Despertar de uma sub
39 Capítulo XXXIV
Notas iniciais
– Isso não é verdade. – Eu disse com convicção. – É possível. Veja Alice e Jasper e Rose e Emmett... E eu tenho certeza que existem outros casais por aí que conseguem. É possível se você encontrar a pessoa certa.
Ele voltou a se aproximar de mim.
– Por que você acredita que eu sou a pessoa certa?
Porque eu te amo! – Eu poderia ter dito.
– Talvez, eu não seja a pessoa certa para você. – Respondi melancolicamente.
Eu senti quando a mão de Edward procurou pela minha e a apertou.
– Se existe alguém com que eu poderia tentar e, talvez, conseguir é você.
Isso era o suficiente? Eu, honestamente, não sabia e essa questão, provavelmente, me faria perder o sono por muitas noites mais. Ainda assim, eu não lutei contra ele quando ele puxou o meu corpo para mais perto do dele.
Eu lhe cedi o meu lugar na poltrona e, em seguida, me acomodei sobre o seu colo.
– Você ainda a ama? – Questionei me aninhando a ele.
– Houve um tempo em que eu acreditei nisso.
– Você ainda a ama? – Voltei a perguntar.
– Eu nunca a amei, Bella. Hoje eu sei a diferença. Tudo o que eu sinto por ela é carinho e uma dose cavalar de culpa. Eu quero ajudá-la. Nada mais.
Eu recostei a minha cabeça em seu peito.
– Ela sempre vai ser um fantasma entre nós.
– Só se você deixar... – Ele sussurrou. – Eu não sei se isso, nós dois, vai dar certo ou não. Mas eu vou tentar com o meu melhor. O que mais eu posso fazer?
Você poderia me amar. Isso tornaria tudo mais fácil.
Obviamente, eu guardei o pensamento para eu mesma e o silêncio nos envolveu.
Minha mente, em nenhum momento, deixou de pensar em cada uma das palavras que ele me disse e no peso da sua revelação.
– Em algum momento você vai me dizer o que deixou de fora? – Eu sussurrei. – Eu sei. Posso ver em seus olhos que há mais para ser dito.
– Por que não basta o que eu disse? – Ele desviou o seu olhar do meu, mas me envolveu com seus braços. – Você queria saber porquê eu estava relutante em te dar mais. Eu contei.
– Mas não me disse tudo, não é?
Eu me remexi, fazendo com que nossos rostos ficassem praticamente colados.
– Por favor, Edward. Eu quero conhecer você. De verdade.
– Eu... Eu não posso. – Ele respondeu com a voz falha e o que eu imaginei jamais voltar a presenciar aconteceu. Seus olhos se encheram de lágrimas.
A única diferença dessa vez para a anterior é que ele me abraçou mais apertado, quase me roubando o ar.
Eu fiz o que desejei fazer quando nos deparamos com Jacob e Tania na saída do club. O consolei.
Eu ainda queria saber, obviamente. Mas o que quer que seja, o machucava e vê-lo ferido era tão ruim quanto permanecer, parcialmente, no escuro.
– Não precisa ser hoje ou agora... – Eu disse deslizando meus dedos por seu cabelo macio. – Mas em algum momento você vai ter que me dizer.
Ele escondeu o seu rosto na curva do meu pescoço.
– Se você esperar... Eu vou tentar.
Bom, uma tentativa era melhor do que uma desistência.
– Eu posso esperar. – Garanti. Por você, Edward, eu posso esperar.
Ele levantou o seu rosto e me fez fitá-lo. Eu odiei ver os olhos vermelhos e o caminho que as lágrimas fizeram por seu rosto. Mas perdi o fôlego quando ele encostou sua testa na minha e sua respiração atingiu a minha pele.
– Obrigado por me amar!
CONTINUA...
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