Destino

18 "Ainda é muito cedo, não acha?"


Notas iniciais
Oi meus amores, aí está mais um.
Quero dizer que amo os comentários de vocês, sem eles essa fic não saia do lugar.
Olha, espero que vocês estejam gostando de verdade, e qualquer coisa podem dizer, tá legal? Gostaram da nova capa da nossa novelinha? Espero que sim. *---*
Nesse capítulo resolvi não focar muito no Matt, mas sim no nosso casalzinho. Vocês merecem um cap. com momentos lindinhos *--* Espero que curtam! ;D
Boa leitura e aproveitem!

– O que você disse?

– Isso que ouviu... O que acha de adotar o Matt? – Sara repetiu.

– Sara... Isso é uma questão que se deve pensar muito. Não acho que daria certo. Ainda é muito cedo, não acha? – Sara se virou para Grissom e, com uma expressão incrédula, respondeu-lhe.

– Griss... Pensei que tivesse me dito que o Matt era especial.

– E ele é. – Confirmou.

– Então você não pensou nisso? Em ficarmos com ele?

Grissom se calou.

É claro que havia pensado. Essa noite não dormira nada, nem um segundo sequer sem pensar naqueles olhos pretos de encontro aos seus. Olhou para Sara sem saber o que dizer. Mas ela conhecia aquela expressão. Ele não ia dizer nada.

– Vou considerar isso como um “não”.

Foi à última coisa que ela disse o caminho inteiro. Ao chegar à frente do edifício, saiu do carro e bateu a porta com força. Grissom desceu também e ficou a olhando entrar no edifícil em disparada.

E Grissom ficou ali, parado, estático. Não é que ele não queria, mas é que não havia como. Pelo menos não nesse momento. Seu relacionamento com Sara era secreto e se fossem adotar um filho, teriam que abdicar de muitas coisas. Coisas essas que seriam: Trabalho, carreira, viagens tão sonhadas... Enfim! Um batalhão de coisas!

Será que era tão difícil de entender?

~♥~

Ele estava inquieto.

Sara se trancafiou em casa e ainda não havia saído. Então ele foi para seu apartamento, já que ela não apareceu e ele não podia ficar ali plantado esperando.

Sinceramente? Ele estava se sentindo culpado.

Culpado por não ser homem suficiente e renunciar tudo para ser feliz com a mulher que ama. Culpado por ser sempre assim, tão idiota, sem nunca conseguir fazer Sara totalmente realizada. São tantos detalhes que o faz ser imperfeito, mas que mesmo assim, aos olhos de Sara, eram perfeitos. Não tinha como evitar.

Depois de um longo banho Sara abriu a porta do quarto e notou o silêncio. O que nós não fazemos quando temos aqueles cinco minutos de raiva, não é? Enquanto ele se culpava por ser simplesmente sincero, ela agora se martirizava pelo fato de não tê-lo ouvido. No momento de raiva ela não havia pensado nas proibições, no romance secreto, nos grandes obstáculos que teriam que enfrentar. Quem sabe um dia eles não fariam isso, não é? Mas agora... Não era o momento...

Completamente arrependida de suas palavras, Sara destrancou a porta de casa e foi até a porta dele. Mexeu na tranca, estava aberta. Não pensou duas vezes e abriu a porta. Ele não estava na sala, então ela seguiu adiante o procurando sem jeito, de maneira desesperada, com medo de tê-lo magoado muito. Ouviu o som da ducha e foi-se, sem pestanejar, até o banheiro onde Grissom se banhava.

– Sara? – Ele falou ao vê-la ali na sua frente.

– Desculpa...

Ela só disse isso, mas seus olhos disseram mais, muito mais. Ele desligou o chuveiro e a ficou olhando, como se quisesse acalmá-la, dizer que tudo vai ficar bem entre eles, se esse era seu medo. Seu sentimento era tão forte que não conseguia admitir sua mágoa. Sara o abraçou, mesmo com ele completamente molhado, e o beijou. Um beijo simples, mas intenso. Sorriram um para o outro. Ah, agora ela sabia que estava perdoada.

De repente Grissom liga o chuveiro, a molhando mesmo de roupa. Sara abre a boca incrédula e dá uma tapa no ombro dele, que não se agüenta e começa a rir.

– Seu bobo.

~♥~

Inicio de turno e os meninos decidiram que 30 minutos antes de começar eles tomariam um café no Frank’s.

Sentaram-se na mesma mesa de sempre e conversaram as amenidades. Greg não parava de flertar com a garçonete. Todos davam gargalhadas com ele.

– Ela está querendo algo comigo... – Dizia, cheio de charme. (ai ai suspiros rs”)

– Não quer, não. – Disse Nick, fazendo graça.

– Está com inveja porque tenho mais charme do que você? – Falou de um modo engraçado para Nick, que o encarou raivoso. Todos riam. – Qual é Nick, você pega todas, me deixar ter uma chance também não é?

– Deixa ele tentar, Nick... – Falou Warrick, forçando-se para não rir.

– Duvido conseguir.

Nick disse, enquanto todos compartilhavam mais sorrisos, mais alegria. Até Grissom estava participando das brincadeiras – o que fez Catherine ficar de orelha em pé – De onde veio toda essa alegria? Estaria com alguém?

Perguntas sem respostam vieram a tona, fazendo com que Catherine, como uma grande CSI e com sua imensa vontade de saber das coisas (curiosa mesmo rs”), tivesse a grande idéia de descobrir o que tinha por trás disso.

– Gil? Você está feliz?

Assim que ela perguntou, todos o encararam. Até Sara.

– Mas que pergunta besta, Cath. Porque não estaria? – Disse um pouco tenso.

– Bastava ter respondido que “sim”. – Falou sarcástica. – Mas tem algum motivo especial para sua alegria que nós não sabemos?

Todos o encararam com um misto de curiosidade e Grissom estava num campo minado. Pigarreou e respondeu tranquilamente, sem esboçar entusiasmo ou qualquer reação que demonstrasse mais “medo” em responder.

– Estou feliz com a família que eu tenho. Só isso.

Sara sorriu de leve. Um sorriso tão tímido que mal dava para perceber. Mas Grissom viu, era impossível ele não notar os detalhes dela.

Mas o que disse era a verdade mais verdadeira que existe.

Com uma família como essa... Quem não seria feliz?

~♥~

O turno acabou ás cinco da manhã, e todos estavam literalmente exaustos. Grissom ficou no laboratório mais tempo que todos, e Sara dessa vez não conseguiu esperar. O sono foi mais forte.

Era folga dos dois, então poderia dormir o tanto que quiserem. Grissom chegou em casa por volta das sete horas da manhã e não pensou duas vezes ao cair na cama. Mal conseguia abrir os olhos e sua coluna doía estranhamente. “É a idade”, pensava. Tomou um remédio antes de deitar e simplesmente hibernar. Sara no mesmo estado. Então, se veriam só mais tarde.

~♥~

MOMENTO NARRADO POR GRISSOM

Hibernei.

Não sei quanto tempo dormi, mas tenho quase certeza que recuperei todas as noites de sono gastas acordado, perambulando por entre aqueles corredores sem vida do laboratório. Creio que o que dá a luz para aquele local de trabalho são os meus garotos. Sim, é claro que são meus, faço questão de dizer que MINHA equipe é uma das melhores do mundo, ou se não a melhor, não é?

Não é querendo me gabar, mas vocês ainda têm dúvidas que também tenho a mulher mais linda ao meu lado? Linda, sensual, e minha. Não sou possessivo, mas é algo mais forte que eu. Sinto aquela vontade imensa de dizer: minha namorada, minha esposa, minha mulher, minha, só minha...

E é com esses pensamentos que acordo sentindo algo diferente sobre meu corpo. Mas é um diferente tão conhecido. É um cheiro de hidratante de chocolate, um corpo liso e sedutor sobre o meu... São lábios audaciosos procurando lugares para acariciar e me embriagar com um fogo abrasador, uma paixão incandescente.

– Baby... – Eu disse, mas quase não ouvi minha voz.

– Boa tarde... Já são três da tarde, não está com fome? – Ela disse no meu pé do ouvido, pois sabia que eu não resistia a sussurros.

– Sim. Estou. – Assenti me virando e a embalando em meus grandes braços. – Mas sinto fome de você.

Sara sorriu baixinho afundando seu rosto em meu pescoço. Maldito ponto fraco. Agarrei sua cintura colando meu corpo mais ainda no seu e deixando-a me enlouquecer enquanto beijava meu pescoço.

– Usou a chave extra que te dei, foi? – Digo sorrindo.

– Queria fazer uma surpresa. – Seu sorriso é tão magnífico.

– E fez. Adorei. – Confesso.

Eu tenho de reconhecer: a visão de quando nos olhamos nos olhos é mesmo sensacional. Logo após esse nosso momento sem explicação, eu a vi abrir um sorriso e de repente subir em cima de mim. O ar condicionado no meu quarto faz com que eu sinta somente o calor do seu corpo, que com poucas roupas, me proporciona um arrepio na espinha.

Logo após fazermos amor, ela me encarou piscando várias vezes, como quem acorda de um sonho. Sorriu satisfeita, e sem dizer nada, ela se ajeitou mais nos meus braços. Olhou em meus olhos, à espera do que eu ia dizer.

Simplesmente sorri. Ainda estava anestesiado.

– Eu te amo mais do que tudo no mundo. – declarei.

–Meus lábios percorreram seu rosto e seu pescoço e senti o sabor da curva do seu ombro. Sara puxou-me pelos cabelos e senti seu corpo se aquecer novamente. Aquela vontade de amar novamente... Mas antes de me levar para o paraíso outra vez, Sara deu um beijo no meu peito e soltou as palavras.

– Eu sei. – afirmou sobre o que disse. – E eu também te amo.

To be continued...


Notas finais
Gostaram meus anjos?
A parte narrada pelo Gil foi inspirada no livro que eu estou lendo e sei lá, me veio uma vontade de fazer algo e assim e saiu isso, espero que tenham gostado. Vou tentar sempre postar algo que tenha um deles falando, é até melhor de se ler, a gente fica imaginando eles falando, não é? Amo!!!!
Bom, me mandem reviews pra saber o que estão achando, certo?
Beijos, amo vocês!