Despertar de uma sub
64 Capítulo 57
Notas iniciais
Capítulo 57
POV NARADOR
O loiro já sentia os braços doerem e o corpo pegajoso de suor quando, finalmente, o melhor amigo passou pelas portas da academia de boxe. Já estava escuro lá fora e Edward Cullen estava, pelo menos, uma hora atrasado, mas Jasper não se importou. Na verdade, estava realmente surpreso por Edward ter ido ao seu encontro, apesar do convite ter sido feito pelo ruivo.
Para falar a verdade, sentia-se um péssimo amigo por estar, naquele momento, cogitando desabafar com ele. Seus problemas conjugais pareciam bastante banais, se comparados com tudo o que o amigo vinha enfrentando nos últimos meses.
Viu quando Cullen lhe deu um aceno e caminhou até o vestiário para se trocar, mas não parou a sequência de socos que distribuía sobre o saco de pancadas. Já tinha se aquecido, feito algumas abdominais e flexões e passado um tempo com as cordas, pulando-as até que perdesse as contas e sentisse as pernas começarem a falhar, então tinha seguido para o saco de pancadas, onde estava há uns quinze minutos, sentindo o suor escorrer pelo rosto e tentando se livrar de pensamentos indigestos que o estavam incomodando, e quase enlouquecendo, há alguns meses.
Viu quando Edward se aproximou, vestindo apenas um calção largo e tênis confortáveis, e apanhou um par de manoplas, mas continuou a sequência de socos até que perdeu o folego e precisou parar, com as luvas apoiadas contra os joelhos, em buscar de um pouco de ar.
Ainda sem dizer nada, o amigo apareceu bem ao seu lado e levou uma garrafa de água mineral até os seus lábios, aceitou o gole generoso e sacudiu a cabeça quando sentiu o restante da água gelada cair sobre os seus cabelos.
Essa era uma das coisas que tinha feito daquela amizade a melhor e mais duradora, Edward sabia exatamente quando falar e quando ficar calado. Nunca forçava uma conversa quando sentia que não devia, embora se mantivesse presente e fizesse questão de mostrar isso.
Calmamente, o ruivo se livrou da garrafa vazia e colocou as manoplas.
― 1, 2, 3... ― A voz de Edward ecoou pela academia, na sequência de um movimento rápido que atingiu o ombro do amigo, trazendo-o de volta ao treino.
Jazz conseguiu se defender da sequência seguinte e, então, iniciaram o que ele sabia ser o treino predileto do ruivo, com exercícios ofensivos e defensivos, enquanto Jazz tentava acertar as manoplas com força e precisão.
― Foco! ― Cullen disse mais alto quando o amigo perdeu dois socos seguidos e, em seguida, foi acertado algumas vezes.
Jasper tentou, mas a cada novo golpe sentia sua mente se afastar ainda mais dos exercícios que fazia, da academia em que estava, de tudo que não fosse a esposa que naquele momento deveria estar em casa, se perguntando onde ele estava, já que não tinha lhe dado qualquer notícia durante o dia.
― Foda-se! ― Resmungou quando acabou tropeçando nos próprios pés e indo ao chão, depois de Edward tê-lo acertando mais uma vez.
Deixou a cabeça tombar contra o chão acolchoado do ringue e fechou os olhos por um minuto, tentando organizar os pensamentos.
― Estou enlouquecendo, meu amigo... ― Disse por fim, voltando a abrir os olhos a tempo de ver Edward se livrar das manoplas e estender uma mão, prendendo-a ao braço do amigo para ajudá-lo a se colocar de pé novamente ― Alice está me enlouquecendo ― Confessou, caminhando até um canto do ringue, onde se sentou, estendendo as mãos para que o amigo o ajudasse a se livrar das luvas.
Cullen sempre foi um bom ouvinte, por isso se manteve em silêncio, apenas ouvindo enquanto o melhor amigo lhe contava, com a voz embargava, e os olhos estranhamente avermelhados e úmidos, que a esposa tinha se distanciado nos últimos dois meses e meio, tanto a ponto de mal se falarem durante todo o dia, encontrando-se apenas durante a noite, quando jantavam envolvidos em um silêncio estranho e desconfortável e dormiam, na mesma cama, embora tão distantes um do outro que mais pareciam dois estranhos do que um casal junto há mais de dez anos. A estava perdendo, e não sabia o porquê, muito menos o que fazer para mudar o que acontecia.
― Ela não vai falar comigo... ― Jazz disse, frustrado ― Porra, eu já tentei! É frustrante pra caralho e eu, juro por Deus, que algumas vezes, quando ela desvia a porra do olhar e diz que não há nada de errado, eu tenho vontade de surrar o traseiro dela até que ela fale comigo.
― Talvez vocês estejam precisando sair um pouco da rotina, aceite a sugestão da Bella e a leve para algum lugar diferente, encontre um novo club para jogarem...
― Isso não vai acontecer porque, pela primeira vez, em dez malditos anos, ela não quer jogar. Ela me disse, no meio da semana passada, que estava cansada, com uma fodida dor de cabeça e, seja lá o que mais as mulheres inventam quando não querem transar... É patético como ela aprendeu a mentir para mentir. Sempre fomos tão honestos um com o outro e ela nunca precisou mentir, continua não precisando, bastava dizer que não estava afim, mas por algum motivo, ela sentiu a necessidade de mentir, mesmo sabendo que eu não acreditaria... Mas fingi acreditar, não sei porque, não sei como, mas foi o que eu fiz. Estamos nos tornando um daqueles casais patéticos que não sabem mais porque estão juntos, mas continuam juntos só porque acham que devem.
― Você quer se separar? ― Edward questionou, sentando-se ao lado do amigo, sendo direto, como sempre era.
― Não! Porra, não! ― Jasper garantiu, olhando para o amigo ― Mas também não quero perdê-la, ainda que continuemos casados.
― Você acha que ela quer se separar?
Jazz gostaria de poder ter respondido com a mesma rapidez e convicção, mas apenas continuou olhando para o melhor amigo, apavorado apenas com a possibilidade de Alice não o querer mais. Não sabia o que faria caso perdesse a mulher que amava.
― Eu não sei... ― Confessou, sentindo-se derrotado ― Eu não sei de mais nada. Estávamos muito bem há um ano, tínhamos planos, sonhos... Estávamos tão fodidamente animados para, finalmente, aumentar a família. Eu não sabia que queria tanto isso até que começamos a conversar sobre. Então, tudo simplesmente mudou.
― Você conversou, honestamente, com ela? Ela queria o mesmo que você? Talvez ela, simplesmente não queira uma criança e não saiba como te dizer isso.
― Não... ― Jasper sacudiu a cabeça ― Ela queria isso tanto quando eu, não, ela queria isso muito mais do que eu. Eu podia ver na forma como ela falava, no brilho dos olhos dela toda vez que fazíamos planos que incluíam um futuro filho, na animação com que ela controlava os períodos férteis e queria tentar sem parar.
― Então, o que aconteceu?
― Ela não engravidou nos primeiros meses, então a animação diminuiu até que, simplesmente, paramos de falar sobre isso, até que paramos de tentar.
Edward bateu de leve sobre o ombro do amigo, não gostando de ver o semblante cansado e derrotado.
― Nós sequer fazemos sexo mais... É ridículo! Porque eu sei, a conheço, portando sei que ela quer, mas se esquiva, se afasta, se fecha...
― Você já considerou a possibilidade de que ela esteja frustrada, magoada por ainda não ter engravidado?
― É claro que sim. Eu não sou idiota e, é claro, que podia ver que a cada exame negativo, ela se frustrava. Percebi o quanto ela ficou ainda mais desanimada depois que você e Bella engravidaram... Mas eu falei com ela, disse que era normal que alguns casais demorassem mais, que podíamos continuar a tentar sem nos cobrarmos tanto, que eventualmente aconteceria...
― Mas não aconteceu.
― Não ― Jasper respondeu, frustrado. Queria um filho com a mulher da sua vida, é claro, e estava ansioso por isso. Mas queria ainda mais continuar a ter uma vida ao lado da mulher por quem ainda era perdidamente apaixonado. ― Eventualmente, paramos de tentar, de falar sobre isso e seguimos adiante, mas ela se distanciou e eu não sei o que fazer para trazê-la de volta.
― Eu gostaria de ter uma formula mágica para você, irmão ― Edward disse depois de um tempo, quando percebeu que os ombros do amigo tremiam e que ele estava chorando em silencio. Podia entender o desespero, porque sabia que sentiria o mesmo se imaginasse estar perdendo Bella ― Mas eu não tenho. Tudo o que eu sei é que vocês dois precisam conversar, honestamente. Abrir o jogo, por assim dizer. Diga a ela como você tem se sentido, tudo o que tem pensado e, talvez, ela vá te dizer o que há de errado.
― Talvez eu esteja com medo do que uma conversa assim pode significar.
― Do que você tem tanto medo? Que ela não queira mais um filho? Que ela tenha pensado melhor e desistido?
― Não. Se ela não quer mais um bebê, não teremos um. Tenho medo de que ela olhe para mim e diga que não me quer mais. Alice é a mulher da minha vida e eu não posso perdê-la.
― Diga isso a ela. Garanta que nada mudou para você. Talvez ela apenas esteja com medo de que você esteja frustrado ou a culpe pela gravidez não ter acontecido.
Jasper ponderou as palavras do amigo por um tempo, pensando em como iniciar uma conversa com a esposa, mas sentindo-se mais aliviado depois de ouvir o que Edward tinha dito, fazia sentido, conhecendo Alice como conhecia, que ela pensasse justamente o que o amigo tinha sugerido. Um peso pareceu deixar os seus ombros, afinal seria mais fácil lidar com isso do que com fato de que, talvez, a esposa já não o amasse mais.
― Vou fazer isso... ― Garantiu, colocando-se de pé com um movimento ágil ― Mas antes, temos tempo para aquela bebida?
― Para quantas bebidas você precisar.
♥
O quarto estava às escuras quando Jasper Halle adentrou o cômodo no meio da madrugada. Não podia ver mais do que um palmo a frente, mas pôde ouvir o choro baixo da esposa sobre a cama. Ela não o tinha ouvido andar sorrateiramente pelo apartamento, com medo de acordá-la.
Por um momento, não soube o que fazer. Ela dificilmente chorava, era aquela que sempre estava sorrindo, animando a todos ao redor, contagiando o mundo todo com a sua alegria inata.
E a sensação de incapacidade só aumentou, diante da certeza que ele era o responsável por aquelas lágrimas.
Se obrigando a agir, se aproximou da cama devagar, ainda sem fazer a sua presença ser notada e se abaixou diante da mulher encolhida sobre o colchão.
― Amor? ― A chamou, fazendo-a se sobressaltar e tentar se afastar ― Alice... ― A puxou para os seus braços, mesmo quando ela tentou se livrar dos braços que a rodeavam ― Fale comigo, meu amor, me diga o que está errado.
― Nada... ― Ela fungou, tentando conter o choro.
Jazz soltou um suspiro frustrado, mas em vez de desistir como vinha fazendo nas últimas semanas, puxou a esposa para o seu colo e se acomodou com ela, na cama.
― Ninguém chora dessa forma por nada, Alice. ― Falou, tentando não demonstrar a frustração que sentia ― Ninguém se afasta de tudo e todos por nada. Fala comigo.
― Não é nada... ― Ela tentou, mais uma vez, se afastar, soando irritada e bem perto de uma crise histérica.
― Porra, pare com isso... ― Ele a deixou livre para se soltar, embora a explosão a tenha feito permanecer onde estava, chorando ainda mais ― Pare de mentir para mim. Me diga qual é o problema e vamos resolvê-lo, juntos.
Alice apenas continuou chorando tão silenciosamente quanto podia, fazendo o marido se preocupar cada vez mais.
― Me diga, Ali... ― Ele pediu uma vez mais ― Me diga a verdade, seja qual for... ― Continuou, implorando para que ela falasse com ele e o livrasse do desespero que voltava a sentir, das possibilidades que passavam por sua cabeça ― Me diga, Ali, por favor, e acabe com essa agonia.
― Eu... ― A morena tentou dizer algo, mas não sabia como dizer o que a atormentava ― Eu sinto muito. Sinto tanto...
― O quê, Alice? Pelo o que você sente tanto? ― O loiro deixou as mãos correrem pelos braços da esposa, em um carinho que ele esperava que fosse reconfortante e sentiu os próprios olhos se enxerem ao vê-la se afastar do seu toque ― Você não me ama mais, é isso? Existe outra pessoa? ― Passou a disparar o que mais o atormentava, sem conseguir lidar mais com aquelas perguntas sem respostas que estava quase enlouquecendo-o ― Quer se separar?
― Não... ― Alice respondeu com a voz esganiçada, chorando ainda mais ― Você quer? Quer o divórcio?
― Não, Alice! ― Jasper ignorou a nova tentativa dela de se afastar e usou as mãos para prender o rosto banhado de lágrimas e fazê-la olhá-lo. ― Eu não quero o divórcio. Eu te amo, porra! Quero, ainda quero, passar a minha vida ao seu lado.
― Estou com medo... ― A moreno confessou, baixinho ― Com tanto medo de perder você.
― Você ouviu alguma coisa de tudo o que eu disse nos últimos minutos? ― Ele respondeu, puxando-a para um abraço apertado ― Você não vai me perder porque eu te amo... Mas você é a única a me afastar. Eu estou aqui, com você, Alice.
― Não vai estar mais quando souber... ― Ela desistiu de lutar contra ele, e principalmente contra si mesma, e abraçou o marido de volta, tão apertado que podia sentir os próprios braços protestarem.
― Quando eu souber o quê? ― Jasper levou uma das mãos até os cabelos cacheados, afagando o couro cabeludo, tentando acalmá-la e acalmar a si mesmo ― Não importa qual seja o problema. Eu vou continuar aqui, com você. Então, pare, por favor, e me diga o que está acontecendo...
― O bebê... ― Ela escondeu o rosto na curva do pescoço masculino, fungando e tremendo ― O nosso bebê... Não posso ter o nosso bebê.
― Amor... ― Ele a apertou um pouco mais contra si ― Já falamos sobre isso. Não é um problema que ainda não tenha acontecido, não é...
― Não vai acontecer. ― Ela o cortou, decidida a finalmente contar sobre a impossibilidade de gerar uma criança, já não aguentava mais guardar aquilo apenas para si.
― Também não é um problema, Alice. ― Jasper garantiu ― Se você não quer mais um bebê, não precisamos ter um.
― Eu quero... ― Ela voltou ao choro desesperado ― Quero tanto...
― Eu não entendo, Alice ― O loiro tentou fazê-la olhá-lo, mas ela se prendeu a ele com força o suficiente para machucar ― O que está acontecendo, amor?
― Se chama Salpingite.... ― Alice, enfim, deixou a informação sair, embora doesse demais ter que falar sobre o diagnóstico que a medica tinha lhe dado ― É uma inflamação que, de alguma forma, atingiu as minhas trompas de Falópio. No meu caso, nenhum sintoma apareceu até que fosse tarde... A inflamação se manteve por muito tempo, até que as minhas trompas estivessem completamente obstruídas, e fribomas tenham se formado no meu útero.
Jasper cerrou os olhos por um instante, assimilando o que tinha acabado de ouvir, sem saber bem como lidar com a situação. Queria questioná-la porque não tinha lhe dito nada, queria brigar por ter sido deixado de fora, mas também queria confortá-la e, principalmente, deixar claro que independente de qualquer coisa, estaria com ela, sempre, exatamente como tinha garantido antes.
― Existe algum tratamento que possamos tentar? ― Questionou com a voz quebradiça.
― A médica me falou sobre a possibilidade de fertilização in vitro, após a cirurgia...
― Cirurgia? ― Jasper forçou a esposa a se afastar para que pudesse olhá-la.
― As trompas precisam ser removidas, assim como o tecido com fibrose no útero. Só então, caso não seja necessário a remoção completa do útero, podemos tentar algum meio de fertilização...
― Há quanto tempo você sabe disso?
Alice desviou o olhar, incapaz de fitar os olhos claros que a analisava tão atentamente.
― Alice?
― Três meses e meio... ― Ela respondeu, a voz soando tão derrotada quanto se sentia.
Jasper novamente sentia a vontade de gritar e brigar, por meses ela simplesmente não tinha dito nada. Estava com raiva pela informação guardada e, principalmente, porque sabia que ela não tinha seguido o tratamento indicado.
― Eu sinto muito... ― A morena continuou, soluçando e tremendo ― Sinto muito. Me perdoa, eu...
― Shii!! ― Jasper deixou tudo mais de lado e voltou a abraçar a esposa, chorando junto com ela. Brigar de nada adiantaria, pelo contrário, apenas reforçaria o pensamento equivocado que ele sabia que a mulher tinha ― Não é sua culpa, meu amor. Você não tem que se desculpar. Não é sua culpa!
Ele continuou a repetir, uma e outra vez, até que o choro sofrido da esposa tivesse se transformado em um fungar baixo e os tremores tiverem findado.
― Você deveria ter me contado... ― Disse por fim, se obrigando a se mover e secar as lágrimas que ainda escorriam pelo rosto feminino, se assegurando de que suas palavras soassem livres de rancor e acusação ― Não precisava, não deveria ter passado por tudo isso sozinha.
― Tive medo que... ― Alice respirou fundo, tentando continuar ― Tive medo que não me amasse mais depois disso, que não me perdoasse, que...
― Eu já disse, Alice, não há nada para ser perdoado, não é sua culpa. E não há nada capaz de me fazer deixar de te amar.
Ela assentiu, tentando acreditar nas palavras que ouvia e afastar o medo que ainda sentia.
― Mas você precisa me prometer que vai fazer o que a médica lhe disser para fazer, então...
― As chances ainda são pequenas e...
― Não estou preocupado com as chances de uma gravidez, meu amor ― Jasper afirmou, categórico ― Estou preocupado com a sua saúde. Quero ter a certeza que isso não vai evoluir para algo ainda pior, quero ter a certeza que você está saudável e, então, se você ainda quiser um bebê, se isso ainda for possível, nós vamos tentar todos os meios disponíveis...
― Eu não quero! ― Ela disse ― Não quero tentativas que podem ser fracassadas, eu não quero me sentir frustrada e incapaz novamente, eu não quero te decepcionar por não conseguir... – E antes que o marido a interrompesse mais uma vez, continuou apressada ― Eu não quero me decepcionar por não conseguir.
― Então não tentaremos. ― Foi tudo o que Jasper disse e, olhando dentro dos olhos castanhos da esposa, a acariciou, tentando lhe dar um sorriso de incentivo enquanto processava o que todas aquelas novas informações significavam.
― Você não terá um filho...
― Mas terei você.
― Isso é o suficiente? ― Ela questionou, temerosa e emocionalmente exausta.
― Sempre foi, sempre vai ser... ― Ele levou os lábios até a testa feminina, beijando-a delicadamente.
― Talvez... ― Alice recomeçou, depois de um tempo em silêncio, apenas sentindo e apreciando o carinho do marido ― Bella falou comigo sobre outras opções... ― Jasper apenas assentiu, para que ela continuasse, nada surpreso, porém magoado, por ela ter falado sobre o que a afligia com a melhor amiga e não com ele ― Talvez adoção seja um bom caminho e...
― Nós vamos seguir qualquer caminho que você queria tomar... ― Jasper disse com firmeza, voltando a prender o rosto feminino entre as suas mãos, ponderando a opção que ela tinha apresentado, ainda incerto sobre como se sentia sobre ― Mas você precisa me prometer que, independente de qual seja, independente do que sinta, não vai me deixar de fora novamente, não vai me afastar...
― Eu prometo! ― Alice garantiu, levando as próprias mãos até o rosto do marido, em um carinho afoito ― Eu prometo!
― Então, podemos lidar com qualquer coisa.
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