Despertar de uma sub
49 Capítulo Especial POV Narrador II
Notas iniciais
Esse é POV Narrador porque eu queria (antes do novo caminho que a fic vai tomar) que vocês sentissem como o nosso Mestre está se sentindo nesse momento da estória.
Espero que gostem...
Algum gelo e/ou ventilador ligado pode ser necessário.
POV NARRADOR — II
Edward Cullen sempre se orgulhou de sua independência e do temperamento controlador que o conduziu até a presidência de uma bem sucedida empresa de softwares. Desde que é capaz de se lembrar, sempre sentiu a necessidade de controle, de estar à frente... Comandando. Tanto nos negócios quanto em sua vida pessoal.
Sempre foi um homem de temperamento forte, decidido, absurdamente responsável, possessivo e controlador.
Não era a toa que tinha se tornado, quando adulto, em um Dominador. Mestre Cullen sempre foi, na melhor definição da expressão, um macho alfa pronto para tomar posse e adestrar o que quer lhe despertasse interesse.
E sempre sentiu-se absurdamente feliz e realizado.
No entanto, o homem parado no meio de um amplo quarto escuro e silencioso, velando o sono de sua noiva, sentia-se, pela primeira vez em sua vida, completo.
Há muito tinha deixado de pensar em formar uma família, em conseguir administrar, e aproveitar, o melhor dos dois universos que vivenciava, mas a pequena mulher adormecida –de quem ele não era capaz de desviar o olhar – tinha lhe provado que estava enganado. Com Isabella ao seu lado, ele sabia, só progrediria... E ainda seria agraciado com os sorrisos sinceros, abraços calorosos, beijos doces, compreensão, cumplicidade, real afeição... E claro, poderia ainda, ser presenteado com a mais singela e completa entrega quando a submetesse aos seus mais intensos e devassos desejos quando tivesse sua coleira ao redor do pescoço esguio da mulher que mais amava e desejava em todo mundo.
Sentando-se ao lado da noiva, Edward correu seus dedos levemente pela pele macia e desnuda da jovem, percorrendo o contorno do rosto delicado, braços e o pequeno monte que se formava no ventre de Bella.
Aos olhos do Cullen, ela nunca esteve mais linda do que agora que estava grávida.
Intimamente ele ainda temia machucá-la, ou ao filho que teriam, nos momentos de intimidade, mas a cada dia se tornava mais difícil resistir aos encantos daquela mulher.
Isabella sempre foi desejável (especialmente para Edward), mas a gravidez a tinha deixado ainda mais irresistível. Os seios tornaram-se mais fartos, as curvas mais arredondadas e até mesmo a barriga saliente o excitava.
Durante anos, Mestre Cullen tinha olhado para mulheres grávidas na rua e sentindo nada além de inveja pelo futuro filho que alegraria a vida de alguém, mas com Bella era diferente... Vê-la, e ter a prova diante de seus olhos que ela carregava, dentro de si, um pedaço dele, o fazia desejá-la mais do nunca. Se possível, nunca tiraria suas mãos do corpo feminino... Ou passaria cada segundo de seu tempo dentro do corpo receptivo e quente da mulher que amava.
Nove meses pareciam, para ele, pouquíssimo tempo para aproveitar tudo o que desejava. Nove meses dos quais ele já havia, praticamente, perdido quatro com a sua relutância em aceitar que o destino estava lhe dando a segunda chance de ter tudo o que sempre sonhou. Mas após ter sido abençoado com a pronta aceitação a sua proposta de casamento, ele não estava mais disposto a desperdiçar um só segundo. Gostaria de ser capaz de jogar tudo para o alto e passar os cinco meses restantes única e exclusivamente ao lado de sua futura esposa. No entanto, sabia que ela jamais abriria mão de estar a frente de sua livraria o quanto pudesse e isso era só mais um dos tantos motivos pelos quais se orgulhava dela.
Amava aquela mulher mais do que um dia imaginou ser capaz de amar alguém, morreria se a perdesse e teria seu coração massacrado se a fizesse sofrer... por qualquer razão que fosse.
E era por seu amor por ela, mais do que por satisfação pessoal, que ele decidiu que poderia dar a ela tudo o que ela desejava. Só bastaria ser um pouco mais cuidadoso do que sempre foi. Isso a deixaria feliz, deixaria os dois felizes.
Uma ultima, e delicada, caricia no ventre pouco avantajado seguido de um beijo doce sobre o anel de noivado que ornamentava o dedo anelar esquerdo e Mestre Cullen veio a tona em toda a sua magistral gloria.
Com desenvoltura e precisão, ele posicionou os braços femininos e os atou juntos com uma macia fita de seda cor de rosa e os prendeu a cabeceira da cama. Obviamente, certificou-se de o laço não estar muito apertado. Um único puxou e os pulsos de Bella estariam livres. A intenção não era imobilizá-la, apenas fazê-la sentir o que tanto apreciava: que estava, mais uma vez, submetendo-se aos caprichos do seu Mestre.
Nua, adormecida e amarrada à cama, Isabella estava ainda mais linda e excitante.
Deixando mais um dos seus recentes fetiches descobertos vir à tona, Cullen se apossou da câmera fotografia que havia comprado especialmente para ocasiões como essa e fotografou a mulher que ocupava a espaçosa cama Queen Size da suíte.
Mais de 20 cliques mais tarde, Edward deu-se por satisfeito e colocou seus planos para a noite em andamento. Após retirar as roupas que usava, ele posicionou-se sobre o colchão, afastou as pernas bem feitas e inclinou-se até que pôde sentir o gosto único de sua noiva em seus lábios.
Quantas vezes ela o tinha acordado dessa mesma forma? Ele já havia perdido a conta, embora julgasse que não importava quantas vezes tenha sido, nunca seria o suficiente... Ele sempre desejaria mais. Mas, naquela noite em especial, tudo o que o Dominador tinha em mente era presentear a sua gatinha com o máximo de prazer que fosse capaz de proporcionar. Seria como um presente mais do que merecido em agradecimento por ela nunca ter, de fato, desistido dele, embora ele tenha lhe dado muitos motivos para isso.
Bella sempre teve o sono pesado e a gravidez tinha acentuado isso ainda mais, então Mestre Cullen pôde se deliciar por algum tempo com a resposta do corpo feminino à sua manipulação intima antes que ela começasse a se remexer inquietamente e gemer.
– Você vai ser uma boa menina e ficar quietinha... – A voz masculina soou baixa, mas o comando velado estava explicito o suficiente na forma como cada palavra foi pronunciada.
Ainda com a mente nublada pelo sono, Isabella precisou de alguns segundos para entender porque o homem que por tantos meses se negou a dominá-la a tinha amarrado a cabeceira da cama e lhe dado uma ordem direta, disfarçada de voz aveludada.
Ainda não tinha chegado a nenhuma conclusão satisfatória quando sentiu dois dedos deslizar para o seu interior. De repente qualquer outra coisa que não fosse o crescente prazer se acumulando em seu ventre importava.
Edward Cullen sentiu seu corpo se aquecer ainda mais diante do erótico gemido emitido pela mulher que se contorcia sob ele.
– Você é deliciosa... – Ele sussurrou fazendo com que sua respiração atingisse, propositalmente, o montículo de prazer de Isabella. – A mulher mais gostosa de todo mundo... e é minha.
– Edward...
O ruivo amava ouvir o seu nome ser pronunciado com tamanha reverencia e, ao mesmo tempo, desespero, mas naquele momento queria deixar claro que ela tinha conseguido, finalmente, transpor todas as barreiras que ele havia imposto.
– Eu não me lembro de ter te dado permissão para vocalizar, Isabella. – Ele sentiu o corpo delicado estremecer em um evidente sinal de que a confirmação de que estava sob os domínios de seu Mestre a levava bem próximo de um orgasmo.
– Eu senti tanto a sua falta, Mestre! – Bella não se importou com o fato de não ter permissão para falar. A emoção que sentia naquele momento era tão forte que precisava ser evidenciada.
A voz trêmula e embargada roubou a atenção de Edward. Imediatamente o olhar masculino pousou sobre o rosto delicado repleto de lágrimas.
Ele sabia que o choro era causado pela emoção do momento que compartilhavam, mas ainda assim se ouvir indagar:
– Eu estou machucando você? As amarras estão apertadas demais?
Mestre Cullen foi presenteado com um belo sorriso em meio a lágrimas. Ele observou como ela movimentou seus braços, mostrado como a fita estava folgada sobre os pulsos.
– Estão frouxas demais, eu diria, Mestre.
– Eu mal posso esperar pelo dia em que poderia te prender a uma cama de um jeito em que você não consiga nem mesmo se contorcer de prazer...
–Eu te amo! – A voz delicada interrompeu o discurso excitante do Dominador, mas ele não foi capaz de se importar. Não quando ouvia tamanha reverencia e convicção na declaração.
Aumentando o ritmo com que os dedos longos deslizavam pelo canal úmido de sua submissa, ele indagou com certa dose de diversão.
– A quem você ama gatinha? O pai do seu filho, seu noivo ou seu Mestre?
– Sou uma mulher e submissa de sorte... Tenho os três em um só: Meu dono. Dono do meu corpo, alma e coração.
Isabella não pôde ver o efeito de sua declaração, mas Edward Cullen tinha lágrimas em seus olhos quando voltou a depositar seus lábios sobre o sexo excitado de sua noiva e submissa.
Enquanto empenhava-se em dar prazer ao corpo feminino, o ruivo prometeu a si mesmo que encontraria uma forma de retribuir a declaração com tamanha eloquência e intensidade.
...
Bella sentia seu corpo trêmulo e suado. Edward a tinha levado próximo ao orgasmo inúmeras vezes, mas sempre recuava quando ela estava pronta para se jogar do precipício em busca do êxtase supremo.
– Você se lembra das suas palavras de segurança, Isabella? – o Dominador questionou quando a ouvir implorar, mais uma vez, por libertação.
– Sim, Mestre.
– Isso é muito bom porque eu tenho planos ousados para essa noite... Você está preparada?
Isabella não sabia se estava, mas naquele momento apenas foi capaz de mover sua cabeça em concordância. Antes que o movimento tivesse sido concluído, a submissa sentiu os dedos habilidosos de seu Mestre deixá-la provocando uma inexplicável sensação de abandono. Ela estava pronta para clamar pelo retorno da caricia intima quando Edward afastou um pouco mais as pernas femininas e passou a acariciar com lentidão a abertura entre as nádegas fartas.
– Mestre... – O corpo da morena arqueou-se em um mudo oferecimento. Já tinha feito isso antes, meses atrás e Isabella tinha, simplesmente, amado a sensação de entregar-se tão completamente ao homem que amava. Desde então tinha desejado repetir a experiência e saber que ele, aparentemente, queria a mesma coisa elevou astronomicamente a excitação que percorria seu corpo. – Por favor.
A resposta de Edward foi conduzir seu dedo até o ponto que clamava por atenção com uma estocada rápida, precisa e forte, fazendo com que um languido gemido de Bella ecoasse por todo o ambiente. Os movimentos não eram delicados, mas Mestre Cullen estava bastante atento a qualquer sinal que indicasse que estava indo longe demais.
– Me diga se está sendo demais para você... – A tom baixo e doce, deu lugar a rouquidão.
Quando a língua úmida do ruivo voltou a atacar o clitóris sedento de Isabella, a resposta veio através de um gemido longo.
– Oh Deus! Isso é tão bom... – Involuntariamente o corpo pequeno e suado se contorceu, oferecendo-se para mais. – Eu quero mais... Por favor, eu preciso de mais.
Edward Cullen sabia que sim, a forma como os mamilos dela estavam ainda mais intumescidos e o néctar de sua excitação não parava de jorrar era evidencia mais do que suficiente de que sua gatinha precisava de sua tão aguardada libertação. No entanto, Mestre Cullen não desejava que fossem seus dedos a senti-la gozar.
– Eu quero você! – Ele disse ao se afastar do corpo trêmulo. Com um rápido puxão, soltou as mãos de Bella e posicionou os dois corpos de forma que ela ficasse acomodada sobre o quadril másculo.
A Swan não perdeu tempo e passou a remexer seus quadris, de forma que seu sexo úmido e quente deslizasse por toda a gloriosa ereção masculina.
Os dedos de Edward cravaram-se na pele macia de sua submissa, fazendo com que os movimentos desmedidos dela parassem.
– Não! – O luxuriante par de olhos azuis buscaram o olhar de Isabella. – Eu quero você como nenhum outro homem, além de mim, já teve.
Usando seu braço para apoiar o corpo feminino, Mestre Cullen puxou sua gatinha para mais perto de si e recostou a cabeceira da cama. Queria vê-la se mover sobre si e, ao mesmo tempo, ter livre acesso, para seus lábios, aos seios inchados que sempre o deixava com água na boca.
Conduzindo seu pênis até a abertura quase intocada de Bella, o ruivo posicionou-se onde deseja e deixou que ela fizesse o restante do trabalho.
– Devagar... – Ele sussurrou quando percebeu que sua pequena devassa estava mais do que ansiosa por tê-lo daquela maneira. – Foda-se! Você é tão apertadinha...
A cada centímetro vencido, Cullen sentia-se ainda mais abençoado por ver a forma como ela mantinha o olhar preso ao dele, demonstrando com aquele pequeno gesto o quando o amava. Ele podia ver no brilho de suas irias, nas unhas cravando-se em seus ombros, na respiração acelerada... Ela era magnífica, sempre foi, mas naquele momento parecia-se muito com uma deusa do sexo pronta para tomar pose da alma do homem que hipnotizava com aquele incrível olhar apaixonado.
– Eu te amo! – Ela colocou em palavras o que já era evidente, após recebê-lo por completo.
Não existia duvidas quanto a isso, não para Edward Cullen.
– Deus! – Ela continuou, passando a movimenta-se. – Eu amo a forma como você me olha quando eu estou por cima... Amo como suas mãos me tocam... demarcando território, amo o seu pau duro dentro de mim.
– Eu, definitivamente, não te dei permissão para vocalizar, gatinha. Mas amo quando você fala assim... Amo ouvir a necessidade que tem de mim em sua voz.
Aumentando o ritmo com que o recebia, Bella sorriu.
– Amo ser a sua gatinha. Amo ser a sua menina mã. Amo ser sua vadia... Amo ser sua, Mestre. Você sabe que eu sou sua? Só sua... Totalmente sua.
– Minha! – Mestre Cullen concordou e para confirmar tal declaração a afastou de seu colo quase até retira-se do canal quente e sedento dela e com um movimento ágil de seus quadris, a estocou com controlada violência.
Isabella jogou sua cabeça para trás e gemeu.
A visão era estonteante!
– Me dê mais, por favor. – Ela implorou com os olhos, agora, cerrados. – Mais forte.
– Hoje não... – O Dominador decretou e, para distraí-la da recusa, levou seus lábios até um dos seios redondos que balançam no ritmo com que se uniam. – Esses seios são meus...
Há muito o corpo feminino e delicado não era marcado por seu amante, mas naquela noite, Edward Cullen se certificou de ter suas marcas por cada centímetro de pele que pudesse alcançar, sempre salientando que cada área tocada lhe pertencia.
– Oh Mestre eu... – Isabella não foi capaz de terminar o que pretendia dizer já que seu Mestre escolher esse momento para infiltrar suas mãos nos cabelos longos e sedosos e aproximar o pescoço esguio de seus lábios. Os dentes dele arranharam a pele dela e um violento tremor percorreu o corpo feminino.
– Goza para mim, gatinha. – A voz dele soou sensual e carregada de luxuria antes de seus lábios se ocuparem de sugar um ponto em especial próximo ao lóbulo da orelha de Isabella.
As mãos dele não se aproximaram do clitóris carente e intumescido, manteram-se possessivamente ao redor do corpo dela, mas o toque mesmo que afastado de sua intimidade, aliado ao sugar em seu pescoço e as investidas entre as bochechas de seu traseiro era mais do suficiente para fazê-la obedecê-lo prontamente.
A forma como ela o apertou, ordenhando seu membro, fez com que Mestre Cullen a seguisse em seu orgasmo após mais algumas investidas.
Ele já tinha feito sexo com ela tantas vezes, mas a cada nova oportunidade de desfrutar do corpo quente e receptivo ele se via ainda mais apaixonado. Tentando acalmar a forma como ambos os corações batiam descontroladamente, Edward abraçou a noiva, ainda mantendo-se em seu interior e beijou cada centímetro do rosto amado.
– Tudo o que queria era dominá-la essa noite... — Ele sussurrou, acariciando os cabelos úmidos pelo suor. – Mas você tem um feitiço sobre mim. Eu não consigo olhar para você e sentir apenas desejo... Eu olho para você, vejo a forma como corresponde aos meus toques, como se entrega sem nenhuma hesitação e meu desejo triplica, na mesma proporção que o meu amor.
– Você não pode me dizer coisas como essa quando ainda está dentro de mim. – Um dos mais lindos sorrisos se formou no rosto delicado de Bella. – Me deixa excitada.
Uma cristalina e contagiante risada ecoou pelo amplo quarto.
– Oh meu anjo, quando é que você não fica excitada?
Isabella o acompanhou no bom humor.
– Eu estou sempre excitada para você.
– Eu te amo! – Os olhos azuis brilharam intensamente. – Porra, Bella, eu te amo pra caralho!
– Eu sei... – Dedos gentis acariciaram a face masculino, sentindo a barba nascendo no rosto bonito. – E eu amo quando você me diz isso.
Edward a abraçou com força.
– Pelo resto de nossas vidas, meu amor, eu não vou só dizer que a amo... Vou provar, a cada dia, o quão grande e intenso é o meu amor.
Notas finais
xoxo
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