Notas iniciais
Olá, gatinhas! Como estão? Estou feliz de finalmente pode postar esse capítulo em especial... Venho pensando nele há algum tempo e acho que vocês também e, acredito, que não existia capítulo melhor para comemorar o fato de que essa fic agora é um livro. Isso não é o máximo? Eu estou muito feliz e acredito que vocês também ficarão contentes, afinal a versão do livro é diferente, em certos aspectos, da fic.... Com narrativa em terceira pessoa, mudanças em alguns acontecimentos, capítulos inéditos e algumas outras coisinhas. Caso você queira adquirir o livro, ele está a venda na amazom.com.br, no seguinte link: http://bit.ly/despertardeumasub Não deixe de conferir, ao menos a amostra grátis, assim você terá uma melhor ideia da nova versão. Boa leitura!!!

Jogada sobre a cama, coberta de suor e com os olhos fechados, eu tentei voltar a respirar normalmente depois de ter sido presenteada com um orgasmo aniquilador, mas era difícil se recompor com as mãos atrevidas de meu noivo a acariciarem os meus seios languidamente, em uma carícia que só me fazia desejá-lo ainda mais, independente de já termos, ou não, feito amor.

– Para com isso... – Eu pedi baixinho quando os dedos de Edward se fecharam ao redor de um mamilo, apertando- o e esticando-o até que meu corpo ondulou sobre o colchão em resposta.

Os olhos dele procuraram pelos meus e os movimentos diminuíram, mas não pararam. Eu sabia que ele estava apenas se certificando que não havia ultrapassado a barreira do prazeroso e ido direto ao doloroso. Embora ele soubesse o quanto eu adorava a forma como ele brincava com os meus seios, a gravidez me deixou mais sensível e, assim como minha obstetra havia alertado, existiam dias em que o mais leve dos toques me faria choramingar de dor, sem nenhum prazer envolvido.

Não era o caso nesse momento. Os toques de Edward apenas atiçavam as chamas de excitação que percorriam o meu corpo.

– Para com isso... – Eu repeti. – Você está me deixando excitada.

Ele riu alto.

– Querida, quando é você não está excitada?

Obviamente, ele não esperava por uma resposta porque seus lábios atacaram os meus em um beijo afoito, cheio de promessas.

Eu levei minhas mãos aos cabelos dele, puxando-o para mais perto enquanto sentia os dedos deixaram meus seios e vagaram por meu corpo sempre em direção ao sul...

Quando alcançou o meu ventre, Edward sorriu para mim e, por alguns segundos, apenas acariciou a barriguinha avantajada de 5 meses de gestação. Como sempre acontecia quando ele me tocava assim, nossa filha respondeu com um chute que fez nós dois rirmos. Era estranho, mas Sophia parecia saber exatamente quando o toque vinha do pai.

– Hora de dormir, Sophie. – Ele sussurrou e apertou um pouco mais a palma da mão contra o meu estômago, sentindo os movimentos da filha. – Mamãe está ocupada agora.

O som da voz rouca e masculina só fez com que Sophia se movimentasse ainda mais. Por alguns segundos, eu apenas fiquei de expectadora da forma como meu noivo sentia Sophia se mexer e olhava para minha barriga com os olhos brilhantes. Se eu já não o amasse tanto, essa cena me faria irremediavelmente apaixonada.

– Você pretende continuar? – Eu o provoquei depois de um tempo e, sem qualquer receio ou pudor, dobrei os joelhos e os afastei, deixando claro ao que me referia.

– Além de insaciável, a gravidez te deixou impaciente demais. – Ele respondeu, a voz contendo uma pequena dose de repreensão, mas afastou a mão que me tocava e, sem qualquer aviso, usou dois dedos para acariciar, com vigor, o meu interior.

Eu gemi o nome dele, mais alto do que pretendia, e continuei a gemer conforme os dedos continuaram a deslizar por meu canal íntimo.

Em uma tentativa tardia de me conter, eu levei uma das mãos aos lábios, abafando os sons.

– Não. – Ele torceu os dedos, em busca do lugar certo e quando o encontrou todo o meu corpo estremeceu. – Eu quero ouvir você gritar.

Minha mão foi afastada antes que eu pudesse protestar e mais um gemido ecoou pelo quarto antes que eu conseguisse morder o lábio inferior.

Normalmente, eu adoraria dar ao meu noivo tantos gemidos quanto ele quisesse, mas estar consciente de que outras pessoas estavam na casa, de alguma forma, me deixava envergonhada demais.

Eu olhei ao redor do quarto, vendo as sombras das grandes árvores lá fora através das paredes de vidro do nosso quarto na casa do lago, imaginando se nossos amigos e os pais de Edward lá fora eram capazes de nos ouvir. No entanto, qualquer preocupação com quem podia ou não ouvir, desapareceu no momento em que meu clitóris foi sugado por lábios afoitos e em seguida acariciado por uma língua úmida e ansiosa.

Eu me perdi na sensação, esquecida de onde estava, que dia era e o que aconteceria lá fora, em frente ao calmo e reluzente lago, em algumas horas.

– Edward, por favor... – Eu pedi quando ele diminuiu os movimentos, retardando a tão aguardada libertação.

Por excruciantes minutos ele continuou a me levar até a borda de um orgasmo e me puxar de volta antes que eu pudesse me jogar até que eu estava murmurando frases desconexas e implorando pelo êxtase, apenas esperando por um movimento a mais e quando ele veio eu senti cada centímetro de pele arrepiar, todo o corpo ondular, flashes explodirem por detrás das pálpebras fechadas e o ar ser roubado de meus pulmões.

– Linda... Você é linda pra caralho gozando. – Edward sussurrou contra o meu sexo, ainda sorvendo todo o mel que eu tinha para oferecer. – E deliciosa.

Eu nem mesmo tinha me recuperado quando ele deitou ao meu lado, virando meu corpo de lado e recostando seu peito as minhas costas. O roçar do membro ereto contras as minhas nádegas foi registrado um segundo antes de meu noivo gemer contra o meu ouvido ao deslizar por meu calor e ser acolhido por meu interior ainda em ebulição e a pulsar pelo prazer experimentado.

Com um das mãos sobre o meu baixo-ventre, para me manter no lugar, ele passou a se mover com rapidez, trazendo o som de nossos corpos se encontrando para a nossa erótica sinfonia.

Eu não conseguia me mover, sequer manter os olhos abertos, tamanha intensidade da descarga elétrica que continuava a percorrer minhas veias, então apenas permaneci ali, a mercê de Edward, enquanto ele entrava e saia do meu corpo, gemendo junto com ele quando o êxtase chegou novamente, dessa vez para nós dois juntos.

– Eu posso passar a vida inteira dentro de você... – Ele disse baixinho quando me puxou ainda mais para os seus braços.

Eu pretendia responder com algum gracejo, mas antes que meu cérebro, ainda embaralhado, conseguisse funcionar, uma batida na porta, seguida da voz de Esme Cullen me fez corar e me encolher.

– Edward, se você continuar com isso, ela não vai, sequer, conseguir descer as escadas.

– Aí meu Deus... – Eu enterrei meu rosto contra o travesseiro enquanto ouvia a gargalhada de Edward ao meu lado.

Ainda rindo, meu noivo deixou a cama e me pegou no colo.

– Eu apreciaria mais uma rodada... – Ele comentou com diversão enquanto caminhava até o banheiro e me acomodava na banheira. – Mas eu acho que você já está com as pernas bambas demais, não é?

Eu lancei a ele um olhar irritado que só o fez rir ainda mais quando ele se afastou para vestir um robe. No entanto quando a água morna passou a cair sobre o meu corpo levou embora o olhar malcriado e trouxe à tona um suspiro de contentamento.

Depois da banheira cheia e salpicada de sais de banho, Edward se ajoelhou para que seu rosto ficasse no mesmo nível do meu e acariciou as minhas bochechas coradas.

Eu não pude deixar de sorrir para ele.

– Você vai casar comigo? – Os olhos dele brilharam e meu coração perdeu o compasso.

– Eu acho que já disse “sim” para essa pergunta... – Respondi e levei os dedos molhados até o rosto do meu noivo, retribuindo o carinho. – Ou eu estava apenas sonhando quando você me disse que eu seria sua esposa?

– Só mais algumas horas... – Ele sorriu lindamente.

Eu retribui o sorriso, mas cerrei os olhos para conter as lágrimas de emoção que estavam começando a se formar.

– Só mais algumas horas... – Eu concordei. – E eu ainda não tenho um vestido. – Fiz um biquinho falso apenas para domar a emoção com uma pitada de bom humor, ao citar o vestido que ele havia escolhido e mantinha longe de mim.

Nenhuma lágrima... – Eu recomendei a mim mesma, mentalmente. – Até que eu chegue ao altar. – Eu sabia, com absoluta certeza, que se começasse a chorar agora nunca pararia e o maquiador que deveria chegar a qualquer momento acabaria me encontrando com o rosto inchado e vermelho.

– Um vestido? – Edward ponderou e contornou meus lábios com os dedos. – O seu vestido? Ah droga! Eu esqueci.

– O que? – Eu praticamente gritei e, com um impulso, me sentei espalhando água para todo lado. – Você esqueceu?

– Sinto muito, baby. – Ele respondeu e teve o bom senso de se afastar minimamente de mim. – Eu acho que você terá que caminhar até o altar em sua gloriosa nudez.

– Edward! – Eu joguei uma generosa quantidade de água sobre ele quando sua voz deu lugar a uma estrondosa gargalhada. – Isso não tem graça... – Eu levei uma mão ao peito e respirei fundo para me acalmar. – Aí meu Deus! Eu não tenho um vestido!

Antes que eu percebesse e Edward se desse conta, eu já estava fungando, com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto.

– Bella... – Ele disse docemente. – Baby, eu...

– Edward! – Eu não precisei procurar pela origem do som para saber que a voz pertencia a Alice. – O que você fez?

– Amor... – Ele continuou e ignorou a presença da nossa amiga, seguida de Esme que, obviamente, havia sido alarmada pelo grito de Alice. – É claro que você tem um vestido. Eu só estava brincando...

Vagamente, eu assimilei as palavras dele, mas era tarde demais, as comportas tinham sido abertas e, como eu imaginava, depois de iniciado o choro, eu simplesmente não conseguia parar.

– Bella... – Ele tentou mais uma vez, mas foi interrompido pela mãe que só faltou puxar a orelha do filho quando tentou arrastá-lo para fora. – Não chora. Eu juro que não esqueci o vestido.

– Não é o vestido, seu idiota. – Alice me ofereceu uma toalha e me ajudou a deixar a banheira. – Agora dê o fora daqui para que ela possa parar de chorar e se aprontar.

– Sinto muito. – Ele continuou parado dentro do banheiro, me olhando. – Era só uma piada.

Eu assenti e funguei uma vez mais, agora irritada pelas lágrimas que não paravam de rolar.

– Eu te amo! – Disse quando Esme, finalmente, conseguiu levar o filho para o quarto. – E eu vou me casar com você... Assim que eu conseguir parar de chorar.

Eu acho que Edward não conseguiu ouvir a ultima parte, mas Alice, que estava ao meu lado, riu baixinho e me puxou para um abraço.

– Se você não parar de chorar... – Ela me levou até outro quarto, enrolada em uma toalha, onde eu dei de cara com o cabeleireiro e maquiador contratado. – Eu vou trazer Edward de volta e fazer ele te dar umas palmadas.

– Ok... – Eu respondi, mas as lágrimas continuaram.

– Aqui está... – Rosalie adentrou o cômodo ao lado de Esme, sem nenhum sinal de Edward, e as três mulheres juntas me empurraram delicadamente até o closet onde eu pude ver um lindo vestido de um ombro só, na altura dos joelhos, nude, todo em renda.

– É lindo! – Eu disse abobalhadamente e, sem conseguir me conter, passei a mão pelo tecido, sentindo a maciez.

***

As minhas mãos tremiam levemente, fazendo o pequeno buquê de rosas brancas balançarem, quando a melodia de uma suave música clássica começou a ecoar pelo ambiente.

De pé, no início do corredor improvisado que me levaria até o altar, eu podia ver as muitas flores que serviam como decoração, assim como as pessoas presentes, o lago ao fundo, o altar... Mas tudo o que meus olhos procuravam era Edward e quando eu o encontrei, olhando para mim com os olhos verdes tão brilhantes quanto esmeralda, todo o resto deixou de existir. Existia apenas eu e ele, a alguns passos de distância, prontos para iniciar uma nova fase de nossas vidas, juntos, mais fortes.

Foi o brilho no olhar dele, ou talvez o amor evidente naquele olhar, que me fez dar o primeiro passo, decidido, apressado... deixando claro que eu mal podia esperar para estar ao lado do homem que amo para me tornar a sua esposa.

Enquanto cruzava o corredor, com os olhos fixos no homem que me aguardava sorrindo, eu ponderei que fazia total sentido que estivesse caminhando até ele, sozinha, exatamente como eu era quando ele me resgatou do inferno em que vivia. Sozinha, embora com tantas pessoas ao redor, mas com uma mão sendo estendida em minha direção a me guiar, como uma luz no final do túnel.

Três passos agora e Edward eliminou dois deles, com a mão estendida para mim, me chamando mesmo sem proferir nenhuma palavra. Minha mão tocou a dele e por um momento, mesmo de olhos abertos, eu revi todos os momentos passados: os ataques de pânico, o medo, as lágrimas, os abraços reconfortantes, a química inegável que sempre nos rodeou, o amor que sempre foi mais forte do que todas as nossas dúvidas, as discussões, as reconciliações... Tudo até o momento em que eu me encontrava, de pé, em frente ao altar louca para gritar “sim” tão alto que o mundo inteiro ouvisse.

Ele se inclinou em minha direção, levando os lábios até a minha testa em mais um dos tantos beijos delicados que ele adorava me dar.

– Eu sou sua... – Disse baixinho, só para ele ouvir, porque era a verdade e as palavras pareciam possuir vida própria. – Sempre fui sua, sempre vou ser sua.

Ele sorriu, levou as mãos até o meu rosto e, sem se importar com o fato de que a cerimônia nem mesmo havia começado, me beijou, colando seus lábios nos meus, em um beijo calmo, doce, cheio de amor.

Um pigarro, algumas risadas e nossa bolha particular continuou firme e forte a nos envolver, mesmo quando as bocas se separaram e as nossas testas se encontraram e sorrimos cúmplices um para o outro.

– Assim como eu sou seu.

***

Eu me acomodei no colo de Edward depois de ele ter se juntado aos pais em uma mesa e deixei que meu corpo relaxasse por um momento, enquanto admirava, abobalhadamente, a grossa aliança de ouro que ornamentava o meu dedo anelar esquerdo.

Com um sorrido imenso no rosto, eu me virei para o meu marido e o abracei inesperadamente. Ele retribuiu o abraço, me apertando contra ele.

– Eu nunca estive tão feliz... – Cochichei. – Obrigada!

– Sem mais lágrimas, então? – Ele respondeu com diversão.

– Apenas lágrimas de alegria. – Eu assegurei e me afastei, corando ao perceber que meus sogros estavam com os olhos sobre nós, observando a nossa troca. – A não ser que você me diga que esqueceu de contratar um Buffet... Eu estou faminta.

Todos riram e eu os acompanhei, aproveitando o momento de felicidade ao máximo que podia.

– Você gostou? – Edward questionou depois de ter chamado um garçom e solicitado algo para que comesse. – Da cerimônia? De tudo?

– Eu adorei. – Garanti. – Foi exatamente como eu queria: íntimo, casual, em um lugar especial... Eu não mudaria nada. E os nossos amigos mais próximos estão aqui, conosco.

– Eu fico feliz que tenha gostado. Tudo isso é para você...

– Para nós. – Eu o corrigi.

– Para mim... – Ele beijou o vão do meu pescoço. – Basta ter você ao meu lado para sempre. Nada mais.

– Isso você sempre teve.

Entre trocas de palavras amorosas, passamos boa parte da festa juntos, nos separando apenas quando eu precisava ir ao banheiro ou quando Sophia começava a se contorcer dentro de mim, me obrigando a sentar um pouco e descansar. Nesses raros momentos, alguém me fazia companhia e eu sempre encontrava o olhar atento de Collin sobre mim.

Em uma das minhas pausas, acenei para ele, chamando-o para perto quando Esme gentilmente se ofereceu para buscar algo que eu pudesse beber.

– Olhe só para você... Todo bonito. – Eu comentei quando o meu segurança se aproximou.

– Olhe só para você... Toda redonda.

– Oww! – Eu cruzei os braços. – Isso não foi gentil. E eu não estou assim tão redonda...

– Ainda. – Ele frisou e riu.

De bom humor, eu o acompanhei na risada.

– Gostaria que ela estivesse aqui... – Disse depois de um tempo, sinceramente. – Para te fazer companhia. É uma festa, você deveria estar se divertindo.

– Fala a verdade, o que você gostaria mesmo é de começar outra briga... – Collin respondeu com forçada diversão, mas os olhos se desviaram do meu.

Eu dei de ombros.

– Ainda tenho minhas diferenças com Tanya, mas isso não quer dizer que eu não torça por vocês.

– Nós dois... – Ele disse e eu reconheci o saudosismo na voz dele. – Nós dois, diferente de você e Edward, temos um tempo limitado juntos. Vai chegar ao fim, antes mesmo de começar.

– Me chame de romântica, se quiser... – Eu concedi um aperto amigável em uma das mãos dele. – Mas acredito que o amor pode tudo. Em algum momento, Jacob deixará de ser uma ameaça e ela vai poder ser sua.

Collin aceitou o aperto de mão, mas logo se afastou, voltando à postura de segurança em serviço.

– A gravidez te deixou muito sentimental... – Ele abriu espaço para minha sogra me entregar uma taça de suco. – Gostava mais de você quando você ameaçava chamar a policia para mim.

Foi a minha vez de gargalhar.

Com o suco em mãos, eu voltei a me colocar de pé.

– Está certo, cão de guarda, abane o seu rabinho atrás de mim enquanto eu circulo por aí. Ainda não falei com Angela e o pessoal da livraria.

– Por aqui... – Collin apontou a direção. – Estão todos juntos, mas eu não vi Angela em nenhum lugar.

***

– Seria muito indelicado mandar todos eles embora? – Edward cochichou no meu ouvido. – Assim poderemos adiantar a noite de núpcias...

A mão sobre a minha cintura deslizou pela lateral do meu corpo e eu fechei os olhos para ignorar a proposta sussurrada.

– Ainda não é noite... – Eu respondi e com um tapa leve afastei a mão boba quando ele alcançou o meu bumbum. – Mas eu, confesso, que estou cansada... Daria qualquer coisa por uma das suas massagens agora.

Ele se apossou da minha mão e, sem nada dizer, passou a me puxar em direção a casa.

– O que você está fazendo? – Eu tentei pará-lo quando alcançamos a sala de estar onde alguns convidados mais cansados estavam acomodados.

– Não podemos mandá-los embora... – Ele respondeu conforme me conduzia escadas acima, até o nosso quarto. – Mas você ainda pode ter alguns minutos de descanso, longe de todo mundo. E aquela massagem.

– Deixe a porta aberta... – Eu pedi quando alcançamos o quarto. – Ou não vamos mais sair daqui.

Ele concordou e se ajoelhou a minha frente quando eu me acomodei na beirada da cama, recostada a cabeceira.

Com movimentos calmos, ele retirou a sandália de salto baixo que eu usava e passou a massagear os meus pés.

– Ahh isso é bom... – Eu gemi quando os dedos dele apertaram os pontos doloridos e relaxei. – Só alguns minutos e então voltamos lá para fora, ok?

Edward não respondeu, apenas continuou a massagear meus pés e pernas, espantando o cansaço e me deixando sonolenta.

– Chega... – Eu disse depois de um tempo, lutando para manter os olhos abertos. – Eu vou acabar dormindo.

– Uma soneca, baby. – Ele respondeu com carinho. – Eu te acordo antes de cortarem o bolo.

***

Foi o som de uma música conhecida, próximo ao meu ouvido, que me trouxe de volta a consciência. Eu abri os olhos, esperando encontrar Edward ao meu lado, mas o quarto estava vazio. Ainda sonolenta, eu procurei pelo som que havia me despertado e encontrei o meu aparelho celular, sobre a mesinha de cabeceira, tocando, no entanto antes que eu pudesse atendê-lo, a chamada havia sido encerrada.

Balançando a cabeça para espantar o sono, eu bocejei, me coloquei de pé e, com esmero, ajeitei o meu vestido o melhor que pude, antes de apanhar o telefone móvel e caminhar até uma das paredes de vidro de onde eu pude ver que lá embaixo a festa ainda acontecia, agora com alguns casais dançando. Como sempre, meus olhos tinham alvo certo e, embora tenha sido difícil, eu o achei, ao lado de Jasper e Alice, em meio a uma conversa que parecia animada.

Como se alertado pelo meu olhar, ele se virou, seus olhos procurando pelo nosso quarto. Eu vi quando um sorriso surgiu nos lábios dele ao me ver ali, parada, olhando para ele.

Eu retribuiu o sorriso e acenei, mas desviei o olhar até o visor do aparelho celular quando o som de uma nova chamada começou a ecoar pelo quarto mais uma vez.

– Angela... – Eu respondi a ligação. – É bom que você tenha uma boa desculpa para ter faltado ao meu casamento.

Um grito agudo fez meu sangue gelar e corpo estremecer.

– Ahh ela tem uma boa razão... – A voz inconfundível de Jacob Black chegou aos meus ouvidos, antes de um novo grito, mais alto, mais angustiante. – Nós estamos nos divertindo bastante. E você vai se juntar a nós para a lua de mel, se não quiser que a sua amiguinha fique muito machucada.

Eu usei uma das mãos para me apoiar ao vidro a minha frente quando tudo ao meu redor ficou escuro. Tentando afastar a súbita tontura, eu olhei através do vidro, para o ponto onde estava Edward e meus amigos. O sorriso no rosto do meu marido morreu aos poucos quando eu precisei me inclinar um pouco mais para frente para não cair.

– Jacob... – Eu sussurrei ao telefone ao mesmo tempo em que via Edward correr até a casa, para mim. – Deixa-a em paz.

– É claro, querida. – Ele respondeu calmamente. – É só você fazer tudo o que disser.

CONTINUA...

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Notas finais
E aí, o que acharam do capítulo e da novidade (http://bit.ly/despertardeumasub) ? Me deixem saber através dos comentários. xoxo