Notas iniciais
Yooo! *-* Já estava com saudades de vocês *--* ~leva pedrada~ T_T Eu seeei, eu sei, me desculpem pelo atraso, era pra eu ter postado há dias né, mas minha faculdade resolveu me dar trabalho em dobro, essa semana que passou ¬¬' e meu amor resolveu me visitar no fds *-* hihi Então não deu mesmo... :( Mas o bom é que o capítulo finalmente tá aí e tá legal e tudo mais, pelo menos eu gostei :D e amanhã se tudo der certo, posto o quinto *-* uhu É isso aí, nos vemos nas notas finais, espero que gostem do capítulo

Capítulo 4: Emoções

"Eu não podia acreditar. Ele estava ali, diante dos meus olhos, sentado no meu sofá, me encarando... Mesmo aquele olhar gélido, conseguira arrancar toda a minha tristeza, de uma única vez. A minha chance estava ali, novamente. E dessa vez, eu não a desperdiçaria."

– U...Ulquiorra... — Começara a limpar o rosto, tentando voltar, ao menos, um pouco ao normal. Tê-lo ali, perto dela, era tudo que Orihime mais queria, porém, não sabia como agir.

– Não queria assustá-la. Eu ia esperá-la ali fora, mas notei que a porta estava aberta. — Ele a encarava apático. — Vocês, humanos, são tão descuidados assim, mulher?

"Notou..., claro..."– A ruiva pensou irônicamente.

– Ahn... — Pensou, confusa. — Eu não sei dizer, mas talvez eu seja a mais descuidada. — Fitava o chão, encabulada.

– Que seja. — Percebera o olhar da ruiva, sobre si. — Estou a intimidando-a? — Levantara, com suas mãos nos bolsos, como de costume. Encarava a menina a sua frente, tão profundamente, que Orihime pôde sentir seu rosto queimar.

– N...na..não. Não, Ulquiorra-kun.

Seu coração batia rapidamente e só então percebera, que não havia mexido um músculo sequer, desde que chegara. Seu cérebro dava a ordem ao músculo, mas por uma razão, este não obedecia. Parecia estar em um tipo de transe ou hipnose, eram aqueles olhos verdes, profundos e vazios.

– Não parece muito bem, mulher.

Gelou, quando notara que o Espada havia usado Sonido, e encontrava-se atrás dela. Logo em seguida, arrepiando-se com suas palavras desferidas num sussurro, perto de sua orelha. Sentira suas pernas ficarem bambas e o coração quase ter saído pela boca. Tinha a sensação de que desabaria a qualquer instante.

Ulquiorra encontrava-se no sofá, novamente. Parece que Orihime finalmente despertara, mexendo-se até a cozinha, pegando um copo cheio d'agua. Bebera em um único gole. O Espada a encarava.

– Não deveria ter vindo. Mas fique calma, assim que o tempo melhorar, irei embora. Porém, posso ir agora mesmo, se assim for sua vontade.

A menina havia se recuperado um pouco e o fitava.

– Está tudo bem, pode...ahn...err... — Começava a corar, olhando o chão. — Ficar o tempo que for necessário... — Murmurou, mais para si do que para o Espada.

Respirou fundo.

– Pode ficar o tempo que for preciso, Ulquiorra-kun! — Exclamou, o olhando e logo abrindo um sorriso terno.

O moreno nada respondera, a fitava tediosamente, quando Orihime desmaia.

O Espada usara sonido ates que a garota pudesse tocar o solo, colocando-a no sofá.

Ficou a olhá-la por longos minutos, agaichado, ao seu lado, até que a menina despertasse. Não sabia o por quê e nem o que, exatamente, mas algo o fazia não desgrudar o olhos da ruiva, era relaxante, fitá-la. Ele poderia muito bem, ficar ali, a observando por horas.

– Ahn...Ulquiorra-kun?! — Assustara-se, levemente. O coração batia rápido, sob o olhar do Espada. Achou estranho, o fato de o moreno estar ali, do seu lado.

– Deveria ir descansar, mulher. — Indagou, levantando-se. — Sei que os humanos precisam de , no mínimo, sete horas de sono. Você não me parece muito bem.

– É, acho que minha pressão baixou... — Murmurou. — Bem..., você não se importa, não é Ulquiorra-kun?!

– Bem, já vi que não importa o quanto eu lhe peça para não me comparar à vocês, humanos, você irá continuar...- Suspirou pesadamente, parecia irritado. Mas não com o fato de Orihime o chamar de Ulquiorra-kun, e sim com o que acabara de sentir, em relação a ela. — Enfim, não dou mínima, se quer se retirar.

"Eu sei que, no fundo, você sente..."– Sorrira discretamente.

– Me acompanhe, por favor, Ulquiorra. Eu vou te mostrar onde você vai dormir. Subiram as escadas normalmente. Orihime mostrara o quarto de hóspedes, onde o Arrankar ficaria, logo entregando-lhe cobertas e travesseiros.

– Bom, ahn...er, espero que durma bem, Ulquiorra. — Sorriu ternamente. — Boa noite! — Desferira um beijo rápido, na bochecha do Cuarto Espada, deixando-o boquiaberto. Novamente, ele não se sentira irritado, com a ousadia da garota. Apenas o intrigava o que a motivava a fazer tais ações.

"Será que é o tal coração?

***

Havia amanhecido. A ruiva colocara de noite, o despertador para tocar às 06:30, pois tinha aula às 07:45, e agora ela teria de comparecer à escola para não levantar suspeitas em seus amigos.

Com o toque alto do despertador, dera um pulo, acordando meio desnorteada, assustando-se ao ver o Espada do lado de sua cama, a fitando curiosamente.

– Ulquiorra?! — Exclamou. — Ahn, err... está aqui, ahn.. por que? — Não esperou que ele respondesse. — Se precisava de algo, devia ter me acordado, sério... — A garota dizia, enquanto fazia gestos com as mãos, nervosamente, quando fora cortada.

– Eu nunca tinha visto um humano enquanto dormia. — Ela o olhou, surpresa. — Achei conveniente saciar minha curiosidade, apenas. — Dito isso, ele levantou-se, saindo do quarto sem dizer mais nada.

Mas o Arrankar sabia que havia algo a mais, que o fizera ficar ali, observando-a, mas não queria admitir, não podia, era... impossível, afinal, ele não tinha um coração. Ou será que tinha? Será que poderia, ele, o Cuarto Espada estar sentindo algo pela humana? Se fosse isso, ele negaria o máximo que conseguisse.

Um sorriso se formara nos lábios da garota, que logo após, fez sua higiene matinal, tomara seu banho e trajara seu uniforme escolar.

Já na sala, Orihime via o moreno fitando a rua, pela janela, entediado. Passara para cozinha, preparando rapidamente uma tigela de cereais com leite e mel, encaminhando-se para a mesa, que ficava na sala.

– Vocês, arrankars, não comem? — Perguntou a garota, curiosa.

– Sou um Espada. — Corrigira, sem olhá-la. — Não sentimos esta necessidade, mas não quer dizer que não possamos comer.

– Hm... entendo... — A ruiva olhara para o relógio, já eram 07:25.

Ela sabia que daqui a pouco, Tatsuki, apareceria ali, para buscá-la e lhe fazer um monte de perguntas, principalmente depois do ocorrido de ontem. E ela precisava de uma desculpa, ao menos convincente, o que não era fácil para Orihime, dar desculpas...

– Ahn, Ulquiorra-kun, eu preciso ir para a escola... — Fitava o chão, ela não queria ir, queria passar o dia com ele, os dias com ele. — Minha amiga daqui a pouco passará aqui para me buscar, você poderia subir, para que...ela... não o visse? — Ela encarava as costas do Espada, aflita.

– Assim o farei, mulher. — Ele virou-se para encará-la. — Depois que as duas estiverem fora de minha visão, irei embora. — Subia calmamente as escadas.

"Embora?! Não..."

– Não! — Exclamou alto, a ruiva. Mais parecia uma ordem. — O Espada a encarou rapidamente, apático, porém surpreso, logo Orihime abaixara o olhar para o chão. Teria de dar uma resposta à ele e não sabia qual.

– Não?! — Virou-se completamente para a garota. — E por que não?

– Por que...ahn..., eu vi que iria chover novamente, hoje. E, ahn...talvez seja melhor ficar aqui, por precaução, sabe? — Esboçou um sorriso amarelo.

Ulquiorra descia as escadas, pé por pé, sem despregar os olhos da garota. Se aproximava lentamente, Orihime podia jurar ter visto algo malicioso em seu olhar, mesmo que por segundos. Ele erguera um pouco o rosto da mulher, suavemente, com a mão direita, a outra ainda em seu bolso.

A garota arrepiara-se com seu toque gélido. Sentia seu rosto queimando, por tê-lo tão perto de si, e pelo seu toque. Perdeu-se por fração de segundos, naquela imensidão verde, que eram seus olhos, logo voltando a si com a voz do Espada ecooando por sua cabeça.

– Sente algo por mim, mulher?

Ela sentiu aquilo como um tapa na cara. Era tão óbvio assim? Não podia... Ela paralisou, não conseguia responder, não conseguia pensar em algo. Ele tinha razão, ela sentia algo por ele, algo forte, algo que não tinha como ser ignorado,...não mais.

– Você desenvolveu sentimentos humanos, por mim? — Ele perguntou novamente. Como não obteve resposta, não exitou, a puxou para si, pela cintura, com as duas mãos.

O coração da garota quase saltou do peito. Era muita adrenalina, sua respiração ofegante, sua pernas bambas, fora as borboletas que sentia em seu estômago.

– Responda, mulher. Agora. — A voz levemente rouca, porém direta. Era uma ordem, como muitas outras que o Arrankar já havia lhe dado e ela as executado sem contestar. Porém, essa ela não conseguia.

A face do Espada continuava a mesma, ele não sentira reação alguma, por tê-la em seus braços e junto a si ou simplesmente sabia não demonstrá-las.

Quando a garota finalmente iria dizer algo, foram pegos de surpresa por uma voz, que a chamava. Na mesma hora o Espada a largara, desaparecendo de sua frente, com seu sonido.

– Ei, Orihime!

"Tatsuki-chan..."– A garota saiu correndo em direção a porta, descendo rápido a escadinha, que ligava a porta de sua casa à calçada da rua.

– Bom dia, Tatsuki-chan! — Mostrou um sorriso nervoso à morena. Não tinha se recuperado bem, sobre o último momento com o Arrankar.

– Eu hein, você está branca... — A morena a olhou desconfiada. — Bom, vamos logo, se não, nos atrasaremos.

***

A primeira parte da aula, passara rapidamente, ninguém havia a importunado com perguntas, sobre como ela se sentia, se estava tudo bem, o que estava acontecendo e blablabla. Isso a deixava mais contente, mas ela estava receiosa com o fato, de que quando retornasse para a casa, encontraria ou não, Ulquiorra.

Fora puxada de seus devaneios pelo sinal de intervalo. Em tal horário, sempre reunia-se com suas amigas, Tatsuki, Rukia, Chizuru, entre outras, e como de costume, fora o que ocorrera.

– Ahn, Orihime, quer se juntar a mim, Ishida, Sado, Tatsuki, Asano e Mizuiro para jogar vídeo game? Vai ser na casa do Ichigo. — Perguntara Rukia, animadamente à ruiva.

– Ahn, eu não sei... eu tenho umas coisas para fazer. Ahn, mas obrigada Rukia-san. — Sorriu encabulada.

– Nada disso, Orihime. Você anda afastada de nós, nesses últimos dias. Vai com a gente sim, senhora. — Respondeu mandona. — Nem que tenhamos que te amarrar. — Ameaçou a ruiva.

– Na..não vai ser preciso isso, Tatsuki. Hehe. Eu vou.

Eram 12:00 quando saíram da escola e encaminharam-se para a casa de Ichigo. O tempo passara rápido, jogoram a maior parte do tempo, lancharam, jogaram conversa fora. Mas a ruiva, queria logo ir para casa, queria saber se o Espada encontrava-se lá, ainda. Tinha medo que ele tivesse ido embora, já que não podia mais senti-lo, mas também tinha medo de ter de enfrentá-lo, ter de respondê-lo..., era tão difícil para Orihime admitir o que sentia, mas uma hora teria de ser feito.

Olhara no relógio digital do rapaz de cabelo laranja, marcava 16:40, para a ruiva, já estava mais do que na hora de voltar para a casa.

– Ahn, bom pessoal, obrigada pela tarde de hoje... Eu me diverti muito, mas já vou indo.

– Que bom que se divertiu, Inoue! — O rapaz de cabelo laranja sorrira para a menina, esta corando de imediato. — Não quer que eu te leve em casa?

Corara mais ainda.

– Não, não, Kurosaki-kun, não precisa,...e nem é tão longe, não é mesmo. Hehe. Mas obrigada.

– Hm, tudo bem então.

Orihime despedira-se de todos brevemente, indo direto para a casa. Porém deixara alguns amigos desconfiados.

***

Chegara em casa 17:00. Foi logo ligando a luz, a casa estava silenciosa, sem nenhum sinal do moreno, quando levara um susto.

– AH! — Exclamou assustada, aliviada e mais alguns sentimentos que ela não sabia identificá-los. — Que susto... Você não ia embora, Ulquiorra-kun?

– Você me deve uma resposta, mulher. — A fitava sério. Breves segundos passaram-se e ele continuou. — Fui embora e voltei, parece que você estava certa sobre o tempo. — No fundo, algo o fez querer voltar e de certa forma, não ir mais embora.

Orihime olhou para a janela. Nuvens carregadas formavam-se no horizonte, anunciando a chegada de, talvez, uma tempestade. Por um momento ficara feliz, por ter acertado a previsão sem querer.

– Certo...er — Estava nervosa. — Eu vou tomar um banho, Ulquiorra-kun, daqui a pouco desço para fazer algo para eu comer e se você quiser, também pode. Fique a vontade, eu já volto.

A garota estava pronta para subir, quando sentiu algo agarrar seu braço com força. Ela olhara o moreno imediatamente.

– Responda-me. — Falou simplesmente

– Me solte... — A garota murmurou, aparentemente sem vontade alguma de proferir tais palavras.

– Não sinto firmeza em suas palavras. Quer mesmo que eu a solte?

– Me... me solte...

O Espada a soltara, deixando a garota seguir seu caminho. O mais estranho era que ele próprio, não entendia por que queria tanto que a humana o respondesse. Não fazia sentido, tamanho interesse na resposta, não devia fazer sentido algum.

Uma hora depois Orihime descera, após seu banho, os dois não trocaram palavras. Ulquiorra encontrava-se no sofá, vendo tv, ou fingindo, enquanto Orihime cozinhava. Logo em seguida a comida estava pronta, Ulquiorra rejeitou jantar.

Depois de louça limpa, os dois foram para seus respectivos quartos, ainda sem trocar palavras. Ambos não sabiam o que falar um para o outro, ambos não sabiam o que estava acontecendo dentro de si. As horas passaram-se rapidamente, Orihime dormia, pesadamente, Ulquiorra fitava o teto, tentando evitar de pensar nela. Eram 01:15, quando ambos sentiram a presença de uma reiatsu muito poderosa. O Espada sabia exatamente de quem se tratava, porém não entendia o que fazia ali.

O Cuarto Espada levantara rapidamente, a exposição de tal reiatsu, atrairia pessoas, cujas quais, não seria nada conveniente os descobri-los. Encontrou no corredor, uma Orihime atordoada.

– Ulquiorra! — O olhava, com medo.

– Já vi! Fique aqui dentro, mulher.

– Está bem...- Assentiu, encolhendo-se.

O Espada usara seu sonido, parou na frente do dono da tremenda reiatsu. Ambos estavam ao alcance dos olhos de Orihime, que os observava da janela de seu quarto, aflita.

– O que quer aqui? — O encarava com sua habitual cara de tedio e apatia. — Espero que seja algo importante ou melhor, espero que tenha vindo me buscar, por que você vai atrair inimigos, se não esconder sua reaitsu.

Notas finais
E aí pessoal, o que acharam? Sentiram nosso Ulquiorra mudando? u.u finalmente haha E quem vocês acham que apareceu??? :D Bom, deixem reviews, é claro, e nos vemos no próximo capítulo, que vai estar bem legal, pq além de novo personagem, vou explicar como o ulqui sobreviveu e tals u.u então, até lá.