Destinados...?

29 Extra: Ainda Sobre O Natal...


Notas iniciais
Este capítulo contém um orange (sexo entre mulheres), é o meu primeiro e se passa em um omegaverse (anatomia sutilmente diferenciada, qualquer dúvida, pergunte nos comentários). Então, vão com calma...

Dongyu encerrou a massagem em Young quando percebera que Jieun já dormia profundamente, totalmente torta no sofá.

— Acho melhor levar ela para o quarto... – comentou o gordinho.

Young fitou a amiga e concordou, levantando. O rapaz foi até a adormecida e a pegou no colo.

— Boa noite, Young. – ele sorriu.

— Boa noite... – ela se esticou já sem dor, e saiu dali. Havia atirado seu casaco mais grosso no corredor, provavelmente, ainda estava lá. Precisava de um cigarro... Talvez fumar na praia... Encontrou Seung e a namorada no caminho.

Os dois ficaram parados, um tanto chocados.

Young os fitava tranquilamente. Até entendia a reação da garota, contudo, não compreendia porque Seung a olhava daquela forma, convenhamos, não era a primeira vez que o nerd a via de topless.

Sim. Isso era verdade, não era a primeira vez que a via de topless, aliás, ele já a vira com muito menos roupa que aquilo, mas, era a primeira vez que sua namorada, Min-Cheng via... E por mais que Young gostasse de acreditar que todos deveriam agir com a maior naturalidade possível naquela situação, Seung não tinha a menor ideia de como sua namorada ficaria ao saber que para uma das integrantes da manada, era muito normal ficar em uma festa de Natal, em pleno inverno, sem blusa ou sutiã. Contudo, antes que pudesse imaginar a reação dela, teve os olhos tapados.

Young riu: — Ela tá na ponta dos pés, Seung! Que gracinha! – a garota deu de ombros, pegando seu casaco no caminho e saindo da mansão.

Min-Cheng, que estava muito corada, tirou as mãos que cobriam os olhos do namorado.

—... – o rapaz olhou para a loirinha que ainda parecia um pouco chocada.

— Acho... Melhor irmos dormir. – comentou Min-Cheng, indo para as escadas.

Seung acompanhou a garota: — Min-Cheng...

A loira se virou, observando o namorado.

— Sobre a Young...

— Não precisa dizer nada. – ela estava extremamente envergonhada, acabou subindo as escadas mais rápido.

—... – o moreno não sabia o que fazer, contudo, foi atrás da garota: — Ela é sempre assim. Sinto muito.

Min-Cheng ficou um momento em silêncio: — Sempre? – perguntou após alguma reflexão.

O rapaz concordou com a cabeça: — Às vezes pior... – suspirou.

— Pior como? – agora estava curiosa.

— Uma vez ela fez striptease e pole dance... E não eram só nós da manada na festa... – suspirou profundamente.

Min-Cheng ficou tensa. Young era linda, sinceramente, achava que não chegava aos pés: – Ai nossa, por algum acaso, algum momento da sua vida, você já teve algo com ela? Já sentiu alguma coisa por ela? – sim, a pequena ômega ficara um tanto desesperada.

— Quê? – o moreno demorou alguns segundos para entender o que estava acontecendo: — Não! Não! Nunca! Eu nunca pensei nela dessa forma... – ele passou a mão no cabelo, nervoso. Nem havia passado pela sua cabeça que a namorada poderia pensar algo do gênero: — É só que... Ela é da manada, e eu não queria que você a julgasse mal... – porque sentia que estava se enrolando mais: — Ela é meio louca... Mas, é legal... Só que nunca nem passou pela minha cabeça, qualquer coisa sobre ela desse jeito...

— Ah, que alívio! – a pequena deu um suspiro: — Por favor, me prometa uma única coisa... Se em qualquer momento do nosso relacionamento, você sentir qualquer coisa, por qualquer outra pessoa, mesmo que seja uma atração de um segundo, me conte. Sempre seja sincero comigo. Prefiro ouvir de você, do que de outras pessoas. – ela se aproximou, tocando as bochechas do namorado, fazendo com que ele olhasse para si.

Seung sorriu: — Eu nunca faria diferente.

Min-Cheng correspondeu o sorriso e então foi surpreendida pela aproximação repentina do rapaz que beijou seus lábios com intensidade. A garota o abraçou enquanto ele envolvia sua cintura. O beijo era profundo e gentil, se separaram aos poucos, fitando os olhos um do outro ao encerrarem.

— Você... É a única que quero ao meu lado.

A garota voltou a sorrir e encostou o rosto no peito do rapaz, feliz.

~*~*~*~*~*~*~

Young ajeitou o casaco, já na praia. Estava um frio do cacete ali fora, mas, precisava clarear as ideias...

Não. Aquela festa não a fizera esquecer o que queria apagar de sua cabeça.

Tirou um cigarro do maço que estava em seu bolso, acendeu com o isqueiro e tragou olhando as ondas irem e virem.

Sentou na areia.

Inferno.

Pegou o celular e olhou novamente a mensagem.

Demônio

E aí, cadela? Sentiu minha falta?

Saudades.

Quero conversar com você...

Vou te encontrar, então, se prepara.

"Vai se foder, filho da puta." – pensou a garota, encarando a tela do celular.

Não respondera. Mas, sabia que não precisava responder. Se ele dissera que a encontraria, ele iria pessoalmente acha-la...

Segurou o celular com força e se preparou para atirá-lo no mar.

Contudo, não o fez. Deitou-se completamente na areia, sujando suas roupas e cabelos e fitando as estrelas no céu.

Estava com raiva. Ódio.

Fechou os olhos.

O rapaz de cabelos vermelhos surgiu com perfeição em sua mente. Era alto, muito bonito e diferente de todos os ômegas que já conhecera na vida.

"Eh... Você é meio vadia, não?".

Foi a primeira frase que ele lhe disse, em uma boate. Estava bem vestida e apenas dançava no meio da pista, havia garotas muito mais "vadias" por ali. Ficou puta.

"Ah, vai se foder.".

Respondeu, basicamente, de imediato.

Ele riu alto.

"Gostei. Por que você não me fode?".

E assim começou. Bosta. Não queria lembrar tão bem.

Tragou o cigarro novamente.

Estava tão cansada de toda aquela merda. De todo aquele drama. Foda-se ele.

Mesmo que ele aparecesse, não iria voltar. Já havia encerrado aquela página de sua vida.

"Eu não sou a porra de uma cadela.".

~*~*~*~*~*~*~

Jihoon entrou no escritório, fechou a porta, andou até o balcão, abriu a garrafa de cristal que continha whisky, serviu uma dose em um dos copos que completavam o conjunto ao lado e bebeu de uma só vez. Seu corpo ainda estava trêmulo pelo beijo.

Certo. Beijar Chung-Ho fora um erro. Um erro enorme. Um erro gostoso, mas, ainda assim, um erro gigante e grotesco. Ouviu a porta abrir e fechar, virando-se para fitar o intruso.

— Você parece agitado... – constatou o loiro, fitando-o como se calculasse suas possibilidades.

O baixinho sentiu um arrepio intenso passar por seu corpo, droga, não queria ter esse tipo de reação com um de seus amigos... Desviou o olhar. Iria parar aquilo ali. Seja lá o que aquilo fosse.

— Chung-Ho... – começou, contudo, logo se calou, sentindo a mão do rapaz em sua nuca, virou o rosto e deparou-se com um olhar curioso, entretanto gentil.

Jilhoon sentiu sua argumentação sobre o quanto aquilo iria ferrar com os dois, desaparecer de sua mente. Os olhos caramelos do rapaz pareciam cativá-lo de uma forma que não conseguiria explicar, o maior aproximou-se, seus dedos descendo lentamente pela linha da coluna.

— Não vai me empurrar? – Chung-Ho questionou tão próximo que seus lábios tocaram suavemente os do baixinho, sabia que aquilo o irritaria, mas, não resistiu, acabou assistindo-o morder o lábio inferior de raiva.

"Sexy...". – refletiu o maior, observando aquelas reações.

Aproximou-se, chupando o lábio mordido, sentindo o gosto do whisky caro, depois, penetrando a língua. O menor parecia que ia oferecer alguma resistência, contudo, ao invés de soca-lo ou afastá-lo, acabou apenas colocando a mão em seu peito e estremecendo em seus braços quando aprofundou mais o beijo.

Jihoon tentava voltar ao seu raciocínio original, que aquilo era um erro, mas, merda, era um erro muito bom... Não apenas bom... Ou aceitável... Mas, muito bom, que droga... Estava trêmulo... Sua excitação era tanta que começava a doer. Sempre soube que os homens às vezes pensavam com a cabeça errada, só que isso nunca ocorrera com ele. Nunca tinha ficado com tanta vontade...

E droga, o sorrisinho filho da puta de Chung-Ho enquanto o beijava o fez saber que queria soca-lo com toda a sua força, contudo, ao invés de fazer isso, efetivamente, acabou apenas apertando com força a camisa do maior e gemer em sua boca, ofegante, quando seus corpos se tocaram de leve. Fechou os olhos ao sentir a mão dele apertar com força sua bunda.

Chung-Ho interrompeu o beijo e fitou o pequeno a sua frente. Os lábios, que já não bastavam serem tentadoramente carnudos, estavam levemente inchados e vermelhos. Os olhos, que sempre o fitavam daquela maneira sutilmente arrogante, se encontravam fechados com força, o que destacava as maçãs do rosto suavemente rosadas. Sempre tão calmo e controlado, Jihoon tinha a respiração entrecortada, por sua causa. Causara tudo àquilo nele... Com um beijo.

Respirou fundo.

Caralho.

Conseguia sentir seu corpo inteiro reagir àquilo.

Estava nervoso? Com certeza. Era Jihoon. O maior almofadinha que conhecia. O garoto era fresco para uma porra. Se duvidasse, a palavra 'frescura' fora redefinida após o nascimento dele. Por isso não ia beijá-lo naquela brincadeira da Young. Sabia que eram diferentes demais... Mas, não podia negar – e nem queria – ele era gostoso pra cacete.

O pequeno abriu os olhos, fitando-o por debaixo dos cílios...

É... Iria devorá-lo. Agora. Naquele escritório. Foda-se. Depois pensava nas consequências.

Sem nenhuma delicadeza, empurrou a decoração da escrivaninha para o lado, ergueu o pequeno e o sentou em cima dela.

Jihoon piscou: — O que tá fazendo? – sabia o que estava acontecendo, mas, não podia ser verdade, não é? Quer dizer, ele não pretendia transar ali, certo? Não. Espera. Ele não ia...

— Eu vou foder você. – respondeu com simplicidade o maior.

Aproveitando que aquilo fez o pequeno abrir a boca em total incredulidade, voltou a beijá-lo, dessa vez, apertando sua coxa com força, enquanto a outra mão desabotoava o começo de sua camiseta.

Jihoon tentava colocar os pensamentos em ordem enquanto sentia o piercing arranhar gentilmente sua língua... Droga... Estava muito excitado... Mas... Mas... Não fazia essas coisas... Não transava por impulso... Não sem estar apaixonado... Não só por tesão... Nunca fez isso. Até mesmo com Sangwoo... Era apaixonado pelo líder alpha quando decidiu dormir com ele, mesmo nunca tendo certeza se um dia fora correspondido...

Tinha de afastá-lo... E parar aquela loucura que não os levaria a lugar nenhum...

Chung-Ho sugou sua língua, antes de largar seus lábios, começando a beijar e chupar seu pescoço, descendo a camiseta e se direcionando a clavícula, deixando marcas vermelhas na pele alva.

Jihoon gemeu mais alto, sua mão largou a camisa e tocou no braço do rapaz. Chung-Ho tinha os músculos definidos, rígidos... Olhou de canto...

Tinha de parar... Entretanto...

O maior sempre usara camisa sobre camisa, e números acima do que deveria, nunca tiveram intimidade para ele convidá-lo no verão para ficar ali, então, também nunca o viu de sunga... Ou seja, nunca teve uma real noção de como ele era...

Observou mais atentamente as dobras dos tecidos.

E agora sua imaginação começava a trabalhar com a ideia...

"O que estou pensando..." – o baixinho tentava evitar, contudo, seus olhos começaram a percorrer o corpo diante de si... Pelo volume da calça... Parecia grande...

Ouviu um chiado debochado e voltou seu rosto para o do rapaz.

Os olhos dos dois se encontraram e Jihoon teve certeza, fora pego em flagrante. Sabia que sua face estava queimando e queria fugir por isso...

Entretanto, Chung-Ho não disse nada, apenas tocou no cinto da calça do menor e o puxou para mais perto, fazendo seus volumes roçarem um no outro em uma fricção constante, com um sorriso cretino, voltou a beijar os lábios carnudos, quase como se dissesse que se ele estava tão curioso, deveria ver por si...

Jihoon apertou o braço do maior com força, talvez estivesse só pensando demais, poderia não dar em nada e só ser uma noite muito boa... Porque já estava sendo... Seus dedos passearam pelo peitoral do rapaz, e mesmo com as camisas, podia sentir que era definido e forte... É... Muito boa...

Colocou os braços ao redor do pescoço de Chung-Ho, trazendo-o para mais perto e aprofundando o beijo, mordiscou seu lábio inferior e chupou sua língua enquanto começava a se esfregar com mais intensidade no corpo do loiro, dessa vez o ouvindo gemer, um gemido baixo, mas grave... Ah sim... Sempre gostou da voz dele... Ele tinha uma daquelas vozes que fazem as pessoas pensarem besteira, mesmo quando não querem...

"Voz de cretino, sorriso de cretino, pegada de cretino..." – é, Jihoon estava impressionado por conhecer Chung-Ho há tanto tempo e nunca ter se ligado que ele era exatamente o seu tipo.

O maior desceu a boca por seu pescoço, indo para o peito já descoberto, lambeu o mamilo e o sorveu... Fazendo Jihoon voltar a morder o lábio inferior.

Mesmo estando naquela situação, o baixinho ainda tinha receios... E se fosse muito bom...? Tipo, muito, muito bom? Iria se ferrar... Né? De novo...

A porta do escritório abriu.

Jihoon ficou completamente mudo quando Chung-Ho o cobriu com o corpo e rosnou para o invasor.

Taehyun fitou a cena, meio chocado, demorou um terço de segundo para entender o que estava acontecendo ali, sorriu sem graça: — Desculpe... – e fechou a porta rapidamente.

Chung-Ho olhou para o baixinho, não tinha certeza do que fazer... Queria continuar...

Jihoon estava com o coração disparado. E isso era ruim. Nunca o haviam protegido daquela forma... E sim... Isso o tocara de uma forma muito mais profunda do que todos os beijos anteriores, e não... Não queria essa merda para si. Não queria lidar com sentimentos afetuosos demais para com um dos membros da manada. Acabara de sair de um relacionamento, não queria se envolver em outro.

Empurrou o maior, se afastando e descendo da mesa enquanto ajeitava a camiseta aberta.

Chung-Ho bufou, aquilo era sério? Ok. Taehyun foi um baita corta clima, mas, merda, sério que ele ia parar?

— Melhor a gente parar aqui. – Jihoon abotoava nervosamente a camiseta.

O maior teve seus pensamentos respondidos, o que o fez suspirar resignado: — Ei, a gente podia continuar no seu quarto, se o estresse é a interrupção. – disse tentando arranjar uma solução, porque, sério, queria muito continuar.

— Não foi a interrupção... – murmurou sem pensar o baixinho, se arrependendo três segundos depois de perceber o que falara.

— Espera. O quê? – Chung-Ho ergueu as sobrancelhas surpreso: — Se não foi a interrupção, foi o quê?

"Do que diabos ele tá falando?" – é, o pequeno o deixara confuso.

Jihoon abriu e fechou a boca algumas vezes. Droga. Falou demais.

— Sua roupa. – disse simplesmente. Foi a primeira coisa que passou em sua mente.

— Quê? – agora Chung-Ho estava plenamente chocado.

— Sua roupa. Você se veste muito mal e eu não transo com caras que se vestem mal. – aquilo não era mentira... Mas, também não era exatamente verdade, porque, há poucos minutos estava bem perto de abrir uma exceção.

— Você tá falando sério? – sabia que Jihoon era fresco, contudo, esse era um nível totalmente diferente. Além disso, caralho, ele o estava agarrando há o quê? Três minutos?

— Muito sério. – disse o baixinho, ajeitando a calça.

Chung-Ho ficou puto. E nesse momento, tinha duas escolhas. A primeira, tacar o foda-se e sair dali, porque o nível da palhaçada tinha subido muito, e sério, não era uma pessoa com paciência para aquilo, ou, a segunda, respirar fundo e tentar de novo, porque apesar de ser um almofadinha desgraçado, o filho da puta tinha um gemido delicioso de ouvir...

Respirou fundo.

— Jihoon. Há três minutos, você estava me agarrando, e sério, você ainda tá tão excitado quanto eu... Não faz nem sentido o que tá falando. Além disso... – se aproximou, cercando o pequeno, não o tocando, mas fitando seus olhos enquanto o deixava sem saída contra a mesa: — O que a gente ia fazer, não precisa de roupas.

O baixinho se sentia uma ovelha pega na armadilha de um lobo. Aquele sentimento poderia ter gerado muitas coisas, contudo, ficou com raiva. Estava muito longe de ser uma ovelha. Desviou o olhar.

— Pelo visto, não sou eu o covarde por aqui. – o maior disse um tanto irritado, tirando os braços que cercavam o menor e o deixando livre para ir.

Jihoon abriu a boca. Chung-Ho acabara de usar suas palavras contra ele? Era isso? Ok. Estavam excitados e aquilo era um saco, mas, ele realmente usou suas palavras contra ele? Estalou a língua nos dentes.

— Droga. – murmurou, colocando a mão no peito do maior e o empurrando até ele sentar na porcaria do sofá: — Não me beija. Não quero isso. Na real, não faz nada. – disse já irritado, ia satisfazer seus corpos e deu. Não precisava ir até o fim para cumprir esse propósito. Não era algo tão complicado. Abriu a droga da calça de Chung-Ho, observando seu pênis por alguns segundos, é, era grande e ele estava muito excitado. Mas, não se deixou levar, abriu a própria calça, aquilo seria rápido, ambos já estavam quentes demais.

"Covarde é o cacete." – pensou enraivecido.

Chung-Ho ficou chocado, pensou em reagir, mas, só gemeu quando sentiu o menor sentar em seu colo, juntar seus pênis e começar a esfrega-los enquanto se movia. Merda. Não era exatamente assim que queria as coisas, contudo o pequeno não parecia ligar.

— Ok. Não vou beijar. Não vou fazer porra nenhuma. – disse exasperado, passando os dedos pelos cabelos curtos do outro: — Mas, olha pra mim enquanto faz isso. – e sem delicadeza, fez a testa do mesmo ficar encostada com força a sua.

Jihoon até tentou desviar o rosto só que Chung-Ho não deixou. Os olhos caramelos o encaravam com tanta raiva e desejo que estremeceu.

"Droga... Droga!" – aumentou o ritmo da mão enquanto mordia o lábio inferior.

Por que Chung-Ho estava complicando tanto as coisas? Por que tinha que olhá-lo daquela forma? Sentiu o peso da mão dele sobre sua cabeça, pressionando-o a se aproximar...

Estava tão perto que sentia o hálito do rapaz sobre seus lábios... Seu pênis pulsou...

Droga... Podia fechar os olhos...

Mas... Não conseguia...

— Chung-Ho... – gemeu enquanto gozava, quase como uma rendição.

Sentiu o gozo do maior em sua mão apenas um movimento depois...

Fitaram-se por alguns instantes.

Jihoon viu o olhar confuso do maior em sua direção.

É. Também estava daquela forma... Gemera o nome dele... Enquanto gozava... Respirou fundo, saindo de cima e tentando fingir que merda nenhuma tinha acontecido: — Pronto. – murmurou com o que ainda tinha de sua dignidade, olhou a própria mão, irritado por ela estar suja. Observou ao redor, procurando algo para limpá-la e ignorando o sentimento de derrota que invadira seu peito. Não queria ter feito isso. Droga, queria ir para seu quarto. Mas, estava sujo, suado e...

Sentiu um tecido sobre sua mão.

Chung-Ho tirara uma das camisas e limpava sua mão com ela.

Ficou sem graça.

— Obrigado. – murmurou, terminando de limpar e fechando a calça em seguida.

— Jihoon...

— Nós terminamos por aqui. – disse simplesmente, se virando sem encarar o maior, entregando a camisa e saindo do escritório.

~*~*~*~*~*~*~

Taehyun saiu cho.ca.do do escritório. Caramba. Chung-Ho e Jihoon? Nunca passaria por sua cabeça. Nem em mil anos. Se tivesse apostado com Yura, teria perdido. Com toda a certeza do mundo.

Sabia que Jihoon tinha um whisky ótimo no escritório... Nunca achou que encontraria aquela cena...

Olhou ao redor, vendo Yangmi entrar na mansão com a namorada e leva-la para o andar de cima, pensou em chama-la e contar o que vira, mas, achava que ela provavelmente estava mais interessada em outras coisas...

"Como o Jihoon e o Chung-Ho..." – pensou, sem resistência nenhuma a sua própria piada interna.

Voltou para a sala.

— E o whisky? – questionou Yura, estranhando o fato de Taehyun ter voltado com as mãos vazias.

— Hm... – contar ou não? Como se fosse realmente uma dúvida. Deu de ombros: — O Chung-Ho estava dando uns pegas no Jihoon no escritório, então, não deu.

Yura tossiu com a informação: — Como é?

— O que você ouviu...

A loira refletiu um pouco: — Bom... Combina. – deu de ombros.

— Como é? Eles combinam? – descrença era seu segundo nome no momento. Como assim 'combina'? Desde quando? O que perdeu? Chung-Ho era quase o oposto completo do Jihoon... A única coisa em comum que eles tinham era serem loiros, e ainda assim, o loiro do Jihoon era escuro, quase castanho, e o de Chung-Ho claro, quase platinado.

— Os opostos se atraem. – disse com simplicidade a garota.

Taehyun abriu a boca: — Ah, tá. Em contos de fada, né?

Yura fechou a cara: — Na vida real também. – disse convicta.

— Sinto discordar. Só que não. Não opostos tão fortes quanto eles.

Yura revirou os olhos: — Eles teriam de compreender as diferenças, mas, a relação também pode ser mais interessante Tae.

— Ah, tá bom. Se querem brigar o tempo todo, né? – resmungou o ruivo.

— Garanto que eles se assumem em até um ano. – ela disse em tom desafiador.

— Há! Apostado! Tenho certeza que eles não vão durar muito a ponto de se assumirem. – apertou a mão da loira.

— Se perder, terá que me levar café na cama por um mês! – ela sorriu.

— Hã? Mas, você acorda antes de mim...

— Se você ganhar, vai poder escolher o que quiser para fazer comigo...

— Feito.

— Apostando de novo? – uma voz sonolenta falou próxima a eles. Chansoo estava pestanejando em pé, bocejando cansado enquanto passava uma das mãos nos olhos. Realmente adorável.

Os dois se calaram.

Desde que o ômega fora morar no apartamento de Taehyun, não fizeram nenhum avanço. O garoto era tímido, e estava se esforçando para seguir a vida depois do relacionamento abusivo, mas, tinham de admitir, em alguns momentos, a vontade de ambos era simplesmente ataca-lo.

"Que fofo..." – pensou a garota, querendo abraçar e morder o pequeno.

"Queria deixar ele ainda mais cansado..." – pensou o ruivo.

Era muito difícil se controlar com ele tendo aquela carinha de anjo...

Os dois alphas se fitaram. Certo. Tinham combinado resistir à tentação. Para se ter uma noção, Yura passara a praticamente a morar com Taehyun e o garoto, apenas para ajudar o namorado a resistir... Porque, sério, era complicado.

— Vocês não deveriam apostar o tempo todo... – novo bocejo: — Não faz bem...

Yura suspirou: — Hm. A gente vai diminuir isso... Melhor você ir dormir... – ela colocou o braço em volta do menor, que acabou encostando a cabeça em seu ombro. A garota corou e fitou o namorado.

Taehyun só queria que ela agarrasse o pequeno, não se importava de só assistir... Céus. Aquilo era demais pra ele. Não nascera para ser uma pessoa controlada. Respirou fundo e ajudou Yura a levar o menor para o quarto.

Chansoo chegou ao quarto, tirou os sapatos e deitou, acabou se enrolando no edredom, dormindo quase imediatamente.

Taehyun fitou a cena, então também tirou os sapatos, o cinto, e o casaco, ficando só de camiseta e calça, se atirando na cama, ao lado do pequeno.

— O que tá fazendo? – perguntou a loira confusa.

— Indo dormir. – ele abriu os braços para ela.

— Aqui? De roupa? Não vai assustar ele?

— Nem. Vem cá. – a esperou tirar o sapato e a puxou deixando-a entre si e Chansoo. Deu um selinho quando a teve em seus braços.

Yura olhou o pequeno adormecido: — Ele é muito fofo... Mas...

— Eu sei. – Taehyun abraçou a loira mais forte: — Ele não tá pronto.

Os dois se fitaram e suspiraram.

— Entre a gente? – ela sorriu.

Taehyun concordou e Yura passou por cima do menor, empurrando o rolinho de edredom para o meio deles.

— Ele vai levar um susto amanhã. – o ruivo sorriu e Yura riu baixinho.

Os dois abraçaram o pequeno e adormeceram.

~*~*~*~*~*~*~

Yangmi sentia o coração acelerado enquanto abria a porta do quarto e trazia Myung-Hee consigo. Nunca esteve tão ansiosa na vida. Correram da praia até a mansão.

Talvez fosse loucura, mas queria tê-la o mais rápido possível.

Fechou e trancou a porta depois que entraram, voltando-se para sua baixinha favorita.

Apoiou uma das mãos na parede deixando-a pressionada contra a porta. Olhou para os lábios finos e os tomou.

Há muito tempo queria possuí-la, contudo, sempre que tentou ir um pouco além do beijo, o cheiro da pequena ficava forte e quase perdia a cabeça. Entretanto, agora isso não seria um problema.

Yangmi fechou com força a mão que segurava a chave entregue por Myung-Hee. Iria tê-la de todas as formas.

Penetrou a língua na boca gentil da jovem, e sentiu o perfume doce que tanto amava. Deslizou a mão pela cintura, quadril...

Myung-Hee colocou os braços em volta do pescoço da morena, trazendo-a para mais perto de si. Afastaram os lábios brevemente antes de voltar a encostá-los, ah... Amava aquilo... Gemeu baixinho ao sentir a coxa da garota entre suas pernas, esfregou-se lentamente nela... Conseguia sentir sua calcinha começando a umedecer-se com o movimento.

Yangmi deslizou a mão por debaixo dos casacos, tocando diretamente a pele, abrindo seu sutiã e tocando um de seus seios, massageando-o. Myung-Hee era particularmente bem dotada nesse quesito, o que a fez sorrir. Sentiu sua pequena gemer em sua boca quando pressionou o mamilo entre os dedos...

— Yangmi... – murmurou.

Afastou-se dos lábios de sua baixinha, dando alguns selinhos antes de mirar a coleira.

Myung-Hee corou, esticando o pescoço, deixando exposta a abertura da chave.

A morena com as pontas dos cabelos azuis colocou a chave e abriu a coleira, retirando-a. Só isso, já fez suas presas saírem. Tocou com a ponta dos dedos o pescoço da pequena e fitou a cama, sorrindo.

Myung-Hee concordou com a cabeça e observou Yangmi se afastar retirando as próprias roupas.

E a morena era linda.

A pequena então se abraçou, fitando o chão. Yangmi ia vê-la. Havia passado muito tempo decidindo se iria ou não deixa-la mordê-la, porque não queria se arrepender e uma mordida perpétua era bem complicada, se não desse certo, teria de se afastar... Mas... Em nenhum momento não percebera o óbvio.

Yangmi teria de vê-la para mordê-la... Para fazer outras coisas também... Achou que não teria nada demais, já fizera aquilo muitas vezes...

Mas, era Yangmi... E aquilo a assustou. Ela ia ver todas as suas cicatrizes.

Engoliu a seco.

Uma coisa era alguém como Sangwoo a ver, sem compromisso, só sexo. Foda-se. Outra, totalmente diferente, era Yangmi vê-la.

Abraçou-se mais forte. Não havia pensado nisso.

— Amor? – a morena havia se aproximado em algum momento e a fitava, preocupada: — Mudou de ideia? Está tudo bem se você não quer... – ela tocou em seu braço, e só neste momento Myung-Hee notou que tremia.

— Não... Eu... – a pequena não sabia o que dizer. Não mudara de ideia. Queria que Yangmi a mordesse, mas...: — Você... – hesitou.

Yangmi respirou fundo, segurando a mão da baixinha: — Amor, vem aqui. – ela a guiou até a cama, fazendo-a sentar: — O que aconteceu?

A ômega tocou nervosamente no pescoço. Não tinha cicatrizes ali porque sempre andava com coleira, contudo, o mesmo não valia para o resto de seu corpo, e isso a envergonhava, muito.

O que estava pensando? Yangmi já demonstrara centenas de vezes de que não se importava com o que acontecera...

Não... O problema ali não era o que a alpha pensava...

Myung-Hee fitou os próprios pés.

Yangmi olhava a namorada... Estava confusa. O que aconteceu ali... A ômega parecia tão... Assustada... Não... Não somente assustada... Triste.

A morena tocou no rosto da pequena: — Eu te amo. – disse claramente, fazendo a outra ficar sem reação: — O que significa que a gente não precisa fazer nada hoje. – foi clara: — Não me importo de esperar, aliás, não me importo de nunca fazer...

A boca de Myung-Hee abriu em surpresa.

— Eu te amo a esse ponto. – Yangmi passou os dedos pelos cabelos longos da namorada.

A baixinha sentiu seu coração acalmar-se. Respirou profundamente, e lentamente, retirou um dos casacos, depois outro... Fitou a namorada antes de subir a blusa final, retirando junto o sutiã. Ficou um momento em silêncio.

Myung-Hee tinha cicatrizes por toda a região próxima ao pescoço, ombros, em algumas partes dos seios. Yangmi nunca vira nada daquilo... Pelo visto, a pequena sempre escondera com maquiagem, sabia que ela era boa nisso...

Certo, ficou um pouco chocada.

Mas...

Observou a baixinha que não a fitava nos olhos, focalizou melhor nas cicatrizes... Eram mordidas...

Algumas, mordidas sobre mordidas.

Seu peito doeu. A única coisa que a morena de cabelos com pontas azuis conseguia pensar, é que queria ter conhecido Myung-Hee antes...

Acabou pulando na pequena ao abraça-la, o que fez ambas caírem sobre a cama.

Myung-Hee piscou algumas vezes com aquela atitude, mas, sorriu: — Estou bem... – afirmou mais tranquila: — Só... Acho que não sou tão bonita quanto você esperava... – deu uma pequena risada no final.

Yangmi desfez o abraço, apoiou as mãos ao redor da cabeça da pequena fitando seus olhos: — Você tá me zoando?

— Quê?

— Nem por um segundo, eu te achei menos bonita por causa dessas cicatrizes!

Myung-Hee sentiu as maçãs do rosto ficarem quentes: -... Eu só... – desviou o olhar.

Yangmi ficou realmente surpresa... Nunca imaginou que a namorada pudesse pensar algo assim... Olhou para as cicatrizes que ela expunha, percebendo que mantinha os seios parcialmente cobertos com os braços... Estava tímida...

A ômega não era uma garota tímida.

A morena refletiu... Não sabia direito como agir, a seus olhos, Myung-Hee era a mulher mais linda que conhecia. Dizer que ela era incrível, não era o suficiente? Por mais que pensasse e sentisse isso? O que podia fazer?

Contudo, o que mais lhe chamou a atenção, foi que a pequena já não estava emitindo tantos feromônios quanto normalmente estaria naquela situação...

"Deve estar nervosa...".

Respirou fundo.

Não sabia se daria certo... Não tinha ideia de como deveria agir... Só queria que ela soubesse que era maravilhosa... Em todos os sentidos.

— Aqui... – a morena pegou uma das mãos da baixinha e a colocou sobre sua calcinha.

Myung-Hee corou violentamente. Seu corpo automaticamente tencionou, mas, a alpha não a estava forçando a manter o contato, seu toque era gentil, se ela quisesse retirar a mão, poderia. Contudo... Não era sua vontade se afastar...

Yangmi aproximou seu rosto da pequena: — Você realmente pensa que qualquer uma desperta isso em mim? E você não emitiu o suficiente para eu perder a cabeça...

Estava muito úmido... Alphas não se lubrificavam com facilidade... Myung-Hee sentiu seu corpo relaxar... Ela se excitou... Ela realmente a achava linda... Não? Pressionou levemente os dedos, ouvindo a morena gemer.

— Ok... Golpe baixo... Literalmente... – a alpha sorriu.

A pequena correspondeu o sorriso: — Eu te amo.

Yangmi aumentou o sorriso, formando duas adoráveis covinhas: — Também te amo.

Myung-Hee sentiu seu lado ômega surgir, era estranho senti-lo daquela forma, temeroso, mas confiante... Normalmente ele parecia arrancado dela, por isso, nos cios, muitas vezes, se sentia mais um animal cansado de tanto apanhar e acuado, do que excitado por estar se preparando para formar uma família.

Fitou a alpha, que correspondia seu olhar.

— Amor... Você sabe que não é porque estou excitada, que você tem que seguir com isso, não é? – Yangmi tentava se controlar, sabia que tinha de ir com calma, entretanto, o cheiro da pequena voltara a ficar forte, ela estava com os seios a mostra e nossa, ela era muito gostosa. Sem contar que a desejava por muito tempo... Se Myung-Hee não queria, precisava avisá-la, tipo, para ontem, realmente pararia...

Myung-Hee sorriu e virando a morena sobre a cama, ficando por cima da mesma: — O que você acha que quero? – questionou, beijando seu pescoço, retirando seu sutiã, lambendo seus seios, barriga, enquanto as mãos desciam para calcinha da namorada removendo-a.

Yangmi ficou inicialmente surpresa, mas, logo deu um sorriso de canto: — Que injustiça. – reclamou tocando nas bordas da calcinha da pequena. A ômega não retirou suas mãos então desceu a peça que faltava, sentando sobre a cama e deixando-a nua também. Não sabia de onde tirava forças para não tê-la mordido ainda...

Olhou para os seios fartos e colocou um deles em sua boca, sugando-o com intensidade enquanto sua mão explorava a intimidade de sua companheira. Ela estava molhada, deliciosamente molhada... Pressionou sem força o clitóris conseguindo senti-la estremecer com seu toque e gemer em seu ouvido. Puxou-a para mais perto de si, mordiscando o mamilo que se enrijecera em sua boca. Novo gemido, mais intenso e sôfrego... Perderia o controle logo...

Fora a vez de Yangmi deitar Myung-Hee sobre a cama, deixando as pernas da garota separadas e se encaixando entre elas, encostou sua vagina contra a dela, começando a esfrega-la com intensidade.

— Yangmi... – gemeu a pequena, tendo sua boca possuída pela língua afoita da alpha que já não conseguia raciocinar tão bem...

Myung-Hee correspondeu o beijo, se sentia a cada instante mais presa nos braços da morena, e pela primeira vez em sua vida, ser presa não a assustava... Pelo contrário... Sentia-se protegida, amada... Excitada...

Quando suas bocas se separaram virou o rosto, deixando o pescoço totalmente visível e acessível... Queria ser devorada... Completamente devorada...

Yangmi mordeu a região fazendo a pequena gozar em seus braços ao mesmo tempo em que seu clitóris inchava, e como uma alpha cujo instinto também era gerar frutos aquela noite, se prendia a vagina de sua parceira, fazendo seu gozo penetrá-la.

Abraçaram-se com força. O vínculo estava iniciado. Em sete dias, estaria completo e pertenceriam apenas uma a outra.