Despertar de uma sub
41 Capítulo XXXVI
Notas iniciais
Bella Swan
– Vai... – Eu senti meu corpo ser sacudido, depois arrastado. – Vai embora, Bella. Corre.
Eu queria que ela viesse comigo, mas tudo o que ela fez foi empurrar o meu corpo mole para fora do escritório.
– Um ou dois minutos antes que ele se levante, Bella. Corre.
Eu fiz como ela disso. Ou tentei.
Minhas pernas não queriam obedecer os meus comandos e a “corrida” até a saída da livraria foi uma grande prova de resistência.
Infelizmente, meus esforços se mostraram inúteis ao me deparar com a porta trancada. Eu voltei até o caixa e tentei encontrar a chave, mas não conseguia lembrar onde estava.
O desespero pareceu me engolir.
Forçar a fechadura se mostrou tão inútil quanto toda a minha luta há poucos minutos.
Em uma ultima e desesperada tentativa, eu passei a socar a porta de vidro, na esperança de que alguém passasse pela calçada e me visse. As batidas se tornaram mais frenéticas quando eu voltei a ouvir barulhos vindo do escritório.
Por que o vidro simplesmente não se partia? Por quê?
Eu não tive tempo para pensar em uma resposta. Qualquer pensamento coerente se foi quando eu ouvi o grito agoniado de Tania.
Meu corpo foi ao chão e eu me encolhi.
Então, o barulho de algo se partindo em milhares de pedacinhos encobriu os gritos.
Eu senti meu rosto sendo tocado e soltei um pequeno suspiro quando meus olhos encontraram Collin.
Eu nunca estive mais feliz em ver o meu segurança.
– Você está bem?
– Tania... – Eu sussurrei.
Ele colocou algo em minha mão e depois a levou até o meu ouvido.
– Peça ajuda. – Ele desapareceu pelo corredor.
Os gritos femininos pararam, mas não os barulhos.
Eu me forcei a manter a consciência até que a ligação foi completada.
– 911, qual é a sua emergência?
– Me ajuda! – Foi tudo o que eu consegui dizer.
...
– Bella? Bella? – Eu nunca me senti melhor por ouvir meu nome ser gritado.
Eu olhei para o médico que me atendia.
– Você ainda precisa ir ao hospital. – O socorrista me disse, mas voltou a abrir a porta da ambulância em que eu tinha sido colocada.
Um par de olhos verdes me encontrou.
Ele não pediu permissão, apenas adentrou o pequeno espaço e me puxou para um abraço.
– Deus, Bella! – Eu apreciei o calor e a segurança dos braços fortes. – Você me assustou.
Edward me afastou, então prendeu meu rosto entre as suas mãos.
– Você está bem?
– Vou ficar. – Tentei sorrir levemente para ele. – Sinto muito!
– Pelo o que você está tentando se desculpar?
– Por te assustar... E por Tania.
Ele me lançou um olhar confuso.
– Eu tentei ajudar... Eu juro!
– Olhe para mim... – Ele pediu, embora meus olhos já estivessem presos nos dele. – Olhe para mim e ouça bem o que eu vou te dizer. Não importa o que aconteceu, não é sua culpa.
– Ela... Ela me ajudou. E ficou lá para que fugisse... Eu não...
– Não é sua culpa! – Ele repetiu quando eu comecei a chorar. – Não é sua culpa.
Meu corpo trêmulo foi abraçado mais uma vez.
– Shiii, anjo! – Ele sussurrou no meu ouvido. – Acabou, Bella. Acabou! Eu estou aqui agora.
– Senhor? – O socorrista chamou. – Ela precisa ir ao hospital.
– Eu vou com ela. – Edward respondeu, mas não fez qualquer movimento para me soltar.
– Tudo bem. Mas você precisa deixá-la deitada. Pode segurar a mão dela se quiser, mas não a mova mais do que já fez.
Ele assentiu e fez como instruído. Eu apreciei o leve aperto em minha mão.
– Tania... – Eu voltei a sussurrar, dessa vez procurando pelo olhar do médico.
– Sua amiga já foi encaminhada para a emergência.
– Ela vai ficar bem? – Eu ouvi a tensão na voz de Edward.
Não ouve resposta, pelo menos nenhuma que eu pudesse ouvir.
Eu voltei a procurar pelo olhar de Edward. Ele retribuiu o olhar e me deu um sorriso triste.
– Diga... – Ele pediu. – Diga de novo.
– O que? – Perguntei em confusão.
– O que você sente, diz... – Eu precisei de alguns segundos para entender. Quando a compreensão veio, a ambulância já estava em movimento e o a sirene soava alto.
– Eu te amo! – Eu disse baixinho.
– Eu também te amo! – Ele respondeu e me deu o sorriso mais bonito que eu já tinha visto na vida.
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