Despertar de uma sub
44 Capítulo XXXIX
Notas iniciais
– Ciúmes, Sr. Cullen?
– Um beijo era completamente desnecessário.
– Eu só estava sendo grata... – Eu me aproximei dele. – Você sabe que não há nada com o que se preocupar.
– É claro que não há. – Ele concordou. – Eu sou o único no seu coração.
– Convencido! – Eu o abracei, ele retribuiu, mas por pouco tempo.
Contato entre nós, por imposição de Edward, não durava mais do que o necessário.
– Venha aqui... – Ele me puxou de volta à cama. – Sente-se aqui um pouco. – Eu obedeci e esperei que ele dissesse o que desejava. – Estou contente que esteja mais confortável com Collin porque eu o quero ao seu lado, o tempo todo, quando eu não estiver por perto.
Ainda era estranho pensar em andar com um segurança ao meu lado o tempo inteiro, mas eu não podia dizer que estava surpresa com a imposição de Edward.
– É mesmo necessário? – Questionei mais por costume do que por desgosto. – Com Jacob preso, eu acho que podemos respirar um pouco mais aliviados e... – Meu discurso se perdeu no momento em que eu vi Edward desviar o seu olhar do meu. – O que foi?
– Ainda há todos os amigos de Jacob que ainda não sabemos quem é, mas que, certamente, sabem quem você é... – Ele respondeu ainda com seu olhar afastado do meu. – E, eu recebi uma ligação, do delegado responsável pelo caso, informando que Jacob ganhou liberdade, essa manhã, mediante o pagamento da fiança.
Eu parei por alguns segundos, tentando assimilar o que tinha acabado de ouvir. Não sei dizer se estava surpresa ou apreensiva. Mas sei que assim que as palavras começaram a fazer sentido, as imagens do meu pesadelo voltaram com força total.
No mesmo instante, eu senti o meu estomago embrulhar e precisei correr até o banheiro para me livrar do pouco que tinha ingerido na noite passada.
Quando acabei, eu escorreguei até o chão, me sentindo tão esgotada quanto tinha me sentido, ou imaginado sentir, no sonho.
– Eu quero que você me prometa uma coisa... – Pedi assim que Edward se abaixou a minha frente. – Prometa que você não vai deixar que ele faça mal a...
– Você não precisa me pedir para prometer isso. – Ele me interrompeu. – Ele nunca mais vai colocar as mãos em você, Bella. Eu não vou deixar.
– Não, Edward. Eu quero que você me prometa que não vai deixar que ele coloque as mãos no nosso filho.
Eu fitei o par de olhos verdes com intensidade.
– Prometa para mim.
– Vem, levanta... – Ele me ofereceu a mão e, propositalmente, ignorou o meu pedido. – O que acha de um banho?
– Depois que você prometer... – Insisti.
– Eu já prometi, Bella. Ele, nem ninguém, vai chegar perto de você de novo. É suficiente, ao menos, por enquanto, certo?
Não. Não era. Mas era o máximo que eu conseguiria dele.
Eu aceitei a sua mão e me ergui.
– Ducha ou banheira? – Ele tirou os fios de cabelo do meu rosto.
– Banheira... – Pedi, mais do que comuniquei. – Com você.
– Bella...
– Eu sei. Sem toques, sem nada. Mas, por favor, eu só quero saber que você está aqui.
Ele concordou com um aceno de cabeça e começou a preparar o banho.
Eu segurei, firmemente, na mão máscula do pai do um filho, antes de entrar na banheira cheia de água morna e soltei um pequeno suspiro quando submergi. Ele me acompanhou. Se acomodou as minhas costas, ainda vestindo a boxer negra que anteriormente estava escondida pela calça de moletom e tentou se manter afastado de mim o máximo que podia estando dentro de uma banheira. Eu não facilitei as coisas para ele e me acomodei contra o seu peito.
– Eu sonhei que estava com ele... – Comecei a dizer, sem nem mesmo saber porquê. – Ele... Ele...
– Shiii! – Eu senti os braços de Edward me envolver. – Foi só um pesadelo. Acabou! Não pensa mais nisso...
– Eu estava com tanto medo. – Confessei. – Com medo que ele fizesse alguma coisa que prejudicasse o bebê, com medo de...
– Bella?
– Edward, eu pensei que...
– Isabella? Me ouve... – Ele me virou até que estivesse de frente para ele. – Acabou! Não aconteceu nada. Você está segura. – Suas mãos se firmaram ao redor do meu rosto. – Esquece todo o resto.
– Me faz esquecer... – Pedi, me aproximando mais dele. – Me faz esquecer, porque é tudo o que eu consigo lembrar agora.
Ele fez um gesto negativo com a cabeça e continuou a acariciar o meu rosto.
Eu colei meus lábios aos dele. A principio ele não retribuiu, mas conforme os segundos passaram ele acabou cedendo. Seus lábios se moveram contra os meus, eu cerrei meus olhos, envolvi seu pescoço com meus braços e intensifiquei o beijo.
Ele me afastou com delicadeza.
– Não, Bella!
– Edward...
– Não, Isabella. – Ele me afastou do seu colo, me colocando sentada do outro lado da banheira, de frente para ele. – Não.
Eu recostei minha cabeça na borda e fechei meus olhos.
– Eu... Eu acho que é melhor eu ficar sozinha. – Sussurrei.
Eu pensei que ele retrucaria, mas o balançar da água me indicou que ele aceitou, com prazer, a minha sugestão.
– Eu vou preparar o seu café.
– Eu não quero café, Edward. Eu quero você! Eu quero me sentir segura enquanto você me ama... É, no mínimo, frustrante, não poder ter isso.
– Eu sinto muito! – Foi tudo o que ele respondeu antes de me deixar sozinha.
Ótimo! Aparentemente, ele estava, mesmo, disposto a continuar com essa maldita greve de sexo.
Ao menos, isso ocupou a minha atenção e apagou, por um tempo, de minha mente, as imagens aterrorizantes de outrora.
Era melhor, realmente, focar em encontrar uma forma de fazer Edward desistir dessa ideia louca de nos manter longe fisicamente do que em pesadelos que só me fazia perder um pouco da sanidade a cada noite.
Eu gastei um tempo acariciando a minha barriga e formulando planos para seduzir o homem que amo. Ele poderia estar disposto a levar isso até o fim, mas eu estava disposta a arruinar os seus planos.
E eu teria sucesso ou seria uma grávida, absurdamente, frustrada sexualmente.
CONTINUA...
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