Destino
6 Lembranças... Um filme... Coisas de namorados!
Notas iniciais
Flores, eu sei que era mim ter postado antes de ontem (domingo). Mas minha avó ficou doente, eu tinha que cuidar dela. E ontem, eu iria postar, mas minha internet deu uma pani e só voltou hoje.
Mas está aqui. Só que não sei se vou postar amanhã tá? Mas vou tentar postar rápido. Tenho tanta coisa pra fazer que vocês nem imaginam. :(
Bom, mas vamos ao que interessa...
Enjoy!
Sara abriu os olhos e escutou o barulho da chuva lá fora. Virou-se um pouco para encarar o relógio no criado mudo ao lado de sua cama e viu que era quase a hora do almoço. Tateou a cama e sentiu um vazio. Onde estará Grissom?
Levantou um pouco na cama, se cobrindo com um lençol, e olhou em volta. Não havia roupas dele, mas bem em sua frente, no espelho, avistou um bilhete. Sorriu e ficou de pé rapidamente indo até lá.
Sara,
Desculpe ter saído sem avisar, não pense que fugi. Só não quis te acordar, querida. Estou na minha casa preparando um almoço para nós. Assim que acordar, venha até aqui.
Beijos.
Seu namorado.
Apertou o pequeno bilhete no seu coração, e sorriu, mordendo os lábios. Ele era tão intenso, tão surpreendente. Parecia estar se apaixonando cada vez mais, se é que poderia se apaixonar mais do que sempre foi.
Colocou o bilhete na sua mesa, com a chave do carro em cima para não voar, e correu para o banheiro. Tomou uma ducha quente e longa. Vestiu uma calça Jeans e uma blusa longa, pois fazia muito frio. Chovia bastante em Vegas esses dias. Passou perfume e fechou seu apartamento.
Tocou a campanhia dele, que não se demorou á vir atender.
- Oi.
- Entre.
Ao dar dois passos á dentro daquele apartamento, Sara foi puxada e ganhou um beijo espetacular. Aliás, os beijos daquele supervisor eram sempre sensacionais. Com certeza viciantes.
- Senti saudades.
Grissom disse e Sara gargalhou.
- Mentira?
- É sério.
- Como assim? Há quanto tempo nos vemos?
- Duas horas, no máximo.
Isso era senso de humor em Gilbert Grissom? É... O que o amor não faz com as pessoas, não é? Sara riu novamente e o abraçou, passando as mãos em volta do seu pescoço. Deu-lhes mais um beijo, de tirar o fôlego, e depois saiu de seus braços.
- Posso explorar sua casa?
- Fique á vontade. Vou terminar o almoço.
Andando pela sala, Sara sentia uma certa admiração pela maneira que Grissom cuidava e vivia com aquilo tudo. Uma enorme estante de livros, de vários tipos, a maioria de insetos, todos em ordem alfabética. Havia vários quadros de borboletas, e ela amava borboletas. Andou por mais lugares na casa e por último foi na cozinha. Observou a maneira com que ele cozinhava, prestando bem atenção nos temperos e quantidades de cada.
Mas algo ali, na cozinha, a deixou intrigada.
- Griss?
- Oi.
- Como você conseguiu tirar a cópia dessa nossa foto?
Sara chegou até a geladeira e pegou a foto que estava lá. Grissom sorriu de lado, e Sara percebeu que ele ficou completamente vermelho. Ela o encarou e ele parecia procurar as palavras para responder.
- Griss... Fala pra mim. Como conseguiu? Eu queria tanto essa cópia, e nós tínhamos perdido a câmera quando fomos jantar, lá em San Francisco, lembra? Como a achou?
Sara estava realmente muito incrédula.
- Nós não perdemos, querida. Estava simplesmente dentro da minha mala. Quando cheguei de volta em Vegas e fui desfazer minha mala a encontrei no meio das roupas.
Ela sorriu com a lembrança.
- Eu lembro de que nós quase nos matamos de tanto procurar essa bendita câmera dentro do seu carro.
- Verdade. – Grissom riu também.
Seus olhares se encontraram e junto deles as recordações do velho e bom tempo da faculdade. De quando Sara olhava tímida pra Grissom, com livros nas mãos, um rabo de cavalo nos cabelos, e um sorriso de tirar o fôlego.
Também de quando Grissom a olhava sem cessar, mesmo lá de cima do auditório, aquele sorriso lindo não saia de seu foco. Deram-se conta de que estavam perdidos um no outro, e só isso bastou para acontecer um breve relacionamento. Grissom nunca se viu arrependido disso.
- Você foi muito corajosa em me chamar para jantar, Sara.
Sara olha pro chão e depois olha de volta pra ele.
- Vou sempre à luta do que quero.
- Não duvido disso.
Nesse momento, os dois andaram na mesma direção, um indo até o outro, com a mesma intenção.
- E eu lutei por você.
- E me conquistou.
Seus lábios se encontraram e um beijo pegando fogo foi dado. Grissom largou o pano de prato em suas mãos, para que elas fossem para a cintura de Sara. Ela, por sua vez, passou os braços em torno do pescoço dele, que se deliciou com o toque. Pararam, como sempre, por falta de ar.
- Vamos parar, senão não vamos almoçar.
Grissom riu, mas concordou.
Separaram-se e foram almoçar. Toda a coisa de intimidade estava surgindo aos poucos, e ainda em certos momentos eles ficavam tímidos e vermelhos. Com Sara mais facilmente. Aquele rostinho delicado sempre ficava vermelho mais rápido.
- Hey... Não se acanhe.
Grissom tocou sua mão, que estava na mesa, ao seu lado, e lhes mostrou total confiança. Sara havia se enrubescido porque Grissom havia lhes dito que ela... Bem, ele disse que ela era maravilhosa em tudo que faz. Absolutamente tudo. Se é que me entendem.
Mas logo passou. A confiança que ele lhes passava pelo simples toque na mão, e pelo olhar dirigido á ela, era o ápice para deixar-se levar. A força que existe no olhar, é tão poderosa quanto um milhão de palavras de amor.
Logo após o almoço, Grissom propôs.
- Tem algo programado para a tarde, Sara?
- Bom... Estava planejando ficar com meu novo namorado, mas não sei se ele vai querer. Pode ser que queira um descanso, sabe?
Sara jogou verde. Grissom sorriu e entrou no jogo.
- Não, baby. Acho que seu namorado estava planejando algo pra vocês hoje à tarde. Talvez ele não queira descanso. Talvez você seja o descanso dele. Talvez ele queira sua companhia para um filme ou...
- Eu vou aceitar com todo prazer.
Ao ser interrompido com essa maravilhosa resposta, Grissom sentiu que dessa vez tinha feito a coisa certa. Não se entregar para um amor correspondido é uma das burrices mais absurdas que existem. Ele ia sendo burro... Mas só ia. Porque ele não foi.
Juntos assistiram ao filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Algo bem a cara deles, sobre a história do misterioso acontecimento de que uma criança nasce idosa, e morre bebê. Algo incrível e que os deixou vidrados um bom tempo na tela. (e eu recomendo meninas).
Quando deu 18hrs, Sara notou que ainda precisava fazer coisas em seu apartamento, passara o dia fora, mesmo que esteja em frente á ele.
- Griss... Eu preciso ir.
- Que pena. Mas tudo bem, querida.
- Você ainda queria que eu ficasse mais?
- Bom... – Ele começou a se enrolar com as palavras. Foram até a porta e ficaram lá, abraçados. — Sara... Assim... Eu... Bom, claro que eu queria. É que... É tão maravilhoso ficar com você assim, juntinho sabe? – Grissom a embalou mais no abraço. – Que eu estou cada vez mais me apegando.
- Isso é bom de saber... – Sorriu muito gratificante. – Você não sabe o quanto que eu gosto de grude de namorado. Ficar que nem chiclete sabe?
Grissom gargalhou.
- Jura? Então está tudo nos eixos. Eu adoro ficar junto assim. Mas eu só gosto quando a pessoa é especial pra mim.
- Eu sou especial pra você?
- Ninguém nunca foi tão especial pra mim quanto você é.
Ele estava sendo tão sincero, que Sara observou seus olhos lacrimejarem. Às vezes é difícil expressar seus sentimentos, e pra Grissom era pior. Isso era um defeito. Mas aos poucos isso estava mudando. Ele estava mudando gradativamente. Tudo isso porque Sara o estava modelando, o modificando. O tornando melhor do que é.
- Vejo você mais tarde? – Sara perguntou.
- Sim. Com certeza.
Deram um beijo profundo e Sara entrou em seu apartamento sob os olhares dele.
Por um momento Grissom pensou que nada daria certo. Que todo amor que Sara sentiu um dia, viria abaixo, pelo fato da sua demora ser tão árdua e tão sofrida para ela. Mas não... Sara o esperou de todas as maneiras. Com seus sofrimentos, com suas lágrimas... Mesmo assim ela guardou o último sorriso preso dentro de si, para entregar de bandeja para ele.
E ele aceitou sim.
Mas ele aceitou esse último sorriso, para que ele seja o recomeço. Ou seja... O primeiro sorriso de muitos que virão.
To be continued...
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