Notas iniciais
Adivinhem quem está de bom humor e resolveu recompensar vocês pela demora do cap anterior?? EEEUU! / Cap bem meloso e sem nexo, mas acho que ficou fofo. A Rachel não é má. Pelo menos não ainda >;D Comentem! Boa leitura, vejo vocês lá em baixo.

POV Leo

Como pode ser tão difícil dizer não pra uma garota? Quer dizer, ainda mais se ela é sua melhor amiga. A Piper é bonita, divertida, simpática e inteligente, e eu tenho um carinho muito grande por ela, mas não passa de carinho de irmãos. Quando ela me disse que estava apaixonada e que queria namorar comigo, senti como se um punhal tivesse acertado em cheio meu coração, e tentei dizer que não sentia o mesmo, mas assim que vi as lágrimas brotando em seus olhos, não pensei, apenas concordei.

Hoje, as aulas voltaram, e me encontrei com ela. Estava um pouco nervosa, mas não sei se é por minha causa ou pelo garoto com o qual ela encontrou. Mas por sorte eu tive treino, e não tive que ficar por muito tempo com ela.

Você deve estar pensando em como é errado eu não gostar da companhia da minha melhor amiga e atual namorada, mas sempre que estou com ela, pelo menos agora, me sinto totalmente mal, e vejo em como ela ficaria chateada se soubesse que estou com ela por pena.

Assim que o treino acabou, resolvi que o melhor que eu podia fazer era ficar andando pelo pátio e pensado em como eu poderia resolver a situação com a Pips.

Fiquei ali por uns bons 20 minutos, até que avistei uma garota. Seus cabelos eram castanhos claros e estavam presos em uma trança. Usava uma roupa simples, jeans e camiseta branca e parecia meio confusa quanto a um radinho na sua mão.

Me aproximei, mesmo sabendo que não era da minha conta e perguntei:

– Hã... tudo bem? Você precisa de ajuda com isso? – falei apontando para o radinho.

– Não preciso de ajuda, posso concertar isso sozinha, só preciso mudar essa peçinha aqui e... – enquanto ela falava, tentava mexer no interior do rádio, que cada vez parecia mais quebrado.

Puxei o objeto de sua mão junto com a pequena chave de fenda. Mexi em alguns fios enquanto a garota dizia que eu era muito intrometido e que devia devolver seu aparelho e ir embora.

Em alguns segundos o rádio já funcionava normalmente, o que deixou certa menina de boca aberta. Só nesse momento percebi como ela era bonita. Não só bonita, linda, de longe a garota mais bela que já vi.

– Certo, obrigada, mas você deveria aprender a não consertar aparelhos de estranhos. – ela disse guardando o radinho em uma bolsa.

– E você deveria aprender a agradecer estranhos que consertam seus aparelhos.

A garota me olhou com a testa franzida e em seguida perguntou:

– Qual seu nome?

– Leo. Leo Valdez. E o seu?

A menina hesitou por um momento, mas em seguida estendeu a mão e disse:

– Calipso. É um prazer te conhecer, Leo Valdez.

POV Annabeth

Depois de algumas semanas de aula, eu tinha ficado realmente muito próxima de Thalia e Percy.

Nico ficara mais distante, mas mesmo assim eu tentava fazer com que ele também fizesse novas amizades.

Certo dia, estávamos Percy e eu conversando, e em algum momento ele perguntou:

– O que você é do Luke Castellan?

Espantei-me com a sua pergunta, mas consegui esconder a reação.

– Nada. Bom, nós já fomos amigos, mas agora somos só conhecidos. Por quê?

– Ah, é que ele parece se importar muito com você. – algo em sua voz estava diferente, então percebi que Percy poderia estar com ciúmes, o que me deu muita vontade de rir.

– Do que você está rindo? – ele franziu a testa.

– Nada – consegui dizer – mas... você está com ciúmes, Percy?

Por um segundo, ele desviou os olhos do meu rosto e olhou para o chão. Pude ver seu rosto levemente corado.

– Claro que não! Eu só... fiquei curioso... quer dizer – ele se atrapalhou e começou a gaguejar, o que me fez rir mais ainda.

Estávamos encostados em uma fonte em um lugar perto da entrada da escola, ele estava ao meu lado e deu um leve empurrão em mim com seu ombro. Retribui com o mesmo gesto e ele virou a cabeça para mim, sorrindo levemente. Ele olhava em meus olhos, e eu fazia o mesmo, até que nós dois coramos e desviamos os olhos.

POV Rachel

Acho que estou apaixonada pelo Percy. Ele é tão perfeito! Mas ele é lerdo o suficiente pra não perceber que eu gosto dele. Tenho visto ele muito com a Annabeth Chase ultimamente, e isso não é NADA bom.

Eu nunca fui com a cara dessa garota, agora então nem se fala. Mas ela não vai mudar nada. Eu vou lutar pelo Percy até o fim.

Certa tarde, estávamos só Percy e eu na sala dos mortais e eu decidi que ia tirar uma casquinha da situação.

– Percy?

– Sim?

– Você... ai, é tão difícil perguntar isso pra um garoto, mas eu não consigo acreditar nas minhas amigas e confio muito em você.... então... você me acha bonita?

Percy pareceu surpreso, mas logo respondeu:

– Ora, claro, você é muito bonita, Rachel.

– E...você sabe, eu estou gostando de um garoto, mas não sei se ele gosta de mim. O que você acha?

– Ah Rachel, eu não sei nem quem é o cara, não posso te dizer se ele gosta ou não de você.

Respirei fundo. Ele realmente era muito lerdo.

– Sabe, eu tenho que te dizer uma coisa. Eu... eu... – fui interrompida por Thalia, que entrou como um furacão na sala, puxando Percy. Ela tinha um sorriso divertido no rosto, mas mesmo assim fiquei com muita raiva.

– Cara, os Stoll vão colocar um balde de água na sala do Sr. D, e quando ele abrir vai ser hilário! – Pude ouvi-la dizer ao irmão.

Fiquei ali, refletindo, e decidi que deveria esperar, e tentar fazê-lo se apaixonar por mim.

Pov Percy

Eu estava na biblioteca com Grover, Annabeth, Júniper e Piper. Havia conhecido Júniper, que descobrira ser namorada de Grover, e Piper, melhor amiga de Annabeth, e percebi que eram pessoas muito legais. Você deve achar estranho sermos de casas diferentes e estudarmos juntos, mas éramos da mesma classe e muitas matérias.

– Percy! – gritou Annabeth quando me viu misturar duas poções desconhecidas pra mim – você quer explodir tudo, garoto?! Não se lembra que o Quíron disse que se você...

– Ah, certo, certo, Annabeth. Você não precisa ficar bancando a sabe tudo o tempo todo, ok? – respondi. Nossos amigos sabiam muito bem que Annabeth não lidava muito bem com o apelido de sabe tudo, e por isso todos, incluindo Annabeth, arregalaram os olhos, como se dissessem “o garoto perdeu o medo de morrer!!”.

– Do que foi que você me chamou, Perseu Jackson?!

– Nunca te disseram que você é uma Sabidinha? – ignorei sua pergunta.

– E nunca te disseram que você tem algas no cérebro?! – ela devolveu. Nesse momento, os outros já se seguravam pra não rir.

– Ei! – gritei – Eu não tenho algas no cérebro!

– Tem sim!

– Não tenho não, Sabidinha!

– Tem sim, Cabeça de Algas!

Piper, Grover e Júniper não estavam mais se aguentando e caíram na gargalhada.

– Por favor, — disse Grover entre lágrimas de risos – se casem!

Annabeth e eu ficamos vermelhos, só não sei se foi de raiva ou de vergonha.

Depois de longos 5 minutos, eles pararam de rir e continuamos a estudar.

A partir daquele dia, ela passou a me chamar de Cabeça de Algas, e eu chamava-a de Sabidinha.

Notas finais
VIRAM QUEM APARECEU?? Calipso! ~joga o cabelo~. Eu não faço ideia de onde surgiu um radinho, mas eu precisava de alguma coisa. bjs, quero comentários, viu?