Despertar de uma sub
27 Capítulo 25
Notas iniciais
CAPÍTULO 25
– Boa apetite, Pet! – Ele sussurrou, colocando duas pequenas vasilhas a minha frente. Eu fitei os pequenos pedaços de fruta e o leite a minha frente e senti meu rosto esquentar ao entender o que ele queria.
Meu coração estava acelerado a medida que eu me inclinava sobre os pequenos potes e usava apenas a minha boca para apanhar um pequeno pedaço de morango.
Edward caminhou ao meu redor, com sua mão deslizando por minha coluna, enquanto eu continuava a comer. Quando as frutas acabaram, ele deu leves tapinhas sobre o meu traseiro, em aprovação.
– Agora o leite... – As palavras foram surradas ao mesmo tempo em que eu o sentia deslizar o tecido do meu vestido até que ele estivesse enrolado em minha cintura. – Você foi uma boa menina e está usando o que eu mandei?
– Sim, Mestre. – A resposta saiu rouca e desajeitada, enquanto eu sentia suas mãos deslizando por minhas nádegas, até elas foram abertas e ele circundou o plug que eu mesma havia colocado.
Eu estremeci.
– O leite, Pet. – Ele me lembrou com diversão em sua voz.
Como ele esperava que eu conseguisse me concentrar em tomar um pouco de leite com ele me provocando dessa forma? Ainda assim eu voltei a me inclinar sobre a tigela e deslizei minha linda sobre o liquido branco. Eu tinha repetido o movimento mais do que quatro vezes quando Edward passou a mover o plug dentro de mim e a fazer movimentos de vai e vem.
– Deus! – Ele sibilei e por pouco meu corpo não tombou sobre a mesa.
– Continuei, Isabella. – Ele comandou, enquanto intensificava os movimentos. – Eu adoro fazê-la ser a minha cadelinha no cio, mas agora você se parasse mais com uma gatinha, não é? Tendo o seu traseiro fodido enquanto toma o seu leitinho... E a julgar pela forma como a sua buceta está molhada, eu diria que você gosta tanto disso quanto de todo o resto.
Eu me obriguei a continuar lambendo o leite, embora meu corpo tenha criado vida própria e a cada movimento de Edward, se oferecia para mais.
Sua voz não se calou nem por um momento. Ele continuou a sussurrar provocações, até que eu tinha tomado todo o leite, não sem umedecer boa parte do meu rosto.
A tortura de Edward chegou ao fim e ele se ajoelhou a minha frente. Usando um lenço, ele limpou o meu rosto.
– Muito bem, Pet! Nós vamos fazer mais disso durante o fim de semana... – Eu corei e desejei que ele fizesse mais disso, agora.
...
Quando o carro foi estacionado em frente a minha livraria, eu não fui capaz de manter imóvel e indiferente.
– Mestre... – Me virei em sua direção, mas ele me calou com um olhar.
– Enquanto estivermos aqui, você não precisa me chamar de Mestre ou Senhor, nem manter a sua cabeça baixa, muito menos andar como o pet que nós sabemos que você adora ser. Eu vou retirar a sua coleira, porque não precisamos de tanta exposição, mas apesar de tudo isso, você continua sendo a minha submissa, portando não saia de minha linha de visão sem me pedir permissão.
– Sim, Mestre! – Eu respondi com um sorriso. – Obrigada, Mestre! Muito obrigada!
Eu não sabia se ele tinha conhecimento do quanto significava para mim estar ali, mas eu quase podia sentir o meu coração saltar ao saber que poderia ver o primeiro dos meus projetos para a livraria sendo colocado em pratica.
Edward e eu retiramos os pesados sobretudo que usávamos no momento em que passamos pela entrada da livraria e ele foi gentil o suficiente para segurar o meu, mas o pedi para irmos até o caixa, onde eu poderia colocá-los atrás do balcão. Só então, eu me permitir dar uma olhada ao redor e não conseguir evitar o imenso sorriso.
A livraria estava lotada, como eu nunca tinha visto antes.
– O que temos aqui hoje? – Edward me puxou para um canto mais afastado.
Eu o olhei e em seu olhar vi que ele sabia exatamente o que tínhamos na livraria hoje e que essa era a razão para estarmos aqui. Meu sorriso aumentou e eu respondi:
– Angela, vai contar histórias paras a crianças enquanto promovemos uma espécie de liquidação... A intenção é entreter as crianças enquanto os pais vagam pela loja em busca de algo interessante. Eu não sei se as vendas serão boas, mas independente disso, estaremos colocando o nome da livraria na boca dessas pessoas... e talvez, elas comentem com seus amigos e familiares e...
– Propaganda boca a boca. – Edward resumiu. – Foi uma ótima ideia!
– Obrigada! Eu só preciso torcer para que dê certo. E para que o fato de eu ser a dona do estabelecimento não seja um problema.
– Talvez seja no inicio... – Edward disse. – Mas isso não quer dizer que não possa ser vencido.
– Bella! – Angela nos interrompeu. – Que bom que veio!
Eu a cumprimentei.
– Está lotado... – Comentei bobamente. – Não imaginei que logo no primeiro sábado teríamos tanta gente.
– Criar um evento para as crianças foi uma boa estratégia, se vocês conquistá-las, elas voltaram em todos os outros sábados. – Edward nos disse e eu observei a forma como Angela o olhou timidamente.
– Angela, você se lembra de Edward Cullen, não é? – Provoquei com certa diversão.
– É... Sim... Claro! Eu só não esperava encontrá-lo aqui. – Ela gaguejou. – É uma prazer revê-lo, Sr. Cullen. – Então os olhos de Angela se arregalaram e ela pareceu perder o ar por alguns segundos. – Oh, me desculpe, eu não quis...
– Está tudo bem, Angela. Eu estremeci com o tom de voz do meu Mestre. Angela não o conhecia o suficiente para saber que esse era o tom de voz que não admitia discussão e eu me peguei sentindo irritação pela troca dos dois. – O prazer é meu.
Era estúpido, mas eu senti uma pontada de ciúme ao ouvi-la se dirigir a ele. É claro que eu sabia que o Sr. não tinha sido usado propositalmente, e isso ficou ainda mais evidente quando ela se deu conta do que tinha dito... Mas era realmente necessário que Edward retribuísse: “O prazer é meu.” Bufei em irritação.
– Não está na hora de começar? – Interrompi.
– Oh não... ainda há alguma tempo e... – Angela começou a dizer, mas alguma coisa no meu olhar a fez se calar. – Mas, eu ver se está tudo pronto... Então, com licença. É... Vocês... Vocês vão ficar até o final?
– Não. Nós temos outro compromisso. — Edward respondeu antes que eu pudesse pensar no que dizer. – Só passamos para que Bella pudesse ver como está tudo.
Era a primeira vez que ele me chamava de Bella desde que o contrato tinha vindo à tona. Era algo tão pequeno e ainda assim foi capaz de eclipsar completamente a irritação que eu sentia há pouco.
A risada de Edward chegou aos meus ouvidos no momento em que Angela nos deixou sozinhos.
– Isso foi constrangedor. – Comentei.
– Eu achei divertido. – Ele respondeu. – As pessoas me chamam de Sr. todos os dias no trabalho, em reuniões ou almoços de negócios, não há nada demais nisso. É apenas uma palavra e é preciso muito mais do que isso para transformar alguém em... – Sua mão se apossou de minha cintura, apertando a minha pele e ele colou seu corpo ao meu, aproximando seus lábios de meu ouvido. –... Em uma cadelinha.
Eu tentei manter meu rosto em branco, mas tenho certeza que muito da minha expressão entregaria o tipo de conversa que estávamos tendo.
...
Não permanecemos na livraria por muito tempo. No fundo, eu realmente acreditava que minha presença poderia ser desfavorável se eu chegasse a ser reconhecida e eu não queria colocar tudo a perder.
Edward voltou a me conduzir até o seu carro e a primeira coisa que fez depois de estarmos dentro do mesmo, foi voltar a colocar a sua coleira em meu pescoço. Eu sabia que isso queria dizer que o “Mestre” e a cabeça baixa estavam de volta também. Só não sabia se deveria segui-lo, andando como uma gatinha, onde estávamos indo.
No fim, o destino era o club. E sim, eu tive que adentrar o local, de quatro. Felizmente, estava praticamente vazio e as únicas pessoas que prestaram atenção em Edward me puxando pela guia foram os nossos amigos.
Eu esperei pelo grito animado de Alice, mas ela manteve sua cabeça baixa, os olhos presos ao chão, quando nos aproximamos e o único a falar foi Jasper.
– Edward... – Ele cumprimentou o meu Mestre com um aperto de mão. – Pensei que chegariam mais tarde.
– Tudo pronto? — Foi toda a resposta que Edward lhe deu.
– Sim... James cuidou de tudo. Nós apenas cedemos o lugar e as bebidas. Tudo que temos que fazer é nos acomodar e apreciar o espetáculo... E comprar algo.
– Ouvi dizer que ele tem novos brinquedos interessantes... – Edward se sentou em seu lugar de costume e eu me movi para me acomodar em seu colo, como sempre fazia quando estávamos no club, mas meneou a sua cabeça de forma negativa e apontou para o chão, aos seus pés.
Eu me senti pequena, mas me coloquei de joelhos ao seu lado.
Jasper voltou a se sentar e colocou uma de suas mãos sobre uma perna de Alice e sussurrou algo em seu ouvido.
– Mestre Cullen... – Ela disse calmamente. – É bom vê-lo novamente. Você também, Isabella. – Um pequeno sorriso se formou em seus lábios quando ela se dirigiu a mim.
Eu apenas assenti, achando tudo tão estranho e ainda assim tão excitante.
...
Eu só descobri que tipo de evento teríamos quando James chamou a atenção de todos os presentes, que a essa altura eram muitos, e anunciou que era uma prazer apresentar os seus novos brinquedos sexuais e fantasias a comunidade BDSM.
Então eu percebi que o grande salão do club tinha se transformado em um grande e luxuoso sexy shop. Desviei o meu olhar quando eles encontraram Victoria, presa sobre um cavalete, do outro lado do salão, completamente nua.
Eu ouvi quando James disse que sua submissa ficaria feliz em ajudar os presentes a testarem o que desejassem comprar.
“Como um teste driver, senhores e senhoras. Aproveitem!” Foram suas palavras.
Eu não sei porque, mas estremeci quando ele se aproximou de Edward e seus amigos.
– Edward, Jasper... Vocês são bem vindos para escolher algo... Por minha conta. Um presente por cederem o club.
Edward agradeceu, mas fora isso não deu ao homem a nossa frente nenhuma atenção, preferindo gastar o seu tempo, deslizando a mão por meus ombros, puxando levemente o meu cabelo para que eu me recostasse em sua perna e, vez ou outra, apalpando os meus seios.
– Eu soube que em breve teremos a apresentação, oficial, da sua submissa. – James insistiu em manter uma conversa.
As mãos de Edward permaneceram em mim.
– Você está ansioso por isso? – Edward questionou com sorriso, mas algo me dizia que ele não estava apreciando o bate papo.
– É claro que sim... Uma apresentação oficial inclui uma cena, não é? Ou teremos algo diferente dessa vez? – O olhar de James foi dirigido a mim, e eu o senti me avaliando e seus dedos afastaram uma mecha do meu cabelo. – Todos os membros do club estão ansiosos para ver o seu novo brinquedinho em ação.
Edward o afastou de mim.
– É bom que todos os membros do club se lembrem de manter as mãos afastadas do que me pertence.
James nos deu um sorriso brilhante e sem dizer nada se afastou.
Eu lancei a Edward um olhar confuso e ele me disse:
– Falamos sobre isso em casa.
O restante do evento ocorreu sem maiores incidentes e tudo o que eu tive que fazer foi permanecer ao lado de Edward, ocasionalmente bebericando do coquetel sem álcool do seu copo.
Durante todo o tempo, Edward continuou a me tocar, ora levemente, ora com ardor. Ora inocentemente, ora sem pudor. Em algum momento, ele me mandou ficar de quatro e então gastou um bom tempo deslizando sua mão por meu traseiro, sobre o tecido do vestido.
Eu fiz o meu melhor para ignorar todas as pessoas ao meu redor, embora estivesse apreensiva com a possibilidade de que ele erguesse o vestido. Isso não aconteceu, o máximo que ele fez foi passar a distribuir leves e indiferentes tapas por minhas nádegas.
Quando as pessoas começaram a deixar o club Edward usou a guia da minha coleira para me aproximar ainda mais dele.
– Circule por aí e escolha algo para agradar o seu Mestre. – Eu o olhei por um instante, com uma certa dose de hesitação por ter que me afastar dele, mas no fim comecei a engatinhar em direção ao centro do sacão. Ele interrompeu o meu movimento. – Você pode caminhar.
Um suspiro de alivio escapou por meus lábios e a sensação aumentou quando Jasper ordenou que Alice aproveitasse para escolher algo também.
Eu não disse nada a minha amiga, mas era bom saber que ela estava bem ali ao meu lado, enquanto eu passava pelas pessoas.
Olhamos tudo e depois de Alice ter escolhido um plug em formato de pêra que se expandia, eu comecei a me preocupar por não conseguir encontrar nada que achasse que agradaria Edward.
– Pense em algo que você gostaria de usar... – Alice tentou me acalmar ao pararmos para olhar mais algumas coisas. – Não precisa ser nada mirabolante demais. Que tal bolinhas tailandesas? – Ela ofereceu me mostrando o instrumento. – Ou uma fantasia? Tem algumas coisas interessantes ali... – Ela apontou para algum lugar as minhas costas e eu me virei segundo a direção que ela apontava e um pequeno sorriso travesso se formou em meus lábios quando eu vi uma das fantasias expostas.
– Eu gostei disso... – Alice disse animada quando eu apanhava a bolsa com a minha escolha para agradar Edward. – Especialmente do acessório. – O comentário me deixou envergonhada.
– Será que Edward vai gostar?
Alice apenas deu de ombros, mas sorriu para mim e eu soube a resposta para a minha questão no momento em que voltava a me colocar de joelhos aos pés do meu Mestre e o entregava a sacola, após ele a pedir.
Sua gargalhada foi deliciosa.
– Isabella... – Eu começou se aproximando. – Parece que você realmente apreciou a nosso pequeno joguinho dessa manhã, não é gatinha?
Ele usou a guia para me puxar para o seu colo e eu me acomodei de frente para ele, por um momento esquecida de todas as pessoas ao redor.
Ele balançou uma corrente a minha frente.
– Eu também encontrei alguns presentes... – Sua mão deslizou por meu braço e ele abaixou uma das alças do meu vestido.
Quando meu seio foi exposto eu olhei apreensivamente ao redor.
– Concentre-se em mim, Pet. Esqueça todo o resto.
Era uma boa coisa que eu estivesse de frente para ele, assim eu não podia ver as pessoas que estavam as minhas costas e que agora poderiam ver a forma como Edward se inclinou em minha direção e passou a circular o meu mamilo com a língua. Dessa forma foi muito mais fácil fingir que éramos apenas nos dois ali e quando a outra alça foi abaixada, relevando mais um seio, eu não consegui encontrar razão para me importar.
– Eu estou louco para ver aquele novo plug... – Ele me disse, quando passou a apertar e puxar um dos mamilos intumescidos. – Enterrado no seu traseiro e o rabinho de gatinha balançando de um lado para o outro.
Eu gemi com a visão que ele plantou em minha mente: Eu de quatro a sua frente, usando a infame e minúscula fantasia, um plug ornamentado por uma imitação de cauda de gato e uma arco como orelhas em minha cabeça.
Eu sibilei quando ele prendeu uma das pontas da corrente em meu mamilo e apertei minhas mãos em seus braços. Após dar o mesmo tratamento ao outro mamilo, Edward passou um tempo puxando a corrente, balançando os meus seios e distribuindo leves tapas.
Quando sua mão deslizou por uma de minhas coxas e se infiltrou por meu vestido eu tombei a minha cabeça para trás e gemi.
– Você não precisa de permissão, gatinha. – Ele sussurrou quando eu comecei a rebolar contra a sua mão, completamente esquecida do local onde estávamos, das pessoas que nos observavam e do fato de que estávamos praticamente fodendo em público.
Eu quis gritar o seu nome, mas de algum lugar da minha mente veio a certeza que “Mestre” era o mais apropriado e foi, exatamente, isso que saiu de minha boca, mais alto do que seria prudente quando meus músculos internos se contraíram e meu gozo deslizou pelo dedos de Edward.
– Mmmm... – Foi tudo que consegui vocalizar quando ele levou seus dedos a minha boca e me fez limpá-los com minha língua.
– Você deu a todos eles um belo espetáculo, Pet. – Edward colou seus braços ao meu redor, após retirar os prendedores de mamilo e voltar a cobrir meus seios. – Eu estou orgulhoso!
A timidez estava de volta, mas o orgulho de Edward confirmado pela forma como ele me olhava me fez esquecer todo o resto e cogitar a possibilidade de estar, pouco a pouco, me transformando na submissa que ele merecia ter.
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