Después del fin del mundo
1 Único
Notas iniciais
:- E temos mais uma pergunta de um fã, tudo bem?
:- Claro que venha. – sorriu simpática antes de tomar sua água para conter sua sede a sensação de boca seca.
:- Se após do fim do mundo sobrevivesse apenas um casal, você e o amor de sua vida, quem seria esse homem? E onde vocês estariam? – escutou a voz do repórter e sentiu um nervosismo percorrer nas veias, tanto que fez uma careta por conta da pergunta.
:- Pois.. que pergunta difícil. – disse coçando a cabeça e pensando na resposta, mesmo que ela negasse estava completamente sem graça. – Creio que...
O repórter mesmo se divertindo por ver a jovem cantora com vergonha e por isso resolveu ajuda-la, até por que ele tinha pouco tempo para terminar sua entrevista com ela.
:- Seu namorado, verdade? – sugeriu.
Ela sorriu, como se um estalo em sua cabeça surgisse e as ideias antes emboladas começassem a seguir um caminho coerente, não podia sequer dizer o que se passou em sua cabeça naqueles poucos segundos refletindo sobre a pergunta sagaz.
:- Claro! – Exclamou e logo recuperada, continuou a falar. – Mas, acredito que essa é uma pergunta difícil escolher só uma pessoa, por que o mundo não vai acabar. – riu sem graça contornando sua situação. – Eu pelo menos não acredito.
Não demorou para que o dia de trabalho terminasse e ela já se encontrasse em seu quarto de hotel e apesar de estar complemente esgotada, não conseguia dormir como se deitasse e Morfeu simplesmente não viesse visitá-la.
Isso até ela sentir que finalmente pegou no sono, mas era tarde demais. Para tudo. Por que tudo tinha acabado. Sentiu dor em seu corpo inteiro, escutou gritos, barulhos ruídos, sentiu seu corpo tremer violentamente. E a sensação era de terror por não conseguir se mover e sequer abrir os olhos depois que tudo tinha se tornado obscuro por completo ela sentiu uma claridade invadir seus olhos e conseguiu os abrir, mas se arrependeu logo em seguida, tanto que os fechou imediatamente.
Se concentrou e abriu novamente e piscou várias vezes até se localizar, estava vendo o céu azul cheio de nuvens, quis se levantar, mas seu corpo inteiro ainda doía, além disso sentiu ele coçar como se... Tivesse areia espalhada por toda sua extensão. Quando levantou suas mãos e conseguiu enxergar que elas estavam sujas de areia.
Quando conseguiu se levantar, sentando-se se assustou. Estava numa praia deserta e completamente bagunçada com várias árvores caídas. Como é que ela foi para numa praia?
Não teve tempo de pensar bem sobre isso por que escutou um barulho de galho quebrando e viu em sua esquerda havia uma floresta que parecia ter surgido dali, do nada. E se surpreendeu com o que viu.
Ele foi saindo e caminhando como pode, não existia absolutamente ninguém não adiantava procurar mais. Parecia que estava sozinho no mundo inteiro, agora só sentia vontade de deitar, em qualquer lugar, por estar cansado demais. Caminhando pesadamente de cabeça baixa, o que mais ele poderia fazer?
Se aproximando mais da praia levantou a cabeça para ver onde deitaria, assim foi que ele viu ela sentada completamente assustada o encarando desacreditada. Ele também parou de caminhar, ficou horas e horas procurando por alguém e agora que já não tinha mais esperança, encontrou sem sequer buscar.
:- Dulce! Como é bom ver você! – exclamou verdadeiramente feliz por encontrar, não apenas uma pessoa, mas ela. Correu até seu encontro e sem se conter lhe deu um abraço apertado.
:- Poncho?! O que você está fazendo aqui? – ela perguntou sentindo ser esmagada por ele.
:- Eu não sei! De repente estava em casa e lembro de ver a data, tudo estava normal não era para ter acontecido nada. Só que foi tudo de repente, quando fui me dar conta estava aqui sozinho. – ele começou a contar num desespero por reviver momentaneamente tudo o que tinha passado. – Busquei qualquer pessoa durante horas e quando já não tinha esperança e você apareceu. – Ele sorriu para ela.
Que continuava sem entender nada, como é que foi parar numa praia, deserta e devastada parecia que um tsunami tinha invadido e destruído tudo, e ainda mais encontrar Poncho no mesmo lugar que ela, assim descontrolado.
:- Você sabe o que está acontecendo? Eu simplesmente acordei aqui e meu corpo inteiro dói como se eu tivesse...
:- Passado pelo fim do mundo? – ele completou mais sério e ela parou com o que dizia, o que tinha acontecido com Poncho? Tinha batido a cabeça?
:- Poncho... – ela negou desacreditada.
:- Por que foi isso que aconteceu Dulce! – ele ficou descontrolado de novo, se levantou e começou a andar em círculos. – O fim do mundo aconteceu e parece que somos os únicos sobreviventes. Por Deus não sentiu seu corpo tremer absurdamente? Sente ele doer como se tivesse sentido as dores das pessoas indo embora?
Aquilo não estava acontecendo com ela, não poderia ser, não fazia sentindo algum. Mas, como explicar ela estar com o corpo todo doendo, numa praia com Poncho sem controle e não falando nada coerente? Não conseguia se lembrar de nada, tinha que forçar para que suas lembranças surgissem.
Se após do fim do mundo sobrevivesse apenas um casal, você e o amor de sua vida, quem seria esse homem? Onde vocês estariam?
Arregalou os olhos!
Isso não poderia ser verdade, se lembrou não apenas da pergunta, mas também dos pensamentos que teve, involuntariamente pensou nele. Sem querer logo tentou fugir de seus pensamentos só que mais lembranças deles juntos surgiram uma atrás da outra.
:- Não, isso não pode ser real. – ela se apoiou no chão de areia do seu lado, sentindo dor ao se levantar.
:- Eu também demorei a acreditar. – Poncho a olhou como se a entendesse. – Acho que devemos sair e procurar algo para comer. – ele olhou para cima para o céu.
:- Só pode ser um sonho maluco tudo isso.
:- Sonho ou não, resolve se você se der conta de qual é sua realidade. Vem Dulce, temos que ficar juntos, não sabemos o que nos espera.
Dulce ficou olhando ele caminhar para o outro lado do qual veio, parece que sabia o que estava fazendo, caminhando o que pareceu horas e nada de encontrar algo para comer e mesmo alguém. Ela já tinha se conformado o fim do mundo tinha acontecido e ela e ele haviam se tornado numa espécie de Adão e Eva, estavam em alguma praia de Cancún, porque reconheceria aquele lugar como se fosse a palma da sua mão.
Fazia meia hora que estavam discutindo, ela queria parar de andar, ele queria continuar por que sabia que tinha um lugar onde encontrariam algo para comer. Os dois estavam certos, quando ela parou de andar foi quando ele encontrou várias frutas numa espécie de floresta.
Devoraram as frutas sem conter a fome que era imensa, os corpos estavam exaustos.
:- O mundo que conhecemos pode ter acabado, mas nós dois sabemos a importância que tem o fogo. – ele disse voltando para onde ela estava deitada descansando. – e ainda mais a importância de um isqueiro. – comentou contente acendendo o objeto, esquecendo que estavam brigados por terem discutido.
:- Onde encontrou isso? – ela perguntou surpresa.
:- Ali. Naquela cabana de madeira. – ele apontou para trás dele. – Vem, vamos nos abrigar lá. – ele deu a mão para ela tomasse coragem de sair dali.
Foram até lá e surpreendentemente lá dentro tudo estava intacto, era tudo simples feito de madeira ou material natural. Parecia que ali vivia um casal, por que encontraram roupas limpas e brancas masculinas e femininas, encontrando água limpa cada um na sua vez tomou um renovador banho.
Próximo a cabana quando já era noite e Poncho conseguiu fazer uma fogueira com o isqueiro, os dois estavam em silêncio ali. O céu estrelado absurdamente lindo, o mar calmo e a fogueira quente e acolhedora.
:- Talvez a culpa disso tudo seja minha. – Dulce disse abraçando mais o corpo, estava de regata e short branco.
:- Você é a culpada pelo fim do mundo? Que poderosa você é. – ele riu enquanto apoiava os braços em seus joelhos. – Pelo o que eu saiba quem previu o fim do mundo foram os maias.
:- O que estou querendo dizer é que, nessa situação, eu sou culpada. Me fizeram uma pergunta e eu sem perceber desejei tudo isso.
:- Tem que ser mais clara, eu não ando bem da cabeça desde que a bati. – ele comentou realmente confuso.
:- Me perguntaram se o mundo acabasse e tivesse que estar com alguém eu pensei em você. Por que malditamente quando ainda namorávamos tínhamos comentado algo semelhante a isso.
:- Hm. – ele se limitou a comentar com esse som. Sabia que não agradava a ela estar ali com ele, ou pelo menos demonstrava isso. – Você desejou passar o fim do mundo comigo?
:- Pior que isso. Eu desejei passar o pós-fim do mundo. – ela disse irritada com os seus desejos anteriores.
:- Você ainda não superou nossa última discussão, verdade? Não precisa ter tanto rancor ao falar que eu contraditoriamente seria a última pessoa que você quisesse viver o pós-fim do mundo.
Ela retrucaria aquela mentira, óbvio que ela tinha superado a última discussão deles, se não tivesse sequer respondias as mensagens e provocações que ele mandava via Twitter e SMS. Mas, quando ela virou de lado para encará-lo tomou um susto.
:- Poncho! – ela exclamou.
:- O que foi? – ele também virou e também ficou assustado.
:- Você está...
:- Você também...
Cada um passou a olhar o próprio corpo até onde podiam para comprovar que aquilo estava acontecendo mesmo, talvez Deus tivesse entediado e depois de acabar com o mundo capitalista e imundo estava jogando com eles feito marionetes. Aquilo era impossível de acontecer. Eles estavam mais novos.
Ele tinha a aparência jovial de seus 18 anos, sem barba, sem entradas no cabelo, corpo magricelo, fino. A voz ainda estava em processo de engrossar. Já ela estava com a aparência de seus 16 anos, o cabelo liso grande o corpo diminuiu, os seios estavam em desenvolvimento, estava magricela. Eles voltaram a ser adolescentes.
:- Como isso é possível? – Dulce desacreditava ainda olhava para os seus braços.
:- Devemos está numa espécie de purgatório ou alguém está brincando conosco. – ele tocava com a palma da mão seu rosto liso sem barba. – Além do seu corpo, você esta sentindo isso também?
:- O que? – ela perguntou assustada.
:- Os sentimentos. – ele olhava para a areia se concentrando melhor. – Como se eu sentisse tudo aquilo que sentia aos 18 anos, mas ainda sou o Poncho de 29. É assustador, mas ainda assim fascinante, como se reencontrar com si mesmo.
Ela escutava o que ele relatava, mas estava centrada em sentir o mesmo, o que de fato aconteceu, assim como ele falou. Ainda era a mulher de 27 anos, mas podia sentir tudo que sentia aos 16. Era algo de espírito ou de alma, só poderia ser.
Aquela sensação era única e se fosse vivida antes, como aumentava o desejo de querer mudar, se o homem e a mulher pudessem ensinar ao garoto e garota, os poupariam de tantas decepções e até mesmo alegrias.
:- Só podemos estar numa espécie de céu. – ele disse ainda assustado e fez ela rir involuntariamente, aquele comentário era tanto do homem de 29 quanto do garoto de 18.
Quando se olharam aconteceu algo mágico e desesperador, sentiram novamente e assim como da outra vez, a primeira, não saberiam definir. O garoto de 18 se apaixonou pelo olhar da mulher de 27 e a garota de 16 pelo homem de 29!
E dessa vez eles sentiram a mudança, estavam se encarando ainda perplexos mudaram na frente um do outro.
Agora estavam com corpos mais encorpados, ainda assim jovens. Ela ainda tinha o cabelo grande, mas tinha mechas azuis e ele tinha luzes nos cabelos. Naquele instante perceberam que não existia tempo, eles estavam com os corpos e as almas de quando namoravam.
Todos os sentimentos voltaram a sentir, a intensidade, a inexperiência, o medo, insegurança, mas principalmente o amor, estavam presentes ali.
Se deram conta aquele instante o que o tempo na vida e na terra os fizeram esquecer, o amor que os arrebatou maldosamente para o melhor e o pior deles mesmos. Era algo inexplicável, não conseguiam mudar o olhar.
Foi olhando nos olhos ou seria na alma? Um do outro que viram o amor que permanecia vivendo entre eles, se classificar. Real. Um amor realista, onde ambos sabiam que ele era tão grande que não cabia no momento profissional que viviam, abusava de um realismo que não sabiam diferenciar ponto final de uma vírgula, aquele amor racional que machuca.
Ele na frente dela envelhecia passou a ter os cabelos raspados até eles crescerem pouco a pouco até ficarem bem grandes, a barba cresceu, as rugas se acentuaram, o corpo estava cada vez mais másculo.
Ela na frente dele teve os cabelos com mechas loiras, o cabelo mais curto e depois com mechas coloridas, passou a ficar avermelhado e seguiu esse tom, o corpo de mulher estava ali desenvolvido em cada curva, ás vezes mais magro e ás vezes mais gordo.
Foram se transformando fisicamente e emocionalmente até chegarem a sua forma “atual” ou que a essência demonstrava exteriormente. Tudo terminou com eles se encarando e respirando profundamente.
:- Eu tenho pena de você. – ele afobado disse sendo o primeiro a falar depois de muito tempo.
:- Por quê?
:- Você namorou um moleque. Imaturo. – ele abaixou a cabeça, por que estava falando de si mesmo e agora sentia até vergonha de algumas atitudes realmente infantis que a fizeram sofrer.
:- Também nunca fui fácil de lidar. – ela disse reconhecendo os seus erros. – Sente como se seu corpo estivesse em carne viva?
:- Como assim? – foi a vez dele de não entender.
:- Todas as feridas e cicatrizes foram abertas e escancaradas um para o outro, assim sem permissão. Você deve saber de sentimentos meus que lutei tanto para escondê-los.
:- Digo o mesmo.
Eles se referiam a todos os nãos que disseram quando deveriam dizer sim e a todos os sins que foram ditos quando o não era o mais adequado.
:- Eu daria tudo para saber o que é isso. – ele continuou a falar após um tempo. Ela ficou apenas o escutando, já não o olhava queria testar a si mesma se conseguiria tal ação brilhante. – Isso que acontece entre você e eu. Não deve ser algo desse mundo.
:- Me perguntava antes... – ela disse refletindo sobre o que ele acabou de falar. – Antes se existia algum lugar no mundo ou no tempo onde nós dois estivéssemos juntos, definitivamente.
:- Felizes?
:- Isso. – ela soltou num fôlego pequeno, não querendo dizer aquela palavra delicada e almejada, estava pensando justamente nessa questão.
:- Talvez no passado.
:- O mesmo não pode ser vivido. – ela disse olhando para ele, constatando um fato.
:- Talvez no futuro.
:- Isso não é possível.
:- É olhando para trás que sabemos os passos que vamos tomar adiante, para evitar erros futuros, os mesmos equívocos do passado. – ele estava distante, filosofando, assim era mais fácil falar desse tema, o relacionamento deles, sentia uma vontade louca de fumar.
:- Talvez você esteja certo.
:- Só da para saber vivendo, no final das contas não temos que fazer planos achando que nada pode mudá-los, existe algo escrito que é maior do que nós mesmos.
:- Para de falar evasivamente e seja mais direto.
:- Não adianta eu querer imaginar um futuro com você, sabendo que não fomos feitos para viver juntos, sabendo que posso me apaixonar por alguma mulher ou que você ame outro. Talvez apareça filhos ou algum trabalho tão importante que não nos deixe pensar sequer em nosso coração, já que a cabeça está ocupada.
:- Você fala isso por si mesmo. – ela queria dizer sobre os amores, sempre seria o amor que a moveria, sempre estava apaixonada não importava por quem ou pelo o que. Ela sempre estava, era o seu combustível.
O silêncio voltou a reinar depois que ele não respondeu mais ela, cada um estava absorvido em seus pensamentos, para falar a verdade estava pensando nos sentimentos que sentiram a pouco tempo, no passado sendo escancarado diante de cada um.
Mas, do que importa um passado se sequer um futuro eles saberiam que tinham?
:- Me conta um segredo? – ela perguntou sentindo a necessidade de escutar ele falar sobre os dois, ela superaria, tanto faz o que ele diria. Esperanças ou mortes.
:- Ás vezes quando tenho insônia eu ainda penso em você, se eu estou certo nas decisões que tomei com relação a você. – ele ficou terrivelmente em silêncio dava para escutar o barulho da brisa batendo e entrando em atrito com os corpos deles. — E são nesses momentos que essa foi a maior prova de amor que eu fiz por você. Deixar-te livre. Sua missão na Terra não é sofrer por um amor que não consegue ser vivido, você merece ser feliz.
Assim que escutou ela repetiu mentalmente cada palavra dele, queria guardar para si, aqueles dizeres. Ainda mais a maior prova de amor. Fechou os olhos para sentir a intensidade daquelas palavras.
Assim sentiu novamente os tremores, abriu os olhos e viu um buraco surgi na praia cada vez maior, uma ventania lhe cortava os sentidos. Poncho ao seu lado também estava assustado. O buraco estava maior e engolia a areia e a água do mar violentamente, o céu estava escuro parecia vir uma tempestade. A fogueira estava apagada, se levantaram imediatamente vendo a ventania se tornar tão forte ao ponto de se transformar num furacão destruidor levando consigo tudo que estava no seu caminho.
Ele tomou a mão dela e segurou forte mostrando que ficaria com ela não importava o que acontecesse com eles, ela olhou para ele com medo. Aquele realmente seria o fim. De tudo.
:- Dulce? Dulce? Dulce? – senti alguém me chacoalhar. E abri os olhos assustada sentindo meu corpo transpirar e eu respirar mais rápido. – Está bem?
:- O que? – olhei para ele, mas parecia que não o enxergava.
:- Você está bem? – ele se afastou para ligar a luz do abajur que ficava do seu lado da cama. – Estava tendo um pesado? – Rodrigo me olhou preocupado.
E eu consegui reconhecer aonde estava.
Em casa. Olhei ao redor, estava na minha casa em Los Angeles, não estava numa praia com Poncho depois do fim do mundo e absurdamente entrando num processo de metamorfose incoerente. Menos ainda estava no meu quarto de hotel em outro país terminando minha tour e trabalhando muito.
:- Acho que tive. – consegui contar, olhando para ele desnorteada ainda.
:- Você sonhou com o fim do mundo, verdade? – riu de mim. – Talvez não devêssemos mesmo ter assistido aquele filme dos fins dos tempos, justamente quando preveem o apocalipse. — Ele sorriu compreensivo e indicou a cabeça vendo na minha cômoda.
E eu olhei para o lado, vendo meu iPhone ali acomodado.
:- Pegue-o e veja a data, se certifique que não é o fim do mundo enquanto eu vou à cozinha pegar um copo d’água para você. – ele não me deixou falar mais nada, já foi levantando e saindo do quarto e eu fiz o que ele me pediu olhei o meu telefone, mesmo vendo a data de 22 de dezembro, fiquei mais assustada com outra coisa.
Assim que Rodrigo voltou com o meu copo de água, desliguei meu celular e o deixei na cômoda, para pegar a água e tomar ligeiramente.
:- Vai com calma.
:- Estava com sede, obrigada! – deixei de lado.
:- Está mais tranquila tudo já passou?! – Me perguntou já se deitando e me puxando para dormir abraçada com ele.
:- Passou. Como você me disse foi só um pesadelo com o fim do mundo.
:- Tudo bem, boa noite então, eu te amo. – ele deu um beijo no alto da cabeça dela e voltou a apagar a luz do abajur.
:- Boa noite, eu também. – respondi a ele.
Se passou um tempo e eu não conseguia dormir, para variar estava com insônia, olhei mesmo com o quarto escuro o meu celular, me lembrei do meu pesadelo do final dele e forcei meus olhos me reprimindo, não deveria.
Antes que Rodrigo voltou para o quarto estava lendo a mensagem de Poncho. Perguntei a ele se o mundo acabasse ontem qual lugar ele queria passar o fim do mundo e ele me respondeu que na praia. Mas, será que antes de dormir eu já tinha lido aquela mensagem ou só agora?
Conta um segredo como aqueles que nós vivemos juntos.
FIM.
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