Destino

20 Conversa definitiva


Notas iniciais
Sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Boa leitura!

NO CAPÍTULO ANTERIOR...

– O que aconteceu com ele? – Grissom perguntou.

– Calma, não foi nada. Ele só não quer ir pra um orfanato e... O garoto quer ficar com vocês. – Sara o interrompeu com um grito assustado.

– Orfanato?! Não! Ele não irá para um orfanato! Eu não deixarei isso acontecer! – Ela chorava e gritava ao mesmo tempo, e Grissom a segurou no braço, mas ela puxou. Apontou o dedo bem na frente dele, e lhes disse séria. – E você vai me ajudar, não vai?

Grissom não sabia o que fazer.

Mas afinal... O que fazer?

– Okay Sara... – Ele se rendeu. – Faremos o que for preciso.

Ela o olhou, com aqueles olhinhos cheios de lágrimas, sem se importar com Brass na sua frente. Tocou na mão de Grissom, o deixando envergonhado.

– Faremos tudo o que for preciso? – Repetiu, querendo ter total certeza de que aquilo que ouvira era mesmo verdade.

– Sim... Qualquer coisa que for preciso.

_______

- Eu vou fingir que não vi nada, não escutei nada...

Brass dizia inteiramente sarcástico, enquanto caminhava ao lado de Grissom indo em direção á viatura, aonde eles iriam até o hospital encontrar o Matt.

- É bom que finja mesmo. – Grissom retrucou baixinho.

- Só se você me der algumas explicações depois. – Brass disse sorrindo, ganhando um olhar nada amigável de Grissom.

- Agora não é hora de brincadeiras, Jim. Por favor.

Seu tom muito sério fez Brass parar imediatamente, mas não havia como negar mais nada a ele. Havia presenciado tudo, toda a cena de Sara implorando para eles fazerem alguma coisa para ajudar Matt... Juntos... Ela falou “juntos”...

Pela gravidade do caso, ele haveria de ficar em silêncio mesmo. Depois conversaria com Grissom, num momento mais adequado.

Enquanto isso, Sara estava com o coração na mão.

A viatura andava pelas avenidas lotadas de Vegas e seu coração pulsava mais rápido que a velocidade que se andava. Sabia que muitas crianças por esse mundo a fora estariam passando pela mesma situação que Matt, ou até pior. Mas ele tocou seu coração de alguma forma...

Ela sempre havia pensado em ajudar alguma criança que estivesse passando pela mesma situação que um dia passou... Mas nunca teve oportunidade.

E esse garoto é muito especial.

Grissom sentado ao seu lado, sem que Brass e o policial percebessem, tocou de leve sua mão encostada no banco do carro, ela sentiu e o olhou...

Seus olhos passaram mensagens ocultas que somente ela tinha a inteligência de traduzir... Aqueles olhares tão firmes e cheios de amor, desejando-lhe forças.

Ele, com um sorriso de lado, falou baixinho, só pra ela escutar:

“Vai dar tudo certo.”

E são essas pequenas atitudes que fazem de Grissom tão especial. Ele é daqueles homens calados, mas que quando querem são incrivelmente carinhosos. Sara ás vezes se via sem palavras... Mas talvez seja ele tentando provar o que sente, já que lhe magoou tanto...

Mas bem, ele está se superando, e não adianta pensar no passado.

Como dizem... Passado se realmente fosse bom, estaria no presente. E não é isso que ele está mostrando.

~♥~

Matt estava agoniado.

Nenhum sinal de Sara e Grissom aparecerem, e os assistentes sociais já estavam impacientes, principalmente o homem, que ele definiu como o mais chato daqueles que lhe cercavam. Seu coração pulsava forte...

Quando de repente a viatura estaciona com muita velocidade, quando subindo na calçada do hospital.

Sara desce numa pressa nítida, seus olhos cheios de lágrimas não negavam tamanho nervosismo. Grissom saiu bem atrás dela.

- Matt! – Sara gritou.

Aquele grito foi ouvido sim, e bem ouvido! Mathews escutou e saiu correndo em sua direção, um dos assistentes sociais tentou segurá-lo, mas se viu perdido... Talvez aqueles dois fizessem um bem a ele...

- Sara! – Ele também gritou, enquanto chegava em seus braços.

Ele saltou e ela o carregou no colo. Um abraço extremamente apertado e sem dúvida, confortante. Sara sentiu as batidas de seu coração aumentar a cada toque do garoto, que fazia questão de acariciar seus cabelos em meio ao abraço.

Ele afundou o rosto em seu pescoço, deixou os cabelos dela ficarem em seu rosto, sem se importar. E simplesmente chorou...

- Obrigada por ter vindo, Sara... – Ele disse em meio aos soluços, enquanto Grissom observava a cena de longe.

- Não precisa agradecer, meu amor... – Disse se segurando para não desabar na frente dele. Grissom sentiu o clima pesar e se aproximou. Ao vê-lo, Mathews sentiu-se na necessidade de abraça-lo também...

- Grissom...

O garoto falou fazendo Grissom o encará-lo. Eles se olharam e por um instante Sara pensou que Grissom não estava entendendo o que Matt queria expressar diante daqueles olhares... Mas surpreendendo a todos, Grissom sorriu de lado, meio tímido, mas abraçou os dois.

Matt sorriu. Não sabia o “porque”, mas sentiu vontade de sorrir.

Alguns segundos depois eles se separaram e foram na direção dos assistentes sociais, que os olhavam com a cara amarrada.

- E então senhor... – A assistente social, Emily, tentou lembrar. Sua expressão denunciava total stress.

- Grissom. Gilbert Grissom. – Ele respondeu sério, colocando as mãos nos bolsos, tentando não mostrar seu nervosismo e raiva diante deles.

- Senhor Grissom, peço por gentileza, que o senhor e sua esposa tomem logo uma decisão. Não podemos ficar parados aqui na frente do hospital assistindo essa cena entre vocês. – Seu tom ignorante fez Sara bufar, ainda com Matt em seus braços.

- Sinto em dizer, mas baixe seu tom de voz aqui. Não tem ninguém sendo grosseiro com você, pelo menos ainda não. – Ajustou Matt em seus braços e continuou. – Vai nos tratar mal, então será tratada também.

- Sara, calma. – Grissom tocou em seu braço. Olhou no crachá da mulher em sua frente, e leu seu nome. – Senhorita Emily, a Sara está correta. Pois bem, vamos nos sentar e conversar adequadamente, pode ser? – Ele propôs.

- Sim, ótimo. – Disse sorrindo falso.

~♥~

- Certo senhores, podemos conversar agora?

Emily diz sentando a frente de Grissom e Sara, no escritório de Grissom no laboratório de criminalística. Brass ficou com Matt lá fora e aos poucos os CSIs foram chegando, pois souberam da notícia e quiseram saber mais a respeito.

Cath, Nick, Greg e Warrick se aproximaram tentando se enturmar com Mathews. Pois se desse certo, aquele pequeno garotinho faria parte da família, mesmo que toda essa história de Sara e Grissom esteja muito mal contada.

- Hey Matt... Prazer, eu sou Catherine. – Ela se ajoelhou na frente do garoto. – Fica tranquilo, que quando aqueles dois colocam algo na cabeça, eles sempre conseguem... – Cath disse, sorrindo. Matt sorriu pra ela, e sentiu-se confiante.

Enquanto isso lá na sala...

- Entenda uma coisa Emily... Nós não somos casados... – Explicou Grissom calmamente. Sara sentiu um gelo atingir seu peito, mas logo “derreteu-se” quando ele completou. – Pelo menos não ainda...

- Ok. Certo. – Disse Emily. – Mas vocês podem adotá-lo mesmo assim. O que importa é que estejam capacitados para tal. – Ela suspirou cansada e terminou. – Vocês só precisam fazer alguns procedimentos.

- Quais? – Sara disse.

- Uma entrevista, alguns documentos e... Sim, a rotina de vocês!

- Rotina? Como assim? – Sara olhou pra Grissom assustada.

- Ah, então vocês não tem uma rotina juntos? Afinal... Vocês já moram num lugar só de vocês? – Ela levantou-se e colocou as mãos na cintura.

Sara e Grissom se entreolharam.

Se nem mesmo seus amigos sabiam disso, imagina fazer uma mudança como essa? Será que eles iriam fazer tudo isso por conta de Matt?

To be continued...

Notas finais
Vou tentar postar o próximo mais rápido...
Bem... Gostaram??
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Beijos *-*