Despertar de uma sub
66 Capítulo 59
Notas iniciais
Capítulo 59
POV NARRADOR
Edward Cullen sentiu o coração acelerar preocupantemente assim que alcançou a rua de casa e encontrou o grande e pesado portão escancarado. Acelerou o máximo que conseguiu até que, segundos, depois, parava diante da porta principal.
Dois seguranças se viraram ao ouvir o barulho do carro, armas em punho, prontos para atirar se necessário.
― É o Cullen... ― Um deles disse ao reconhecer o carro.
Edward não se importou com os olhares que tinha sobre si, muito menos com a postura defensiva dos homens, apenas caminhou decidido até eles.
― O que aconteceu aqui? ― Questionou, focando naquele que reconheceu como um dos homens que tinham ficado responsável pela segurança da casa.
― Eu... ― O guarda-costas começou, sem saber como explicar o que tinha acontecido ― Recebi uma ligação, informando sobre um acidente com a minha mulher e filho, então deixei o meu posto...
― Você o quê? ― O empresário deu um passo à frente, irritado pelo o que ouviu.
― Liguei para outro segurança antes de deixar a casa, Sr. Cullen ― O homem prosseguiu, apontando para o colega que acenou em concordância ― Liguei para o Miller, expliquei o que tinha acontecido... Ele me mandou ficar até que fosse rendido, mas estava tudo tranquilo, Adam já estava a caminho... Menos de meia-hora até que chegasse ― O segurança manteve a explicação, procurando, com o olhar, pela ajuda do amigo ― E o colega que estava comigo garantiu que daria conta da segurança.
― Quando eu cheguei... ― Adam tomou a palavra ― a casa estava exatamente como o senhor está vendo... ― Apontou para a porta principal escancarada, assim como o portão ― Nenhum sinal do outro segurança ou de ter tido uma invasão, exceto pelas portas abertas...
― Bella? ― Cullen questionou, já se encaminhando até a sala.
― Não há ninguém em casa, Senhor. ― O segurança respondeu, fazendo o patrão parar no meio da sala, lançando um olhar desesperado aos guardas.
― Bella? ― Ele gritou pela esposa, correndo até o andar superior. ― Bella?
Vasculhou cada um dos quartos, encontrando apenas uma pilha de papéis espalhadas sobre a cama de casal que dividia com a esposa, sendo seguido de perto pelos dois seguranças.
― Porra! ― Edward, bateu uma porta com força ― O que aconteceu aqui?
Adam olhou para o amigo, em busca de ajuda, mas o segurança parecia tão apavorado quanto o patrão.
― Como eu disse, a casa estava aberta e vazia quando eu cheguei. Tentei contato com Maycon, o segurança que deveria estar aqui, mas não o localizei, então tentei contato com o Senhor Miller e também não consegui, então contactei Adam e, enquanto o esperava retornar, e acionar outros seguranças, verifiquei as imagens das câmeras de segurança e descobri o paradeiro do Maycon.
― Onde está a minha mulher? ― Cullen se apossou do paletó que o segurança usava, sacudindo-o. Não se importava com toda a história, tudo o que precisava era saber onde a esposa estava.
― A levaram... ― Max, o primeiro segurança, respondeu ― Tanya Denalli a levou. É o que vimos nas gravações.
Por um segundo, Edward não soube o que dizer, apenas ficou parado, encarando o homem que acabara de dizer que seu bem mais precioso tinha sido levado, com a respiração suspensa.
― Collin? ― Questionou, depois de alguns segundos, tentando ser racional. Não podia se desesperar. Não quando precisava encontrar Bella ― Onde está o Collin?
― Não sabemos... ― Adam respondeu, depois de ser solto ― Temos alguns caras procurando por ele, mas foi no carro dele que a Sra. Cullen foi levada.
― O quê? ― O empresário, encarou o homem a sua frente, com incredulidade e desespero ― Está me dizendo que ele tem alguma coisa a ver com isso? Está me dizendo que o meu chefe de segurança ajudou a sequestrarem a minha mulher?
― Não. ― Maycon interviu. ― Não podemos afirmar isso. Ele não aparece em nenhuma das gravações, apenas o carro dele.
― E o outro segurança? O que deveria estar aqui?
― É melhor que o senhor veja por si só...
Enquanto seguia os guardas, Edward acionou o próprio celular, tentando contato direto com o Miller, tinha que ter uma explicação racional para aquela loucura, além do mais o homem era mais apto a encontrar Bella, afinal sabia que ele podia rastreá-la.
A ligação foi diretamente para a caixa postal, fazendo Cullen praguejar enquanto adentrava o cômodo responsável por abrigar os monitores que vigiavam a residência.
Esperava encontrar o tal segurança no quarto, talvez caído ao chão como nas piores cenas de um clichê policial, mas o cômodo estava vazio.
Encarou as telas sobre a mesa, quando Adam se sentou para mostrar as gravações da noite.
Observou a chegada surpreendente da ex-namorada e a liberação da entrada da loira na residência por um dos seguranças que a acompanhou até o interior da casa.
Sentiu o peito apertar ao ver a esposa sendo arrastada pelos cabelos até o carro que também reconheceu como pertencente ao chefe da segurança e, xingou baixo, ao vê-la sendo derrubada e agredida.
― Filho da puta! ― Resmungou quando o homem que deveria protegê-la a colocou, contra a vontade, no banco do motorista do SUV, depois de Tanya ter ocupado o lugar do carona ― Onde está esse filho da puta? ― Questionou quando assistiu o carro em que Bella estava arrancar, deixando a casa.
A gravação ainda mostrava que o dito guarda-costas a tinha seguido, em seu próprio carro.
― Morto, há dois quarteirões daqui... ― Max respondeu ― Em um acidente de carro.
― Acidente o escambau! ― Edward gritou, socando a mesa, ao sentir o desespero aumentar ― Collin, quero que achem...
O celular de Max tocou, calando o que o empresário tinha para dizer.
― No viva-voz ― O ruivo ordenou, quando o segurança tencionou aceitar a ligação. Já não sabia em quem podia confiar.
― Encontramos o Miller ― Uma voz masculina, soou metálica do outro lado da linha.
― Onde? ― Edward questionou, antes que qualquer outro pudesse pensar no que dizer.
― No apartamento de Tanya Denalli...
― Vivo? ― Adam disse aquilo que todos tinham medo de perguntar.
― Dopado e ferido sem gravidade, mas vivo.
Cullen cerrou os olhos com força, tentando não sucumbir diante da opressão que tomou conta do seu ser. Não podia acreditar que toda aquela loucura estava acontecendo, muito menos que Tanya, a mulher doce e inofensiva por quem um dia tinha sido loucamente apaixonada, era uma das principais envolvidas. Tentou ajudá-la com tudo o que podia. Não conseguia entender porque ela insistia em afastá-lo e, agora, em ajudar o homem que a tinha sequestrado, torturado e violentado por tanto tempo.
― Não está coerente o suficiente para explicar o que aconteceu, mas vamos levá-lo até aí, assim que cuidarmos do ferimento.
― Que seja o quanto antes... ― Edward conseguiu dizer, antes de deixar o cômodo em que estava e seguir, sem prestar atenção ao caminho que fazia, até o quarto da filha.
Parou diante da porta, olhando o quarto vazio, a decoração infantil que tinha feito com tanto esmero e carinho, mesmo quando ainda se recusava a aceitar a chegada dela.
Não conseguiu entrar. Não sem Bella ao seu lado. Não quando existia a possibilidade da esposa e a filha não voltarem mais.
Seguiu para o próprio quarto, olhando para os papéis que Bella tinha deixado espalhados, e se sentou na beirada da cama, fechando os olhos para tentar sentir o cheiro dela, para tentar se fazer acreditar que ela estava bem, seria encontrada e, então a teria de volta.
Voltou a abrir os olhos, encarando o relógio sobre a mesinha de cabeceira. Passava das 3 horas da manhã, estava frio demais lá fora e sabia, pelo vídeo de vigilância, que a esposa não estava agasalhada como deveria e que ela tinha sido levada um pouco antes das 10 da noite. Tanta coisa poderia ter acontecido em 5 horas.
Não percebeu que chorava até que ouviu o próprio soluço.
― Bella... ― Sussurrou o nome como se fosse uma prece muda, como se chamá-la a faria aparecer magicamente ao seu lado ― Baby...
Continuou a chorar, encarando o relógio digital, vendo os minutos passarem até se transformarem em horas, sentindo o medo aumentando a cada segundo, repetindo o nome feminino até que não conseguia pensar em mais nada que não fosse a necessidade esmagadora de encontrar a mulher que amava.
O sol já tinha nascido do lado de fora e iluminava todo o quarto, o relógio indicava que passava das oito horas da manhã, quando Collin Miller, finalmente, se arrastou para dentro do quarto onde o patrão estava.
Cullen o olhou, sem realmente enxergá-lo, dando pouca importância ao ombro enfaixado e o rosto abatido do segurança
― Bella... ― Disse mais uma vez, sentindo como se fosse capaz de morrer se não a encontrasse.
― Sei onde ela está... ― Collin disse, levantando, com dificuldade, o celular que tinha na mão esquerda, fazendo o Dominador encontrar a tela negra do aparelho telefônico, onde dois pontos vermelhos piscavam, lado a lado.
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