Despertar de uma sub
43 Capítulo XXXVIII
Notas iniciais
– Isabella, eu...
– Me diga! Me conte o que aconteceu, como aconteceu e, então, nós dois vamos lidar com isso juntos. É assim que tem que ser.
Ele balançou a sua cabeça em um gesto negativo.
– É assim que tem que ser. – Repeti. – É assim que vai ser. Ou eu vou desistir antes que nós dois nos machuquemos mais ainda.
Ele me lançou um olhar incrédulo.
– Esse é o seu jeito de me ajudar: “me diga ou eu vou embora”?
Eu tentei manter a minha cabeça erguida.
– Eu estou aqui agora, Edward. E eu não quero ir a lugar algum. Eu quero ajudar, seja como for. Mas se você vai mesmo continuar a agir como se não se importasse, eu vou seguir em frente. Por mim e pelo nosso filho. Eu não vou, jamais, obrigá-lo a compartilhar de uma gravidez que não deseja, mas eu também não vou ficar chorando escondida por você estar me afastando, eu não vou ficar a apenas alguns passos de distância e não poder te abraçar ou te beijar ou, pelo menos, conversar com você.
Eu o vi passar os dedos pelo cabelo e então voltar a jogar o corpo sobre a cadeira. A cena era familiar. Foi, exatamente, como ele agiu quando esteve em meu apartamento.
– Vem aqui... – Ele chamou e eu não hesitei. Voltei a me acomodar em seu colo.
Dessa vez, sua mão procurou pela minha.
– Você não vai gostar do que vai ouvir...
– Vou gostar muito menos de perdê-lo.
– Não há nada que faça isso acontecer.
Eu lhe dei um sorriso hesitante.
– Eu te digo o mesmo. Nada do que você tenha feito vai me afastar de você.
Ele ficou em silêncio por um longo tempo. Eu esperei.
– Eu pensei que nunca mais fosse vê-la. Depois que contei a ela... Pensei que ela estivesse com tanta raiva que nunca mais gostaria de olhar para a minha cara. Mas ela voltou... 1 mês e meio depois, ela voltou.
Edward me lançou um olhar que eu não consegui decifrar e eu apertei a sua mão. Sabia que não era fácil para ele falar sobre isso, mas era algo que precisávamos fazer.
– Um dia, eu cheguei em casa e ela, simplesmente, estava lá. Como se nada tivesse acontecido. Ela me disse que eu podia continuar a ir aos clubs, se eu precisava disso. Ela me disse que eu poderia dominar outra mulheres, se eu quisesse. Eu sabia que por dentro ela estava sofrendo em dizer isso, eu a conhecia, sabia que a fidelidade sempre foi algo importante para ela, para nós dois. Mas ela insistiu, me disse que... – Ele abaixou a cabeça, fugindo do meu olhar. – Ela me disse que me amava e que por isso aceitaria “os meus gostos estranhos”.
Eu engoli em seco. Não posso negar que essa era uma conversa incomoda.
– E eu disse a ela a pior coisa que eu poderia. Disse que se ela, realmente, me amasse; se, realmente, quisesse ficar comigo, ela, então, tentaria entender as minhas necessidades, viveria isso comigo. – Ele voltou a me olhar. – Você vê, Bella? Eu disse a ela: “Se você me ama, não vai só aceitar a minha escolha, vai participar dela, vai viver no meu mundo.” Foi a coisa mais idiota a se dizer. Ela não era uma submissa, nunca foi, e tudo o que eu fiz foi dizer: se submeta ou vá embora. Ela não foi embora.
Não posso dizer que era agradável ouvi-lo falar do amor de outra mulher, mas tudo o que eu conseguia sentir era admiração. Tania o amava o suficiente para aceitar viver o que não entendia, o que desprezava, o que temia.
Era triste que um amor assim não tivesse futuro.
– Você não pode imaginar o olhar aterrorizado que ela tinha quando eu a levei ao club que frequentava pela primeira vez. Se parecia muito como a forma como você olhava para Jacob no dia em que eu a conheci. Era um club pequeno, intimo, com uma decoração medieval que, com certeza, fez o coração de Tania saltar. Os frequentadores eram bem mais liberais do que os que frequentam o meu club. Não existia salva privada. Não era necessário, ninguém se importava em jogar sob o olhar atento de outras pessoas... E algumas cenas eram, realmente, pesadas. Você pode imaginar o que isso deve representar para alguém que não aprecia nada do que está vendo? Ela não se excitava ao ver uma submissa ajoelhada aos pés de seu Dom, ela não se excitava ao ver uma submissa sendo açoitada... Na verdade, sempre que isso acontecia, eu a via estremecer e se encolher. Ainda assim, eu a levei ao club inúmeras vezes, eu a fazia se ajoelhar aos meus pés e permanecer dessa forma durante boa parte da noite. Uma ou outra vez, eu iria retirar os provocantes vestidos que a fazia usar e acariciava seus seios, mesmo sabendo que ela estava constrangida. Em casa, eu iria amarrá-la a cama, chamá-la de nomes que sabia que ela odiava, e marcar o seu traseiro sempre que ela fosse insolente, embora pudesse ver o olhar de medo dela. E eu fiz isso, muitas vezes, porque era idiota o suficiente para acreditar que com o tempo ela começaria a apreciar, porque eu era tolo o suficiente para acreditar que o sentimento que tínhamos um pelo outro seria o suficiente para mudá-la.
– Ela poderia ter desisto... Eu sei que você a deixaria ir.
– Eu deixaria. – Ele confirmou. – Mas ela não foi. Não até que fosse tarde demais. – Ele aproximou seu rosto do meu. Eu pensei que ele fosse me beijar, mas tudo o que ele fez foi encostar a sua testa a minha. – Era nosso aniversário de namoro e em vez de lhe dar um presente bonito e levá-la para jantar, eu a fiz vestir um vestido minúsculo, usar saltos altos e a levei ao lugar que ela detestava. Ela não reclamou. Na verdade, ela se ajoelhou ao meus pés, beijou o meu joelho e me disse que estava feliz, que queria me agradar naquela noite e que quando voltássemos para casa ela tinha um presente para mim. Eu fui um canalha e disse a ela que também tinha um presente. Meu presente foi levá-la ao centro do pequeno salão, vendá-la, amordaçá-la e prender suas mãos as correntes no teto. Eu joguei com ela, Bella, por quase uma hora. Coloquei prendedores em seus mamilos, açoitei o seu traseiro... Eu, e todos os outros frequentadores, achamos que estávamos diante de uma linda visão. Ela tremia e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Reações bem comuns para uma submissa, a diferença é que Tania, em nenhum momento, se excitou. E, ainda assim, eu teria ido além se não percebesse que ela estava sufocando.
Eu olhei para os olhos verdes e marejados e tentei encontrar algo para dizer. Nada me veio à mente.
– Eu ainda sinto o mesmo desespero toda vez que lembro. Eu retirei a mordaça o mais rápido que pude, ela lutou para conseguir ar, mas o choro, ou talvez toda a situação, só dificultou tudo. Quando a venda se foi e os braços dela ficaram livres, ela, praticamente, tombou contra o meu corpo. Eu a amparei, tentei acalmá-la... Ela estava em pânico. Me afastou, embora, mal conseguisse ficar de pé. Ela mesma arrancou os prendedores, sem o menor cuidado, o que só fez com que se ferisse. Eu ainda posso ouvir o grito de dor e ver o olhar magoado. Ela ajeitou a sua roupa o melhor que pôde e reuniu todas as forças que tinha para correr para longe de mim. Eu fui atrás dela, Jasper e Alice também, nós já éramos amigos e eles queriam ajudar. Mas, Tania estava descontrolada, ela gritou, nos chamou de pervertidos, doentes, sádicos... Ela olhou para mim e disse que me odiava, disse que eu era um maldito monstro egoísta e que tudo o que eu conseguia fazer, quando a levá-la até ali, era deixá-la enjoada. Ela continuou até que não tinha mais forças, até que começou a se sentir mal... Ela se curvou, abraçou a sua barriga e começou a gemer. Ela não me deixou me aproximar, ou Alice quando ela tentou... Rose foi a única capaz de ampará-la apenas porque Tania não a conhecia, portanto não sabia que ela era uma Domme. Ela perdeu o bebê nessa noite e quando eu entrei no seu quarto no hospital, ela olhou para mim e disse: “Você matou o meu bebê.” Ela nunca mais falou comigo, ou olhou para mim durante o tempo que permanecemos na faculdade. Quando eu estava desocupando o apartamento para voltar para Chicago, após a formatura, encontrei o que ela pretendia me dar de presente naquele dia: Era só um envelope com o seu exame de gravidez dentro e um bilhete: “Eu estou chegando, papai!”. O Bebê nunca chegou, Bella.
Eu tentei não derramar nenhuma lágrima, mas simplesmente não consegui. Era uma história triste, que cortou meu coração, e embora eu não pudesse isentá-lo da culpa por seu comportamento com Tania, eu, ainda podia, afirmar que jamais foi sua intenção que tudo acabasse como acabou.
– Não foi sua culpa, Edward. – Eu disse. – Ela se desesperou, ela... Foi um incidente. Você nunca teve a intenção. Não foi sua culpa.
– Minha intenção, seja ela qual fosse, não muda o que aconteceu, Bella. É como dizem: “De boas intenções, o inferno está cheio.”
– Eu ouvi como Tânia fala de você, baby. Ela o admira. Ela não te culpa. Então, por que você continua a se martirizar?
– Quando ela esteve no meu escritório, ela sorriu para mim e disse que sentia muito por tudo o que tinha me dito, que não era minha culpa, que não era culpa de ninguém... Que eu não tinha que tentar ajudá-la agora porque sentia que tinha falhado antes.
– Ela te conhece bem... – Eu comentei baixinho.
Ele colocou suas mãos no meu rosto, me fazendo olhá-lo.
– Eu vou te dizer o que disse a ela: “Eu nunca vou ser capaz de me perdoar pelo o que aconteceu e não consigo entender como você pode me olhar agora e dizer que não é minha culpa.”
– Porque, Edward, nós duas o conhecemos, sabemos quem você é aqui dentro... – Eu toquei o seu peito, bem onde seu coração batia. – Você é bom, Edward. Seu coração é bom. Você cometeu erros como qualquer ser humano comete, mas não são os seus erros que te define. O que te define é a forma como você lida com eles, a forma como você escolhe enfrentar os momentos bons e ruins da vida, é a sua generosidade, é o seu desejo de fazer o certo. Me diz, baby, se você fosse o monstro que quer me fazer acreditar que era, se importaria por todos esses anos com o que aconteceu? Sofreria pela perda de um bebê que só soube da existência quando o perdeu? Enfrentaria três dominadores para defender uma estranha que até onde você sabia estava onde e com quem queria estar? Daria abrigo, roupas, comida, uma livraria para essa estranha? Se você fosse um monstro se importaria com as consequências da escolha errada de uma antiga paixão? Se apaixonaria? Estaria disposto a abrir mão de uma parte de você para não perder quem ama?
– Eu não sei se posso fazer isso, Bella. – Ele confessou. – Toda vez que eu penso que você está grávida, eu me lembro... Toda vez que eu penso nesse bebê, eu imagino como seria se... Toda vez que eu cogito a possibilidade de algo dar errado nessa gravidez, eu vejo o mesmo olhar magoado de Tania em seus olhos e eu ouço a sua voz me dizendo tudo o que ela disse.
– Isso nunca vai acontecer. – Eu o envolvi em um abraço apertado. – Eu não sou Tania, Edward. Eu não me apavoro por estar em um club BDSM, eu não me encolho ao ver uma cena de açoitamento, eu não vou tremer ou lutar contra você se prendedores forem colocados nos meus mamilos e eu não vou me desesperar por estar vendada e amordaçada. Nada disso vai acontecer porque, eu, diferente dela, sou uma submissa. Mais do que isso, eu sou a sua submissa. E eu me sinto tão bem em um club ou playroom quanto eu me sinto em casa, desde que seja você lá comigo. Eu confio em você e eu sei que você nunca vai fazer nada que possa me ferir.
– Foi, exatam...
– Você era inexperiente, Edward. Percorreu um longo caminho até chegar aonde chegou. Hoje você não é o mesmo Dom que era quando tudo isso aconteceu, assim como eu não sou a mesma submissa que era quando disse “sim” a Jacob. E, acima de tudo, Edward, você não é mais um rapaz louco por satisfazer os seus desejos, por realizar as suas fantasias. Você amadureceu, se tornou um homem respeitado e admirado. O homem mais digno de confiança que eu já conheci. Não importa o que você me diga, não importa o que já tenha feito, eu sei quem você é hoje, e isso é tudo o que importa para mim.
– Não é suficiente.
– É para mim. É para o nosso bebê.
– Você fala como se já o amasse.
– Eu já o amo, Edward. Desde o primeiro momento. Ele é uma parte de mim. É uma parte de você. Como eu posso não amá-lo? Você também já o ama, só não quer admitir, tem medo de perdê-lo e se isso acontecer vai ser mais fácil se fingir que não se importava com ele. Mas quando ele estiver aqui e você puder olhar para ele, vai ser incapaz de negar que desde que soube de sua existência, você o amou.
– Eu não sei como fazer isso.
– Eu também não, mas nós podemos aprender junto. Eu vou te ajudar, mas preciso que me ajude também.
– Nós somos opostos, Bella. Você é altruísta e gentil. Daria sua vida por ele sem hesitar. Eu sou egoísta e mesquinho, se me mandassem escolher entre ele e você, eu não hesitaria nenhuma vez. Eu escolheria você.
– Eu vou me certificar de que você não precise escolher.
Ele sorriu timidamente para mim.
– Você precisa me prometer que não vai se afastar.
– Eu vou estar ao seu lado... O tempo todo.
Eu sorri para ele.
– Mas o playroom está fora de nossas vidas até que o bebê esteja aqui.
– Edward...
– Sem cenas, sem jogos, sem coleira. É como vai ser.
– Eu tenho certeza que podemos encontrar uma ou outra coisa que seria perfeitamente seguro tentar.
– Não! – Ele foi categórico.
Eu soltei um suspiro. Poderíamos voltar a esse tópico depois. Por ora era melhor não empurrá-lo mais do que eu já tinha empurrado.
– Beijos ainda são permitidos? – Questionei com ironia.
– Quantos você quiser. – Ele se inclinou em minha direção e me deu um selinho rápido. – Peça-os sempre que desejar, é tudo o que vou poder te dar.
– O que? – Eu praticamente gritei. – O que você quer dizer com isso?
Ele encolheu os ombros e eu o soquei.
– Sem sexo? Você tá de sacanagem...
Quando ele não respondeu, eu senti as minhas bochechas corarem. Ele estava falando sério.
– Eu tenho certeza que você já ouviu falar, em algum momento da sua vida, que grávidas têm a libido em alta.
– Paternidade é padecer no paraíso, meu amor.
Eu saltei do seu colo, cruzei meus braços sobre o peito e o olhei irritada.
8 meses sem nenhuma intimidade? Essa gravidez vai ser, realmente, agradável.
– Veremos! – O desafiei.
Ele tombou sua cabeça de encontro ao encosto da poltrona.
– Eu ouvi dizer que banhos frios ajudam... E chocolate é um bom substituto.
Eu me inclinei até ele.
– Você sabe que eu não sou a única com desejo sexual aqui, não é?
– Eu não me esqueci, acredite.
– Se você, se quer, olhar para outra mulher, eu juro, por Deus, que seu brinquedinho nunca mais vai ver um playroom.
– Você fica linda com ciúmes. – Ele se levantou e acariciou a minha bochecha. – Agora porque você não vai até o quarto, pensar um pouco em coisas de “mamãe”? — Eu bufei e o deixei falando sozinho. — Eu te levo um dos chocolates que Jasper trouxe.
– Idiota! — Eu gritei da escada.
– Veja só, é uma boa coisa que não tenha mais coleira, não é? Ou alguém dormiria com um traseiro bem dolorido. Mas eu não vou me esquecer disso, Bella. Nem o meu chicote.
– Vá a merda! – Eu fiz questão de gritar para que ele pudesse me ouvir e bati a porta do quarto.
– Você não deveria estar me dando problemas agora... – Continuei a falar, agora para uma barriga que não dava sinais de crescimento. – Eles só deveriam começar quando você não dormisse a noite, chorasse o tempo todo e viesse bater no nosso quarto pedindo para dormir conosco porque tem um monstro no seu quarto.
Eu poderia continuar a resmungar como uma velhinha solitária, mas eu não estava disposta a permitir que Edward seguisse com essa ideia idiota e, além disso, minha atenção foi roubada pelas roupinhas que Alice tinha trazido e que eu havia espalhado sobre a cama.
Eu acariciei cada uma das pecinhas, as cheirei e imaginei como seria ter um bebezinho dentro delas. Eu dobrei cada uma delas com mais esmero que necessário e me decidi por fazer compras, eu mesma, para o meu filho.
Por fim, eu apanhei o ultimo embrulho e o admirei. Esse era para Edward... E para o bebê. Talvez eu devesse mantê-lo escondido até que toda essa coisa de “não amar o bebê” estivesse esclarecida, mas eu não pude me conter. Eu contornei as letras estampadas na camisa masculina (I make adorable babies) e, em seguida, as estampadas no macacão infantil (adorable baby). Eu não tinha duvidas de que um bebê de Edward seria no mínimo adorável.
Eu, propositalmente, deixei as duas peças de roupa sobre a cama, no lado que Edward ocuparia e me deitei para esperá-lo.
Quando ele chegou, o quarto estava escuro e eu cerrei meus olhos.
Ele se aproximou de mim e acendeu o abajur. A claridade quase me fez abrir os olhos, mas eu queria saber sua reação ao presente de Alice e sabia que na minha frente ele, certamente, agiria com descaso.
Eu senti seu halito perto do meu rosto e em seguida um beijo na minha testa. Então, o abajur a minha frente foi desligado.
Eu pensei que ele se afastaria, mas ele continuou onde estava por um tempo.
Eu quase denunciei minha travessura de fingir que dormia, quando o senti afastar o edredom que me cobria e então deslizar sua mão pelo meu ventre, sobre o tecido fino da camisola que eu vestia.
– Não vai acontecer de novo. Eu não vou deixar. – Ele sussurrou.
A caricia, um movimento lento e circular, continuou por um longo tempo.
– Não faça mal a ela, e nós dois vamos tentar funcionar, okay?
Ele estava falando com o bebê. Era cativante e um pequeno sorriso se formou em meu rosto sem que eu pudesse evitar.
Eu abri os meus olhos, esperando vê-lo me olhar irritado, mas tudo o que vi, na penumbra, foi o seu perfil. Ele estava ajoelhado, seu olhar preso no ponto onde sua mão deslizava.
– Um bebê! Um Dom, uma submissa e um bebê... Bela família a nossa.
Eu precisei me controlar para não gargalhar. Então ele fez a coisa mais fascinante do mundo e eu me apaixonei um pouquinho mais por ele.
Ele se inclinou e beijou a minha barriga.
Viu, bebê, ele já te ama!
Eu voltei a minha encenação quando ele se levantou, mas dessa vez, realmente, adormeci antes de ver a sua reação a camisa no seu lado da cama. Não importava. Ele já tinha me mostrado tudo o que eu precisava ver.
O bebê, também, já te ama, Edward!
E nos vamos fazer isso funcionar.
CONTINUA...
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