Destino
1 Prólogo
Notas iniciais
Prólogo
Era mais uma noite. Traguei um pouco do cigarro que eu tinha em mãos e encostei as costas ao poste atrás de mim. Soltei à fumaça formando assim uma nuvem passageira e logo pude sentir uma gota de chuva cair em minha testa. Iria chover, e com isso suspirei entediada com aquele pensamento. Estava frio, mas eu apenas ultrajava um shortinho curto, que deixa as minhas coxas bem amostra e realçava o meu bumbum, usava um tope preto e por cima dele uma mini jaqueta de pele falsa assim a minha barriga ficava amostra.
Já fazia algum tempo que eu estava ali naquela esquina esperando algum cliente aparecer, normalmente eles sempre vinham no horário combinado. Não gostava de esperar muito porque as lembranças sempre vinham a minha mente. Porque eu estava nessa vida ou como eu cai nela? Simples a velha ladainha de sempre. Meu pai começou a abusar de mim quando eu era jovem, minha mãe não sabia de nada já que ela trabalhava o dia inteiro e também sofria agressões de meu pai. Quando eu tinha dez anos a minha mãe morreu, meu pai estava bêbado e a acertou com uma garrafa de vidro. Ele foi preso e eu fui para o orfanato.
Na cadeia os bandidos não suportavam o meu pai que queria mandar naquele lugar então, quando eu completei quinze anos eu fiquei sabendo que ele havia sido assassinado.
No orfanato as coisas só pioravam, porque todos os dias eu sofria humilhações e era maltratada, não só eu como as outras crianças de lá. Eu já não aguentava mais então um dia decidir fugir e algum tempo depois em que eu estava morando nas ruas. Um agente me descobriu e me pegou para ser uma de suas “pupilas” e foi isso que me tornei uma alcoólatra e prostituta drogada.
Com os meus dezoito anos eu acabei engravidando e depois de quatro anos eu ainda continuou cuidando da pirralha. É eu a deixo sozinha, não posso fazer nada, não tenho ninguém para cuidar dela enquanto trabalho e até hoje não sei como ela ainda esta comigo. Por outro lado eu até que sentia algo por ela, tinha o meu rosto, os meus cabelos rosados — só que compridos, até a sua cintura — os olhos verdes iguais aos meus, era igualzinha a mim. Sorri com esses pensamentos até o momento em que um carro preto parou ao meu lado. Só espero que a minha pequena não tenha a mesma vida que eu.
Entrei no carro de luxo, com certeza aquele homem era algum empresário e ainda por cima deveria ser casado, porque ele usava uma aliança. Esses homens são mesmo nojentos. Enfim... A noite só estava apenas começando.
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