Notas iniciais
Oláááá! Estou de volta bem cedo, menos de 24h depois de ter postado o último capítulo... Pois é, antes eu tinha essa coisa de postar sempre em intervalos regulares, mas eu já provei da ansiedade de ter que ficar esperando o autor postar, então aprendi que quanto mais cedo melhor e que não tem essa de intervalo regular. Espero que gostem do capítulo, as narrativas estão bastante alternadas.

Eu havia pensado em mil coisas para dizer quando esse momento chegasse, mas quando o sol nasceu e iluminou completamente o pátio, eu não sabia o que dizer. No final das contas, havia decidido que não nos veríamos mais, mas agora estava em dúvida se aquela tinha sido a minha decisão ou se eu tinha sido induzido a chegar a ela. Talvez Maya merecesse uma chance para se explicar, mas ela não parecia muito disposta a iniciar a conversa. Respirei fundo.

— Então...?

— Ezio, eu nem sei o que te dizer... – ela não tinha nem um pouco de arrependimento na voz, mas sim tristeza. – E eu ensaiei esse momento por muitos dias.

— Pode começar me explicando porque quebrou sua promessa de voltar, porque nunca sequer mandou um sinal de vida... – fechei os olhos e controlei a raiva que aquelas memórias me traziam – Achei que estava morta, Maya. Tem noção do que foram os últimos doze anos para mim?

Ela me olhou com incredulidade no olhar, como se eu tivesse acabado de contar a maior das mentiras.

— Eu te enviei uma centena de cartas! Uma maior que a outra, mais apelativa, desesperada... Como tem coragem de dizer que eu nunca enviei sinal de vida? Você me esqueceu!

Talvez ela realmente estivesse ficando louca.

— Nunca recebi nenhuma carta. Acha que depois de tudo o que passamos eu iria simplesmente ignorar você?

Maya pareceu entrar em choque. Ela não havia mudado absolutamente nada desde que seguiu para o outro lado da estrada naquele dia na Inglaterra. Seus cabelos estavam maiores, mas não havia nem sinal de idade em seu rosto.

— Eu nunca recebi as cartas de volta... – ela falava lentamente, como se ligasse os pontos de um assassinato – O que quer dizer que alguém aqui as recebeu.

— Eu jamais iria ignorar você. Se tivesse recebido suas cartas e depois de anos você ainda não tivesse voltado, acha que eu não iria atrás de você? Que não ia te trazer de volta para casa?

Será que ela ainda considerava a Itália como sua casa? O que a tinha prendido na Escócia? Alguém talvez... Esse pensamento só me deixava com mais raiva de nunca ter recebido uma explicação sequer.

— O que Maquiavel esteve fazendo esse tempo todo? – ela franziu as sobrancelhas.

— O que Maquiavel tem a ver com essa história? Pare de fugir disso Maya, eu não mereço uma explicação?

— É claro que merece... Merece que eu continue aqui e concerte tudo o que eu fiz, mas não te intriga o fato dele querer que eu fique longe de você? Depois que você desapareceu na Ilha Tiberina ele conversou comigo, me mandou ficar bem longe de você. Ele não teve consideração ao dizer que eu fui o monstro que acabou com a sua vida. Onde estão minhas cartas Ezio?

— Não comece com as mesmas ideias que Gilberto. Maquiavel tem feito muito pela Irmandade, ele não é um traidor.

— Não o estou acusando de traição, essas são suas palavras. E se La Volpe também tem a mesma impressão que eu, talvez você devesse confiar na palavra de um amigo mais próximo.

— Aonde vai? – ela passou por mim sem dar mais explicações.

— Não se preocupe, não vou embora. Tenho um ponto a provar e ainda vou cravar uma flecha na cabeça de Cesare Bórgia.

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Aquelas atitudes me partiam o coração, mas eu sabia que tinha que ser firme. Ezio não ia me escutar se eu não provasse que não o tinha abandonado completamente. Minha mente teimava em imaginar o que ele fez todo esse tempo, com quem esteve, as guerras que lutou... Mas eu não podia ficar perdendo tempo com essas fantasias. Deixei Ezio no pátio e corri escadas acima, indo para o quarto que Claudia havia me cedido para que pudesse ficar a salvo dos guardas nas ruas. Lá estava meu uniforme preto e todas as armas que eu havia trazido. Maquiavel não perdia por esperar, mas antes eu precisava da ajuda de um amigo.

Claudia havia acabado com todos os guardas que ousaram entrar no Rosa in Fiore, não havia nenhum homem vivo que soubesse a localização do esconderijo Assassino, estávamos seguros ali. Antes de sair daquele lugar, lavei a tinta improvisada que Claudia havia jogado em meus cabelos para disfarçar a cor chamativa e prendi tudo em uma trança, escondendo-a debaixo do capuz. Era incômodo ter que voltar a me esconder depois de tantos anos sendo o terror de qualquer invasor que pisasse em meu país, precisava constantemente me lembrar que aquele não era meu país e eu sequer tinha o apoio de meus aprendizes.

Evitei sair pela porta, sabendo que Ezio provavelmente estava lá embaixo ajudando Claudia a arrumar toda a bagunça. As ruas da cidade não estavam tão bem protegidas, a maioria dos guardas estava reforçando a segurança das casas pertencentes aos aliados mais importantes dos Bórgia, o que não me surpreendia, já que o ataque ao armazém foi bem debaixo do nariz deles.

Foi fácil chegar à entrada para a sede da Ilha Tiberina, andei pelos túneis rezando para não encontrar com Maquiavel quando chegasse à casa, eu era capaz de matá-lo. Ao subir pela escada que acabava em uma das muitas salas da casa, encontrei justamente quem eu procurava. La Volpe estava conversando com alguns ladrões e Assassinos provavelmente traçando um plano para se aproveitar das ruas desprotegidas. Ele parou de falar e olhou diretamente para mim.

Conheci Gilberto durante minha missão de liberação com Ezio em Veneza e nosso grupo manteve contato com ele quando saímos em busca dos templos na Europa. La Volpe era conhecido por muitos nomes, tinha um grande coração e era um ótimo estrategista, além de também não estar nos melhores momentos com Maquiavel, o que era ótimo para mim. Ele dispensou os recrutas, sentando-se em uma poltrona ao meu lado.

— Ouvi dizer que estava de volta. – ele me olhou enquanto bebia uma taça de vinho, qual eu recusei.

— Foi necessário. – respirei fundo, me perguntando por onde começaria a explicar tudo a ele. Resumi a história o máximo que pude, explicando sobre as cartas que enviava, sempre me certificando de que caso não fossem entregues deveriam retornar para o castelo em Edimburgo, afinal eram confidenciais e guardavam alguns segredos pessoais e sobre a Ordem. La Volpe me olhava com atenção, e assim que eu contei sobre as cartas, ele mudou completamente a expressão. Não fiz nenhum esforço para manter minhas desconfianças para mim, afinal precisava saber o que o lavou a desconfiar de Maquiavel, talvez aquilo me ajudasse.

Gilberto se levantou e trancou a porta da sala, certificando-se de que ninguém ouvia nossa conversa por trás dela. Então se voltou para mim e respirou fundo.

— Maquiavel tem agido muito estranho ultimamente. Ele quase não fica na sede e ninguém realmente sabe onde ele está ou o que está fazendo. Ele teve muita influencia sobre Ezio no tempo em que você esteve fora e ainda mais depois da morte de Mário. Eu não gosto de seu tom autoritário, ele age como se fosse nosso grão-mestre, mas depois que Mário se foi, nós não temos um líder definido, apenas o conselho e nós decidimos tudo juntos. Não consigo entender o motivo dele querer manter vocês afastados, mas ele sabe que Ezio seria muito perigoso se estivesse completamente são. Se alguém está em posse das cartas que você enviou, é ele. Se Maquiavel foi descuidado o suficiente para não queimá-las, você devia procurar em sua casa, aproveite que ele não está na cidade.

Eu não sabia como agradecer La Volpe pela imensa ajuda. Mas a cada passo que eu dava, pior eu me sentia, talvez eu realmente tivesse sido a pior parte da vida de Ezio e o pensamento de que “ele ficaria bem e eu também”, tenha sido o mais estúpido que eu já tive. Nenhum de nós jamais ia superar um ao outro e eu sentia que jamais voltaríamos a ser o que éramos antes.

Tomei todo o cuidado possível ao me dirigir para a casa de Maquiavel. Não era um palazzo chamativo como qualquer residência dos Bórgia, mas era uma casa bonita e bem cuidada. Me certifiquei de que estava vazia antes de escalar a parede de pedra até o segundo andar e abrir a janela usando a lâmina oculta. Entrei sem fazer nenhum ruído e fechei a janela atrás de mim, afinal quem passasse na rua não podia suspeitar de nada. Comecei procurando em seu escritório particular, tomando cuidado para não tirar nada do lugar, mas a busca não resultou em nada. A casa não era grande, mas parecia não ter fim enquanto eu corria contra o tempo para encontrar as cartas. Minhas esperanças já estavam no fim, começando a considerar que La Volpe talvez estivesse certo ao dizer que ele poderia tê-las queimado. Desci para o primeiro andar da casa, e logo bati o olho em um pequeno baú embaixo da mesa de jantar. Não estava trancado, o que sugeria que Maquiavel não recebia visitas frequentemente ou que não havia nada de importante.

Lá estavam, as centenas de cartas que enviei para Ezio nos longos doze anos que se passaram. Não tinha pensado no que viria depois de encontrá-las, tirei todas de dentro do baú e me sentei no tapete, meu coração estava tão apertado que parecia querer explodir. Não me esforcei para conter as lágrimas e os soluços que vieram, eu só conseguia pensar no que teria sido evitado se Ezio tivesse recebido aquelas cartas, poderíamos estar juntos, teríamos encontrado um jeito de conciliar tudo, talvez ele tivesse ido para a Escócia ou eu teria voltado... Agora eu sentia que estava tudo perdido.

Esse sempre foi meu maior problema, qualquer pensamento que remetia a Ezio me deixava emocionalmente desestabilizada e foi exatamente isso que me trouxe problemas. Havia alguém na casa.

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Ao cair da noite retornei para a sede na Ilha Tiberina, estava exausto depois de ter ajudado Claudia com toda a arrumação do Rosa in Fiore e ter caminhado pelo centro comercial de Roma, onde costumava convencer as pessoas a lutarem contra os Bórgia, trazendo-as para o lado dos Assassinos. Precisava de um banho e uma noite de sono.

A breve conversa com Maya não me tranquilizou nem um pouco, muito pelo contrário, me deixou ainda mais aflito. O que diabos ela estava planejando fazer? Meu caminho até um dos quartos foi interrompido por Gilberto que me olhava como quem espera alguma novidade.

— Gilberto, eu realmente preciso descansar, foi um longo dia...

— Maya voltou? Viu ela no caminho? – ele tinha o tom de preocupação na voz.

— Não... O que aconteceu?

La Volpe se calou, mas eu já sabia que alguma coisa havia acontecido e não podia ser nada bom.

— Diga logo!

— Eu a mandei procurar as cartas na casa de Maquiavel e ela voltaria para cá mesmo se não encontrasse nada. Mas isso foi pela manhã e ela não voltou.

Meu coração disparou, onde ela estava?

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Abri os olhos e a primeira coisa que senti foi a dor da pancada muito forte que levei na cabeça antes de vir parar aqui. Ainda doía tanto que era difícil sequer me orientar. Optei por ficar deitada no chão duro e frio de pedra até a tontura passar.

Estava em uma cela, não tinha dúvidas disso. O lugar era pequeno e mal iluminado, contando apenas com a pouca luz que vinha das velas no corredor e da lua cheia do lado de fora. Depois de alguns minutos consegui me levantar e olhar melhor ao meu redor. A porta estava trancada, obviamente, mas a pequena janela não possuía grades, o que já me fazia imaginar que estava em algum lugar muito alto de onde não seria possível pular. Mas não pude conter o sorriso que cresceu em meus lábios. Quem quer que fosse que me colocou ali, não sabia sobre minha condição imortal, eu poderia pular dali sem problemas, mesmo depois de ver a queda de mais de quarenta metros abaixo.

Eu sabia que não podia fugir agora, tinha que conseguir as cartas de volta. Saí de perto da janela para analisar o corredor e então ouvi o som da pesada porta de madeira ser destrancada. Estaquei ali mesmo, afinal não havia para onde correr, eu estava desarmada e com poucas roupas, vestindo apenas uma camisa, calça e botas. A princípio não reconheci o homem que adentrou a cela, ele era grande e forte, suas mãos pareciam anormalmente grandes e nada amigáveis, ele caminhou em minha direção sem boas intenções, me encurralando contra a janela.

— Ora, ora, a puta da Escócia já acordou? – ele era realmente intimidador, geralmente homens grandes não eram um problema para meu tamanho, afinal a habilidade compensava, mas ele não parecia apenas um soldado estúpido. – Seria um prazer matar você... – ele me segurou pelo pescoço, me tirando do chão sem dificuldades, eu não podia ser morta a menos que fosse por outro imortal, mas nada me impedia de desmaiar sem ar. – Mas Cesare tem planos para você. – logo ele me soltou, mas minhas pernas ainda não estavam fortes para aguentar o impacto no chão, me fazendo cair de joelhos, eu o vi dar as costas e sair pela porta aberta da cela enquanto eu massageava o pescoço que muito provavelmente iria ficar marcado depois da força que ele usou.

O que pude ver do corredor não ajudou em nada um plano de fuga, havia outras celas, mas nada que indicasse uma saída ou uma sala de guardas. Me levantei tossindo. Não precisava de nenhuma outra prova contra Maquiavel. Aquele cretino me entregou para Cesare, era óbvio que ele esperava que eu procurasse pelas cartas em breve, era a única razão para mantê-las tão mal protegidas enquanto, supostamente, estava fora da cidade. Maldita hora em que eu o subestimei.

“Cesare tem planos para você.” Então o mais idiota dos Bórgia tinha planos e somente ele os colocaria em prática... Afinal, se não fosse essa a ideia, por qual motivo ele não permitiria que aquele homem atentasse contra minha vida? Talvez Cesare estivesse ali e se ele tivesse trazido a maçã, seria o dia mais feliz da minha vida.

Eu sabia exatamente onde estava agora. Me lembrava das ruas que cercavam aquele castelo, estive ali uma vez com Paolo em uma missão. Não estava longe da sede dos Assassinos, do outro lado do castelo estava o rio Tibre. Era o Castel Sant’angelo.

Era tarde da noite e os soldados que faziam a guarda da cela deviam estar dormindo a julgar pelo silêncio. Aparentemente não havia mais ninguém naquele andar, nenhum outro prisioneiro. Ouvi os passos apressados de uma mulher a julgar pelo som do salto do sapato, ela se aproximava de minha cela, a última do corredor.

— Cães inúteis! – ela berrou, estapeando um dos guardas que dormia – Me deem a chave dessa cela agora! – a mulher estava histérica, mas se ela ia entrar em minha cela, era bom que estivesse desse jeito, era uma ótima oportunidade para passar por cima dela e fugir.

Quando a porta da cela foi aberta, eu pensei em correr, mas os dois guardas entraram correndo e eu não tive muito tempo para reagir, um deles se chocou com força contra mim, me jogando na parede enquanto outro me levantou e os dois me seguraram pelos braços. Novamente o problema com a força física se mostrava algo a ser resolvido. A mulher histérica adentrou a cela e olhou fixamente em meus olhos. Ela era bonita, tinha cabelos loiros bem arrumados e usava um vestido azul marinho. Seus dedos eram finos e longos e agarraram meu rosto, me puxando para perto. Era Lucrécia Bórgia. Eu a conhecia por nome apenas, através dos relatos de Paola.

— Sua puta. – ela cuspiu as palavras com ódio – O que Cesare tanto quer com você? – seu ódio era quase palpável. Ela largou meu rosto e agarrou meus cabelos soltos, puxando-os com força. – O que o faz ser tão obcecado por pegar você?

Se estivesse lidando apenas com ela, essa loira já estaria morta no chão e eu não estaria mais nessa cela...

— Talvez eu não seja insuportável como você. – provoquei. Àquela altura já não havia muito mal que pudessem me causar. Mas o ódio de Lucrécia não devia ser subestimado. Ela correu até a mesa dos guardas, pegou uma barra de ferro ao lado das cadeiras e voltou com a fúria de um dragão para me acertar. Os guardas deviam ter realmente muito trauma do que Lucrécia fazia com eles, pois o homem que segurava meu braço esquerdo cedeu o suficiente para que eu libertasse o braço e segurasse a barra antes que me atingisse. Tive tempo de ver a expressão de desespero se formar no olhar da loira antes que eu girasse a barra e acertasse os três ao meu redor. O primeiro guarda e a mulher desmaiaram com o primeiro golpe, mas o guarda que segurava as chaves da cela permaneceu de pé. Me afastei para conseguir mais espaço e manobrando a arma com maestria, girei-a acima da cabeça e bloqueei o golpe de sua espada, atingindo o soldado no rosto.

Peguei as chaves penduradas em um cordão em seu pescoço e tranquei os três dentro da cela. Teria que ser rápida antes que um deles acordasse e começasse a gritar. No andar abaixo vi um pelotão de soldados entrar por uma porta e os segui com o olhar enquanto me escondia atrás de uma das paredes. Do lado oposto havia uma sala com vários baús e armários. Entrei ali, procurando alguma arma mais eficaz que a barra de ferro, no terceiro baú que abri encontrei meus pertences, meu robe e as cartas todas amarradas com cordas. Suspirei aliviada por não precisar lutar e matar mais soldados para encontrá-las. Do outro lado da sala havia uma janela na mesma altura de meu peito, o que facilitava a fuga.

— Por aqui. – me assustei com a voz, me virando imediatamente.

Ele nunca cansava de me surpreender. Eu o segui, sem perguntar como havia me encontrado ou entrado no castelo. Descemos todos os andares correndo e evitando os grupos de soldados que faziam ronda. Ao chegar ao pátio, havia certa movimentação, afinal os portões estavam se abrindo para os comerciantes que passavam por ali todos os dias. Havia muitos guardas também e nossa presença não passou despercebida. Ezio estava fortemente armado e eu também estava o que não nos impedia de lutar para sair dali.

Os guardas avançaram como cachorros famintos, brandindo espadas e adagas. Desviei do primeiro golpe que acertaria minha cabeça e cortei as pernas no soldado que caiu gritando em agonia, aparei o golpe do segundo, cravando a lâmina oculta na cintura do terceiro que avançava logo atrás, Ezio cuidou dos outros três ainda de pé e então corremos pelo meio da multidão desesperada que não sabia ao certo o que fazer.

Quatro pelotões enfurecidos nos seguiram para fora do castelo, mas como sempre, nós éramos mais rápidos e leves, as roupas nos permitiam movimentos e a leveza necessária para subir nos telhados e desaparecer em segundos.

Voltar para o Rosa in fiore era a melhor opção no momento. Ezio tinha sua própria chave do estabelecimento e então entramos por uma porta nos fundos da casa. Finalmente pudemos respirar aliviados e recuperar o fôlego.

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Eu não acreditei nas palavras de Maya até que ela me mostrou as cartas que havia encontrado sob a custódia de Maquiavel. Era doloroso acreditar que havia um traidor na Irmandade e que ele era alguém tão próximo. Eu deveria ter ouvido La Volpe...

Maya me olhava com uma expressão suplicante enquanto eu lia as cartas, eram centenas delas, todas sempre carinhosas e atenciosas. A primeira contava sobre sua chegada à Escócia e o homem que havia conhecido em um bar, no dia seguinte tinha se provado ser seu irmão...

Tudo naquelas cartas me fazia querer morrer por tudo o que pensei dela nos últimos dias. Eu sempre fui tão bom em conseguir informações e não havia me esforçado minimamente para encontrá-la. Meu coração estava apertado. Me levantei da cadeira e dei a volta na mesa até onde ela estava de pé me olhando e apenas a abracei com força, deixando o cheiro agradável de seus cabelos me levar para outro mundo.

— Eu sinto muito... Me perdoe por não ter acreditado em você. Me perdoe.

Maya retribuiu o abraço e eu pude sentir suas lágrimas molharem minha camisa.

— Eu sempre vou amar você Ezio Auditore, jamais pense o contrário...

Notas finais
Awwwwn, reconciliados os nossos pombinhos, mas vou deixar o aviso aqui novamente: não se apeguem HAHAHAHAAH Charlie ama vocês!