Despertar de uma sub
45 Capítulo XL
Notas iniciais
Capítulo XL
Bella Swan
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Eu tentei me obrigar a comer um pouco, mas não consegui sequer me sentar à mesa do café da manhã.
A impressão que eu tinha é que se levasse qualquer coisa à boca, eu teria que voltar correndo para o lavabo e não conseguiria mais sair de lá.
Por isso, eu ignorei os protestos de Marie e Edward e me dirigi à sala de estar, me acomodei em uma poltrona e tentei não pensar demais sobre o que eu teria que falar aos policiais quando eles chegassem.
– Você está bem? – Obviamente, Edward não podia permanecer na sala de jantar e tomar o seu café.
– Apenas um enjoo matinal. Nada demais. – Era a desculpa perfeita, embora eu soubesse que o motivo da náusea era, na verdade, a apreensão causada pelo pesadelo e reforçada pela insistência de Edward em se manter afastado fisicamente de mim e emocionalmente do bebê. – Você pode terminar o seu café. Eu estou bem.
Em vez de seguir o meu conselho, ele se sentou de frente para mim.
– Você precisa me dizer algo?
Eu revirei os meus olhos e o ignorei.
Passado uma semana desde que a noticia da gravidez foi colocada sobre a mesa, eu já estava começando a me irritar com as formas como ele tentava suprir a falta que eu sentia dos seus toques.
Conversas (ou gritos, da minha parte) e chocolates não melhoravam o meu humor como ele gostaria.
– Você não está esquecendo nada? – Alfinetei. – Essa frase sempre é seguida de um chocolate me sendo oferecido.
– Eu vou buscar... – Ele, prontamente, ofereceu.
– Eu não quero chocolates, Edward! E eu não acho que eu queira conversar também.
– Eu estou esperando pelo seu mau humor há uma semana... – Ele me ofereceu um sorriso tímido. – Acho que não preciso esperar mais.
Eu gostaria de ficar com raiva dele, mas era impossível quando ele tentava fazer piada da singular situação em que nos encontrávamos.
– Me desculpe, eu só...
– Você não precisa se desculpar. – Ele me assegurou. – Hoje vai ser um dia cheio de altos e baixos para você, vamos tentar passar por ele da melhor forma, okay?
– Você sabe que pode fazer o meu dia melhor, não é? – Eu lancei a ele o meu olhar mais provocante.
Ele balançou a sua cabeça negativamente, mas eu não desisti. Eu quase nunca desistia. Provocá-lo, tinha se tornado o meu esporte predileto.
Eu me acomodei melhor sobre a poltrona e fechei meus olhos.
– Um beijo pode ser bastante relaxante... – Eu continuei, fazendo questão de usar um tom de voz que eu esperava ser sexy. – Mas não qualquer beijo. Um daqueles em que a sua boca ataca a minha até que eu fique sem ar e depois, sem me dar tempo para recuperar o fôlego, desce por meu pescoço... – Para dar ênfase as minhas palavras, eu usei meus dedos para acariciar a pele exposta pelo decote comportado do vestido que eu usava e continuei com a caricia até que os dedos ameaçaram se infiltrar pelo tecido e alcançar um dos meus seios. – Mmm eu teria um dia muito melhor se você me beijasse bem aqui...
– Foda-se! – Ele sibilou baixinho e eu abri meus olhos para encontrá-lo se remexendo em seu lugar.
Acho que eu estava no caminho certo. E como não desejava perder o pequeno progresso que estava fazendo, continuei a provocá-lo.
– Todo o resto desapareceria se eu sentisse a sua língua em mim, circulando um dos meus mamilos, ou chupando-o como você adora fazer. – Eu não me importei com o pequeno gemido que deixei escapar ao apertar, por cima do vestido que me cobria, um mamilo intumescido. – Baby, eu estou tão...
Eu acho que se continuasse com a provocação conseguiria me dar, de fato, algum prazer ou fazê-lo esquecer a maldita resolução de não me tocar, mas nada disso aconteceu, porque a campainha tocando me interrompeu.
– Merda! – Sussurrei, tentando acalmar as batidas descompassadas do meu coração.
Edward me lançou um olhar que, claramente, dizia que ele não estava satisfeito com o meu pequeno show e se levantou.
Eu sorri ao vê-lo excitado.
– Nós podemos cuidar disso assim que o interrogatório terminar. – Pisquei para ele e lhe lancei um beijo.
– Comporte-se, Isabella!
...
Falar sobre Jacob foi... Desgastante.
Eu não só precisei relatar o ocorrido na livraria, como tudo o que já havia vivido ao lado do meu ex- Mestre, se é que posso dar-lhe essa alcunha.
– Srta. Swan... – Um dos policiais começou polidamente. – Eu preciso deixá-la a par de que o Sr. Black nega todas as suas acusações.
– Ele foi preso em flagrante. – Edward nos interrompeu, pela, talvez, milionésima vez. – O que ele diz não tem qualquer relevância diante disso.
– Sr. Cullen... – O policial lançou a Edward um olhar que o advertia. – Eu estou apenas fazendo o meu trabalho, suas interrupções só nos atrasa.
É claro que Edward não seria Edward não se não retrucasse, mas eu apertei a sua mão e roubei a sua atenção.
– Deixe-o terminar de falar, baby.
– Muito obrigada, Srta. Como eu estava dizendo, o Sr. Black nega as acusações. Ele afirma que o ocorrido não passa de um pequeno incidente ocorrido durante um ato consensual.
– Incidente? – Foi a minha vez de interromper. – O Sr. chamaria o fato de uma das pessoas envolvidas estar, nesse momento, em uma UTI de um incidente?
– Não. Eu não chamaria. Mas, como lhe disse, estou apenas colocando-a a par da versão do acusado. E, honestamente, Srta, preciso que me diga como tudo, realmente, aconteceu. Existe alguma verdade no que ele diz? Ele alega que a natureza do relacionamento que os três envolvidos mantinham era, digamos, delicada e que tanto a Srta quanto a Srta Denali lhe deram consentimento.
Eu precisei respirar fundo por alguns segundos. Sendo bem honesta comigo mesma, não posso negar que já esperava por algo assim. Era típico de Jacob tentar se livrar das acusações denegrindo o estilo de vida que escolhi para mim e que ele usava para dar vazão as suas loucuras.
– Policial, eu não tenho nenhuma intenção de ser nada além de honesta. Eu não tenho absolutamente nada a esconder ou do que me envergonhar. Obviamente, o Sr. já deve estar ciente do estilo de vida que mantenho, mas eu posso te assegurar que BDSM não é, em nada, parecido com o que Jacob fez a mim e a Tania. O que eu e Tania vivemos durante o tempo em que estivemos com Jacob não é Dominação e submissão, é cárcere privado e violência sexual.
Eu ainda não tinha a mesma segurança e desenvoltura para falar da minha vida pessoal como Alice e Rosalie, mas também não podia, e nem desejava, escondê-la como se minha opção fosse algo sobre o qual eu devesse me recriminar.
– O Sr. pode dizer que meu estilo de vida é singular e, talvez, não o aceite, mas isso não dá a Jacob Black, ou qualquer outra pessoa, o direito de ser abusivo e colocar a vida de outras pessoas em risco. Quanto ao meu consentimento, eu lhe garanto que depois de ter conseguido me livrar do cárcere em que Jacob me mantinha, eu jamais voltaria a permitir que ele me tocasse, especialmente estando grávida. Eu sou uma submissa, policial, não irresponsável. Reconheço minha parcela de erro em meu primeiro envolvimento com ele e na minha omissão sobre a forma como ele mentiu, me enganou e conduziu esse relacionamento de uma forma bastante diferente da que eu esperava. Eu deveria tê-lo denunciado antes e, talvez, não haja mais nada que eu possa fazer com relação ao passado que ele me impôs, mas o mesmo não irá acontecer agora. O ocorrido na livraria e o envolvimento que ele manteve com Tania Denali foram crimes cometidos por ele e eu não pretendo me calar novamente ou permitir que ele continue a usar a comunidade da qual faço parte para cometer as suas atrocidades e, por consequência, denegrindo a imagem de quem leva esse estilo de vida muito a sério.
...
– Eu acho que aceito aquele chocolate agora... – Sussurrei para Edward depois que os policiais deixaram o apartamento.
O enjoo tinha aumentado, assim como a dor de cabeça, mas eu precisava de algo para acalmar o meu estado de espírito. Edward seria um remédio eficaz contra o meu nervosismo, mas ele não colaboraria de bom grado e eu não estava me sentindo em condições de provocá-lo. Não no momento.
– Você está bem? – Ele se sentou ao meu lado depois de me entregar um bombom.
Essa era a pergunta que mais ouvia dele nos últimos dias e a resposta sempre era a mesma, por isso eu o ignorei e usei meus dedos trêmulos para abrir a embalagem do doce.
– A consulta será apenas no final do dia, certo? – Questionei após degustar do chocolate.
Ele assentiu.
– Então, eu acho que vou me deitar um pouco... – Eu lhe ofereci um sorriso tímido. – Me faça companhia.
Eu pude ver em seu olhar que ele pretendia negar.
– Tudo bem, Edward. – Me apressei em continuar. – Me chame para o almoço ou peça a Marie.
Eu não esperei pela sua resposta, apenas me levantei e caminhei em direção à escada.
Ele me seguiu e antes que eu conseguisse subir um degrau, ele me tinha em seus braços.
– O que você está fazendo? – Eu gritei de surpresa.
– Te fazendo companhia.
Eu envolvi seu pescoço com meus braços e acomodei a minha cabeça em seu ombro.
...
– Eu não aguento mais ficar em casa, sem poder fazer nada... – Comentei com os olhos fechados, enquanto sentia os dedos de Edward fazerem magia em meus pés. Segundo ele, eu estava tensa demais e uma massagem me faria relaxar. – Eu quero voltar a trabalhar.
– Você sabe o que eu acho sobre isso... – Ele respondeu com tranquilidade. – Especialmente agora que ele está, mais uma vez, livre.
Sim. Eu sabia o que ele pensava. Por Edward eu não deixaria mais o seu apartamento e passaria a viver em uma redoma de vidro.
– Eu preciso cuidar da livraria, Edward. – Respondi pacientemente. – Eu não posso, simplesmente, deixar tudo nas mãos de Angela.
– Você pode trabalhar em casa... Meu escritório está a sua disposição ou, se quiser, providenciaremos um só para você.
Eu precisei reprimir um bufar exasperado.
– Eu prometo que não vou perder Collin de vista, nem por um segundo. Se você se sentir melhor assim, eu até o mantenho ao meu lado, na livraria, o tempo todo. Mas, eu vou voltar a trabalhar assim que tiver um parecer médico favorável, e você não vai me fazer mudar de ideia.
– Em momentos como esse, eu adoraria ter a minha coleira no seu pescoço. Bastaria uma ordem e você não sairia mais desse quarto.
Eu revirei os meus olhos, em uma clara atitude debochada.
– Entre tantas vantagens em me ter com a sua coleira, você cita logo a que nós dois sabemos que você nunca usaria?
– Por que você tem tanta certeza que eu não lhe daria essa ordem?
– Porque você me ama, quer me ver feliz e me manter presa me deixaria muito infeliz.
Ele parou a sua massagem, deu uma leve palmada em meu tornozelo.
– Eu odeio quando você usa golpes baixos como esse.
Suas palavras era a única concordância que eu teria, então eu não me importei quando ele se preparou para me deixar sozinha. Para um homem acostumado a ter o controle, perder uma discussão sempre seria difícil de digerir.
– Nós saímos em uma hora... Esteja pronta. – Ele não me lançou nenhum olhar antes de abrir a porta do quarto.
– Eu também te amo, Edward! – Gritei após ouvir a sua batida irritada.
...
Eu precisei reprimir uma risada ao ver a forma como Edward se contorcia em seu lugar ao meu lado e seus pés tamborilavam no chão da recepção do consultório em que estávamos.
Eu estava nervosa, é claro. Era minha primeira gravidez e eu não fazia ideia do que esperar, mas Edward estava a ponto de ter um ataque de pânico.
– É só uma consulta, Baby. – Eu sorri para ele. – Você ainda não vai voltar para casa com um bebê nos braços.
– Estou mais preocupado em ser capaz de voltar para casa com você do meu lado.
Meu bom humor diminuiu diante da sua declaração e eu desviei o olhar. Sei que ele não faz por mal, mas sua relutância me atingia em cheio, por mais que eu tentasse não dar importância a ela.
– Me desculpe, Bella. Eu não deveria ter dito isso.
– Não se desculpe se não se arrepende e nós dois sabemos que você não se arrepende pelo o que sente, apenas se arrepende de deixar transparecer.
– Só me dê um tempo para digerir isso tudo...
Eu assenti e me senti aliviada ao ter o meu nome chamado.
...
– Você está muitíssimo bem! – A obstetra me parabenizou depois de ter me examinado e pesado.
– Então o bebê está bem? – Perguntei animada.
– Aparentemente sim. Mas nós teremos certeza após o ultrassom.
A palavra “ultrassom” fez meus olhos brilharem, tenho certeza.
– Nós poderemos ouvir o coraçãozinho?
– Talvez... Isso depende muito de quanto tempo é a sua gestação, o que nós só confirmaremos após o exame, mas é bastante provável.
Eu lancei um olhar esperançoso a Edward. Depois de ouvir o primeiro sinal de vida de nosso filho, ele começaria a lidar com isso de uma forma melhor.
...
Eu senti os meus olhos se enxerem de lágrimas assim que o primeiro “Tum Tum” preencheu o silêncio do consultório médico. Inconscientemente apertei a mão de Edward.
Era o melhor e mais fascinante som que eu já tinha escutado em toda a minha vida.
Meu coração pareceu inflar e acompanhar as batidas daquele coraçãozinho tão pequeno e frágil e que ainda assim ecoava com demasiada força. Eu já amava o meu bebê, passei a amá-lo no momento em que soube da sua existência, mas meu amor por ele e minha vontade de protegê-lo só aumentou ao ouvir a indicação que uma vida estava, realmente, crescendo dentro de mim.
– É lindo! – Eu suspirei, emocionada.
Eu apreciei o deslizar de dedo de Edward por meu rosto, secando as lágrimas de felicidade que caiam.
– Nosso bebê! – Eu disse a ele.
Ele moveu a sua cabeça em concordância e depositou um beijo em minha testa.
...
– Quais são as suas recomendações? – Edward questionou a médica assim que voltamos a nos sentar em seu consultório.
Eu preferi gastar o meu tempo admirando a primeira imagem do meu bebê. Não era possível ver muita coisa, mas eu estava, irremediavelmente, apaixonada por aquela fotografia.
– O primeiro trimestre é o mais complicado... – A obstetra o respondeu. – Mas vocês já estão chegando ao final dele. Mais duas semanas e todos os riscos diminuirão drasticamente.
– O que precisamos fazer para que não ocorra um aborto? – A questão me fez deixar a ultrassonografia de lado e lançar a Edward um olhar irritado.
– Essa é uma preocupação bastante natural, Sr. Cullen. Mas, aparentemente, não há qualquer razão para se preocupar com isso. Isabella e o bebê, estão, perfeitamente bem e os exames adicionais que solicitei, com certeza, reforçaram o meu diagnóstico. É uma gravidez bastante saudável, não se preocupe. No mais, minhas recomendações são as mesmas para todas as grávidas que atendo: Evitar pesos e grandes emoções e procurar atendimento médico imediato se algo acontecer.
– Nenhuma restrição? – Eu me decidi por aproveitar dessa conversa. Seria uma boa forma de tentar, ao menos, diminuir a exagerada preocupação de Edward. – Eu posso trabalhar normalmente? Sair? Me exercitar?
– É claro! Se você estiver se sentindo bem, não há qualquer razão para se privar de qualquer uma dessas coisas. Você terá que lidar com alguma náusea, um pouco de cansaço e sonolência, mas tudo isso é, perfeitamente, natural.
Eu arqueie a minha sobrancelha em direção ao homem sentado ao meu lado. Ele me ignorou.
– Eu também recomendo, é claro, uma alimentação rica e saudável, além do uso das vitaminas... Os tratamentos químicos para o cabelo também devem ser evitados e o uso indiscriminado de medicamentos. Se você sentir qualquer coisa, basta me ligar e veremos a melhor forma de contornar o problema.
– Muito obrigada, Dra! – Ele agradeceu. – Nós entraremos em contato se for necessário e ela seguirá todas as suas recomendações, eu vou me assegurar disso.
Eu cruzei meus braços enquanto o deixava agir como se eu não estivesse presente.
– Eu estarei à disposição, Sr. Cullen. – A médica estendeu a mão em direção a Edward. – Eu a vejo no próximo mês, Isabella. – Ela me ofereceu um sorriso educado.
– Na verdade, eu tenho mais algumas perguntas... – Eu disse baixinho.
Eu sabia que Edward não gostaria nenhum pouco do que eu tinha para perguntar, mas era a única forma de fazê-lo perceber o quão ridícula era a situação que ele estava nos impondo.
Para confirmar a minha suspeita, ele me lançou um olhar de advertência.
– Existe alguma restrição a sexo? – Eu podia sentir as minhas bochechas arderem e precisei desviar o meu olhar, quando o par de olhos verdes me encararam com incredulidade. – Quero dizer, não há nada de errado em praticar sexo na gravidez, não é?
A médica me deu um sorriso entendedor.
– Nenhuma restrição. Se não houver nenhum incomodo físico para você, relações sexuais poderão ser mantidas com a frequência que vocês desejarem.
– Eu imaginava que sim... – Tive o cuidado de evitar contato visual com o meu namorado. – E isso se estende a praticas fetichistas?
Eu ignorei “Isabella” sussurrado por Edward e foquei a minha atenção na minha obstetra.
A médica não esboçou qualquer reação.
– Isso depende à quais praticas você está se referindo...
– Isso é, totalmente, irrelevante. – Edward nos interrompeu.
– BDSM... – Eu respondi, ignorando a tentativa de Edward de encerrar o assunto. – Mais especificamente um relacionamento entre Dominador... – Apontei um dedo em direção a Edward. – E uma submissa. – Eu dei de ombros quando ele começou a bater o seu pé no chão.
– Bom, eu não conheço muito sobre as praticas envolvidas em uma relação desse tipo, mas basta você me deixar a par do que elas incluem e eu vou lhe dizer se há restrição ou não.
Eu me acomodei melhor em minha poltrona. Seria uma longa conversa.
– Chicotadas? – Eu tentei soar o mais natural possível.
Eu senti a mão de Edward procurar pela minha e um forte aperto se seguiu.
Eu o olhei. Ele estava, visivelmente, constrangido. Eu tive vontade de sorrir.
– Eu não recomendo. – A médica respondeu e eu fui obrigada a ver um sorriso debochado se formar no rosto de Edward. – Um chicote possuiu muitas pontas e o risco de uma delas atingir a sua barriga e machucar o bebê existe.
– E se usarmos um instrumento mais preciso? Ou as mãos?
– Desde que vocês tenham certeza que nenhuma área sensível será atingida, não há nada que os impeça.
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