Despertar de uma sub
50 Capítulo XLIV
Notas iniciais
Capítulo XLIV
Bella Swan
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Eu podia sentir o magnetismo que me puxava cada vez mais para próximo de Edward. Eu podia sentir a força da sua presença, sem nem mesmo precisar abrir os meus olhos para saber que ele estava bem ao meu lado. E como sempre acontecia, saber que ele estava bem ali, ao alcance de minhas mãos, trouxe um pequeno sorriso aos meus lábios e uma sensação de conforto e proteção ao meu coração.
Ainda sonolenta, eu deixei o imã que nos unia me guiar, voltei meu corpo em direção ao dele, lentamente abri meus olhos e me permiti ser brindada com a imagem de um Edward relaxado, com o dorso nu, a trabalhar em seu notebook.
Obviamente, ele sabia que eu havia despertado. Ele sempre sabia. Mas nada disse, nem mesmo se moveu, apenas sorriu levemente, levou uma de suas mãos aos meus cabelos e os acariciou.
Eu o observei por longos minutos, revivendo em minha mente a noite que tínhamos compartilhado. Tudo havia sido tão lindo e emocionante que seria fácil acreditar que não tinha passado de um sonho bom... Isso se eu não pudesse sentir o aperto do recém colocado anel de noivado em meu dedo anelar esquerdo e, para aniquilar com qualquer duvida sobre o que mais esse gesto significado para nós, havia ainda, presa ao meu pulso, uma fita de cetim – a mesma que ele havia usado para me prender, delicadamente, a cama durante a noite e me mostrar que eu tinha, de volta, o meu Mestre.
Meu Mestre. Meu noivo. O pai do meu filho. E, futuramente, meu marido. Era quase bom demais para ser verdade.
Subitamente, fui invadida por uma felicidade arrebatadora, como nunca havia experimentado e por maior que fosse a minha vontade de continuar a admirar o homem que tinha ao meu lado, eu precisava, também, senti-lo. Sem, realmente, dar importância ao fato de que talvez ele estivesse trabalhando em algo importante, eu me movi e o envolvi em um abraço apertado. O melhor de tudo, foi senti-lo retribuir o carinho imediatamente e ouvi-lo rir baixinho próximo ao meu ouvido.
–Eu fiz algo para merecer um “bom dia” tão caloroso?
–Gosto de acordar ao seu lado... – Respondi simplesmente, ainda abraçando-o.
–Teríamos um problema se você não gostasse... – Ele me afastou minimamente e prendeu seu olhar no meu. – Eu pretendo acordar ao seu lado todos os dias da minha vida.
Como não se derreter diante de tal declaração? Para mim, era simplesmente, impossível.
–Gosto ainda mais quando, além de acordar ao seu lado, recebo declarações como essa.
Ele voltou a rir mansamente e sem se importar com meu hálito matinal se apossou dos meus lábios e beijou-me docemente. Eu aprofundei a caricia, apenas porque nunca tinha o suficiente dele e teria permanecido como estava pelo restante do dia se possível, mas Edward me fez ciente de que precisaríamos iniciar o dia.
–Você deveria se aprontar... Eu a deixei dormir mais do que deveria e já está quase atrasada.
–Para o que? – Eu tentei recuperar o fôlego e acalmar os batimentos cardíacos acelerados. – Talvez eu tire o dia de folga... Mas você já não deveria estar no escritório?
Ele sorriu abertamente, afastou o computador pessoal que ainda tinha sobre o colo, me acomodou sobre o colchão e se aproximou de mim.
–Eu não me esqueci do nosso compromisso mensal... – Seus dedos deslizaram levemente pelo meu ventre. – Na verdade, estou bastante ansioso por ele. Se eu me lembro bem, temos grandes chances de descobrir quem está aqui dentro.
Por um segundo, eu me perdi na forma como ele falava tão tranquilamente sobre o nosso filho e me permitir sorrir abertamente ao vê-lo se curvar e depositar um beijo em minha barriga. Eu mal podia acreditar que esse era o mesmo homem que, no início, havia relutado em aceitar essa gravidez.
–Ansioso por isso, Sr. Cullen?
–Estou mais preocupado com o fato de que talvez tenhamos uma menina tão determinada quanto a mãe...
–Isso seria um problema?
–Não para mim... Talvez para os futuros namorados.
Eu deixei minha cabeça cair de encontro ao travesseiro e gargalhei.
–Talvez, eu deva torcer para termos um menino.
Edward procurou pelo meu olhar, deu um suspiro e respondeu com certo nervosismo.
–Não sei se estou pronto para deixar de ser o único homem em sua vida.
Eu prendi o meu olhar no dele e levei minha mãe até o seu rosto em uma caricia leve.
–Você sabe que sempre será o homem da sua vida. Ninguém jamais poderia roubar o seu lugar. Um menino apenas ocuparia um lugar ao lado do seu.
–Me desculpe, baby, mas não costumo aceitar muito bem dividir aquilo que me pertence. Não quero ser um dos homens da sua vida. Quero ser o único.
Não posso negar que a declaração tão honesta tenha me causado certa preocupação, mas aprecie a sinceridade, principalmente porque, no fundo, sempre soube que Edward se sentiria dessa forma.
Bom, no momento, poderia torcer para que tivéssemos uma menina a caminho e caso não, eu ainda teria alguns meses para tentar convence-lo de que, independente do sexo do nosso filho, meus sentimentos por ele jamais mudariam, assim como tinha lhe mostrado que podíamos ter o melhor dos nossos dois mundos, se realmente quiséssemos.
...
Eu desviei o olhar da revista feminina que folheava e o posei sobre o meu noivo, apenas para vê-lo balançar a perna freneticamente, mais uma vez. Sem dizer nada, repousei uma de minhas mãos sobre a coxa máscula oculta pelo tecido da calça social e o acariciei.
Ele me deu um sorriso levemente constrangido, mas não foi capaz de conter o nervosismo.
–É a nossa terceira consulta, baby... – Sussurrei para ele. – Se a cada mês você estiver um pouco mais nervoso, teremos que procurar um cardiologista. Ou pretende me deixar viúva antes mesmo de se casar?
–Nada me faria deixa-la, Isabella. Nem mesmo um maldito ataque cardíaco.
–Que bom! Ainda não tive a oportunidade de usar meu apelido predileto oficialmente. – Comentei com bom humor e vendo que o diálogo o parecia distrair e relaxar, deixei a revista de lado e me concentrei nele.
–Case comigo e poderá usa-lo sempre que quiser.
–Se não me falha a memória, essa foi a proposta para a qual eu disse sim ontem a noite...
–Me dê uma data.
Eu sorri.
–Bom, podemos perguntar a médica quando o bebê deverá nascer, então marcamos uma data a partir daí... Talvez quando meu corpo voltar ao normal e eu não precisar me preocupar com o fato de que talvez tenha leite manchando o meu vestido.
–Teríamos que esperar quase um ano... – Ele comentou com evidente decepção.
–Ou podemos ir até um cartório e, simplesmente, nos casarmos. Eu não preciso de uma cerimônia ou festa. Já sou sua, Edward. Uma certidão de casamento, só tornaria isso oficial.
O sorriso que vi surgir em seu rosto me fez perceber que não existia maior verdade do que a que tinha acabado de proferir.
–Nós teremos uma cerimônia e uma festa... e estaremos casados antes de sua próxima consulta.
Eu pretendia retrucar, realmente não era necessário nada além de nossas assinaturas na presença de um juiz, mas Edward já estava de pé e me estendia a sua mão, o que indicava que nossa vez havia chegado.
–Srta. Swan, você já pode entrar... – A recepcionista disse suavemente ao passarmos por ela.
–No próximo mês será Sra. Cullen. – Edward sussurrou em meu ouvido.
Antes que adentrássemos o consultório, eu colei meu corpo ao do meu noivo e retribuiu o sussurro.
–Me chame assim novamente, e eu te arrastarei de volta para casa.
–Meu sobrenome a deixa excitada?
–Eu te mostraria o quanto se não estivéssemos em uma consulta de pré-natal.
...
Eu apertei fortemente a mão de Edward ao ter meus ouvidos tomados pelo inigualável e emocionante som do coração do nosso filho preenchendo o consultório.
–Tão forte! – Ele comentou ao retribuir o meu aperto.
–Aí está, Bella... – A médica comentou calmamente. – Ainda mais forte e saudável do que no mês passado. E com alguns centímetros e gramas a mais.
Eu lancei um sorriso convencido a Edward. Ele balançou a sua cabeça em concordância. Nada do que tínhamos feito na noite anterior afetou nosso filho, como eu sabia que seria.
–Tão forte e saudável quanto a mãe? – A pergunta do meu noivo não surpreendeu a mim ou a médica.
–O mesmo vale para a mãe, Sr. Cullen.
–Inclusive os centímetros e gramas a mais... – Eu comentei de bom humor, provocando uma risada em minha obstetra e um leve sorriso de Edward.
Ele se curvou e beijou a minha testa.
–O que só a deixou ainda mais linda e excitante.
Eu engasguei com minha própria risada.
Ele tinha mesmo acabado de me dizer isso na frente da minha médica?
O olhar e sorriso que encontrei quando o encarei, deixou claro que o comentário havia sido proferido de propósito, mas antes que eu fosse capaz de pensar em uma resposta, Edward já havia voltado sua atenção para a médica e o monitor onde podíamos ver o nosso filho.
–Você consegue ver o sexo? – Ele questionou livre do bom humor, de volta ao nervosismo que tinha sido seu companheiro desde da conversa que havíamos tido assim que acordei.
–Vocês já sabem o nome? – A obstetra continuou a deslizar o aparelho sobre meu ventre levemente avantajado.
–Edward, se for um menino... – Eu disse imediatamente. Um par de olhos azuis me encarou interrogativamente. – Eu gosto do seu nome. – Respondi a pergunta muda dele.
–E se for uma menina, baby? – Os olhos que ainda estavam sobre mim, brilharam, sem nenhuma intenção de esconder a sua predileção.
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