Destinada

1 Prólogo


Notas iniciais
Pessoal essa fic é super especial para mim, espero que vocês gostem, e deixem comentários, eu adoraria saber a opinião de vocês.
K. Vieira

P.O.V. Melanie (meados de 2050 em WoodCastle no Reino de Rosengold)

Eu sinto a força se esvaindo do meu corpo e tudo o que consigo pensar é que eu perdi o amor da minha vida, meu precioso Julian, no entanto minhas pernas continuam a me arrastar escada acima rumo ao quarto de bebê, eu tenho que salvar minha preciosa menininha. As escadas de WoodCastle nunca me pareceram tão intermináveis quanto me parecem hoje, minhas pernas querem falhar, a dor em meu peito é tão grande que sinto como se me consumisse mais a cada segundo, minha visão esta embaçada pelas lagrimas que me recuso a derramar, finalmente chego a ala destinada aos aposentos familiares, posso ver a porta protegida por magia ancestral onde meu anjinho provavelmente está dormindo, alheia ao caos que se desenrola no Reino, explosões acompanham meus passos trôpegos enquanto corro com mais desespero do que imaginei que fosse possível, deixo meu sangue (o conectivo do feitiço de proteção) se derramar na maçaneta da porta e entro desabalada no quarto da minha pequena Juno. Corro em direção ao berço que está na família desde o primeiro Underwood descendente do grande Merlin, toda a necessidade de ver meu bebê consumindo meus pensamentos e atos. Olho seu rosto sereno em seu sono tranquilo e imagino seus olhos abertos tão parecidos com os meus e seu sorriso desdentado ladeado por covinhas idênticas as de Julian, as lagrimas que eu segurei durante toda a provação de hoje se derramam por minha face, por que eu sei que nunca mais verei minha princesinha, tiro de meu pescoço o medalhão símbolo dos Underwood de Rosengold e ponho em Juno, pois será a única coisa que ela terá de mim e de Julian. Minhas forças estão chegando ao fim e sei que é minha última chance de salva-la então desprendo de mim a última centelha de magia que me resta e a envio o mais longe no tempo e espaço que me é permitido.

- Adeus meu amor — sussurro antes de sua figura pequenina sumir. Com sua ida tudo em mim desmorona e eu caio no chão sabendo que esses são meus últimos momentos com vida murmuro: Cuide dela, eu já não posso e então a escuridão me toma e só o que me resta são os rostos amados iluminados no final da estrada.

P.O.V Rosalie (meados de 2013 em Forks, USA)

Eu e Emmett estávamos caçando quando um choro de bebê se fez escutar.

- É um bebê? — Me preguntou Emmett com uma óbvia confusão estampada nos olhos afinal estávamos muito dentro da floresta em uma noite escura e provavelmente fria em demasia para qualquer humano, apurei meus sentidos vampirescos e pude escutar um coraçãozinho rápido demais e naquele instante eu soube que realmente tinha um bebê na floresta

- É — sussurrei pouco antes de sair em disparada em direção ao som do choro da criança com Emmett em meu encalço, quando chegamos ao local de onde provinha o choro vimos uma manta rosa com um bebê balançando os braços e chorando desesperadamente, eu conseguia sentir o cheiro do medo, impulsivamente a peguei em meus braços, sua agitação cessou e ela abriu os olhos mais azuis que eu já vira. Pouco a pouco o cheiro de seus medo e desespero evaporaram e Emmett se aproximou para olha-la mais de perto

- É uma garotinha — constatei o óbvio sem tirar os olhos da preciosidade em meus braços, ouvi o suspiro de encantamento de Emm quando a pequenina abriu o sorriso desdentado mais radiante que poderia existir

- Ela é a coisinha mais perfeita que eu já vi em toda minha existência — ele falou maravilhado quanto eu com o bebê em nossa frente.

_É sim_ concordei enquanto notava o medalhão que ela carregava enroscado em seu pequeno pescoço, o abri e dentro tinha uma bela foto de família com uma mãe sorridente, um pai orgulhoso e uma bebê feliz que era a mistura perfeita do casal.

_ Te amamos até a lua ida e volta, pequenina Juno. Mamãe e Papai _ li em voz alta a inscrição no medalhão e olhei para Emmett, imaginando como uma criança obviamente tão amada veio parar em uma floresta escura e fria sozinha.

_Cuide dela, eu já não posso_ disse Emmett apontando para a manta que a mantinha em um casulo quente, naquele momento a pequena Juno exigiu minha atenção ao puxar meu cabelo, quando voltei a olhar em seus belos olhos eu soube que a partir de então eu viveria para protege-la e ama-la como os pais dela já não podiam.

Notas finais
E ai o que acharam? Gostaram? Odiaram? Devo continuar? Conversem comigo.
K. Vieira