Destino
10 "Griss... O que está acontecendo?"
Notas iniciais
Oh... Semana que vem eu viajo! :'(
Vou passar 2 semanas sem postar... Mas até lá vou se posto uns três, ta? *.*
Espero que gostem desse... Vai começar a tensão agora!!!
Mais dois meses se passaram, completando então seis meses de relacionamento entre eles.
No dia do aniversário de namoro, Grissom surpreendeu Sara recitando uns versos de um dos poemas de Carlos Drummond de Andrade, que dizia:
“Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida. Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro... Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica. Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado... Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho... Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.”
Isso só foi um trecho – o principal, assim digamos – que Grissom escolheu para recitar como um sussurro ao pé do ouvido, enquanto presenteava Sara com toda sua doçura e delicadeza no ato de fazer amor.
Passaram o dia inteiro trocando carícias e sussurros sugestivos, nos quais faziam ambos perder o juízo. Seus apartamentos foram testemunhas de tamanho sentimento. Em um romance as escondidas era fato que não pudessem sair para jantar, ou se expor, de alguma maneira, para que alguém os veja. Então tinham que ficar em casa. Mas foi bom... Ótimo!
A companhia... Só a companhia fez o dia maravilhoso.
Com um sorriso no rosto, agora, Grissom organizava algumas coisas no seu escritório para ir pra casa. Mas seu descanso não era o principal motivo. Estava louco de vontade de vê-la. Sara havia saído do laboratório confiando na promessa que ele havia feito de ir ficar com ela hoje. E é o que ele iria fazer.
Andando pelos corredores, encontra com Catherine.
- Gil... Me tira uma dúvida? – Andavam lado a lado, mas Grissom não dava muita bola, estava com um pouco de pressa.
- Estou de saída, Cath.
- Desde quando você tem pressa pra ir embora? – Diz incrédula.
Grissom parou no meio do corredor e viu que estava errado. Não podia levantar tantas suspeitas de estar tendo algo fora o trabalho. Todos ali pensavam que sua vida era o trabalho então... Não podia perder esse posto! Posto de “casado” com o trabalho. Tinha que esconder o máximo!
- Ok Cath... Fale. – Sara entenderia a demora.
- É coisa rápida. – Afastaram-se um pouco para o canto e ela lhe mostrou um papel. – Está vendo esse inseto? – Apontou para a foto. Grissom olhava bem pra foto – Ele foi encontrado dentro de um corpo, sendo que ele não come carne em decomposição. Estamos pensando se...
De repente a voz de Catherine foi ficando mais longe, e com isso o fazendo olhar para ela, para sua boca. Tombou a cabeça de lado, percebendo um incômodo em sua audição. Um barulho muito forte atingiu ali, como um ruído. E de repente, sua audição volta ao normal. Mas Catherine já havia terminado toda sua fala.
- Sabe de onde veio esse inseto? – Perguntou.
- Eu... Hã... – Não havia escutado parte da conversa. O que estava acontecendo com ele? – De onde mesmo que vocês pensaram que ele viria?
- Griss... Você não me ouviu? – Perguntou Cath arqueando a sobrancelha. – Eu falei isso não faz nem um minuto. Em que mundo está? – Ele estava estranho. Sua expressão denunciou dúvida – Ok... Eu repito. Achamos que ele veio de algum tipo de madeira... Veja melhor... Não parece um cupim?
Grissom olhou novamente e comprovou.
- Ele realmente não come corpos em decomposição. Come somente madeira. É, sem sombra de dúvidas, um cupim. Talvez possa ter vindo a partir da arma do crime. Um pedaço de madeira. – Ela assentiu – Ajudei?
- Obrigada, Gil. Pode ir. Está liberado. – Brincou.
Ele ainda estava intrigado com aquele estranho sinal em sua audição. Imediatamente lembrou-se de sua mãe. Um dia ela havia lhes dito sobre a possibilidade dele ter algo, por causas hereditárias. Ela era surda e se ele não tivesse nada era óbvio que seria um milagre.
Foi pra seu apartamento com a mente trabalhando.
E se estivesse mesmo doente?
Haveria cura para sua doença? Ou ficaria surdo como sua mãe?
E como ficaria sua relação com Sara?
Será que mesmo assim... Mesmo se ele ficasse surdo, ela teria coragem de estar com ele? De conviver com um deficiente?
Meu Deus! Não devia pensar assim... Ela disse que o ama tanto!
- Não importa a nossa idade, meu amor...
- Estou ficando velho Sar...
- Vou adorar cuidar de você. – Ela disse sorrindo.
- Isso não tem graça.
- Eu amo você... Amo muito! E é por isso que eu estou aqui do seu lado pra o que der e vier. Você pode ficar velhinho, pode precisar de um babador, pode precisar de alguém pra te alimentar... E esse alguém serei eu, Grissom. Eu... Sara Sidle...
Depois de escutar essa grande e linda confissão, ele só se lembra de tê-la puxado para seus braços e ter feito amor a noite inteira.
Apesar de tudo... Estava com medo de sua reação. Não iria contar sem ter algo concreto, então aproveitaria desse momento com ela e depois pensaria nisso com mais cautela. Agora precisava se focar no que veio fazer. Veio tê-la. Amá-la.
- Promessa cumprida. – Falou sorrindo assim que ela abriu a porta.
- Isso é a resposta para aquele dito popular: “Um homem de palavra”. Você cumpre com todas as suas promessas. – Falou o puxando pra dentro do apartamento, com as mãos em sua camisa.
- Estou com muitas saudades... – Disse enquanto despia seu casaco com Sara o ajudando.
- Jura? – Falou maliciosa. – Muita mesmo?
- Mesmo. – Repetiu beijando seu pescoço.
O caminho até o quarto não era tão difícil, mas só que eles estavam muito animados e um tanto eufóricos e no momento a melhor alternativa era ficar ali mesmo, na sala.
Grissom foi empurrado no sofá e logo ela subiu em cima dele, fazendo cócegas e brincando com ele. Em um grande amasso naquele pequeno espaço, findaram caindo no tapete, arrancando gargalhadas de ambos.
- Minhas costas! – Reclamou Grissom, ainda rindo.
- Oh Deus! – Sara não parava de rir.
Deitaram-se lado a lado e continuaram rindo. Estavam tentando, aos poucos, se reconstituírem da crise de riso. Grissom foi o primeiro a melhorar, só que ele queria causar risos em Sara agora. Era a sua vez de brincar. Em um momento único e ágil ele ficou por cima dela, com as duas mãos apoiadas no chão ao lado do rosto dela. Sorria muito travesso.
- Está com vontade de brincar, não é?
- É... Por quê? – Ela sorriu. O que ele estava fazendo?
Grissom simplesmente começou a fazer cócegas em sua barriga, e em todos os lugares sensíveis á cócegas que Sara tinha – e que só ele conhecia.
- Pára, amor. – Ela esperneava, dando altas risadas – Socorro! Ai meu Deus... – Essa foi a deixa pra Grissom ter uma nova idéia.
- Arghrrrr... – Imitou um rugido de um leão. Sara tentou escapar dele e o único jeito foi engatinhar, mas Grissom agarrou seu tornozelo. Sara viu que ele havia criado um tipo de brincadeira e gargalhou mais ainda.
- Pára Gil... – Ela ria muito, e ele também.
- Arghrrrr! – Rugiu mais uma vez. – Venha aqui!
Entre puxões e tentativas de escapar dos braços daquele “leão”, Sara não conseguiu mais fugir. Ele a “capturou” e a deixou por baixo dele. Ela ria ainda. Seus olhos se encontraram e as risadas foram virando sorrisos e assim, seus lábios se aproximaram.
- Seja minha leoa...
Tocou seu rosto numa leve carícia, tirando os poucos fios de cabelo que escondia a beleza daqueles olhos castanhos. Então eles se beijaram.
- Faça-me ser sua... Encaixe-me dentro de você.
Ele beijou-a novamente.
- Você está dentro de mim há muito tempo.
- Meu leão... – Sussurrou acariciando sua barba – Só meu.
Grissom então consumiu o ato de amar ali mesmo, na sala, pela primeira vez. Sabia que todo o lugar seria perfeito, estando com ela, mas mesmo assim nunca havia pensado nessa possibilidade.
Enquanto amava-a sem pensar, sem pestanejar, dando o melhor de si... Um som alto e agudo causou uma dor em seu ouvido, o assustando completamente. Os gemidos que antes ouvia bem nítidos perto de si, estavam muito longe, quase inaudíveis. Diminuiu os movimentos frenéticos, fazendo Sara perceber. Ele tocou o ouvido e fez força para ouvir. Estava com medo. Nunca teve tanto medo.
Aos poucos as coisas iam voltando ao normal e dava pra escutar que Sara o chamava... Primeiro, escutou bem baixo, como se ela estivesse longe ou sussurrando. Depois veio normalmente.
- Griss... O que está acontecendo?
- Baby... Hã... Eu não sei... – Tocou sua cintura, mas percebeu que ainda estava dentro dela. – Foi uma dor. Mas já passou.
- Quer parar? – Perguntou preocupada.
- Não amor... Vamos continuar. – Beijou seus lábios, pedindo mentalmente para aquilo não voltar. Começou os movimentos novamente, sendo que dessa vez a intensidade era menor, já não era a mesma coisa. O susto que levou fez perder toda a sua concentração.
- Gil... – Ela sussurrou.
- Fale.
- Pare. – Disse somente. Ele a olhou estranho, como se dissesse que não. Parou, mas não saiu de dentro dela. – Estou pedindo que pare. Você não está bem, então, não dá pra continuar assim. – Lentamente ele saiu de dentro dela e deitou ao seu lado. – Não quer me explicar o que sentiu?
- Só foi um incômodo querida... Nada demais. – Mentiu.
- Incômodo onde? – Ela queria detalhes.
- Uma dor na cabeça. – Odiava ter que mentir pra ela, mas seu medo era maior. Não queria dizer nada sem ser concreto. Iria ao médico logo, aí resolveria toda essa situação.
- Hum... – Falou sem ânimo. – Tem certeza que está bem?
- Estou, meu amor, não se preocupe. – Sorriu enlaçando seus braços na sua cintura. – Quer ir pro quarto? Podemos tentar mais uma vez... Ainda não matei minha vontade de você...
Falou beijando seu pescoço. Ele queria de todas as maneiras esquecer aquilo. Nem que fosse só agora. E não queria que ela se preocupasse. Por isso precisava pensar e fazer algo que não o fizesse pensar nessa possível doença.
- Tudo bem... Vamos!
Eles foram para o quarto e Grissom não sentiu mais nada. Depois de fazerem amor, Sara dormiu no peito dele, mas Grissom não conseguia fechar os olhos sem se lembrar de tudo que sentiu hoje.
Rezava para que isso não afetasse o que ele mais ama.
Sua Sara.
To be continued...
Notas finais
Hmm... Isso vocês verão no próximo capítulo de "Destino".
Hahaha... Ficou tipo novela né?? kkkk'
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