Destinados Pela Magia
13 Novos relacionamentos
Notas iniciais
Pov Annabeth
Eu estava acabada. Por que eu não posso ter um relacionamento normal? O meu novo namorado é maluco por mim, literalmente, e está me forçando a ficar com ele. Eu beijei meu amigo, que havia beijado uma garota que eu nunca fui com a cara.
Está tudo tão confuso. Não sei o que eu sinto por Percy, ou o que [devo fazer com Luke.
O clima agora estava frio, diferente de pouco tempo atrás. O pátio se encontrava praticamente vazio, já que era um dos lugares mais gelados da escola. Isso era tudo o que eu precisava.
Eu estava caminhando com a jaqueta grudada ao corpo numa falha tentativa de me aquecer, quando ouço Nico me chamar.
Ele estava quase atrás de mim. Usava uma blusa de frio por baixo de uma enorme jaqueta de couro. Os cabelos negros levemente bagunçados e os lábios meio roxos por causa do frio.
– Oi. falei me aproximando.
– Por que está aqui? Você vai acabar virando uma pedra de gelo, sabia? ele disse.
Olhei bem para seu rosto. Ele me devolveu um olhar confuso, e sem hesitar o abracei. Pude senti-lo ficar tenso, mas logo relaxou. Por eu ser alguns centímetros menor que Nico, ele acabou apoiando o queixo na minha cabeça.
– Annie. ele disse, ainda na mesma posição. Ta tudo bem?
– Sim.
– Tem certeza? droga, ele realmente me conhecia. Depois de um tempo respondi.
– Não.
Só ai ele me afastou, para poder olhar em meus olhos.
– Quer me contar?
– Na verdade, agora não.
Andamos até um chafariz, o mesmo que Percy havia me perguntado sobre Luke, e ficamos lá encostados, em silêncio.
– Quer ir pra minha casa? ele perguntou. Por mais que nós sejamos melhores amigos há um bom tempo, eu nunca tinha ido até a casa de Nico.
– O que? eu realmente só podia ter entendido errado.
– É, acho que passou da hora de você conhecer minha casa. E ai? Vamos?
– Hã...Ta. Pode ser.
O caminho até a casa de Nico não era muito longo, e passamo-lo todo em silêncio.
Paramos em frente a um grande prédio, onde Nico entrou, disse algo para o porteiro e me chamou. Entramos no elevador e eu falei:
– Seu pai está em casa?
– Eles nunca estão. ele tinha um sorriso de lado, um sorriso sarcástico, mas sofrido.
Apenas assenti com a cabeça. Quando o elevador chegou ao 5° andar, Nico saiu e caminhou até um apartamento comigo em sua cola.
Ele destrancou a porta e abriu-a para mim:
– Siéntase libre.
Entrei. O apartamento era incrível (N/A: se importam se eu não descrevê-lo? Imaginem o apartamento que quiserem, eu vou descrever o quarto. Obrigada ♥).
– Quer tirar o casaco? Nico perguntou tirando sua jaqueta.
– Não, obrigada.
– Ok. Venha até aqui.
Ele me levou até um quarto. Até o seu quarto. A cama de casal estava perfeitamente arrumada, havia várias prateleiras cheias de livros e CDs. A maior parte da decoração era preta, e ao lado do guarda-roupa havia uma porta, que deveria dar a um banheiro.
Eu entrei, e ele ficou encostado na fresta da porta, me observando.
– Quanto tempo faz que você veio aqui pela última vez?
Ele fez uma careta.
– Alguns... meses.
Cruzei os braços e fiquei parada no meio do quarto.
– Eu disse para ficar a vontade. ele disse abrindo os braços, protestando.
– E eu disse muita coisa. sussurrei, mas ele me ouviu e forçou-me a sentar na sua cama, fazendo o mesmo em seguida.
– Quer me contar agora?
Desisti e desabafei. Contei todo o ocorrido, até os beijos e a ameaça.
– Eu vou matar esse filho da... Nico ia se levantando da cama, mas eu o impedi, segurando seu pulso.
– Nico! Por favor... não. Eu não quero que você se meta em encrenca. Por favor.
Ele respirou fundo várias vezes, tentando se acalmar, e por fim disse:
– Então não se submeta a isso. O Percy pode se cuidar sozinho.
– Não, Nico. Ele não pode com o Luke e você sabe disso.
Ele olhou para cima, abriu os braços e olhou novamente para mim.
– Por que me contou isso? Por que se importa tanto com ele? O que ele tem de tão especial?
Ele não estava realmente falando isso, estava?
– Ora Nico, o que tem de errado? Você... você é meu melhor amigo, é por isso que eu te contei! E eu me importo com ele como me importo com você!
– Seu melhor amigo... nunca passei disso pra você, não é? ele sussurrava.
– O que?
– Nada. Não foi nada, Annabeth! Nada! ele arremessou um abajur que estava ao seu lado na parede.
Irritei-me, sai do quarto pisando duro e fui até a porta do apartamento.
Quando Nico percebeu, perguntou:
– Ei! Pra onde você vai?
– Pra casa! gritei.
Ele ficou parado me observando ir embora. Quando parei na frente o elevador, ele gritou:
– Me desculpe.
O elevador chegou. Encarei bem meu melhor amigo, caminhei até ele e soquei com força seu braço.
– Idiota.
Ele sorriu e beijou minha testa.
– Sério, me desculpe. Eu te amo.
Sorri e assenti. Em seguida, voltamos para Hogwarts, o que foi a pior coisa que fizemos no dia.
Pov Leo
Quando conheci Calipso, achei que estávamos prestes a nos tornar inimigos mortais. Mas então, com o passar do tempo, percebemos que podíamos ser amigos. Desde então, estávamos quase sempre juntos, e eu passei a não conseguir ficar longe dela. Quando a apresentei à Piper, minha namorada pareceu não gostar nada dela, mas sem querer parecer rude, eu não estava nem ai para o que ela pensava naquele momento. Calipso tinha se tornado alguém importante pra mim, e nem mesmo Pips poderia mudar isso.
Pov Percy
Estava tudo ótimo, principalmente depois de ter beijado Annabeth no dia anterior.
Eu havia acordado muito tarde, e por isso nem havia chegado a ir ao refeitório. Fiquei no meu quarto treinando alguns feitiços e poções, coisa que durou quase um dia todo. Então decidi pegar um ar, e escutei uma gritaria. Segui os sons e cheguei ao pátio de entrada.
– Onde vocês estavam?! Annabeth, você é MINHA namorada, e não pode ficar saindo por ai! Ainda mais sem me avisar! Luke gritava. Havia um bolinho de gente observando a cena, e passei pelo meio delas.
Minha namorada? Ele deve estar louco. Annabeth, por favor, discorde, discorde, discorde!
– Você deveria confiar mais na SUA namorada! Nico disse.
Luke estava prestes a tirar a varinha, assim como Nico, mas Annabeth os impediu:
– Parem agora! Ora, parecem duas crianças! ela entrou no meio dos dois, que agora já estavam tirando a mão das varinhas, mas ainda fuzilavam um ao outro com os olhos.
– Annabeth, então onde vocês estavam? Luke perguntou.
Eu estava pasmo demais para falar. Minha namorada?!
– Eu fui com Nico até uma cafeteria para contar para ele sobre nosso namoro. Queria que meu melhor amigo soubesse por mim, não pelos outros.
A expressão de Luke suavizou.
– Ah, se é assim eu...
– Vocês... Estão namorando? finalmente consegui falar. Todos que estavam ali pararam e olharam para mim.
– Percy? Annabeth disse. Parecia espantada, como se tivesse visto uma assombração.
– Vá embora, Jackson, nós... Luke começou, mas foi interrompido por Annabeth.
– Não, Luke. Eu preciso fazer isso. Deixe, ok?
Luke olhou bem para a garota e depois de um tempo assentiu com a cabeça.
Annabeth veio andando na minha direção, mas não me tocou e nem me olhou, apenas sussurrou um venha quando passou por mim.
– Namorando?! perguntei. Eu ainda estava incrédulo.
– Percy... por favor, tente entender...
– Entender?! eu gritava. Precisava botar pra fora. Entender que numa noite você me beija, e na outra fico sabendo que você está namorando?! Você sabe que está agindo como uma verdadeira vadia, não sabe?!
Assim que pronunciei essas palavras, me arrependi imediatamente. Annabeth arregalou os olhos. Pude ver Nico vindo de outro canto e chamando-a. Annabeth olhou rapidamente para ele e depois voltou a olhar para mim.
– Vadia? ela repetiu — Quer ver o que é uma vadia?! Então observe!
Annabeth andou até Nico, que parecia tão confuso quanto eu, sussurrou algo para ele e o beijou. Ela o beijou! Nico pareceu surpreso, mas não negou o beijo. Assim que os dois precisaram respirar, Annabeth olhou bem para mim e disse:
– Isso, Perseu Jackson, é uma verdadeira vadia.
Eu não tive que me mexer, pois Annabeth passou por mim como um jato, provavelmente a caminho do seu quarto. Eu ainda estava imóvel pelo choque. Aquela garota deve estar querendo me deixar louco. Novamente ela mentiu, e parecia estar brincando comigo. Eu estava cansado disso. Quando olhei, Nico já havia sumido novamente.
Fui para o meu quarto e dormi. Não participei do jantar, ou do café da manhã, ou mesmo do almoço do dia seguinte. Só sai da cama quando Grover me disse que o jantar ia começar, e que seria bom que eu estivesse lá.
Já era quase hora do jantar e resolvi ir para a sala dos Mortais, vi Rachel, havia algumas outras pessoas, mas elas não estavam perto o suficiente para ouvir o que dizíamos.
– Soube da Annabeth e do Luke.
– É. Foi tudo que consegui responder.
– Sabe, essa Annabeth é realmente uma idiota. Se eu tivesse a chance que ela teve, faria muito melhor. Te vejo no refeitório.
Ao dizer isso Rachel saiu. Fiquei parado, refletindo, até que algo me ocorreu e corri até o refeitório atrás de Rachel.
Quando cheguei lá, vi Luke beijando Annabeth. Ela não parecia feliz, parecia apenas aceitar os beijos, como se fosse obrigada a isso. Talvez seja o jeito dela.
Rachel, infelizmente, estava sentada em uma mesa de frente para a de Annabeth.
Fui até a ruiva, e disse:
– Rachel, a gente já se conhece há alguns meses, e eu quero te perguntar... o refeitório inteiro ficou em silêncio, e a atenção deles se voltou para mim. aceita ser minha namorada?
Rachel imediatamente pulou em cima de mim, me dando um selinho.
Nesse exato momento vi Luke tentar passar o braço por Annabeth, que havia largado o garfo e a faca que segurava quando me ouviu dizer, mas ela tirou o braço dele e o empurrou, levantando da mesa e saindo apressadamente do refeitório pela porta que ficava quase atrás de mim. Ao passar ao meu lado, ela nem se quer olhou-me.
Em seguida, Piper levantou-se também e foi correndo atrás da amiga, mas essa, em compensação, ao passar por mim sussurrou mais alto que devia um idiota!. Aquilo me deixou encabulado, e decidi que logo perguntaria para Piper o que tinha acontecido.
Jantei, recebi parabéns e beijei minha nova namorada, mas nada das duas garotas voltarem.
Luke chegou a sair do refeitório para procurá-las, mas voltou em seguida, com uma expressão frustrada, o que fez com que eu pensasse que ele não as havia encontrado.
Depois de um tempo, Thalia entrou no refeitório, me puxou pra um canto e disse:
– O que deu em você? Achei que gostasse da Annabeth?
Eu nunca havia dito isso para minha irmã.
– Não me deu nada, Thalia, e não, e não gosto ou gostava da Annabeth. Por onde você andou, faz tempo que não te encontro... desde o episódio com a vassoura... a parte da Annabeth não era mentira, mas também não era verdade. Eu estava confuso quanto aos meus sentimentos por ela.
– Hum... sei. E não precisava me lembrar desse fato triste da vassoura.
Disse a ela para que se juntasse a nós, mas ela recusou, dizendo que estava com pressa. Não perguntei por que, apenas assenti e voltei para minha mesa.
No dia seguinte, não vi Annabeth ou Piper em nenhuma das aulas. Em compensação, vi Nico, que não desistiu de me fuzilar com os olhos sempre que podia.
Nas semanas seguintes, quase não via Annabeth, e sempre que via ela me ignorava ou passava rapidamente por mim. Piper e Nico também se recusavam a falar comigo.
As coisas começaram a ficar mais estranhas. Luke quase nunca era visto com Annabeth, e quando era, ela desviava de beijos e abraços, o que parecia deixar o garoto chateado e irritado. Pude pegar Annabeth olhando para mim disfarçadamente no meio das aulas, mas desviava quando percebia que eu notara.
Rachel estava ficando cada vez mais pegajosa e mimada, totalmente diferente da garota que eu imaginei que seria.
Certo dia, eu esbarrei em Piper ao sair da aula de poções (que tinha se tornado uma das minhas preferidas). Ela ia tentar fugir, mas eu a segurei.
– Piper. Aquele dia, em que pedi Rachel em namoro... você me chamou de idiota. Por quê?
A menina revirou os olhos.
– Ora, Percy, será que você é tão burro assim?
– Do que você está falando?
Ela olhou para os lados, verificando que ninguém poderia ouvi-la.
– Olha, eu já estou cansada de ver você e a Annabeth brigando. Isso deixou ela realmente mal, ta legal?! ela fez uma pausa, olhou bem nos meus olhos e disse: — você realmente não faz idéia do porque Annabeth e Luke voltaram a namorar de repente, não é?
Neguei com a cabeça.
– Percy, Luke a chantageou. Disse que se eles não voltassem, ela deveria se despedir de você. Ela está com ele para te proteger, Percy, apenas para isso.
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