Destinados Pela Magia
2 Thalia tem um plano
Notas iniciais
POV Thalia
Eu realmente havia ficado muito chateada por meu irmão ter sido convocado para Hogwarts e eu não. Não consigo entender o motivo.
Bom... vou contar um pouco da minha história.
Quando eu tinha 10 anos (Percy tinha quase 12), meus pais me contaram que eram bruxos, e que consequentemente eu e meu irmão éramos também. Ficamos chocados com a notícia, mas com o tempo acabamos nos acostumando. Deixem-me explicar melhor: meu pai, Poseidon, é um grande bruxo, apesar de não fazer parte do Conselho de Bruxaria (um grupo de bruxos muito poderosos que mantem a ordem no mundo da magia), e minha mãe, uma bruxa filha de um bruxo e uma trouxa (o que faz dela uma mestiça). Vejo meu pai poucas vezes, já que ele tem muito trabalho, mas nem me importo muito, sei que ele se preocupa muito comigo e com meu irmão, e tenta se manter afastado para nos proteger de qualquer tipo de perigo.
Na questão da minha varinha, ganhei-a quando tinha 12 anos e desde então nunca mais deixei de usá-la. Antes que você fique confuso, não é proibido o uso de varinhas fora das escolas de magia, contanto que nós não causemos nenhum dano a qualquer trouxa. Até sei alguns feitiços que li no livro de magia de minha mãe, mas acho que ninguém sabe disso, e se sabe nunca me advertiu. Quanto ao livro de meu pai, nunca consegui lê-lo.
Não que eu esteja me gabando nem nada, mas sempre soube mais sobre magia do que Percy, e isso só me deixa ainda mais furiosa sobre a convocação. Mas eu tinha um plano, e ele era quase infalível, exceto por um pequeno detalhe.
Eu realmente não podia deixar que minha mãe descobrisse o que eu estava tramando. Qualquer rastro podia colocar tudo a baixo.
Como disse, meu pai também tem um livro de magia, que sempre escondeu de mim e Percy, mas eu havia descoberto a existência desse livro a anos, e tenho tentado pegá-lo para saber os feitiços, que no tal são mais complexos, mas minha mãe sempre me pega nas horas mais extremas.
Com certeza, devia ter algum feitiço envolta do porão, pois não havia como Sally ter me descoberto tantas vezes se eu mal fazia um ruído.
Provavelmente o feitiço só detecta bruxos que entram no porão, então desta vez farei diferente, em vez de ir até o livro, farei o livro vir até mim. Se eu conseguisse fazer o livro flutuar até mim sem que provocasse nenhum barulho, seria meio caminho andado.
Desci cuidadosamente as escadas do porão, que ficavam cada vez mais escuras. Parei em frente à uma porta, que parecia possuir a cor branca, embora estivesse tão suja á ponto de eu não conseguir identificar a cor.
Abri a porta e de cara localizei o livro, que estava na última parte da prateleira e perto dele haviam muitas coisas velhas e empoeiradas. Vi caixas amontoadas, enfeites e roupas de meu pai que ele normalmente utilizava para se reunir com outros bruxos.
Não tinha tempo para pensar naquilo, logo minha mãe perceberia minha ausência e viria me procurar. Tinha que fazer aquilo logo.
Concentrei toda minha energia na varinha e mentalizei meu objetivo (nunca havia frequentado uma escola de magia, mas uma vez meu pai me disse que se eu estivesse com um objetivo certo na cabeça a varinha me obedeceria), nisso fechei os olhos, e quando os abri o livro estava vindo em minha direção, eu estava controlando-o para que não trombasse em algo e provocasse barulho.
Até que finalmente pude pegá-lo. Ele era grande e grosso, e assoprei-o de uma maneira que retirasse boa parte da poeira ali contida. Consegui, enfim, ver perfeitamente a capa do velho livro. Era cheia de belos detalhes e no centro se encontrava uma varinha envolvida por um tridente, o mesmo símbolo da varinha de meu irmão. Possuía uma coloração escura e uma fechadura na qual era aberta por um código, que podia ser escrito através da varinha.
Tentei várias palavras em relação á magia, magos, família, datas importantes, etc. Havia posto meu nome, e não era, mas não tinha tentado o de Percy. Lá vou eu tentar PERCY JACKSON e de repente a fechadura faz um barulho e se abre. As paginas vão passando sem que eu toque-as. Nesse momento fico meio triste, a final também sou filha deles, então por que o código do livro era só “Percy Jackson”? Isso me magoou muito. Talvez eles amassem mais Percy por ele ser o primeiro filho ou... ou... sei lá.
As páginas continuavam passando e percebi que aquela era a letra de meu pai. Apesar de tê-la visto poucas vezes, me lembrava exatamente de como ela era. As páginas se acalmaram e pararam no feitiço que eu estava procurando: tele transportação. Li todos os avisos e finalmente cheguei onde queria. Dizia que eu tinha que focalizar meu olhar na ponta da varinha e mentalizar meu objetivo, e com isso falar “KATOAMISTAIKA”. Nesse momento, houve um pequeno estouro e fumaça saindo do local, e quando olhei a minha volta percebi que tudo havia mudado.
Eu havia conseguido fazer o feitiço e devia estar no meio do pátio da escola. Ali haviam muitas árvores e muitas plantas de pequeno porte. O piso era de pedra, havia um corredor com pilares e um grande espaço. Na frente estava a escola, que parecia mais um castelo. Os portões eram enormes e de madeira e com uma tranca que parecia enferrujada mas bem resistente ao meu ver. A escola tinha a aparência de velha, talvez por possuir uma cor cinzenta, mas era considerada uma das melhores escolas de magia, então não podia reclamar.
Eu precisava dar um jeito de achar Percy e fazer com que ele me ajudasse a ficar na escola sem que os outros descobrissem que eu era uma penetra. De repente escuto uma voz:
-Ei! O que você está fazendo ai? Por que não está no refeitório? – quando me viro avisto um garoto de olhos negros e cabelos igualmente escuros. Sua pele era extremamente pálida. Ele vestia uma capa preta e camisetas da mesma cor. Usava também uma gravata vermelha, e eu tinha certeza de que aquele era o uniforme da escola.
-Ah! Bom, desculpe , é que sou nova aqui –falei meio sem jeito, afinal era para eu ter encontrado Percy primeiro.
-Mas, não tem como você ter chegado agora. Quíron não esta buscando bruxos. –ele disse gritando, afinal a distância entre nós dois não era lá muito pequena.
-Claro, que agora não esta pois já me trouxe-respondo no mesmo tom de voz.
-Você já passou por Dionísio?- ele diz andando até mim
–Quem é esse?- respondo meio estranhando sua pergunta.
-Ele é o diretor da escola e você tem que se apresentar para ele.- ele fala já colocando uma de suas mãos em minhas costas e me empurrando na direção do corredor –deixa que eu te levo até a sala dele.
- Olha garoto... eu não vou na sala desse tal Dionísio – falei tirando a mão dele das minhas costas.
- Mas você tem que ir, é uma regra para os novatos –ele diz olhando para mim, espantado.
- Acontece que eu não sigo regras.
Ele tirou sua varinha de dentro da roupa, apontou para mim e falou algumas palavras que não consegui compreender. De repente meu corpo era controlado por ela e uma luz azul clara me envolvia.
Ele começou a andar e consequentemente me levava junto.
- Alias, -disse ele – Sou Nico di Angelo.
Chegamos à uma grande porta de madeira, na qual o garoto bateu levemente, como se não quisesse incomodar, mas já havia incomodado muita gente, exemplo: EU.
Ouve-se uma voz dizendo para que entrássemos.
- O que foi? Outro vândalo?- perguntou o homem que provavelmente era Dionísio.
-Não, essa garota é nova.- disse Nico.
Sabia que não podia estar ali, afinal, se descobrissem que não fui convocada estaria em uma grande encrenca. Entramos e nos sentamos nas cadeiras de frente ao diretor.
- Qual seu nome?
-Thalia. – respondo, pensando em uma desculpa descente.
- Filha de que bruxo?
- Poseidon. Sou irmã de Percy Jackson.
- Mas está muito atrasada, afinal Peter Jackson chegou dois dias atrás. – a expressão em seu rosto era de dúvida.
- Na verdade é Percy Jackson e... bem, minha convocação demorou um pouco para chegar – não era uma boa desculpa, mas era tudo o que consegui pensar, e provavelmente ele não ia acreditar, já que por ser o diretor deve saber de tudo que acontece na escola.
- Desculpe, isso nunca havia acontecido antes, afinal todos normalmente são convocados juntos, novamente, desculpe.
- Então eu posso ficar, não é? – perguntei. Por fora sabia que eu tinha uma expressão comum, mas por dentro, estava soltando fogos de artifícios.
- Claro, afinal foi um erro meu. Tome, esse é seu uniforme. – disse, me entregando um pacote dourado. – Às 20:00 horas a senhorita deve estar no refeitório, com o seu uniforme. Hoje serão escolhidas as classes dos alunos, então não se atrase.
Eu não fazia ideia do que ele estava falando, mas apenas concordei. Já ia me levantando quando Dionísio diz:
- Senhor di Angelo, poderia mostrar a escola para Thalia?
Pude ouvir resmungos vindo de Nico, mas ele simplesmente assentiu com a cabeça e juntos saímos da diretoria, rumo á minha nova escola.
Notas finais
Beijinhos e até. usahushauhs
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