CARALHO! – gritou, urrando de dor — VOU TE MATAR, VADIAZINHA! — prometeu.
Não lhe dei importância, ajudei a senhora a se levantar, que com certa dificuldade olhou para cima e me viu. Não disse nada, apenas continuou a me encarar, creio que esperando que eu a deixasse partir daquele tribunal. Mas infelizmente, eu não podia. Uma testemunha como ela podia me colocar na cadeia, mesmo se não quisesse.
— Sente-se e permaneça quieta, por favor. — Minha voz saiu firme, como sempre eu tentava parecer, para não deixar que os reféns achem que sou uma incapaz, o que de fato eu sou, mas eles não precisam saber disso. Ajudei-a, tentando ser cuidadosa, por causa da idade avançada dela e da dor que provavelmente ela estava sentindo. Consegui sorrir um pouco, antes de voltar meu olhar para Jane, que agora mantinha o juiz totalmente encurralado com sua CT 556³ apontada para sua cabeça.
— Ouça, eu vou falar apenas uma vez. Os reféns só serão soltos se houver um acordo. O que estamos propondo é a libertação de Cheng RedFox pacificamente, e-
— Vocês chamam isso de pacífico? — retrucou o juiz; olhando para ela acusatoriamente.
— Cala a boca, lembre-se dessa arma apontada para você! Continuando, — disse ela, olhando-o como se quisesse acabar com ele — limpem toda a ficha dele! Se for cumprido o que foi proposto, todos irão sair vivos! Não é ótimo?
Jane se mantinha dura, possuía uma voz bem delicada assim como o seu rosto, porém, quando se dedicava no que fazia de melhor, sua personalidade mudava completamente. Era como se fosse outra pessoa. Jane lançou rapidamente um olhar raivoso para mim, encolhi-me rapidamente, sabia que ter salvado a senhora vai trazer problemas para nós. Principalmente porque saí do meu posto, minha função agora estava sendo exercida por ela, que se não tivesse feito, poderíamos ter falhado. Tudo por minha causa... e o meu sentimento idiota de compaixão.
O juiz pareceu querer dizer algo, mas um rápido olhar para nossa formação o fez mudar de ideia. Acabou concordando com Jane, depois de considerar um pouco. Conseguimos fugir depois que a ficha criminal de Cheng foi toda limpa (o que, possivelmente, causaria muitos problemas a pessoa que fez isso); o esconderijo não era muito longe dali.
Nosso cliente nos esperava no hall do apartamento do décimo quinto andar. Assim que viu seu irmão, esboçou um sorriso de satisfação, deixando que todos nós passássemos, adentrando o apartamento luxuoso.
— Ora, ora, nunca esperei que pudesse cumprir o que pedi, Mirajane — Eu nem precisei olhar para Jane para saber o que ela iria fazer, num passe ela conseguiu, não sei como, puxar o braço esquerdo do nosso cliente junto com o pescoço para trás, a fim de quebrar o conjunto. Ela era rápida, mais do que qualquer um no local.
— O que disse? Por acaso esqueceu que você conseguiu perder em todas as nossas apostas, Gajeel? Quem você está subestimando? — Seu olhar era assustador, poderia ameaçar qualquer um apenas com este ato.
— Ok, ok, tudo bem! Desculpe! Pode me soltar agora? — Hesitante, ela o soltou, se sentando em uma cadeira ao lado da minha. — Aqui está o que prometi caso cumprissem o que foi pedido.
Gajeel pegou uma mala enorme preta, no qual caberiam três de mim sem faltar espaço algum! A mala foi entregue para Mira, que a colocou no chão e examinou o que tinha dentro. Centenas de armas e suprimentos, granadas, bazucas e até metralhadoras. Ela apenas deu um sorrisinho e fechou a mala, nos guiando para fora do apartamento.
— Já sabe onde me encontrar, se precisar de alguma coisa, não hesite em me procurar. — Falou quando parou na porta do apartamento, já aberta.
— Sei muito bem disso, Jane. — Gajeel pegou um charuto de uma bancada de bebidas e começou a fumar. Jane não respondeu, nos conduziu para o telhado do prédio, por onde iríamos voltar ao nosso “lar”.
Não sabia como e quando tinha começado essa pequena “amizade” — se é que podia ser chamada assim — entre Jane e Gajeel, apenas sabia que ambos se conheciam há muito tempo, e prestavam favores um ao outro quando precisavam. Mas mesmo esses favores vinham com recompensas, que não seriam tão pouco desperdiçadas por ambos.
Não deu tempo nem de eu ir até o meu quarto para poder descansar, assim que entrei na casa, senti alguém puxar meu pulso e gelei ao saber quem era.
— Lucy, venha, precisamos conversar.
— O-Ok. – gaguejei. O olhar penetrante dela parecia ver através de qualquer coisa, mesmo que ela nem esteja olhando para mim neste exato momento.
Estávamos indo em direção a arvore abandonada, que ficava atrás da casa, sempre vamos para lá quando queremos conversar a sós, sem que os outros nos interrompam. Assim que chegamos, Jane sentou no banco em baixo da arvore, e me convidou para sentar junto.
— Lucy, não preciso nem dizer que o que você fez hoje foi muito arriscado, não é?
— Jane... Eu...
— Não diga mais nada Lucy. — A encarei e vi que sua personalidade não era mais a mesma que estava agora pouco. Sua expressão era angelical e seu olhar demonstrava preocupação. — Eu pensei que estivesse claro para você que se tomasse este caminho, iria enfrentar coisas que nunca tinha visto. Pensei que você sabia!
— E eu sei! Mas... eu acho que não consigo fazer isso... ser isso. — Esbocei um sorriso de tristeza, será que meu pai ficaria feliz em saber o que eu sou agora? — Eu nunca me imaginei ser do jeito que sou agora. É tudo novo, diferente e...
— ...assustador. — Completou minha frase antes mesmo de eu terminar. E realmente ela estava certa. O mundo de uma terrorista é totalmente diferente e assustador do mundo que eu costumava viver. Porque agora, eu estou fazendo coisas “ruins”, sendo que antes, eu julgava quem praticava. Então, o que eu sou? — Lucy, escute-me bem. Dois meses foi tempo o suficiente para você pensar se queria fazer parte do nosso grupo ou não. E você está ciente de que se caso fizer, as consequências serão as piores que você imaginar. É arriscado. Então, eu vou repetir a mesma coisa que eu falei na missão anterior, mas dessa vez, sua resposta terá que ser definitiva. Não terá volta, você está muito envolvida, entende?
Abaixei a cabeça por um momento, pensando no meu futuro. O futuro de antes era cheio de felicidade, onde tudo era belo e o mundo exterior não existia. Mas agora, este caminho reserva as piores experiências que posso ter, um caminho sem volta, perguntas sem respostas e escuridão sem fim.
Mas lá dentro, no fundo do meu coração, eu sinto que algo inesperado irá acontecer caso eu escolher continuar assim, e isso não será uma coisa ruim, pelo contrário, será uma coisa boa, algo que me mudará para sempre. Eu não sei se isso é instinto ou não, mas quando respondi a pergunta da Jane, eu soube. Que no momento que tomei minha decisão, eu estava traçando outro futuro, um futuro que eu nunca imaginei ter...
Narração
Em um lugar não muito longe dali...
— Um tiroteio foi confirmado e dois policiais foram feridos. A loira misteriosa acobertou os outros membros e agora, neste exato momento está dentro do tribunal da justiça. Fechado e interditado pela polícia e o corpo de bombeiros. No entanto, sabemos apenas que todos os telespectadores do tribunal são reféns, aguardamos mais informaç- — A televisão foi desligada em um clique, antes mesmo da repórter terminar de falar. O sujeito que estava sentando no sofá grande e luxuoso com um aparelho celular em mãos, sorria indiscretamente para a tela, como se esperasse que alguma coisa acontecesse há muito tempo.
— Então... está me dizendo para perseguir este grupo? — questionou maliciosamente o homem.
— Sim, Senhor detetive. Você, quer dizer, o Senhor é o melhor para executar tal missão! — O homem do outro lado da linha, tinha uma voz suplicante, como se a aceitação do detetive fosse sua última esperança.
— E por acaso, sabe o que Gildartz falou sobre isso?
— Ah sim! O senhor Clive teve total aprovação com esta missão convocada ao senhor. — O detetive esboçou um sorriso satisfatório ao ouvir o nome de seu chefe.
— Tudo bem! Vou realizar essa missão que me propõe. — Respondeu por fim, recebendo agradecimentos repetitivos do homem do outro lado da linha. — Quando eu chegar em Nova York, vou te contatar.
— Mais uma vez, muito obrigada senhor Dragneel. Eu estou muito fel-
— Te ligarei depois. — Sem importância aos agradecimentos do homem, o telefone foi desligado por parte do detetive, que ficou um bom tempo olhando para a TV, onde agora pouco havia visto uma matéria. — Loira misteriosa hã? Se prepare, querida, você será a próxima da minha lista.
E com um dardo em mãos, que havia sido pego no criado mudo, atirou na parede onde continha várias fotos. Porém o dardo perfurou a foto de uma garota loira, mas não uma garota normal, uma terrorista, com uma arma em mãos, preparada para atirar. Voltou a sorrir, como se desafiasse a foto a fazer algo contra ele.
— Senhor Dragneel, sua viagem foi agendada. — Um segurança todo de preto e armado, apareceu repentinamente no local.
— Ótimo, quando mais cedo eu chegar, melhor!
Não muito tarde, as risadas do detetive se espalhavam pela sala luxuosa. Que ria vendo matérias de jornais, especificamente sobre uma garota loira misteriosa.
— Eu irei te pegar, nem que seja a última coisa que eu faça... — disse ele.
Notas finais
ST 12² - http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQje4hwJHFls-98RtcFPcwywtrx6Zn3L2_fZxh0CQgN5d40rswtBg
CT 556³ - http://www.thefirearmblog.com/blog/wp-content/uploads/2011/05/ct556-tfb.jpg
Olá, aqui é a Luf chan, e quero dizer que sentimos muito, muito mesmo, pela demora.
Estou surpresa com a grande quantidade de reviews que conseguimos com apenas quatro capítulos e um prólogo! Há muitos leitores que não comentam, porém há aqueles que perdem um pouquinho do seu tempo para dar suas opiniões. É importante e motivador ler que vocês querem a continuação, que vocês estão gostando, ler as críticas, e tudo isso.
Gostaria que vocês continuassem assim, afinal nós amamos conversar com vocês!
Deixem suas dúvidas também.
Até o próximo ♥
P.S.: Todos os comentários são respondidos! Se o seu ainda não foi, calma, ele vai ser respondido ainda essa semana =]
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