Destino

22 "Eu não imagino nós dois sem o Matt..."


Notas iniciais
Boa leitura...

NO CAPÍTULO ANTERIOR...

– Matt... – Sara suspirou se virando um pouco pra ele. – Nós não podemos te levar pra casa hoje. Precisamos ter todos os papéis para poder ficar com você. – Explicou ela pacientemente. Gerry sorriu por Sara ter agido tão perfeitamente.

– Mas que papéis são esses? – Crianças e suas milésimas perguntas.

Sara sorriu para Grissom, fazendo-o entender que era pra ele continuar.

– Esses papéis vão garantir que nós seremos seus novos “papais” entendeu? – Matt abriu um sorriso enorme. – Bom... Você quer que sejamos seus novos papais?

Sara se viu numa encruzilhada, mas já sabia da resposta do garoto. Todos olharam para ele ansiosos, mas o pequeno se virou para Sara e lhes perguntou.

– Sara... O Grissom sempre faz perguntas bobas assim?

Todos começaram a rir, só Grissom que ficou meio vermelho diante do garoto. Matt riu junto com eles, e até Gil não se aguentou.

– É claro Grissom. Vou amar ser o filhinho de vocês.

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A frase parecia sobrevoar pela cabeça de Sara e Grissom."Vou amar ser o filhinho de vocês."Essa frase dizia que ele já sabia o que tudo aquilo significava. Infelizmente, por mais doloroso que seja pra Matt, ele enfrenta a realidade. Perdeu seu pai primeiro, e agora sua mãe, que por incrível que pareça, também se chamava Sara.

Seu coração ainda doía, sem dúvidas.

Mas em meio a tanta dor, ele se sentia aliviado. Era um garoto esperto, sabia o que estava sentindo. Quando alguém não gostava dele ou de sua companhia, rapidamente se afastava. Sentia isso.

Com Sara e Grissom era um sentimento completamente diferente. Sentia-se protegido.

Se Sara o colocasse nos braços ele se tornava a criança mais indefesa que existe no mundo, pois algo tocava seu coração. Ele sentia uma dorzinha chata no peito, uma vontade de ficar ao lado daqueles dois "estranhos" que apareceram em sua vida.

Ele não entendia isso.

Perdeu seus pais e a vida de repente havia lhe mandado outros. Não que fosse esquecer seus pais biológicos! Isso jamais! Mas era como se aquela "perda" chegasse a um "ganho"...

O fato é que o que ele mais temia, não aconteceu.

Ele não ficou sozinho.

Nem ficará !

~♥~

Matt pareceu gostar mais de Gerry do que de Emily. Por motivos óbvios, é claro. Aceitou ir com os assistentes sociais com a condição de que Sara e Grissom não demorassem de ir buscá-lo.

Deixaram a lanchonete da esquina em direção ao abrigo onde Matt ficaria por uma semana, enquanto Sara e Grissom resolvessem as papeladas. O casal seguiu para o laboratório, caminhando mesmo, sozinhos.

- Gil ...

- Diga. – Ele estava com as mãos nos bolsos, caminhando sem tirar os olhos do chão. Sara fazia o mesmo, mas suas mãos permaneciam guardadas dentro de seu casaco.

- Me sinto... realizada.

Grissom sorriu a olhando com carinho e não prestou atenção quando já estava bem perto dela. Sara deixou seu braço encostar no dele, e assim, os dois deram-se as mãos, timidamente.

- Eu também, baby...

Grissom confessou, meio vermelho. Mas não ficou tão acanhado, pois se deu o prazer de beijar os cabelos de Sara, antes de desfazerem suas mãos. Estavam muito perto do laboratório!

Andaram poucos minutos e já estavam na frente do LAB. Sara se virou para ficar de frente a ele, ainda sorrindo aliviada.

- Avisa pro pessoal que já fui pra casa... Te espero acordada... Ok?

Grissom sorriu.

- Ok.

E aquele olhar de lado que o enlouquecia? Porque ela fazia aquilo? Queria fazê-lo perder o juízo? Só pode! Depois de dar aquela olhada mágica, ela baixou a cabeça e seguiu para o estacionamento.

Ele entrou no laboratório, sabendo que devia explicações para os seus amigos. Agora era tudo ou nada!

Ou contava a verdade, ou permaneceria esse jogo escondido que só o deixava preocupado. Conversaria com Sara mais tarde. Agora só precisava arrumar uma desculpa para não ter que se explicar agora... Era o que iria fazer!

~♥~

Por incrível que pareça ninguém exigiu que Grissom lhes desse explicações. Talvez pelo fato de já saberem que ele não diria nada. Pelo menos não agora. Terminaram os últimos minutos do turno conversando e depois partiram para suas casas.

Grissom foi um dos primeiros a sair, com a desculpa de que estava com enxaqueca.

Não que gostava de mentir, muito pelo contrário, mas era por uma causa justa. Precisava conversar logo com Sara.

Após chegar em seu apartamento, deixando seu casaco no sofá, foi em direção ao banheiro para tomar um banho antes de ir pro apartamento de Sara. Além do dia ter sido longo e cansativo, seu corpo pedia por um descanso.

Logo estava lá, abrindo a porta do apartamento vagarosamente, imaginando que ela estaria deitada tentando descansar. Ao perceber o silêncio, Grissom sabia que ela estava dormindo, não havia conseguiu esperá-lo.

Mas para o seu engano e sua alegria, avistou Sara olhando para a rua, da varanda, admirando as poucas estrelas que hoje o céu mostrava... Aproximou-se dela, e nesse instante ela sentiu seus passos. Virou seu corpo e com um simples olhar, que Grissom logo entendeu, o chamou para perto de si. Ele deixou seu corpo grudar no dela, e viu seu cansaço se desvair... Pelo simples fato de sentir sua presença... Por saber o que essa noite ainda lhe aguardava...

- Está tão pensativa, querida...

Ela continuou olhando pro céu, agora encostada em seu peito, sentindo os grandes braços dele circundando seu corpo...

- Sim, estou... Na verdade, estou querendo enxergar nossa vida daqui pra frente... Quando o Matt for parte de nossa rotina, quando todos souberem de nós dois...

Grissom parou uns segundos antes de responder. Ela tinha toda razão e ele também havia pensado bastante nisso... Aliás... Esse assunto tomou conta de seus pensamentos por todo o dia.

- Também pensei muito nisso, e o engraçado disso tudo é que... – Ele riu antes de terminar. – Eu não imagino nós dois sem o Matt daqui por diante.

Sara se virou bruscamente. Não esperava essas palavras de Grissom, não esperava tal atitude, não esperava tanto sentimento... Agora, mais que tudo, tinha toda certeza que aquele era mesmo o caminho a ser seguido, que Mathews entrou na vida deles com um propósito... Que tudo aquilo foi a força avassaladora do destino... E aquela criança não apareceu em vão.

- Nem eu, Griss... Nem eu...

Eles trocaram sorrisos tão lindos que foi inevitável a junção de seus lábios após isso. Beijaram-se e como era de se esperar, terminaram naquela cama... Denunciando um amor descomunal...

To be continued...

Notas finais
E então?? Reviews?? >.