Destino

4 Tudo culpa do Greg?! Não, não... Do destino!


Notas iniciais
Uhuuuuh! Aqui eu com o capítulo maraaa que eu disse!
Vocês não vão querer me matar hoje *---*
Eu acho! rsrs'
BOm, vamos ao que interessa... Boa leitura!

Os dias foram se passando, completando assim uma semana que Sara morava de frente á Grissom. As coisas estavam cada vez mais difíceis de controlar... Para ambos.

Em todas as suas chegadas, e suas saídas eles se encontravam. Até quando iria colocar o lixo lá fora, Sara tinha que ver Grissom de alguma maneira. Seja ele entrando em casa com um jornal nas mãos, ou quando ele chegava da caminhada com um cachorro, que só foi saber que Grissom tinha um porque o viu com ele.

Mas o pior de tudo era o elevador.

Ao se encontrarem no elevador, realmente a “elevação” da temperatura aumentava gradativamente. Havia um arrepio que percorria a espinha, fazendo com que certo desejo aflorasse. E a cada dia que passa, Grissom percebe a verdade das palavras de Catherine:

“Porque sei que eles não vão suportar ficar tão perto, tão próximos... E não poder se tocar. Vão acabar se entregando...”

Isso estava por um fio de acontecer.

~♥~

Domingo. Folga de Sara, Grissom e Greg. Os outros, Nick, Catherine e Warrick estão trabalhando. Grissom terminava de arrumar suas coisas no seu armário enquanto escutava Greg implorando pra Sara sair com ele.

- Por favor, Sarinha... Só hoje! – Bateu o pé no chão como um garoto mal criado e insistente. – Vamos nos divertir. Você sabe que gosto de ir pra balada com você, não sabe?

Então quer dizer que Sara já havia ido para baladas com Greg? Isso não foi muito bom de saber. Não para Grissom. Mas permaneceu calado.

- Não Greg. Hoje não. Por favor, digo eu! – Sentou-se, ou melhor, quase se jogou na cadeira. – Estou tão cansada que você nem imagina, não vou sair do meu apartamento hoje o dia inteiro, nem de noite. Só no meu próximo turno! – Greg riu.

- Uau! Vai compensar todas as noites que dormiu mal? Aquelas que você me ligava chorando, dizendo que tinha pesadelos?

Greg continuou sorrindo, pensando que tinha dito algo simples, bobo. Mas pra Sara não era. Ela sentiu sua face enrubescer, sentiu seus olhos marejarem. Grissom a olhou e percebeu que aquele assunto não era bom. Mas por quê? O que Sara tinha? Queria tanto descobrir... Mas seu medo idiota! Medo infeliz! Não deixava, e sempre aparecia na hora errada. Só que um dia isso mudaria.

- Desculpe Sara... – Greg também percebeu. – Não foi minha intenção te fazer ficar triste.

- Tudo bem, Greg. Sem problemas. – Sorriu disfarçando. – Estou acostumada com lembranças ruins e coisas que nunca deram certo pra mim. – Levantou sob o olhar de Grissom. – Eu estou indo. Tchau pra vocês.

Sara saiu em disparada enquanto Grissom e Greg a observavam até a saída. Grissom despertou-se de seus pensamentos e viu que Greg continuava a olhar para o lugar onde Sara estava á segundos. Devia estar se sentindo culpado por ela ter se lembrado de seus sofrimentos. Foi acordado de seus pensamentos quando Grissom jogou uma bolinha de papel em sua testa.

- Peça desculpas novamente á ela, Greg. – Se falasse somente isso soaria como muito romântico, e não podia fazer isso. Então completou. – Ela é sua amiga. Não pode ficar magoada contigo.

É... – Greg assentiu. – Tem razão.

Sorriu e puxou o bloco de notas da mão de Grissom, que o olhou arqueando a sobrancelha, e escreveu algo nele, rapidamente.

- Pronto. – Guardou a caneta no seu bolso e apontou o papel para Grissom. – Entrega pra ela.

- Eu? – Olhou-o incrédulo. – Porque eu?

- Esqueceu que é vizinho dela agora? – Greg disse sorrindo. Colocou o papel na mão de Grissom e saiu. Ele olhou para o papel e suspirou. Ok. Não tem porque se preocupar. Só iria entregar o papel a Sara e pronto.

Será mesmo somente isso?

~♥~

Entrou normalmente no elevador daquele condomínio, e com as mãos nos bolsos esperou chegar até o segundo andar.

Até que não estava muito cansado hoje. Não haviam tido um turno tão conturbado e ele não tinha ido á campo. Afinal... Hoje era a sua folga, acabara de sair de um turno, não podia ficar querendo trabalho. Realmente precisava dessa folga.

Chegou á seu andar e percebeu um som.

Só havia aqueles dois apartamentos naquele andar. O seu e o de Sara. Então, só poderia estar vindo de lá. A música era romântica, algo diferente de se ver em Sara. Não sabia que ela gostava.

Prestes á bater na porta, suspirou encontrando todas as suas forças e bateu três vezes. Sentiu o som parar, e começar um novo: as batidas descompassadas de seu coração.

- Grissom.

Sara sorriu com aquela presença. Não podia medir o tamanho da felicidade que sentia ao vê-lo. Mesmo que há poucos instantes estava com ele.

- Aceite as desculpas do Greg.

Disse lhes entregando o pequeno papel que tinha nas mãos. Sara o pegou e leu. Lá tinha escrito:

“Me desculpa, Sarinha? Não foi minha intenção te magoar. Você sabe que gosto de brincar com você, e não leve em consideração as cantadas, ok? Beijos! Seu baby chato.”

Sara sorriu e olhou novamente para Grissom. E como ele era lindo! Não se cansava de dizer pra si mesma.

- Não consigo ficar chateada com ele.

- Eu sei disso...

Grissom, ao responder, sorriu de lado. O que fez Sara quase desfalecer. Estavam tão pertos, mas ao mesmo tempo tão longe. E ela parecia disposta a fazer com que, depois dessa mudança, as coisas melhorarem. Quem sabe Grissom não se rende? Nesses dias notou o quanto ele ficava desnorteado só de vê-la se aproximar. E se aproximasse mais?

- Já tomou café da manhã? – Perguntou simpática.

- Ah... Não.

- Então... Não quer me fazer companhia?

Grissom paralisou. Se entrasse, e não conseguisse segurar todo o desejo por um beijo? Meu Deus! E as regras? As diferenças? Ah, droga de pensamentos contraditórios! Deve entrar e era o que iria fazer.

- Claro.

Ok. Ele não negou. Sara soltou um longo suspiro, e em meio a ele, veio um sorriso. Mas um sorriso tão diferente que até Grissom traduziu o que ele queria dizer. Dizia: “Que bom que me disse sim, pelo menos uma vez.”

Ela lhes deu espaço para entrar e ele caminhou para dentro do apartamento, na mesma medida do seu.

- Seu apartamento é bem parecido com o meu.

- Sério?

Falou indo em direção á mesa, que ficava bem a vista de quem chegasse. Grissom a seguia, sempre controlando seus impulsos.

- Muda pelo fato de que quem mora lá é um homem. – Sara riu. – Não tenho tanta delicadeza quanto você. Você tem plantas. Eu tenho insetos. – Eles riram juntos.

- Elas são minhas únicas companhias. – Sentou á mesa e Grissom ficou em pé ainda. – Venha Grissom. Sente-se. Fique á vontade.

- Obrigado.

Enquanto tomavam café e conversavam coisas rotineiras, as trocas de olhares eram inevitáveis.

Grissom nunca havia visto tal beleza quanto vê nos olhos amendoados de Sara. Não era exagero. Por mais que sejam comuns olhos castanhos, os de Sara transmitiam uma beleza sobrenatural.

Ele não sabe parar de olhar pra ela.

Sem querer, deixou-se levar naquele encanto que eram seus olhos, e nem reparou que ela tinha percebido. Pois enquanto olhava, sorria de lado, como se não se importasse que ela pudesse perceber.

- Você esta me... Paquerando?

Ele congelou. Porque Sara tinha que ser tão direta?

- Ah... Não. Desculpe... É que seus olhos... – Perdeu-se novamente no feitiço misterioso que Sara guardava naquele olhar.

- Meus olhos...? – Queria muito saber. Era importante saber.

- São maravilhosos.

Hoje era o dia que Sara, mesmo se quisesse, não dormiria um só momento. Depois dessas palavras? Iria ficar sonhando acordada! Quer dizer... Não iria ser mais sonho o que aconteceria daqui pra frente.

- Obrigada. – Sorriu.

Grissom a olhou mais um pouco e decidiu se levantar. Iria acabar se entregando hoje mesmo. Ele estava consciente de que Sara era a pessoa na qual não sabia viver sem. Depois de ter a sensação de estar morando perto dela, viu-se preso, amordaçado, e completamente alucinado por ela.

- Acho melhor eu ir. – Levantou. – Muito obrigada pelo café da manhã, Sara. Há muito tempo não comia tão bem depois do turno. Sempre comia uma besteira e caia na cama.

- Venha mais vezes.

Levantou-se também. Agora andavam até a porta.

- Virei sim.

Só de dizer que iria mais vezes, só de dar essa esperança fez o coração de Sara pulsar mais rápido do que já estava.

- Até logo, Sara. – Disse dando um passo para trás. Controlando a vontade de aproximar mais seus corpos. De ficar ali. Com ela. – Se precisar de alguma coisa... É só me chamar.

- Você também.

Ela não queria saber se ele iria achar ruim, ou se brigaria com ela depois disso, se ficaria indiferente ou algo assim. Só sabia que iria fazer algo. Ela deu um passo à frente, chegou bem perto, e lhes beijou na bochecha. Foi um beijo na bochecha, mas Grissom nunca havia sentindo tanto arrepio, nem tanto prazer um beijo tão simples.

Porque não era simples.

Era o beijo de Sara.

Sentiu que seus olhos se fecharam automaticamente. Ela também fechou os seus e ficou ali por uns 10 segundos. E foi por causa de 10 segundos, e por causa do bilhete do Greg – santo bilhete de desculpas – que Grissom teve a certeza que estava pronto. Mas não foi realmente por isso. Sabemos disso. É o destino. É sempre ele que faz essas coisas acontecerem.

Quando Sara saiu do beijo, ele se aproximou mais ainda, tocando em seu pescoço, trazendo ela pra si. Para a surpresa dela que esperava que ele recuasse. E ele confessou.

- Não faça isso comigo, que eu me entrego pra você.

Sara sorriu. Estava conseguindo o que queria.

- Não sorria assim, Sara. Se continuar, vou ter que te beijar.

O que ele estava dizendo? Será que Sara precisava sorrir mais vezes para ganhar beijos? E foi o que ela fez. Não só sorriu como gargalhou. Aproximou mais ainda seus rostos, dando até para sentir suas respirações.

- Vou perder o resto de juízo que me sobra. – Confessou em tom brincalhão. Sara riu mais uma vez.

- Você tem juízo.

- Não quando está perto. Você o tira todo.

Seus lábios se uniram e o gosto foi enlouquecedor. Por um momento Grissom sentiu estar em mais daqueles seus sonhos, nos quais conseguia se declarar e deixar acontecer. Mas não era. Dessa vez a coragem lhe surgiu por conta da tentação de tê-la consigo.

Pararam pela falta de oxigênio.

- Não é que eu não queria ser seu namorado. – Encostou sua testa na dela. – É que eu ainda não estava pronto.

- Você está pronto agora? – Esperava mais um “sim” esta noite.

- Sem sombra de dúvidas.

Ela sorriu mais brilhante ainda. Isso foi melhor que um “sim”. Foi simplesmente um “eu sempre te quis”. Então, não resistiram á mais um beijo.

To be continued...

Notas finais
Eu falei que iria ser legal *---*
Não é verdade? O que acharam?
Olha que o próximo tem cheirinho de hot não é?
Quem sabe eu não mude a classificação da fic '66 rsrs'
Obrigada pelos reviews, tÔ fazendo de tudo pra sempre respondê-los!
Beijos!