Destinados

2 Por um Triz


Notas iniciais
Eu espero q vcs gostem...

Esbarro em uma pessoa minhas partituras caem ao chão e me agacho e as junto rapidamente.Alguém atrás de mim diz:

–Pega um panfleto.

Olho para cima e vejo um garoto me encarando ele tinha olhos castanhos escuros,cabelo comprido preto e era quase tão pálido quanto eu,mas mesmo assim eu ainda o vencia.Ele usava calça jeans rasgada e uma blusa preta.Ele me deixava desconfortável,ele não parava de me encarar.Me levanto meio sem jeito e digo:
–Eu não quero nenhum panfleto.-falo tentando dar a volta no garoto para ir para casa.

–Ah pega um vai.

Ele me estendeu um panfleto

–Eu estou atrasada quem sabe outro dia.

–Pega só um vai

–Desculpa eu nem te conheço e eu já disse que não.

–Um panfleto e só.

–Eu tenho mais o que fazer.

–Ajudaria se você pegasse um panfleto.

–Tenha paciência!Eu não quero!

Me levanto e fico cara a cara com ele por algum motivo não fui com a cara dele ele tinha um ar de “grandeza”,os olhos brincalhões como de uma criança prestes a fazer uma maldade.Naquele momento sinto uma pequena pontada de raiva,ele não percebe que eu estou com pressa?E que eu não quero nenhum panfleto?

–Eu não quero a droga do seu panfleto.-eu digo meio rude.

Tento passar mais o garoto se põe na minha frente.

–É só um panfleto pega aí.-disse o garoto.

–Não!Agora sai da minha frente.

Tento passar pelo outro lado da rua,mas ele se põe no meio.

–Galeguinha você pode sair,depois que pegar um panfleto.-ele insistiu com um sorriso estampado na cara,aquilo me dava nos nervos.

–Galeguinha é a sua mãe seu idiota!

–Hiii,é estressada também.Pega um panfleto,vai te fazer bem.

–Ah seu...

Ele me interrompe colocando o panfleto praticamente na minha cara,eu leio a droga do panfleto e fico com mais raiva.

–Eu não preciso de um tratamento odontológico!!!

–Me dá um sorrisinho e eu julgo isso.

Me encho de repleta irritação e o empurro conseguindo passar mas ele segura meu braço.

–Sem sorriso?

Olho para a parada do ônibus que fica perto de onde eu estou e lá vem meu ônibus,mas esse garoto está me impedindo de passar.Faço a coisa mais sensata.Piso no pé dele e ele agora pula como o saci pererê e me solta.Corro ate o ônibus e ouço ele dizer atrás de mim:

–Sem nenhum sorrisinho?

Me viro para olhá-lo.Ele parece já ter se recuperado do pisão,o garoto me fita olhando nos meus olhos,eu não gostava daquele jeito marrento irritante como se exigisse algo de mim,desvio o olhar e subo no ônibus e ele grita:

–Pelo menos me diz seu nome!

Mas já é tarde demais,pego um dos assentos e torço para não ser retalhada em casa.

Ao chegar em casa meu pai está me esperando,Mitch está ao seu lado.Meu pai arregala os olhos quando me vê.

–Onde você estava Taiera-ele diz obviamente zangado.

–Eu estava com Dionísio-falo fechando a porta.

–Já disse que não quero você até essa hora na rua Taiera.

–Ainda são 18:59 tecnicamente não estou atrasada,meu horário de chegar é às 19:00.

Mitch sorrir e meu pai a encara,ela na mesma hora fecha a cara.

–Coisa feira Taiera chegando a essa hora.

–Mitch!

–Desculpa,mas ele me assusta.

–Não se esqueça que eu sei onde você mora.

Mitch se afasta do meu pai e diz:

–Bom,ela não chegou depois das 19:00 então podemos perdoar.

–Mitch!-meu pai a repreendeu.-Pare de defendê-la!

–Foi mal!Mas ela também me dá medo e sabe onde eu moro esqueceu?

Mitch está reencostando no corrimão da escada.

–Você se livrou dessa vez Taiera mais um minuto e você...

–Pai sem pensamentos negativos tá?Vou subir com a Mitch.

Passo rápido pelo meu pai e vou para onde Mitch está,ela não me dá nenhuma atenção,está vidrada na tela do seu celular.Ela suspira e se vira para o meu pai.

–Tio Davi,posso dormir aqui hoje?Minha mãe vai estar de plantão de novo.

–Claro-meu pai concorda.

A mãe de Mitch era bem legal,mas ela trabalhava de mais pra sustentar Mitch ela era enfermeira e mesmo sendo bastante útil para nós duas aos 7 anos quando nos machucávamos jogando futebol,eu sabia que Mitch sofria a falta da mãe como eu da minha,acho que é por isso que nós éramos tão amigas,tínhamos muitas coisas em comum,ela só tinha a mãe e eu só meu pai,o pai dela a abandonou quando ela nem havia nascido ainda,e minha mãe morreu me dando a luz...

–Vem vamos assistir um filme.-eu digo tentando animá-la.-Eu deixo você escolher.

Ela abre um sorriso para mim e me dá um empurrão de leve.

Terminamos de assistir o filme e a boca de Mitch esta empanturrada de chocolate e ela esta chorando porque o Marley morreu.

–Deixa disso vai,foi um final digno.

Ela me olha espantada.

–Isso não é digno,é uma lástima.

Sorrio,ligo a luz e vejo que Ellýn também está com lágrimas nos olhos e diz:

–Não liga pra ela Mitch eu te entendo,a Taiera não tem sentimentos.

Finjo que estou ofendida colocando a mão na boca.

–Poxa magoou.

Sorrio e volto a minha expressão.

–Você não presta.

Ellýn joga uma almofada em minha direção mas eu desvio.

–Isso é um desafio?-pergunto com um sorriso de lado.

–Considere um desafio!-ela diz e vem até onde eu estou me lançando golpes usando de acesso um travesseiro.

Pego a almofada e contra-ataco e quando vimos estávamos em uma guerra,Mitch caminha calmamente até nós e levanta nosso rosto nos separando e dizendo:

–Vocês chama isso de travessedeiradas???Engulam um verdadeiro desafio!

Ela nos pega desprevenidas e nos bate com uma almofada,até que nós ficamos exaltas e pegamos no sono levemente assistindo mais um filme “Cartas Para Deus”.

Notas finais
Gracias por lerem...