Destinação

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Britin's back! Boa leitura!

POV Justin

Voltar a Pittsburgh depois desses meses que se passaram não era tão estranho, mas me fazia sentir em casa verdadeiramente. Peguei minha mala e em seguida um táxi rumo ao Dinner. Com toda certeza todos estariam em seus trabalhos e Debbie estaria servindo a todos com seu sorriso convincente e alegre de sempre. Enviei logo uma sms a minha mãe avisando que cheguei na Avenida Liberdade. Tratei de pensar como seria o dia, não iria atrás de Brian de uma vez só, iria fazer uma surpresa a ele mais tarde, no loft, estava tudo planejado na minha mente, hoje eu finalmente veria meu homem.

– Jesus Cristo, sunshine! — Debbie me deu um abraço forte de lado enquanto equilibrava a bandeja com o outro braço. Já estava no Dinner e como sempre, estava cheio. — O que você faz aqui?

– Vim fazer uma surpresa a todos, o que mais seria? — Esbocei o sorriso que ela adorava e a mesma logo veio acariciar meu rosto seguindo para tapear o mesmo como de costume. Confesso que cheguei a sentir falta disso.

– Oh! Vamos lá, sente-se aqui, me conte, como estão as coisas? — Ela entregou a comida de uma casal um tanto exótico de muitos que haviam ali e logo veio se sentar comigo para saber de tudo.

– Está tudo bem, já estou arranjado por lá e as coisas estão funcionando como eu esperava!

– Isso é muito bom, sunshine. Fico feliz que tenha conseguido tudo. Estou tão orgulhosa! — Ela demonstrava tudo isso apenas com o brilho dos seus olhos. A saudade que sentia de Debbie se presenciou nesse momento.

– Quer uma mãozinha? Eu ainda sou bom com essa bandeja! — Ela sorriu e me chamou com a cabeça para pegar mais uma bandeja. Seria um dia muito bom desde agora.

POV Brian

Que puta dor de cabeça. Acho que abusei um pouco mais das drogas. Meu pênis estava dolorido e eu não conseguia me lembrar direit.. Masturbação. Droga! Obrigado por isso. Veja só a que tipo de coisa um certo loiro me permite chegar. Se pelo menos fosse de foder ele a noite inteira eu nem diria nada, mas apenas pode-se resumir em uma longa masturbação.

Levantei da minha mesa e fui até o sofá, me encostei lá e coloquei uma pasta em cima do meu rosto. Não estava com vontade de trabalhar hoje, apenas de deitar na cama e dormir por longas horas. Isso que dá ficar a madrugada em claro. Como na maioria das vezes, Cynthia entra na minha sala para comunicar algo.

– Brian, você tem uma visita. — Anunciou.

– Quem é?

– Michael.

– Diga que eu não estou bem e que o vejo depois. — Inventei uma desculpa, não queria ver e nem falar com ninguém.

– Ele insiste, Brian. — Parece que Michael disse para ela tentar me convencer e encher minha paciência. Bufei.

– Manda esse idiota entrar.

Ouvi alguns passos virem em minha direção. Michael tirou a pasta do meu rosto revelando meu rosto resultante da noite passada.

– Jesus, Brian! O que houve com você? Está péssimo! — Ele se aproximou mais de mim e começou a dramatizar a drag preocupada que tinha dentro de si.

– Isso não é da sua conta, Mikey. — Esbocei um sorriso forçado para ele.

– Claro que é! Sou seu amigo, pelo amor de Deus! — Ele me puxou sem sucesso para levantar. Me esquivei para frente para facilitar e segundos depois estava em pé olhando para ele.

– O que você quer? — Perguntei já sem paciência.

– Chamar você para o Woody's mais tarde, mas não importa mais, você precisa descansar, está exausto! Dormiu esta noite?

– Eu vou com você e sem mais perguntas. Vejo você mais tarde! — Fiz sinal para que saísse. Ele continuou me fazendo perguntas e eu o expulsei de uma vez.

Que merda! Michael poderia ser mais obediente as vezes. O que menos preciso hoje é de frescuras e dramas. Minha cabeça já estava rodando com tanta coisa acontecendo. Vou beber uma quantidade considerável e foder com qualquer cara quente que eu simpatizar. Sem pensar em ninguém, sem desculpas e sem broxas. Não estava afim de perder meu tempo hoje.

Mais tarde da noite, Liberty Avenue.

POV Jones

Como todas as noites, esta avenida estava cheio de caras com algum plano em especial para a noite, inclusive eu. Estava pretendendo ser ativo hoje. Seja com quem for, vou ter a sensação de comandar já que estou por dentro de como tudo funciona aqui.

Não demorou muito para avistar um cara quente. Ele tinha um corpo muto bonito, era loiro de um cintilante que eu nunca tinha visto, parecia ter uma idade semelhante a minha e estava andando pela mesma calçada da Avenida que eu, com uma certa indiferença. Me posicionei a ponto dele parar de andar e esbarrar comigo propositalmente.

– Me desculpe.. — Ele se desculpou depois de mostrar um sorriso que eu memorizei para nunca mais esquecer. — .. eu estava distraído!

– T-Tudo bem.. — Balancei a cabeça e retribui o sorriso pausado, indicando que não sabia seu nome.

– Justin, me chamo Justin. — Ele esboçou uma expressão divertida no rosto e eu assenti.

– Espero que não tenha usado muitas drogas ou bebido mais do que a conta para ficar tão distraído. — Usei um tom de brincadeira ao falar olhando para o mesmo.

– Estou passando tempo para fazer uma surpresa para alguém, é só. Mas não se preocupe, eu sei me cuidar. — Ele respondeu meio sarcástico.

– Já que você manda no seu nariz, posso te convidar para um drink? — Apostei na persuasão e pisquei para ele. O mesmo ficou sem entender e confuso. Pensou um pouco a respeito e entrou no Woody's, já que estávamos em frente ao mesmo. Entrei logo em seguida interpretando como um sim, ou um sim e algo a mais.

POV Justin

Only shit! Aquele cara era muito quente, Brian aprovaria para levarmos ele a cama e o foder por completo durante toda a noite. Mas já que Bri não está aqui, ele é meu por um favor a rapidinha. Fitei ele e me toquei que tinha aceitado o convite de um cara para um drink, coisa não muito comum de mim.

– Você mora aqui por perto? — Ele puxou conversa provavelmente pensando em um pretexto pra irmos foder o mais rápido possível.

– Não, só estou de passagem por uns dias. E você? — Peguei a garrafa de cerveja que o cara do bar colocou pra mim e tomei um gole demorado.

– Sou a carne nova da Avenida Liberdade. — Falou orgulhoso e com ar de superioridade que remotamente me lembrou Brian.

– Todos estão interessados em você então. — Isso foi bem mais do que uma suposição.

– E você? — Ele provocou com uma cara maliciosa depois de ingerir metade da sua cerveja de uma só vez. Ele parecia estar com muito tesão para foder ou ser fodido, aliás, ele era ativo ou passivo?! Mordi meu lábio um pouco forte demais a ponto de sentir a vermelhidão.

– Pensei que era apenas um drink. — Fiz um movimento com a cerveja em minha mão, entrando em seu joguinho.

– Mudança de planos, Justin. — Ele deixou o dinheiro pelas duas cervejas no balcão e me pegou pelo braço me puxando para fora do Woody's e provavelmente para um lugar onde ninguém nos visse.

Quando eu ia questionar algo, ele abriu sua calça e revelou seu membro ereto, não posso negar que era tentador mas não seria passivo hoje, quem seria era ele, querendo ou não. Peguei no seu pau e o virei de cara para o muro do canto, ele não questionou, acho que estava mais preocupado em sentir prazer de qualquer forma. Abaixei sua calça atrás revelando sua bunda um tanto macia. Peguei uma camisinha e pus em mim.

Colei um pouco mais meu corpo no dele e estoquei com força. Ouvi seu gemido e em seguida senti o mesmo empurrando seu quadril para poder chegar mais fundo dentro dele. Sua entrada era bem fechada e isso comprimia meu pau, aumentando meu tesão gradativamente. Apoiei minhas mãos no seu quadril e passei a estocar mais rápido. Depois de um ponto, eu não consegui segurar o esperma e enchi o preservativo de gozo. Diminui a intensidade das estocadas até parar completamente, tirar meu pau de dentro dele e jogar a camisinha fora.

– Segunda rodada em outro lugar? — Perguntou o mesmo quase inaudível devido a sua respiração ofegante.

POV Brian

Woody's estava na mesma de sempre, cheio de caras bebendo, conversando e jogando sinuca. Michael sentou no balcão e pediu duas bebidas para nós. Sentei do lado dele e respirei fundo, realmente não sentia disposição para nada, nem para sair.

– Prefere ir a Babilônia? — Michael notou minha indisposição rapidamente e apenas fiz que não com a cabeça.

– Eu estou bem, Mikey. — Fui o mais convincente possível.

– É, eu to vendo. — Falou irônico e meio decepcionado. — Se não quiser, podemos ir pra seu loft e pedir comida japonesa.

– Já disse que estou bem! — Peguei minha cerveja, paguei e ingeri a mesma sem falar mais nada. Michael finalmente calou a boca.

Eu não queria sair de casa para nada, depois do que aconteceu, da noite péssima que eu tive, do tanto que me senti fraco por horas, de tudo, eu não tenho mais vontade de nada. A única coisa que eu quero é foder ou então sumir. Sem ninguém pra encher o saco ou pra dizer o que eu devo ou não fazer.

Michael resolveu me arrastar pra casa antes que eu ficasse sem juízo algum e começasse a falar besteiras. Estávamos saindo do Woody's e indo em direção ao jipe até que penso seriamente a respeito de estar tendo alucinações. Ou ali era Justin indo em direção a Babilônia ou eu estava vendo coisas definitivamente. Pisquei os olhos e finalmente percebi que não estava ficando louco. Sai andando mais rápido do que o normal pela avenida.

Justin estava em Pittsburgh e estava a metros de mim. O twink que eu admitira que amava e que eu quase casei estava aqui na minha frente. O homem que eu senti falta por longas semanas na madrugada estava aqui. Ele estava aqui. Ele estava aqui e não me avisou nada. Ele parou de andar e acendeu um cigarro, parou de andar e olhou ao redor. Até que finalmente ele encontrou meu olhar sobre ele, quando isso aconteceu eu parei de andar, como se algo tivesse me travando de me mover. Ele abaixou os olhos e esquivou a cabeça para a frente como se me reconhecesse e então ele sorriu. Ele iluminou minha vista com seu sorriso perfeito, ele largou o maldito cigarro e veio andando até mim. Eu estava imóvel e sem expressão, eu queria fazer algo e esboçar algo mas não conseguia.

Ele passou a correr até mim e quando finalmente estávamos perto um do outro ele parou, ele respirou fundo e piscou seus olhos para confirmar que não estava vendo coisas. Ele olhou nos meus olhos e pude me perder mais uma vez na clareza daqueles olhos que eu tanto ansiava para admirar. Sai do transe quando ele finalmente me tocou no ombro de forma suave, e então eu finalmente acreditei de forma real que ele estava aqui, comigo, novamente. Me movi afinal e o abracei, com tamanha força que eu nem sabia que era capaz, pude aspirar seu cheiro e sentir a sua temperatura. Logo depois, eu fitei o mesmo e ele fez a mesma coisa. Nossos lábios se encontraram como nunca, era um beijo mais do que intenso e urgente. Pude sentir sua mão na minha nuca trazendo meu rosto para ele e eu pude segurar sua cintura em volta e o senti-lo perto de mim. Recuperamos o fôlego logo depois com as testas encostadas uma na outra e olhos fechados. Nos permitimos a mais um abraço urgente. Aquilo me fez recuperar tudo de uma só vez, o humor, a força, a adrenalina, o prazer, tudo que eu não tenho sentido nos últimos tempos de forma verdadeira.

– Como eu senti falta disso.. — Admitiu ele, beijando meus lábios várias vezes e com os braços em volta do meu pescoço. Finalmente tinha meu pequeno twink de volta.

Não conseguia dizer nada, só queria beijá-lo e o ter em meus braços. Apertava ele com força em mim, com medo de que escapasse novamente. Percebi tudo novamente de uma só vez, eu sentia falta dele, todo cara que eu fodia eu imaginava ser ele, eu o imaginava todas noites cozinhando no loft quando eu chegava, eu o imaginava desenhando no computador, eu o imaginava do meu lado ao dormir todas as noites, quando eu conseguia dormir.. Ele sempre esteve lá comigo em minha imaginação, em minha memoria.. Ele nunca havia ido para lugar algum.. Ele sempre escutava os meus 'eu te amo's todas as noites. E agora ele estava aqui mais do que nunca, pra mim. Somente pra mim.

Notas finais
Comentários e sugestões são bem vindos!