Destinação

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Feliz Natal pessoas! Desculpa a enorme demora pra postar mas é porque eu viajei mais do que o esperado. Vou postar o tanto de capítulos que der agora para saciar esse tempão que não postei. Boa leitura, folkers!

POV Justin

Saímos do meio da avenida e fomos para o loft. Brian não me largou a nenhum momento, provavelmente com medo de me perder novamente de vista. Após ele fechar a porta e me soltar, passei uma vista rápida no lugar que eu sempre vou considerar o principal de tantas fodas entre nós. Sorri com o pensamento e me virei tirando a camisa, indo em direção a geladeira, pegando a garrafa de água e bebendo um pouco, depois derramando o líquido sobre mim como Brian, que estava assistindo a cena com êxtase, havia feito anos atrás.

Ele chegava perto de mim, como se quisesse repetir como tudo começou em minha primeira vez com ele. A essa altura não nos permitimos falar nada, apenas agir. Já completamente nu, fiz sinal com a cabeça e abri meus braços de forma glamurosa para o mesmo. Ele se aproximava de mim exatamente com a mesma expectativa que eu já havia sentido naquele momento. Até que mordi no pescoço e tudo veio de uma vez.

Ele me tocou da mesma forma e eu o beijei de forma intensa, quase urgente. Estávamos muito próximos e já pude sentir seu membro ereto roçando em mim. Arrancava suas roupas enquanto passava minhas mãos pelo seu corpo, explorando-a de forma hábil. Fomos caminhando quase correndo para a cama, onde ele deitou e logo me posicionei em cima dele, começando a masturbá-lo logo em seguir. Ele fechava e abria os olhos.

Brian continuava lindo, não mudara quase nada, só algumas olheiras que ameaçavam aparecer mas nada que fosse realmente gritante, afinal ele cuidava dos pequenos detalhes para não aparecer com nenhum tipo de defeito na aparência, sorte a minha de ter facilidade em perceber as coisas. Ele sempre seria transparente para mim. Ouvia seus gemidos, era como se nunca tivesse sido masturbado na vida, parecia que não tinha transado com muitos caras nos últimos tempos. Isso não era bem o Brian Kinney que eu conheço. Apenas ignorei essa hipótese e sai do transe devidos aos gritos de Brian, indicando seu ápice a seguir. Sentia seu esperma quente entre meus dedos e me senti na vontade de passar a língua em volta da cabeça de seu membro pulsante. Seu gosto estava delicioso, como sempre.

– Não perdeu sua experiência, sunshine! — Ele sorriu de lado, meio ofegante, me puxando para uma aproximação.

– O mestre me ensinou para nunca mais esquecer. — O beijei de forma carinhosa, rocei meu nariz no dele e aspirei seu aroma. Que saudade desse aroma.

Ele apertou minha cintura e a esquivou junto com o meu corpo para o lado, ficando em cima de mim. Se aproximou do meu rosto e me fitou como aquele olhar que eu conhecia bem, o olhar de desejo que eu tinha certeza que ele apenas sentia comigo verdadeiramente. Pousou a cabeça para o lado e mordeu minha orelha da forma que me fazia sentir tamanha excitação. Fechei meus olhos e apenas me permitir sentir sua língua trilhando meu corpo como só ele sabia fazer bem. Quando finalmente chegou ao meu pênis, Brian usou e abusou de suas mãos misturadas a sua boca magnífica. Não demorou muito para meu orgasmo chegar em meio a gemidos.

Logo em seguida, ele sorriu como nunca e eu apenas retribui, com o sorriso que eu via ele ficar estático. Não poderia estar mais feliz na presença do homem que eu amava. Cada parte de mim implorava por Brian e ele sabia disso. Deus, como eu estava dependente dele para as coisas. Precisava dele dentro de mim para sentir todo o pouco que faltava para completar esse momento, para acreditar que tudo isso era mesmo real. Lancei um olhar para ele e como se tivesse decifrado este olhar, ele pegou uma camisinha e me deu, coloquei nele e o mesmo pegou o lubrificante, usando-o como de costume.

Senti-lo novamente dentro de mim, causava-me emoções que eu nunca seria capaz de explicar, apenas me sentia completo novamente com ele. Isso sempre me fazia lembrar tudo que passamos, aumentando cada vez mais a necessidade um do outro para sentir total complexitude. Brian me olhava com um misto de luxúria, prazer e felicidade, tanto que seus olhos brilhavam no meio escuro em que estávamos situados. Como que sincronizados, gozamos juntos pela primeira vez em tempos.

Ele se aproximou lentamente do meu rosto e me beijou com tal vontade que senti um arrepio e retribui o beijo da mesma forma, alisando sua nuca e o puxando mais pra mim. Queria senti-lo o máximo possível.

– Eu te amo. — Admiti sem nenhuma hesitação da reação dele. Eu precisava dizer isso para o mesmo enquanto sentia sua respiração perto da minha. Isso tudo era apenas verdade.

– Eu te amo. — Após dizer as 3 palavras que me fizeram sorrir de orelha a orelha, ele se aproximou e me selou novamente nos lábios. Após um longo suspiro, ele voltou a falar. — Eu senti sua falta. Eu chamava por você todos os dias depois que se foi. Eu precisei de você todo esse tempo. Eu.. — Não deixei ele continuar falando, ele finalmente admitira o que sentia para mim, em vez de tentar esconder. Coloquei meu dedo em seus lábios.

– Eu estou aqui agora e isso não vai mudar a não ser que eu ou você queira. — Anunciei e ele apenas me pegou em seus braços, me apertando reconfortantemente. Assim, não tardamos a pegar em um sono.

POV Jones

Além de ter me dado um fora depois de me foder, ele ainda foi com o tal do Kinney para algum lugar que eu não estava nenhum pouco interessado em saber. Era estranho ver os dois caras que tu ficou se pegando na rua. Mas eles não estavam se pegando, eles pareciam um tipo de.. casal. Estavam se abraçando e rindo como se fossem namorados ou algo assim. Será que..? Brian falou que não transava com um cara duas vezes, mas ele parecia estar feliz com aquele garoto, o.. Justin, é. Seja como for, vou arriscar que há um sentimento entre eles dois e se algo acontecer com Justin, Brian irá surtar ou algo do tipo. Está ai uma bela vingança para o rei das fodas.

Me esquivei um pouco para o lado, mexendo os quadris. Justin realmente conseguiu fazer meu traseiro doer. Ou poderia ser psicológico, já que me encantei com ele e o queria dentro de mim como ninguém. Mas não, não estou apaixonado, isso é besteira, eu apenas sou a favor de um sexo bem feito. É tudo.

POV Brian

Pisquei os olhos várias vezes e abri meus olhos devagar, estava claro e por isso já estava de manhã. A primeira imagem que vejo é a de Justin dormindo profundamente ao meu lado. Finalmente pude perceber o quão ele estava realmente bonito. Seus cabelos pareciam estar mais brilhantes, sua pele refletia a luz que vinha da janela e o rosto com feições perfeitas se fazia mais presente a cada segundo. Acariciei seus fios loiros enquanto ouvia sua respiração suave. Beijei o alto de seu cabelo e o fitei se mover pela cama, encontrando meu olhar logo em seguida.

– Hey.. — Disse ele com seu sorriso que iluminava ainda mais a minha vista.

– Hey.. — Me aproximei do mesmo e o beijei nos lábios por instantes. Sentia falta de como era bom acordar ao lado dele novamente.

O fitei enquanto se levantava e me chamava com um gesto de cabeça para um banho, o banho que costumávamos ter juntos, e então entendi. As coisas iriam esquentar logo no começo do dia, como uns meses atrás.

O ensaboava por inteiro e me concentrei na beleza estonteante que estava a minha frente. Justin estava de volta e estava bem aqui, comigo, novamente. Minha vida estava frenética desde quando ele havia ido embora, e desde então tenho sido mais estranho do que de costume. Não sei mas posso ter me acostumado demais e começar a agir diferente, sorrir mais, abraçar mais, ser mais e mais mente aberta com as coisas. Ou não. Algo se perdeu em mim, me fazendo ter pensamentos e atos opostos do que eu sempre tive e, Justin o levou consigo.

Não demorou muito para ele me tirar dos pensamentos e iniciar um beijo cheio de desejo. Por sinal iríamos foder ali mesmo, no chuveiro. Algo ali era memorável, todas os momentos de conversas com ele foram entre essas gotas de água que caíam. Espero que o meu twink fique por um bom tempo por aqui, não queria que isso se fosse em um estalar de dedos.

POV Justin

Havíamos acabado de terminar a terceira "rapidinha" necessária para unir nossos corpos em um só. Não me cansava de ter e sentir Brian dentro de mim, se pudesse sentiria isso para sempre. Estava deitado em seu peito, ouvindo sua respiração ofegante e seu coração bater ritmadamente. Levantei minha mão e direcionei a mesma para o rosto dele, limpando o suor entre seus fios castanhos que colavam na sua testa.

– O que faz em Pittsburgh? Ganhou um feriado estendido? — Ele questionou ainda com dificuldade na respiração.

– Tipo isso.. — Respondi sem pensar. Com certeza essa resposta não iria convencê-lo. — Eu consegui um bom bocado com alguns dos meus quadros e aqui estou. Falei com o Sr. Louvier e ele disse que poderia fazer isso em nome do trabalho duro que faço por lá, como uma espécie de agradecimento.

– Você nem precisou chupar o velho pra isso, meus parabéns! — Disse com seu sorriso de triunfo fingido. Instantes depois ele ficou sério. — Ou precisou? Ele ao menos tem um pênis?

Soquei o braço dele e balancei a cabeça risonho, sentia falta dessas "brincadeiras" fora de hora que ele fazia também. Na verdade, tudo nele me fazia falta. A quem eu queria enganar?! Brian Kinney sempre seria o dono dos meus maiores desejos, acontecesse o que acontecer.

– Conseguiu muitas contas para a Kinnetik nesses últimos tempos? — Perguntei por curiosidade. Queria saber realmente se ele estava conseguindo se virar bem por aqui. Aparentemente tudo estava bem, mas as aparências enganam e com Brian então... rs.

– Ahn... É, consegui sim. Clientes de variados lugares. Estou viajando mais do que nunca agora. Kinnetik está crescendo cada vez mais e isso é algo bastante positivo para os negócios. Estou na posição do Chefão. — Deu uma importância maior quando disse 'chefão'. O que seria dele sem poder se vangloriar do seu cargo de vez em quando?! Ele ainda era ele afinal das contas e isso era ótimo. Porém, ele estava um pouco.. diferente desde quando me viu. Isso é algo que eu não deixei passar de jeito algum. Precisávamos conversar a respeito, não quero nada e nem ninguém estragando ele; antes que eu tivesse oportunidade de começar a conversa o seu telefone tocou.

– Alô? — Brian atendeu. — Sim, é ele. Quem fala?.. Ah, Whickler!.. Estou ocupado hoje.. Não te interessa.. Quem?.. Justin?.. Foda-se! — E desligou o celular jogando-o em cima da cômoda com mais força do que o necessário.

– O que foi, Brian? — Perguntei sem entender nada.

– Pelo visto já deve ter conhecido bem o Whickler. — Falou em tom seco. Isso foi bem mais do que uma suposição. Nada normal já que ele nunca se irritou com nenhum cara que eu já fodi. — Como foi? Ele foi bom? Influenciou sua cabecinha loira? — A essa altura ele já havia levantado e ido até a estante pegar um copo de whisky.

– Que Whickler? Do que você tá falando? — O segui.

– Do cara que você fodeu ontem a noite. Ou será que foi fodido? — Ele levantou a taça como em brinde.

– Ele é o Whickler? Ah! Eu queria ele e ele me queria. Fodemos atrás do bar que ficava ao lado do Woody's.. Mas qual é o problema agora, Brian? Você nunca reclamou ou ironizou nada de nenhum cara com quem eu fodi. Porque isso agora? — Respirei fundo e o encarei nos olhos. Ele estava estranho mas isso o acusou demais.

– Eu vou pra Babilônia e quanto a você.. Faça o que quiser. — Colocou o copo na estante, pegou a jaqueta inseparável e saiu pela porta sem dizer mais nada.

Fiquei sem chão. O que diabos estava acontecendo com Brian? O que esse tal de Whickler tem haver comigo e com ele? Quem é ou o que é esse cara? Apenas sei de uma coisa. Iria descobrir isso e seria agora. Me vesti novamente e sai pela mesma porta, determinado a desvendar tudo isso em uma só noite.