Despertar de uma sub
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Capítulo 07
Minha cabeça subia e descia acompanhando o ritmo da respiração de Edward, enquanto podia ouvir, nitidamente, seus batimentos cardíacos — tão descompassados quanto os meus.
Quando nossas respirações se normalizaram, o envolvi com meu braço, apertando meu corpo contra o dele.
Seu movimento foi tão rápido que só notei quando meu corpo voltou a repousar sobre o colchão macio. Edward por cima de mim, seu peso mantendo-me imóvel.
Suas mãos agarram, fortemente, meus seios e os apertaram. Seus movimentos não eram delicados, muito pelo contrário, eram precisos e fortes.
Quando seus dedos se fecharam em torno dos meus mamilos intumescidos, torcendo-os, fazendo com que eu me contorcesse sob ele; como reflexo, minhas mãos foram de encontro as suas e eu as apertei, tentando diminuir o ritmo de seus movimentos.
– Mantenha suas mãos afastadas, Isabella. – Sua ordem foi pontuada por um novo apertão, deixando meus seios ainda mais doloridos, deliciosamente doloridos. – Você não tem permissão para me tocar, hoje à noite.
Ainda me contorcendo, voltei a prender minhas mãos à cabeceira da cama.
–Assim... – Sussurrou em aprovação. – Totalmente a minha disposição.
Ele se curvou sobre mim e seus lábios se fecharam, urgentemente, em torno de um dos meus mamilos, chupando-o avidamente, deixando-o, cada vez mais, sensíveis.
Era tortuosamente delicioso.
Quando seus lábios me deixaram, apenas após conceder o mesmo tratamento ao meu outro seio – sedento por atenção, seus dedos voltaram a me atormentar.
– Eu quero marcá-la inteira. – Seu hálito atingiu, em cheio, a minha pele arrepiada, para logo em seguida, sugá-la.
A combinação de seus lábios e seus dedos me deixava completamente entregue e necessitada. Tanto que não saberia precisar se me contorcia e gemia pelo desconforto causado por seu tratamento impiedoso ou pela excitação esmagadora que emanava do meu centro pulsante.
Seus lábios continuaram a trabalhar, freneticamente, em mim, até que, segundo ele, eu tinha marcas suficientes – não só em meus seios – para me fazer saber a quem pertenço.
Como se fosse possível esquecer.
Edward sussurrou em meu ouvido:
–Fica ainda mais linda assim... Com minhas marcas em seu corpo.
Choraminguei pela perda de contato.
– Você gosta disso, Isabella?
– Sim, Mestre! – Respondi prontamente.
Suas mãos desceram por meu corpo, tocando levemente — levemente demais, minha intimidade, como se para comprovar por si só o que eu tinha acabado de afirmar.
– Oh, sim! Você gosta! – Seus olhos se fixaram nos meus e ele sorriu o meu sorriso torto predileto. – Você sempre está pronta para mim.
– Você sempre me deixa pronta.
Foi quase imperceptível, mas por um segundo, eu pude ver o brilho em seus olhos desvanecer, assim como sua cabeça ensaiar um movimento negativo.
– Eu posso fazer muitas coisas com você, Isabella. – Seu corpo libertou o meu e Edward rapidamente se colocou de pé. – E, eu vou começar, proibindo-a de vocalizar durante todo o final de semana. Tudo o que eu quero ouvir é a sua respiração descompassada quando eu lhe de um orgasmo, nada além disso. – Ele parou ao pé da cama e seus olhos passaram a percorrer todo o meu corpo. – Exceto, é claro, por suas palavras de segurança.
Eu precisei de realmente muito esforço para não protestar quando ele começou a caminhar em direção a porta, após dizer:
– Amanhã, às sete, nua e com o nosso café da manhã preparado. – Antes que a porta fosse fechada, ele se voltou em minha direção e sorrindo displicentemente, acrescentou: — Esse é o seu quarto durante o fim de semana. Não se esqueça que eu sou um único que pode tocá-la. – Suas palavras me fizeram sufocar um gemido de insatisfação. – E eu quero encontrá-la em sua posição pela manhã.
É irrelevante dizer que mal consegui dormir, em vez disso gastei meu tempo a explorar o playroom, me familiarizando, ou ao menos tentando, com todos os muitos e diversos brinquedos que Edward tem a sua disposição.
Muito do que havia ali já me era conhecido e foi impossível não estremecer ao imaginar como seria quando Edward resolvesse utilizá-los.Porque é mais do obvio que em algum momento ele o faria.
Com cuidado para não fazer muito barulho, manipulei, com receio, alguns de seus chicotes e flagelos, testando-os levemente em minha pele. Alguns eram suaves, outros incrivelmente pesados e grossos, o que certamente deixaria marcas em meu corpo.
Em meu intimo desejei ser capaz de esperar por isso ansiosamente. No entanto, tudo o que eu era capaz era me perguntar se seria, de fato, capaz de passar por isso.
Após um demorado e nada relaxante banho frio, me deitei sobre a já fria e grande cama, me questionando se seria possível que Edward me proporcionasse todos os prazeres com que costumava sonhar ao decidir adentrar o universo BDSM. Submissão, entrega, dor e prazer. E, o mais importante, se eu seria capaz de empurrar as cicatrizes, físicas e mentais, deixadas por Jacob, para o fundo da minha mente e aproveitar tudo o que Edward estivesse disposto a me dar.
...
Um banho foi capaz de me fazer empurrar a preguiça para longe de mim ao me pôr de pé, após me sentir cansada de rolar pela espaçosa cama. Providenciei para que todo o cômodo estivesse devidamente arrumado, antes de me encaminhar para cozinha, onde – apesar de me sentir absurdamente exposta – fui capaz de preparar o café da manhã de Edward, antes de me colocar de joelhos para esperá-lo.
Quando ele adentrou o local, me encontrou com a cabeça abaixada, a fitar o chão. Meus cabelos soltos escondendo parcialmente o meu rosto e meu corpo tremendo levemente, sentindo o ar frio agarrar-se a minha pele. Foi impossível não ruborizar com a certeza de sua inspeção detalhada.
– Aproxime-se. – Pediu após se sentar a mesa. – De joelhos. – Completou ao me ver ensaiar um movimento que me colocaria de pé.
Agradecida por meus fios castanhos encobrirem meu rubor incessante, me dirigi até ele, parando ao lado de sua cadeira.
Ele nada disse, mas de tempo em tempo, levava algo em direção a minha boca, fazendo-me comer. Obedientemente meus lábios se abriam a cada novo movimento dele.
Ao contrário do que imaginei, o silencio não era incomodo, em compensação, tanto tempo sobre os meus joelhos os deixava doloridos.
Tentando me posicionar de forma confortável, me remexi inquieta.
– Concentre-se Isabella. – Sua voz soou calma e inebriante. – Afaste um pouco mais os seus joelhos e se sente sobre os calcanhares.
Segui suas instruções e quase suspirei de alivio ao constatar que, de fato, dessa forma, meus joelhos doíam menos.
Após uma pausa onde tudo o que eu era capaz de ouvir era o tilintar dos talheres de Edward, ele voltou a falar:
– Foi produtiva a sua busca pelo playroom?
Sem que eu fosse capaz de evitar, o olhei e por pouco não perguntei como ele sabia sobre isso.
Ele sorriu para mim, reconhecendo minha pergunta silenciosa e, provavelmente, meu esforço em me manter calada.
– Você não é tão silenciosa quanto imagina.
Eu poderia jurar que além de se referir a minha exploração noturna, ele também falava, sutilmente, da minha dificuldade em cumprir a sua ordem.
Abaixei a minha cabeça, sentindo-me aborrecida por não ter o meu esforço reconhecido.
Não poder vocalizar é certamente um grande sacrifício para mim. Não que eu seja muito falante, mas o fato de ele ter me proibido torna a vontade de falar quase impossível de conter.
– Olhe para mim, Isabella.
Relutante, o encarei.
– Não se comporte como uma criança mimada. – Seu olhar penetrante praticamente alcançava minha alma. – Agora venha até aqui. – Finalizou batendo em suas penas, sinalizando que desejava que eu me sentasse em seu colo.
Ainda levemente contrariada, o obedeci.
– De frente para mim. – Disse assim que me sentei sobre suas pernas, deixando as minhas ao lado de seu corpo.
Sentindo meu rosto queimar, me coloquei de pé e rapidamente virei meu corpo, de forma que minhas pernas ficassem ao seu redor.
– Provavelmente nunca vou me cansar do seu rubor. – Seus dedos deslizaram por minha bochecha.
A aproximação de nossos corpos reacendeu a chama de desejo que a muito custo eu tinha conseguido diminuir.
Delicadamente Edward afastou meu corpo, fazendo com que me recostasse à beirada da mesa.
Seus olhos se prenderam aos meus.
– Obrigado pelo café da manhã.
Sorri em retribuição ao lindo e hipnotizante sorriso torto estampado em seu rosto perfeito.
Eu estava tão presa em seu olhar que só notei seu movimento quando suas mãos já acariciavam meus seios. Eles estavam doloridos pelo tratamento que Edward lhes concedeu na última noite e por pouco eu não gemi.
– Estão doloridos? – Seus dedos aliviaram o aperto e passaram a contornar as marcas deixadas por ele. – Talvez seja melhor dar a eles uma folga.
Rapidamente neguei com um movimento de cabeça.
– Mmmm um pouco de dor te excita, Isabella?
Eu me contorci em seu colo e um riso baixo deixou seus lábios.
– Eu acho que isso é um sim. – Provocou, e subitamente suas mãos apertaram, com precisão, meus montes arredondados.
Um suspiro alto deixou meus lábios e Edward me olhou.
–Shiii! – Suas mãos deslizaram pela lateral do meu corpo, parando ao alcançar a minha cintura. – Seja uma boa menina e eu te darei o que você quer. – Para comprovar a veracidade da sua declaração, ele se pós de pé e encaixou seu corpo entre minhas pernas.
O botão de sua calça jeans foi aberto e o zíper abaixado.
– Você está pronta para mim, Isabella?
Eu desejei poder respondê-lo, no entanto tudo o que pude fazer foi enlaçar sua cintura com minhas pernas.
– Ou talvez você precise de um pouco mais de preliminares?
Voltei a negar com minha cabeça e Edward me olhou divertido.
– Não? — A ponta de seus dedos apertaram as minhas coxas, para logo em seguida deslizarem até estarem perigosamente perto do meu centro pulsante. – Uma noite não é o suficiente para esfriar o seu corpo? Ou sou eu quem a faço se acender rápido demais?
Um de seus dedos encontrou minha carne úmida e inevitavelmente me contorci, silenciosamente pedindo por mais.
– Me deixe vê-la. –Pediu, afastando minhas pernas de sua cintura.
Minha excitação era tamanha que, naquele momento, não me importei com a forma como ele me deixava exposta.
– Linda! – Sussurrou em aprovação. – E toda minha.
Seus olhos estavam escuros pela luxuria do momento, provavelmente um reflexo dos meus, no instante em que ele, finalmente, se livrou de sua calça e levou seu membro até a minha entrada.
Sua intenção de me torturar ficou clara com a forma com que ele se manteve parado após se encaixar a mim.
Lancei lhe o meu melhor olhar implorativo, o que só o fez afastar seu corpo, até que quase estávamos desconectados.
Mesmo com a sua falta de movimentos eu estava ridiculamente próxima a minha libertação e, obviamente, isso não passou despercebido a Edward.
– Hummm talvez eu tenha isso negligente demais ao deixá-la sozinha, ontem à noite. – Movi meu corpo em sua direção fazendo com que mais alguns centímetros de seu membro deslizassem para dentro de mim. – Ou, talvez, se você não se comportar, eu decida deixar isso... – Ele gesticulou, apontando para o ponto que nos mantinha unidos. – Para mais tarde.
Choraminguei, mas tomei o cuidado de permanecer imóvel.
– Boa menina! – Edward disse e lentamente se moveu em minha direção.
Tombei minha cabeça de encontro à mesa, derrubando, no processo, a louça utilizada por Edward.
Tensão se alojou em meu corpo, não desejando que ele resolvesse me castigar agora, especialmente porque eu sabia que seu castigo seria, mais uma vez, me deixar ardendo por ele.
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