Notas iniciais
Boa leitura!

Capítulo XLIII

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Bella Swan

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A submissa em mim me dizia que eu deveria ter parado com o meu pequeno e inofensivo jogo de sedução no momento em que as respostas bem humoradas de Edward deram lugar a uma espirituosa advertência, mas provocá-lo tinha se tornado o meu passatempo predileto, especialmente quando ele insistia em manter as coisas entre nós na velocidade mínima. Ainda assim eu não pude deixar de estremecer quando ficou mais do que evidente, através do seu completo silêncio – um claro sinal de ele estava mais do que contrariado, que para ele eu tinha ultrapassado algum limite, possivelmente aquele que ele impôs e se obriga a seguir: nada de jogos. Se eu estivesse usando a sua coleira, eu certamente teria um castigo essa noite. Essa, certamente, não era a forma como eu gostaria de celebrar o nosso segundo aniversário, mas dada as atuais circunstancias, eu aceitaria de bom grado até mesmo um castigo, se isso significasse que ele estava disposto a voltar a assumir o papel de Mestre completamente.

Eu entendia, em absoluto, as reservas dele e apreciava, em demasia, a preocupação e a forma carinhosa e atenciosa com que ele tem tratado a mim e ao nosso filho nos últimos tempos, mas eu sabia, em meu intimo, que ele precisasse estar no comando, sexualmente falando, assim como eu precisava me submeter. Não é apenas um capricho ou fetiche que possa ser adiado, é mais como uma necessidade física e emocional. Uma gravidez não é capaz de mudar quem somos e, no meu caso, apenas tinha acentuado ainda mais as minhas necessidades.

Edward nunca tinha sido tão gentil e amoroso e eu não tinha qualquer queixa sobre isso, pelo contrario, era maravilhoso tê-lo ao meu lado, especialmente agora que ele tinha, finalmente, aceitado a paternidade. Mas eu sentia falta dos nossos jogos, de ser a sua gatinha e de apenas me entregar e sentir tudo o que ele é capaz de provocar quando tinha todo o controle em suas mãos.

Eu queria ter o melhor dos nossos dois mundos e sabia que ele também queria isso, precisava disso. E como conversar, argumentar e tentar convencê-lo não era o bastante, eu imaginei que por as minhas garras de fora e provocá-lo, aliado a uma singela retrospectiva dos nossos melhores momentos juntos, como submissa e Mestre, poderia, quem sabe, surtir efeito.

Na verdade, o plano para a noite era bem simples: Seduzi-lo, entregar o meu presente e torcer para que ele retribuísse me mandando ajoelhar-se aos seus pés e beijá-los. O resumo perfeito de uma noite maravilhosa. Se eu tivesse um pouco de sorte, talvez até conseguisse algumas palmadas... Apenas pensar na possibilidade me deixava, absurdamente, excitada. E motivada a continuar com o plano.

Quem poderia culpar uma submissa por sentir falta do calor e da ardência das mãos fortes do seu Mestre atingindo o seu traseiro? E as marcas... Eu sentia falta delas também.

Pensando que minha pequena travessura poderia nos levar onde precisávamos ir, eu me apressei em deixar tudo pronto. Ainda faltava algumas horas para o habitual horário em que Edward costumava chegar do trabalho, mas eu sabia que ele estaria em nosso apartamento antes disso.

Com mais cuidado do que o necessário eu coloquei o bonito álbum fotográfico sobre a mesinha de centro da sala de estar. Me ajoelhei e envolvi a capa de couro negro trabalhada com uma fita vermelha. Seria a primeira coisa que ele veria quando chegasse... Ou talvez a segunda, já que eu pretendia roubar a sua atenção.

Alisando a saia minúscula que tinha vestido, eu me acomodei na poltrona predileta de Edward, verifiquei se a liga de renda estava perfeitamente posicionada em minha coxa esquerda, usei o controle remoto para ligar a TV – eu gastei alguns segundos observando a cena de sexo explicito que preencheu a tela e quando as imagens já tinham causado o efeito esperado em meu corpo, eu apanhei o meu aparelho celular e um encantador ursinho de pelúcia.

A pequena, porém evidente, saliência no meu ventre diminuía um pouco a imagem de Lolita que eu gostaria de passar, mas no geral e ignorando o fato de estar grávida, eu realmente parecia com uma ninfeta cuja intenção era seduzir um homem mais velho e experiente.

O pensamento me fez sorrir, Edward não era mais que alguns pares de anos mais velho do que eu, mas em quesito experiência ele, de fato, estava bem a minha frente. Não que isso me incomodasse, o tempo todo. Na maioria das vezes eu apreciava, e muito, o fato dele saber onde tocar ou o que dizer para enlouquecer uma mulher. Desde que ele usasse todos os seus conhecimentos exclusivamente comigo, eu não me importaria... Muito.

Com um pequeno sorriso travesso eu reli cada uma das muitas mensagens picantes que havia enviado para ele durante todo o dia e me preparei para a que eu esperava que fosse a cartada final.

Usando a câmera do celular, eu fotografei o ursinho de pelúcia que havia colocado sobre as minhas coxas, propositalmente me assegurei de que a inocente liga que usava, assim como boa parte da pele exposta das minhas pernas, eestivessem visíveis. A imagem até poderia parecer inocente em um primeiro olhar, mas eu me certifiquei que Edward precisasse olhá-la mais vezes ao digitar:

“Eu estou me sentindo tão sozinha e carente hoje... Acho que terei que recorrer ao meu novo melhor amigo. Eu acredito que o pequeno Teddy pode deixar uma garota bastante feliz. Você não se importa, não é Baby?”

Eu não esperava por qualquer resposta por isso me surpreendi ao receber uma nova mensagem. Era bastante direta e me fez gargalhar.

“Eu espero que você se lembre que o único que tem permissão para fazer a minha garota feliz sou eu.”

Com ciúmes de um ursinho de pelúcia, Edward?

Ele podia ser fofo mesmo quando estava irritado.

“Oh mas as mãos do Teddy são tão macias... Por que você está sendo tão malvado com a sua garotinha?!”

E como a intenção era enlouquecê-lo, eu enviei uma nova foto, ainda mais sugestiva, onde ele poderia ver, claramente, que as mãos de pelúcia do urso estavam por baixo da quase inexistente saia que eu usava.

Quando o aparelho telefônico começou a vibrar em minha mão, eu me esforcei para soar inocente.

– Hey, Baby! – Eu o saudei alegremente.

– Você está usando a porra de um urso para se tocar? – A voz dele soava baixa, como em um sussurro, mas ainda assim intimidante.

Eu precisei me segurar para não rir.

– Quando eu era pequena, meu pai me dizia que deveria sempre manter os meus brinquedos por perto e bem cuidados. Mas alguém, realmente malvado, escondeu todos os meus brinquedos prediletos... Eu precisei encontrar um novo.

– Foda-se! – Ele sibilou. – Seu pai também deveria ter lhe ensinado que não é nada educado interromper reuniões importantes de negócio com mensagens eróticas.

– Oh, eu interrompi algo importante? Sinto muito, Baby! Prometo que vou me comportar! Teddy e eu vamos assistir a um filmezinho juntos... – Eu aumentei o volume da televisão e agradeci a Deusa das submissas – se é que existe uma – pelo providencial gemido falso que a atriz deixou escapar naquele momento.

– Esqueça o que eu disse. O que seu pai deveria mesmo ter feito é ter surrado o seu traseiro sem piedade. É o que você merece por me roubar a sanidade quando estou tentando fechar um contrato de milhões de dólares. – Eu tentei, mas não consegui conter a risada diante do seu tom de voz irritado.

– Talvez você queira fazer isso hoje à noite, Dad. Eu sou uma menina tão mã! Você não acha que eu mereço ser castigada?

– É melhor que esse maldito urso esteja a quilômetros de distancia quando eu chegar aí...

Obviamente, ele não me esperou responder. Acho que eu tinha mesmo atrapalhado algo. Bom, agora só me restaria compensá-lo.

Eu apertei o urso contra o meu peito e sorri.

– Sinto muito, Teddy! Mas eu acho que a noite não vai acabar muito bem para você... Eu prometo remendá-lo depois.

...

O som da porta da sala sendo batida com força me alertou que Edward, finalmente, estava em casa... Menos de 30 minutos depois do nosso breve telefonema.

1x0 para Bella!

Eu não disse absolutamente nada, apenas mantive meus olhos grudados na grande tela plana fingindo interesse no filme erótico que havia selecionado. Só uma estória qualquer sobre um professor que precisava ensinar uma lição há uma aluna desatenta. Particularmente, eu acreditava que a nossa cena professor/aluna tinha sido muito mais quente, mas não podia negar que tinha algo de excitante em assistir o que eu já tinha feito com Edward.

Eu precisei de muito esforço para não desviar o meu olhar quando ele jogou a sua pasta sobre a mesa e parou bem a minha frente. Ele sempre parecia maravilhoso, mas usando um terno escuro e com cara de malvado ficava simplesmente irresistível.

– Hey, Baby! – Eu sorri para ele. – Você chegou cedo! Você quer se juntar a nós para o filme? – Proposital e provocantemente eu balancei o ursinho de pelúcia em direção ao homem parado a minha frente.

O inocente urso foi arrancado da minha mão, jogado do outro lado da sala e eu precisei morder o lábio inferior para não gargalhar. Edward apoiou as mãos nos braços da poltrona e se inclinou em minha direção.

– Eu estava fechando um contrato com uma empresa holandesa interessada em um novo sistema informatizado de segurança. Você já ouvi falar em como os europeus gostam de pechinchar? Eu pretendia fazer com que eles pagassem a quantia que eu quisesse, mas minha negociação foi por água abaixo... Tenho certeza que você sabe que assinar um contrato enquanto a única coisa que ocupa a sua mente é a imagem de um fodido urso masturbando a sua namorada não é benéfico para os negócios. Eu espero que você saiba uma forma de me compensar pelos milhares de dólares que eu deixei de ganhar.

Eu tentei parecer inocente e assustada.

– Estou em problemas, Dad?

Ele não disse nada, mas nem mesmo precisava. Seu olhar já dizia tudo o que eu precisava, e queria, saber.

Quando ele deu um passo atrás, retirou o seu paletó, afrouxou o nó da sua gravata e dobrou as mangas da camisa social sempre com seu olhar sobre mim, eu sabia que os hipnotizante par de olhos azuis que me encarava, naquele momento, não pertencia ao meu amoroso e delicado namorado, mas sim o meu controlador e exigente Senhor.

– Bem vindo de volta, Mestre! – Eu sussurrei quando ele, com um rápido movimento, me fez ficar de pé, apenas para me colocar de costas para ele e em seguida me fazer apoiar as palmas da mão na poltrona que antes ocupava.

Eu sabia que a posição o fazia consciente do fato de que eu não tinha um lingerie por baixo da saia cheia de pregas e assim como seus olhos já deveriam ter encontrado um dos presentes que ele havia me dado no ano anterior. Minha suposição só foi confirmada quando ele levantou o pequeno pedaço de pano que não fazia muito para me cobrir, afastou um pouco mais as minhas pernas e usou a sua mão para acariciar o meu traseiro, pressionando, propositalmente, com um de seus dedos o plug que eu havia lutado para conseguir colocar no lugar.

Ele certamente estava se perguntando como eu o tinha encontrado, já que ele tinha certificado de guardar todos os nossos brinquedos no playroom, trancado a porta e escondido a chave. Eu o deixaria cogitar mil e uma possibilidades antes de revelar que tinha apenas encontrado uma chave extra em seu escritório.

A primeira palmada veio antes que ele tivesse dito qualquer coisa. Não chegou a me pegar de surpresa porque eu sabia que era o que ele faria no momento em que meu corpo foi inclinado contra a poltrona. Eu cerrei meus olhos para apreciar o som de sua mão atingindo a minha pele, o calor que o contato proporcionava, a ardência, a excitação... Antes que eu conseguisse contar a 6° palmada, eu já estava gemendo e empinando o meu quadril cada vez mais em sua direção.

– Você tem o péssimo habito de gostar das suas punições, Isabella. – Ele me disse e uma nova sequencia de palmadas me atingiram. – Eu acho que vou ter que te ensinar a ser uma boa menina.

Meu coração estava aos saltos quando ele me fez voltar a ficar de pé, com minhas costas encostadas em seu peito.

Suas mãos rasgaram o top transparente que eu usava, brincaram por um tempo com os meus seios, me deixando ainda mais louca por ele e, então, desceram por meu corpo. Quando a mão masculina deslizou por meu ventre saliente, eu senti uma leve caricia e um beijo doce sendo depositado em meu pescoço. Foi rápido, mas eu sabia que era a forma dele me dizer que ainda estava completamente consciente de que tínhamos uma vida dentro de mim e que ele, embora estivesse cedendo aos nossos desejos, não deixaria de ser cuidadoso.

–Eu quero você sobre a poltrona, com a sua bundinha linda bem empinada na minha direção... – Eu me movi com cuidado e ele esperou até eu estivesse exatamente como ele queria. – Muito bem, minha garota. Fique confortável e não se mexa.

Eu não fazia ideia se ele ainda estava na sala ou não já que a única coisa que eu conseguia ver era o estofado negro da espaçosa poltrona. Quando os minutos se acumularam e minhas costas começaram a doer, eu não tive nenhuma outra opção a não ser chamá-lo.

– Mestre? – Eu disse baixinho.

Eu senti sua mão percorrer a minha espinha e estremeci.

– Você tem algo para me dizer, Bad Girl?

Eu tinha, mas quase me esqueci do que era ao sentir os seus dedos subindo e descendo por minhas costas. Minha pele agora formigava, mas por uma razão totalmente diferente do desconforto da dor.

– Eu posso me mover, Mestre? Minhas costas estão ficando um pouco doloridas... – Eu queria jogar e sabia que ele também queria, mas isso era algo que teríamos que fazer com bastante honestidade e cuidado nos próximos meses. Infelizmente, não existiria espaço para aguentar o desconforto apenas para aprofundarmos as coisas.

Sua mão voltou a estalar contra o meu traseiro antes que ele me desse permissão para mudar de posição.

Ele estava bem ao meu lado quando eu levantei o meu tronco e apoiei o meu rosto contra o encosto da poltrona.

Edward procurou pelo meu olhar e eu sorri para ele.

– Desconfortável? – Ele questionou com suavidade e com delicadeza passou a massagear as minhas pernas.

– Eu estou perfeitamente bem, Mestre!

– Eu posso ver que sim... – Ele respondeu e subiu sua mão por uma de minhas pernas até alcançar a minha intimidade. Eu me remexi pedindo por mais. – Tão molhada! Você tem ideia do quão linda fica assim, tão excitada e exposta para mim?

– Mestre, eu...

– Shiii! – Ele me silenciou com uma nova palmada. – Eu ainda não acabei com o seu castigo. O que você merece? Eu acho que algumas palmadas é muito pouco, não é?

A sua fala me fez pensar, imediatamente, em como eu adoraria ter o chicote dele encontrando a minha pele, mas chicotes estavam fora das nossas brincadeiras até o final da gravidez.

– Uma vez... – Eu tentei acalmar os meus batimentos cardíacos. – Quando eu fui uma menina muito mã, o Diretor Cullen teve que me ensinar uma lição... Ele ficaria tão desapontado se soubesse que eu continuo esquecendo de usar a minha calcinha.

Eu ouvi a risada baixa do meu Mestre e em seguida seus passos se afastando. Ele estava de volta em menos de um minuto.

– Faz muito tempo desde que eu te marquei... – Ele me disse deslizando algo frio por minhas nádegas . Ele não precisa me dizer o que era, eu pude reconhecer a régua que uma vez ele tinha usado em mim em seu escritório. – Conte e agradeça, Bad Girl.

– Um... – Eu disse em um sussurro. – Obrigada, Mestre!

Ele trouxe seu corpo para bem próximo do meu e sussurrou no meu ouvido.

– Eu acho que hoje vou ser apenas Dad. – Eu estremeci pela evidente excitação que ele fez questão de esfregar em minhas pernas.

A régua atingiu a minha pele com mais força. Não existia duvidas de que eu teria um traseiro marcado quando acabássemos.

– Dois. Obrigada, Dad!

– Isso era o que você queria? – Ele continuou a falar, embora eu já não conseguisse me focar completamente no que ele dizia após ter gritado “Dez!”. – Eu acho que sou o principal culpado por você ser uma menina tão insolente e voluntariosa, não é? Eu estou sempre te dando o que você quer, mimando você... Eu vou te dar sempre o que você quiser, Bad Girl, mas hoje eu vou te dar o que quer até que esteja implorando para que eu pare.

Quando Edward fazia uma promessa, ele cumpria. Simples assim. Então eu não deveria ter pensado nenhum por um segundo que ele não continuaria a surrar as minhas nádegas até que eu estivesse me contorcendo de dor, embora mais excitada que nunca.

– Amarelo! – Eu disse subitamente, apenas porque sabia que era o que tinha que fazer.

Ele parou imediatamente.

– Obrigado! – Ele sussurrou e eu senti seus lábios tocando docemente a pele quente e ardente que há pouco ele atingia. – Eu vou te dar tudo o que quiser, sempre, Isabella... Se me fizer saber quando devo parar.

– Eu sempre vou te dizer quando for demais para mim, Mestre. Ops! Dad.

Ele me puxou para os seus braços e como se eu não pesasse nada me levou até o sofá e me sentou sobre ele.

– Você sabe o que eu quero fazer com você? – Ele manteve o meu olhar preso nele com um simples e displicente movimento: abrir o fecho da calça social que usava e me brindar com a visão de uma gloriosa ereção. Tudo para mim.

– Me foder? – Eu sugeri enquanto umedecia meus lábios com a língua.

– Você vai ter que manter essa boquinha depravada quando o bebê nascer... Nada de timidez na minha cama.

– E na sua sala de jogos?

– Sua submissão é tudo o que eu quero. – Ele se apossou do meu cabelo e puxando-o me fez olhar para cima, nos seus olhos.

– Minha submissão é toda sua. Somente sua.

A sua única resposta foi aproximar o meu rosto do seu membro ereto.

– Por favor, me deixe fazer isso de joelhos. – Eu pedi antes que ele me fizesse sentir o seu gosto.

Ele me deu espaço e eu me ajoelhei aos seus pés. Eu tinha sentido falta disso, faltava apenas uma coleira ao redor do meu pescoço. Em um gesto involuntário, meus dedos acariciaram a pele abaixo do meu queixo.

A mão de Edward voltou ao meu cabelo e ele deslizou seus dedos por entre os fios.

– Eu também quero a minha coleira aí... Eu estou louco para ver meu nome em você mais uma vez.

Eu sorri, um sorriso verdadeiro. Levantando o meu olhar, eu estendi a minha mão direita em sua direção, mais uma das minhas surpresas para a noite. Eu tinha seu nome escrito em minha pele, uma replica da sua assinatura. Não era uma tatuagem de verdade, obviamente. Apenas algo temporário... Mas que eu pretendia transformar em permanente assim que nosso filho nascesse.

Eu vi quando os olhos azuis dele brilharam.

– É de henna... – Eu expliquei quando seus dedos contornaram as letras. – E eu queria que estivesse em outra parte do meu corpo, mas imaginei que você não ficaria muito feliz se eu deixasse alguém tatuar os meus seios ou...

– Você imaginou certo. – Ele me disse com evidente possessividade. – Já é bastante ruim que eu tenha que dividi-los com alguém em breve.

Eu não fui capaz de deixar de sorrir.

Notas finais
Por favor, se você chegou até aqui, me deixe saber o que achou.xoxo