Despertar de uma sub
70 Epílogo
Notas iniciais
Epilogo
POV NARRADOR
O amplo cômodo não tinha mudado, exceto por um novo e inusitado aparelho, que tinha a função de monitorar uma linda garotinha de cabelos ruivos cacheados que naquele momento dormia tranquilamente, colocado ao lado da cama, mas ainda assim Edward Cullen se pegou olhando para cada detalhe e percebeu que o via com outros olhos.
Na verdade, a diferença estava nele: a imensa mudança que Isabella tinha provocado sem nem mesmo perceber.
E, naquela noite, depois de uma longa espera ele poderia, finalmente, recompensá-la. Ao menos uma das facetas masculinas iria recompensar uma das femininas.
A expressão do Dominador, ele tinha certeza, era serena e não entregava nada, mas por dentro ele estava celebrando e a antecipação do que a noite reservava só tornava tudo deliciosamente mais excitante.
O Dom se permitiu um momento para se deliciar com o gemido suave da submissa e a expectativa evidente na feição feminina no momento em que ele terminou o laço que envolvia o seio direito.
Seria uma cena tão simples e, ainda assim, muito significativa.
Quase um ano tinha se passado, desde que a ruiva teve os seios presos da mesma forma, mas daquela vez, dentro do playroom pessoal do marido, não existiria pânico, dor excruciante ou nada além de muito erotismo e paixão. Edward estava mais uma vez, de uma forma que só ele seria capaz, curando algumas das feridas da mulher que amava perdidamente.
Ele deu dois ou três passos atrás e gastou um bom tempo admirando a obra-prima a sua frente. Ela sempre estava bela aos olhos dele, mas naquele momento — com os seios firmemente presos por uma corda e sendo projetados para frente, a pele translucida brilhando à fraca luz que iluminava o playroom... Os mamilos completamente excitados e as costas arqueadas a faziam parecer ainda mais voluptuosa do que ela realmente era — ela estava de roubar o ar.
Mestre Cullen observou as mãos unidas e amarradas aos tornozelos, que também estavam vinculados a um espalhador de joelhos para manter a doce intimidade da sub sempre aberta e disponível... Para ele.
Ela estava ajoelhada ao chão e o olhava com fome evidente, mas ela não disse absolutamente nada porque ele não tinha lhe dado permissão para falar. Deus! Ele simplesmente amava o incrível controle que tinha sobre ela e a forma como a relação que mantinham apenas tinha evoluído nos últimos doze meses.
Por isso ele tentava, sempre, honrar o poder que ela, de bom grado, colocou em suas mãos e a respeitava completamente, mesmo enquanto a controlava da maneira que julgasse melhor.
Mantinham um relacionamento atípico e que, talvez, o restante do mundo fosse incapaz de compreender, mas o fato é que a submissão de Isabella aliada a dominação de Edward só fazia com que o relacionamento dos dois se tonasse cada vez mais intenso e verdadeiro, se comparado a frágeis relações que muitas vezes eram encontradas no mundo baunilha. E o melhor de tudo é que podia tê-la sempre, mesmo quando não tinha uma coleira ao redor do pescoço esguio. Com ela, o que ele julgava impossível tinha acontecido: tinha, vivia, o melhor dos dois mundos.
Sem ser capaz de se conter, Cullen se perdeu no intenso olhar da esposa e sorriu para ela. Era um sorriso de incentivo e, ainda assim, repleto de promessas.
Quebrando o encanto, ele desviou o olhar e se concentrou em abrir uma das muitas gavetas e encontrar os instrumentos perfeitos para noite. Escolheu quatro prendedores negros e mostrou a ela apenas porque sabia que a visão a deixaria ainda mais excitada. O suspiro feminino confirmou a teoria do Dominador.
Abrindo uma nova gaveta, ele alcançou um dos vibradores novos que adquiriu pensando nela e então se voltou para a submissa que o aguardava ansiosamente.
Delicadamente, ele colocou um prendedor acima e outro abaixo de ambos os mamilos. Ela gemeu baixinho, deixando-o saber que a dor que corria a partir dos seios fartos estava despertando todo o corpo voluptuoso.
Ele sabia que ela se sentia, realmente, viva quando podia sentir a dor correndo através do corpo, especialmente por saber que o prazer que se seguiria, em breve, seria mais do que intenso.
Ela suspirou e se entregou, sabendo que estava, perfeitamente, segura e que o Mestre estaria cuidando bem dela.
Edward, então, se ajoelhou e passou a lamber os mamilos intumescidos, os deixando úmidos, enquanto provocava arrepios. Depois de um tempo, se afastou apenas o suficiente para beijar os lábios cheios – apenas porque não conseguia se manter longe deles – e depois, rapidamente, se colocou de pé novamente.
Manipulou o vibrador com o olhar atento da submissa sobre tudo o que fazia. Os dois completamente cientes de que o longo tempo que passaram afastados de um playroom tornaria a experiência ainda mais intensa.
Ele posicionou o brinquedo sexual diante da entrada úmida da esposa, apenas o início e deixou o resto por conta da ruiva. Queria ver até onde ela iria.
― Use os seus joelhos para sustentar o peso de seu corpo. ― Disse suavemente. O tempo havia lhe mostrado que a segurança com que falava a deixava, sempre, mais tranquila. ― Vamos fazer isso devagar. Por quanto tempo você vai conseguir aguentar sem afundar contra o seu novo brinquedo?
A única resposta da submissa foi a respiração se tornando cada vez mais irregular. A combinação da estimulação em sua vagina com a dor em seus seios, só intensificava o prazer.
Logo os gemidos deixaram de ser apenas suspiros inaudíveis e preencheram o quarto quando Cullen liberou a pele dos seios do aperto dos prendedores. Ele sabia que ela adorava a sensação de sentir o sangue voltar a correr pela área antes presa. Era intenso e as reações femininas eram esplendorosas... A visão mais erótica que um homem poderia ter e era toda de Mestre Cullen. Apenas dele.
Isabella sempre tinha sido bastante transparente e ele poderia lê-la com um livro, por isso sabia que um orgasmo estava nascendo dentro dela.
As pernas femininas estavam cansadas e, embora ela tenha lutado contra, o Dom pôde vê-la abaixando os quadris um pouco mais de encontro ao vibrador. Apenas alguns poucos centímetros escorregaram para o interior, mas a testa dela se franziu quando ela se concentrou em tentar ficar a cima do vibrador como o Mestre tinha ordenado. Os minutos voaram e a força de vontade da submissa desvaneceu e ela liberou a tensão em suas coxas, finalmente cedendo, engolindo lentamente o brinquedo com a boceta molhada.
Edward assistiu ao espetáculo com um sorriso, amando ouvir cada um dos suspiros que ela emitia sem nem mesmo perceber.
Sem conseguir se manter afastado, se ajoelhou atrás dela e a envolveu com os braços, o abdômen masculino mantendo-a presa com força. Suavemente, passou a distribuir beijos por um ombro tenso.
Com a mão, o moreno afastou o cabelo rubro e o segurou firmemente. Logo em seguida, puxou a cabeça da ruiva para trás e mordeu o pescoço delicado. Marcá-la era, e sempre seria, um impulso do qual ele não conseguia se livrar. Ela gemeu, pela dor e pela surpresa, mas eram gemidos de prazer. Tudo o que Edward causava, para ela, era sempre prazer.
Ele usou a outra mão livre para distribuir leves tapas pelas coxas da submissa e sentiu o corpo pequeno estremecer, mas ela não reclamou. Era uma boa menina, apreciando – como ele sabia que ela faria – algumas palmadas.
Ainda com o cabelo longo firmemente preso entre os dedos, ele virou a cabeça da ruiva para o lado e voltou a atacar os lábios dela. A resposta feminina ao beijo foi apaixonante! Essa era a maneira que Bella tinha, naquele momento, de deixar o marido saber que ela amava todos os momentos que passavam juntos, dentro e fora de um playroom.
Ele voltou a atingi-la com uma sonora palmada no momento em que ela deixou os lábios masculinos em busca de ar.
― Me diga, pet[1], você gosta da dor? Gosta da dor que eu posso causar?
― Oh, sim, Mestre! ― Ela respondeu e ele não conseguiu ouvir nada além de sinceridade na voz necessitada.
― A minha gatinha gostaria de um pouco mais? ― Provocou.
― Sim, Mestre! ― Isabella não teve nem mesmo um segundo de hesitação. – Por favor!
Com um sorriso, Edward desviou a próxima palmada até a boceta exposta, assim como começou a beliscar os mamilos já sensíveis. Puxou, um de cada vez, mesclando os movimentos com os tapas sobre a intimidade feminina, até que os gemidos da submissa o fizeram perceber que ela estava chegando perto do seu limite.
Ele diminuiu a intensidade com que a manipulava, mas empurrou o pequeno e perfeito corpo em direção ao chão, fazendo com que todo o vibrador se enterrasse dentro dela, manipulando a ponta para aumentar a intensidade da vibração.
― Oh, Deus! ― Ela gritou.
― Deus não tem nada com isso, Isabella. – Ele disse com diversão e começou a desatar as cordas que prendiam os seios fartos que já estavam há muito tempo presos, já que ele não tinha nenhuma intenção de transformar a cena em qualquer coisa que não fosse prazerosa para ela. ― Sou apenas eu... Te fodendo como você gosta.
Ela soltou um suspiro de alivio e contentamento quando os seios saltaram livres e o Dominador passou a massageá-los lentamente.
Se entregando a todas as sensações, Bella balançou o quadril sobre o brinquedo dentro dela.
― Eu posso gozar, Mestre? ― Ela pediu suavemente.
― Ainda não, meu anjo! ― Ele respondeu tranquilamente, mas sabia que se a estimulação continuasse, ela não seria capaz de se segurar.
Como a intenção não era que ela falhasse, Cullen inclinou a sub em direção ao chão e, com um movimento rápido, retirou o vibrador de interior esticado e encharcado e se deliciou com o resmungar que indicava que a sua gatinha sempre desejaria mais. Ele levou o brinquedo até a os lábios femininos e ela o lambeu como se nunca em sua vida tivesse provado néctar mais doce.
As reações espontâneas e apaixonadas dela só excitavam o Dominador, cada vez mais.
Ele apanhou um dos travesseiros dispostos sobre a ampla e intocada cama e acomodou o rosto delicado sobre ele, deixando-a completamente empinada e exposta.
Apreciou a imagem do traseiro exposto e indefeso, sabendo que ela esperava que o membro rijo ocupasse o lugar antes tomado pelo vibrador, mas ele tinha outros planos. As nádegas firmes eram tentadoras demais para que ele conseguisse evitar a começar a bater, levemente, sobre a bunda empinada.
A cada nova palmada, Mestre Cullen aumentava a aspereza do toque até que tinha a pele, antes alva, ostentando um lindo colorido vermelho brilhante. A visão era divina.
― Oh, por favor, mais. ― Ela pediu.
Ele, propositalmente, ignorou que ela estivesse falando sem que ele tivesse feito uma pergunta direta ou tenha lhe dado permissão, porque sabia o quanto ela gostava que ele a atingisse a sua bunda dessa forma.
O ruivo podia ver a excitação feminina escorrer pelas coxas trêmulas e sabia que ela precisaria de algum alivio em breve.
As palmadas chegaram ao fim quando ele começou a sentir a mão ardendo e, com um sorriso travesso, o Dom admirou as marcas dos seus dedos na pele alva. Acariciou, suavemente, a área atingida por alguns segundos e em seguida, a tocou, exatamente, onde ela mais desejava.
Ela estava encharcada e não pôde conter o balançar involuntário dos quadris quando a mão masculina fez contato com a intimidade sedenta por atenção.
Ele a apertou contra si, percebendo que nenhum dos dois podia esperar mais.
― Minha gatinha ainda quer gozar? ― Sussurrou ao se posicionar diante da vagina estimulada e necessitada.
― Oh, sim, Mestre! Eu quero! ― A voz feminina soou como música para os ouvidos masculinos.
― Você pode gozar agora. ― Cullen respondeu baixinho ao mesmo tempo em que deslizava pelo interior apertado da submissa.
Ela gemeu com a rapidez com que foi preenchida, mas igualou o movimento dos quadris ao ritmo cadenciado do marido.
― Goza para mim, baby!
Ele puxou os cabelos castanhos e aumentou o ritmo com que se movia até que foi capaz de sentir os próprios músculos começarem a se contrair e deu boas-vindas a um poderoso e enlouquecedor orgasmo.
Ouviu os gritos de prazer de Isabella enquanto continuava a mover o corpo até que os dois alcançaram o ápice, ela antes dele.
Edward pôde ver o fruto do seu prazer escorrer da doce intimidade feminina quando, suavemente, deixou o seu calor e, por um segundo, se perguntou se tinham acabado de criar uma nova vida.
O pensamento o fez sorrir como um maldito adolescente apaixonado.
Ele se apressou em desamarrar os braços e pernas de Bella e a puxou para o colo, para que pudessem relaxar e curtir a maravilhosa descarga elétrica que acabara de passar pelos corpos suados.
Deslizou a mão pela pele macia das costas femininas enquanto sentia o peso do corpo leve sobre o seu e não conseguiu encontrar, na memória, um momento em que tenha se sentido mais realizado do que aquele que vivia.
A mulher que mantinha nos braços tinha lhe dado tudo com o qual sempre tinha sonhado: com amor tinha curado as suas feridas e permitido que ele cuidasse das dela; tinha preenchido a vida antes tão mecânica com genuína alegria; o tinha presenteado com total confiança, se submetendo aos prazeres masculinos, que também eram os dela; e juntos tiveram a dádiva de conceber e ter nos braços um anjo.
Por muito tempo, Mestre Cullen acreditou que não poderia ter o melhor dos dois universos, baunilha e BDSM; que precisava escolher e por isso se manteve, o máximo que pôde, distante de qualquer envolvimento emocional. Isabella Cullen, a sua gatinha, com paciência e perseverança lhe mostrou que ele estava, redondamente, equivocado.
Naquele momento, Edward ousaria dizer que nenhum homem, em todo mundo, se sentia mais honrado e feliz por ser obrigado a reconhecer que estava errado.
FIM
[1] Jogo erótico/sexual, a submissa se comporta como um bichinho de estimação do Dominador. Geralmente o animal é um gato ou um cachorro e as brincadeiras incluem o uso de utensílios como pratinhos, coleiras ou brinquedos.
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