Destino

8 Debaixo da mesa?!


Notas iniciais
Foi mal a demora meus amores, falta de inspiração e de tempo! Mas está aqui mais um cap... Pensaram besteira com o título não é? hahaha... Não é nada do que estão pensando! Suas cabecinhas maliciosas! kkk'
Boa leitura!

Semanas se passaram e aquilo estava cada vez melhor. Seus encontros secretos, seus momentos entre quatro paredes, todo aquele romance tinha uma repercussão maravilhosa.

Grissom ia constantemente para o apartamento de Sara, e vice versa. Eles tinham agora uma intimidade ao extremo. Suas coisas eram sempre divididas e eles visitavam seus apartamentos quando bem querem. O amor e a vontade de ficar junto só aumentavam, e com isso, fazendo-os se sentirem muito felizes.

Tão felizes que ás vezes deixava transparecer demais...

- Hey... Boa noite.

Sara chegou à sala de descanso com um sorriso aberto. Ultimamente sempre a encontravam alegre e risonha. Greg foi um dos primeiros a se pronunciar, também porque foi um dos primeiros a perceber.

- Novidades?

Perguntou tentando puxar assunto.

- Não Greg. – Sentou. – Nenhuma.

- Hum...

Ele sorriu malicioso e trocou uns olhares cúmplices com Nick e Warrick. Nesse momento Grissom chega à sala junto com Catherine.

- Vocês estão com cara de safados.

Todos riram do comentário da loira e novamente trocaram os olhares. Sendo que dessa vez, querendo mais uma cúmplice. Grissom sorriu também, por incrível que pareça, mas os meninos não pareceram notar. Distribuiu os casos e, como sempre, colocou Sara na sua equipe. Ela e Catherine.

- Vamos meninas, temos muito trabalho.

Dirigiram para a cena do crime em silêncio. Uma vez ou outra Catherine bocejava, — parecia não ter dormido – enquanto Sara e Grissom causava inveja a quem os visse, de tão alegres que se encontravam. Catherine percebeu uma carga elétrica envolver os dois ao entrarem no carro.

- Você vai ao banco frente, Sar?

- Você que sabe Gil...

- Catherine? Alguma preferência?

- Sim. Sara, vá na frente.

O jeito que eles se comunicaram, a intimidade com os apelidos, os olhares... Tudo Catherine observou. Era uma CSI, e aquilo não passou despercebido pelos seus olhos. Mas se alguma coisa estava acontecendo entre eles, não era ela que iria se meter. Sabia como era o gênio daqueles dois, e se estavam com algo escondido... Ah, eles saberiam esconder muito bem! Então, só dessa vez, pra ver esses dois durões felizes, se aquietaria.

Na cena de crime, enquanto elas processavam a cena dentro da casa, Grissom recebe uma ligação e vai atender lá fora.

- Xerife?

- Eu mesmo, Gil. Como estão as coisas?

- Tudo indo bem... – Grissom estava estranhando a ligação, mas resolveu ficar na sua. – Então? Como posso ajudá-lo?

- Só estou ligando para lhe dizer que passarei no seu escritório antes do turno acabar para termos uma conversa a respeito de novos acessórios, de alta tecnologia, para sua equipe. Entre outras coisas. – Disse o Xerife.

- Hum... Certo. Pode passar. Até lá. – Disse indiferente.

- Até.

Desligou e ficou achando aquilo muito estranho. Tudo bem pelo fato do Xerife querer mandar novos acessórios, mas o que ele quis dizer com... “Entre outras coisas”? Despertou dos seus pensamentos quando sente alguém se aproximar. Era ela.

- Falando ao telefone aqui fora por quê? Algo a esconder da sua namorada? – Disse sarcástica.

- É claro que não. – Fez careta pra ela. Sara riu. – Era o Xerife.

- Ah... O que ele queria? – Disse se abaixando. Ela viu algo no chão que ninguém ainda tinha visto.

- Disse que tinha que conversar comigo antes do fim do turno... – Se abaixou ao seu lado. – O que encontrou?

- Uma lente de contato.

- A vítima não usava lente.

- Pois é... Será do assassino? – Disse por fim. Daí em diante seu relacionamento ficava pra mais tarde, tinham um caso á resolver.

_____

Faltando trinta minutos para o turno acabar, Sara foi ver Grissom na sua sala, queria saber se ele ainda iria na sua casa essa noite... Aliás... Esse dia. Era quase seis da manhã.

- Hey... – Bateu e ele a olhou por cima dos óculos. Foi logo entrando. – O Xerife ainda não apareceu?

- Não. – Tirou os óculos e suspirou cansado. – Acho que não vem mais. – Sara se aproximou e Grissom passou a mão por suas têmporas. Estava muito cansado mesmo. – Estou tão cansado, Sara.

- Estou percebendo... – Ela sentiu-se na necessidade de fazer algo. Foi até a porta e a trancou. Voltou até e ele ficou atrás da cadeira, massageando suas têmporas e toda a extensão de sua testa.

- Oh, querida... Obrigado. – Disse sorrindo de lado.

- Por nada.

Sara continuou massageando e percebeu que hoje ele não iria para sua casa. Sempre quando estava com enxaquecas não conseguia raciocinar nada, houve até um dia que quase provocou um acidente. Então, resolveu se despedir dele ali mesmo. Virou a cadeira dele pra sua frente, e o beijou.

No início Grissom ficou receoso. Mas nada como aproveitar um beijo maravilhoso de sua namorada. A enxaqueca estava amena, mas ainda doía. Concentrava-se em beijá-la, e seus beijos eram tão poderosos que sem perceber ela já estava em seu colo. As suas mãos percorriam sua cintura, e o prazer e o desejo aflorando. Ficaram ali, naquilo, por alguns minutos. As coisas estavam quentes mesmo. Mas de repente... Batidas na porta.

- Gil? Você está ai?

Eles se separaram rapidamente, Sara arrumava os cabelos e Grissom fechava os botões de sua camisa.

- Meu Deus, Sara. Esqueci totalmente do Xerife. – Ele andava de um lado para o outro, e as batidas na porta não paravam. – A culpa foi sua!

- Eu estava querendo te ajudar, Gil. – Fez um bico que ele não se renderia. – Onde me escondo?

- Embaixo da mesa.

- Gil. Não. – Disse negando também com a cabeça.

- Vai, Sara. Agora!

Sara se abaixou e ficou embaixo da mesa, que tinha uma proteção na frente – santa proteção – que não dava para ver nada. Ficou de quatro – bela posição – e Grissom foi atender.

- Xerife. – Disse pálido.

- Gil. – Eles se abraçaram e o Xerife foi logo entrando. Grissom odiava quando ele fazia isso. – Você não muda, não é? – Disse olhando para a sala dele. – Sua sala ainda é cheia de bichos.

- Pois é... – Passou a mão pelos cabelos, sem se importar muito com o jeito irônico do Xerife. Quase correu para sentar na sua cadeira. E Sara continuava lá, prendendo a respiração e... A vontade de rir.

- Podemos conversar? – Perguntou o Xerife.

- Claro. – Disse Grissom constrangido.

- Bom Gil... Saiba que os acessórios de alta tecnologia chegarão daqui á um mês. Foram todos comprados e testados por outros laboratórios da América. Espero que gostem... – Nossa, como ele estava sendo bom. Isso impressionava Grissom.

- Isso é... Ótimo. – Em sua mente ele implorava para que ele fosse embora logo. Meu Deus, que situação!

- Ah, não posso me esquecer. Vamos mandar um especialista a mais para todo o departamento. Ela ficará encarregada de casos em todos os turnos, é uma paleontóloga. – Sara arregalou os olhos e prestou mais atenção.

- Paleontóloga? – Disse Grissom arqueando a sobrancelha.

- Yeah. – Concordou o Xerife sorrindo. Aí tinha coisa. – É a mais magnífica Teri Miller.

Grissom abriu a boca incrédulo e Sara também. Ficou sem fala porque não imaginava que isso estaria acontecendo. Logo agora. E percebeu também que o Xerife se referia á ela muito bem... Será que eles dois...? Bom, não precisava saber.

- Teri Miller?

Ao dizer isso Sara entrou em pânico. Aquela outra lá não poderia aparecer na sua vida novamente. Ah, não podia mesmo. E se Grissom concordar ele...

- Não vê problema, não é? – Perguntou o Xerife.

E foi nesse momento que Sara viu a oportunidade. Ele não podia aceitar aquela... Aquela... Aquela vaca albina trabalhando junto deles! Não viu nenhuma outra alternativa a não ser... Morder a canela de Grissom para que ele se toque!

- Ahhh... – Grissom gritou ao ser mordido.

To be continued...

Notas finais
rsrsrs' Gosto desse cap! Mas o próximo será melhor ainda! Qual será a reação do Xerife? Ele vai querer saber "que bicho que mordeu Grissom"?? rsrsrs' Veremos!
Beijos... Mandem reviews!