Notas iniciais
Owww mais um??? Ninguém mais pode reclamar que eu não sou legal, né? Boa leitura!

Capítulo EXTRA

POV Narrador

Embora tivesse seus braços, firmemente, presos ao redor do pescoço masculino e estivesse tão encolhida quanto um animal ferido ficaria, Isabella já não chorava enquanto Edward conduzia ambos escadas acima.

Ao alcançar o último degrau, Mestre Cullen soltou um suspiro cansado e parou por alguns segundos.

Isabella interpretou suas ações erroneamente e imaginou que ele estava cansaço ou irritado por carregá-la. Quase obrigou-se a dizer que podia, perfeitamente,caminhar se ele a colocasse no chão, mas no último segundo desistiu e se agarrou um pouco mais a ele.

Sentindo os braços se apertarem ao seu redor, quase ao ponto de sufocá-lo, Edward desejou inclinar-se sobre o rosto marcado pelas lágrimas antes derramadas e beijar-lhe a tez pálida. Precisou de algum esforço para reprimir o movimento quase instintivo.

Chegando a conclusão de qualquer um dos quartos disponíveis serviria, Edward se dirigiu para o qual julgou que seria mais bem recebido pela moça em seus braços: aquele que ela costumava ocupar antes de decidir colocar alguns quarteirões de distancias entre eles.

Poderia, e deveria, tê-la acomodado sobre a ampla e confortável cama, mas em vez disso rumou até o espaçoso banheiro branco e entrou no boxer, ligou a ducha, regulando sua temperatura até que estivesse agradável e permitiu que a água caísse sobre ambos, sem se importar com as roupas que usavam.

Imaginou que Isabella tivesse seus músculos doloridos depois da cena que haviam apresentado aos seus amigos e um banho a ajudaria a relaxar, assim como, talvez, acalmasse os ânimos femininos que, atualmente, estavam sempre em frangalhos.

Bom, era seu dever como Dominador cuidar de sua submissa, em todos os aspectos, após uma cena. Se ela, de alguma forma, necessitasse de cuidados físicos, era sua responsabilidade concedê-los; Se a cena tivesse sido intensa demais e ela precisasse de amparo, era seu trabalho acolhê-la, protegê-la e ampará-la até que tudo voltasse ao normal. Foi exatamente o que Edward fez, sentindo-se confortado pela camuflagem perfeita, embora sua motivação fosse outra, completamente diferente.

Isabella apreciou o ato de seu Dominador, tanto quanto a água que escorria por seu rosto, lavando os vestígios de sua reação descabida ao termino da cena. Ainda ponderava sobre os motivos que a levaram a chorar e se agarrar a Edward como se sua vida dependesse disso, mas ainda não tinha chegado a uma conclusão plausível, exceto o já habitual, mas não menos doloroso, conformismo por saber que não teria aquilo que tanto ansiava. Mas, ela se recusava a pensar mais sobre isso, sabia que se quisesse se tornar uma submissa a altura de seu Mestre, precisava a aprender a separar sua vida, e sentimentos, pessoais dos momentos que compartilhavam durante o fim de semana... Exatamente, como Edward fazia, aparentemente, com perfeição.

Decidida a agir como deveria, Bella se apoiou nos braços firmes do homem a sua frente e se obrigou a deixar a proteção de seu abraço. Felizmente, suas pernas não falharam e a mantiveram de pé.

Edward sabia que essa era a sua deixa para se afastar, mas assim que seus olhos pousaram-se sobre o corpo feminino completamente molhado, evidenciando as curvas que sempre o excitava, não conseguiu se mover. Tudo o que fez foi se permitir beber da imagem luxuriante de Isabella com a infame camisola transparente grudado ao corpo. Sua inspeção, como sempre, a fez se sentir desconfortável e, ao mesmo tempo, sedenta. Ele podia ver nos poucos, porém evidentes, sinais que ela não conseguia mascarar: o adorável tom de rosa que chegava as suas bochechas, os lábios entreabertos, a respiração ligeiramente ofegante, o escurecer de suas íris, o intumescimento de seus mamilos e o quase imperceptível roçar de pernas.

Ele poderia ter dito: “Preciso de você” para alertá-la de seu próximo passo, mas isso implicaria em expor o que ele tanto lutava para esconder, então preferiu o previsível: “Quero você”.

Isabella o queria com a mesma intensidade, então no momento em que ele forçou seu corpo contra o azulejo gelado as suas costas, ela aceitou seus lábios de bom grado e abraçou o seu quadril com as pernas.

Antes que o beijo explosivo tivesse chegado ao fim, a pequena camisola já tinha sido destruída e seus restos jogados ao chão.

Bella tombou sua cabeça para trás quando a mão masculina se infiltrou entre os dois corpos sedentos e com um forte puxão a livrou do fio dental negro, deixando- a nua.

Deus! Isso seria selvagem... Mas ela não estava reclamando. Sabia que não importava a forma com que Edward a tomasse, ela sempre aproveitaria e desejaria mais.

Seus pensamentos foram confirmados no momento em que ele, com um único movimentos, os uniu. Ela gritou, ele investiu novamente.

– Oh Mestre, mais... Por favor. – Ela não se importou com o constante bater de suas costas contra a parede ou a forma como os dedos masculinos se enterravam em suas coxas. Sabia que estaria ainda mais dolorida e com ainda mais marcas pelo corpo quando acabasse, mas naquele momento, tudo o que Isabella queria era que o maravilhoso movimento de vai e vem nunca chegasse ao fim.

Os lábios de Edward abocanharam um seio e ele se sentiu no paraíso. O gosto dela era divino e quanto mais ele provava, mas desejava ter... Poderia viver assim, dentro dela e com seus lábios a marcar a pele clara por toda a vida e ainda seria pouco tempo. Especialmente, se a distancia imposta por ela durante os dias da semana, permanecesse.

Mesmo sob o jato d’água, Isabella podia sentir o seu corpo pegando fogo. Todo e qualquer pensamento coerente tinha simplesmente desaparecido, a única coisa que ainda existia em sua mente nublada era a necessidade de dar e receber prazer. Cravou suas unhas nos ombros másculos e deu boas vindas ao inconfundível frenesi que precedia um orgasmo.

– Por favor, Mestre... Eu... Eu não posso... Por favor. – Murmurou ofegante, alheia ao fato de que naquele momento Edward lhe concederia o que ela desejasse sem precisar implorar.

Edward, por sua vez, podia sentir seu sangue fervilhando com a necessidade de libertação, mas não conseguia encontrar espaço em sua mente para aceitar a ideia de separar seu corpo do de Bella quando o clímax chegasse ao fim. De bom grado, se manteria entrando e saindo do corpo receptivo que o acolhia com tanta paixão por horas a fio, mesmo que isso o matasse. Infelizmente, suas necessidades físicas, assim como o avassalador sentimento que ele tentava a todo custo reprimir, foram mais fortes.

Ele sussurrou a permissão que Isabella ainda implorava e se juntou a ela a entrega total.

Em seu âmago desejou sussurrar, uma e outra vez, o nome dela.

Bella, Bella, Bella...

Mas não podia. Ali não eram Bella e Edward. E enquanto ele fosse capaz de comandar o seu coração, continuariam a ser apenas Mestre e submissa. Era uma tarefa árdua e exaustiva, mas era o melhor para ele, para ela... Para os dois. Preferia tê-la somente durante os finais de semana, usando a sua coleira do que ver a história se repetir e não ter, absolutamente, nada da mulher que ama.

Isabella tinha um sorriso travesso e ainda assim acanhado quando seus pés, agora falhos, voltaram a tocar o chão, mas manteve seu olhar preso ao rosto que tanto a encantava.

Edward mantinha os olhos fechados, mas podia sentir o olhar posto em si e por um segundo temeu que ela fosse capaz de ver por trás da armadura tão cuidadosamente posta.

– Eu machuquei você? — Questionou, embora soubesse que ela estava perfeitamente bem. Talvez um pouco dolorida e cansada, mas nada além disso.

– Não... – As mãos macias se atreveram a percorrer o tórax masculino. – Eu sempre estou pronta para você, Mestre.

As pálpebras dele se abriram, revelando a piscina esmeraldina que sempre roubava o ar dela e se fixaram no chocolate derretido nos olhos de Isabella.

– Ótimo! Por que eu ainda não terminei com você...

E ele não tinha mesmo terminado. Não por aquela noite, não por aquele final de semana e por mais que ele tentasse ocultar, também não tinha terminado pelo restante do tempo em que os dois permanecessem vivos.

– Eu estou fodido! – Edward pensou enquanto agarrava a mão de sua submissa e a conduzia até o quarto. – Estou muito fodido!

O corpo de Isabella foi jogado contra a cama e seus cabelos completamente encharcados grudaram em seu rosto.

Mestre Cullen admirou, mais com o coração do que com os olhos, a mulher a sua frente.

Porra! Eu amo essa mulher... Mas não posso tê-la.

Bella morreria por essas palavras, assim como daria a vida para fazer com que o que eles pudessem ter desse certo. Mas estava alheia a tudo o que se passava na mente dele, portanto só pode fechar os olhos e desejar que o olhar de luxuria sobre si fosse, na verdade, um olhar apaixonado.

Notas finais
Bom, agora nós, realmente, só nos encontramos daqui 15 dias, como manda o cronograma. Mesmo porque eu estou enlouquecendo com a vida real e preciso dar atenção a ela. Por favor, me deixem saber o que acharam, okay? xoxo