Despertar de uma sub
30 Capítulo 28
Notas iniciais
Capítulo 28
Mesmo enquanto eu obrigava os meus joelhos a se dobrarem a pergunta de Edward ainda ecoava em minha mente.
Você quer jogar, Pet?
Eu abaixei a minha cabeça, mas por medo do que ele pudesse ver em meu olhar do que por submissão.
Então, seja uma boa menina e venha até aqui... Dê bom dia para o seu Mestre, como você sabe fazer tão bem.
Eu engatinhei até ele, depositei um beijo casto em cada um de seus pés e com as mãos trêmulas me apoiei em suas pernas.
Boa menina! Ele elogiou, alheio ao debate interno que ainda ecoava em minha mente.
Eu queria jogar?
Edward me puxou para o seu colo e beijou o meu pescoço, a principio lenta e preguiçosamente e em seguida com força e precisão, não existiam dúvidas de que eu teria mais uma de suas marcas em mim.
Quando seus lábios deram lugar ao contato gelado do aço, eu respirei fundo.
Eu quero jogar! Eu quero jogar! Eu quero jogar! Repeti, em minha mente, algumas vezes. Eu quero jogar! Nada mudou...
Eu forcei um sorriso.
Obrigada, Mestre!
Ele assentiu e apontou para a minha mesa.
Acho que já passamos da hora de assinarmos isso, não é? Eu fitei o nosso contrato disposto sobre a minha mesa de vidro. Eu prefiro que ele esteja assinado, antes da sua apresentação no club.
A menção a esse assunto, me roubou a atenção.
Será nesse final de semana? Questionei antes que fosse capaz de me conter.
No próximo... Edward relevou a minha impetuosidade. Eu prefiro discutir como será antes. Quero que você se sinta a vontade...
Bom, isso seria bastante difícil. Eu não conseguia imaginar como eu poderia ficar a vontade protagonizando uma cena na frente de todo o club.
Eu... Eu devo assinar agora? A insegurança estava evidente em minha voz.
Uma das mãos de Edward contornou o meu corpo e se alojou em minha cintura.
Sim, Pet. Ele sussurrou em meu ouvido. Você deve assinar agora... Para que eu não tenha que esperar mais para te fuder.
Eu senti uma descarga elétrica percorrer todo o meu corpo.
Isso, baby. Diga de novo. Por favor, nuble a minha mente com excitação para que qualquer dúvida vá embora.
Eu apanhei uma caneta e fazendo o meu melhor para ocultar a forma como minha mão ainda tremia, rabisquei o meu nome no local indicado.
Edward fez o mesmo e... Estava feito. O contrato estava assinado. E só não sabia se isso seria algo bom ou não para nós. Talvez o tempo me dissesse.
Eu apreciei a forma como os dedos do meu Mestre se infiltraram em meu cabelo e o leve puxão que tombou minha cabeça para trás, embora a dor ainda persistisse.
Meus olhos encontraram o de Edward.
Você é minha, Isabella! Ele disse. Durante todos os finais de semana, você é minha.
Não, Edward. Eu sou sua todos os dias.
Tudo o que eu fiz foi concordar com um aceno minúsculo e aproveitar a forma como ele grudou os nossos lábios.
Era um beijo faminto, luxurioso e que me deixou querendo mais, como sempre.
Eu estava ofegante quando Edward me obrigou a deixar o seu colo e se colocou de pé. Por um momento, pensei que ele estava pronto para ir embora e quase implorei para que ele ficasse. Felizmente, ele apenas caminhou até a porta e a trancou.
Meu coração acelerou perigosamente quando ele voltou a me encarar. Existia algo que o caracterizava como um predador em sua expressão. Eu nunca me sentia tanto como uma presa sendo caçada do que agora.
Você está vestida demais... Ele usou a língua para umedecer os lábios e eu não pensei nenhuma vez antes de brigar com o zíper do meu vestido e permitir que ele caísse aos meus pés. Linda visão... Ele voltou a se aproximar. Mas eu pensei que já tivesse deixado claro que lingeries... Sua mão deslizou pelo cós da pequena calcinha de renda que eu usava. -... são, totalmente, dispensáveis no final de semana.
Eu sinto muito, Mestre! Sussurrei e me aprecei em me livrar da peça indesejada.
Bem melhor assim... Ele me conduziu até o sofá de camurça disposto em paralelo a minha mesa e me fez sentar. Eu quero ver você...
Eu não esperei por uma ordem direta e afastei as minhas pernas para ele.
Ele tinha um sorriso convencido no rosto quando apanhou a minha poltrona e a colocou a minha frente. Minhas pernas foram puxadas para cima das suas quando ele se acomodou.
Se toque pra mim, Pet.
Por um segundo, todas as dúvidas, todo o mal estar, toda a incerteza... Tudo foi deixado de lado e só existia o olhar repleto de luxuria preso ao meu.
Minha mente ainda insistia em me questionar se era isso mesmo que eu queria, mas a intensidade do desejo que Edward provocava em mim, não me permitir, se quer, cogitar a possibilidade de nos negar a chance de estarmos juntos... Fisicamente.
Ignorei a timidez que tentou me dominar e o, provável, rubor que cobria o meu corpo e deslizei minha mão, suavemente, por meu estomago até alcançar a minha intimidade.
Gemi ao primeiro contato.
Olhe pra mim... Edward comandou quando fechei os olhos apreciando o deslizar de meus dedos por meu centro úmido. Quem você é, Isabella? A quem você pertence?
Sou sua, Mestre... Sua cadelinha. Disse com a voz rouca porque sabia que era o que ele queria ouvir. Só sua.
Seus dedos se fecharam, com força, contra as minhas coxas.
É isso que eu quero ouvi-la gritar... Uma e outra vez, quando eu apresentá-la ao club.
Eu vou... Garanti, minha voz teimando em soar uma oitava mais alto. Eu vou.
Não era uma tarefa difícil de ser cumprida e era, nada menos, do que a verdade.
Quando minha respiração se tornou ainda mais irregular, uma das mãos de Edward se colocou sobre a minha, retardando os meus movimentos.
Oh, Mestre... Por favor! — Choraminguei.
Ainda não! Seu tom de voz deixava claro que não existiria negociação. Aí está mais uma coisa que eu quero, Isabella. Que você implore, implore por libertação, implore por mais...
Ele não precisava me dizer para fazer isso, bastava agir como agia agora. Me negando o que meu corpo tanto ansiava e eu imploraria sem pudor algum.
Eu vou... Repeti.
Eu sei que vai... Eu vou me assegurar de que você esqueça onde está e que nada mais importe além da minha permissão.
Sua mão libertou a minha, mas o olhar que ele me dirigia deixava claro que eu deveria manter as coisas lenta e torturante.
Eu obedeci, embora não desejasse nada mais do que me tocar com força e precisão até que fosse brindava com um orgasmo.
Me diga, Isabella... O que você gostaria? Como gostaria que eu a dominasse? Por um segundo não soube precisar se ele ainda falava da apresentação ou apenas me provocava.
De qualquer forma que meu Mestre desejar... Me obriguei a responder e para não correr o risco de desobedecê-lo, eu retirei a minha mão da minha intimidade e a levei até um dos meus seios.
Tentei acalmar a minha respiração e batimento cardíaco.
Qualquer coisa? Edward questionou com um olhar perspicaz. E se eu decidir presentear um dos sócios?
Eu o olhei com um misto de terror e incredulidade.
Você não compartilha.
Meu Mestre me brindou com um bonito e sincero sorriso.
Exatamente, Isabella! Ele próprio se ocupou em tocar-me, me enviando de volta ao redemoinho de prazer. Eu não compartilho. Assim como não vou ultrapassar nenhum dos seus limites rígidos...
Confesso que era difícil me concentrar em qualquer coisa além do roçar leve e preciso dos dedos de Edward em mim, mas me esforcei em respondê-lo da melhor forma que podia.
Eu confio em você, Mestre. E realmente confiava. Como meu Mestre, Edward não era nada além de excepcional e nunca havia me dado nenhum motivo para dúvidar da sua atenção aos meus limites e desejos.
A minha resposta pareceu agradá-lo, já que ele aumentou o ritmo e quando eu passei a ofegar a minha permissão foi concedida imediatamente.
Eu necessitei de alguns minutos até que minhas pernas pareciam funcionar novamente, mas não foi tempo suficiente para Edward não se surpreender por eu retirar minhas penas de cima das suas, ajoelhar a sua frente e deslizar a minha mão por suas coxas.
Eu queria devolver o presente. Queria fazê-lo se sentir bem. Queria mostrar, sem restar qualquer dúvida, que não importa o quanto ele tente mascarar a verdade, existe entre nós, uma química inegável que nos faz reconhecer as necessidades do outro, sem que nenhuma palavra seja dita.
Quando eu consegui, finalmente, desafivelar o seu cinto e descer o zíper de sua calça social, o expondo para mim, minha cabeça foi, imediatamente, abaixada em sua direção. Eu imaginei que ele me guiaria, mas tudo o que ele fez foi manter sua mão repousada em minha cabeça enquanto eu seguia o meu próprio ritmo.
Eu fechei os olhos apreciando o seu gosto ao deslizar minha língua, lentamente, por toda a sua extensão. Depositei um beijo molhado em sua glande e então, o permiti deslizar por meu lábios, o tomando o máximo que minha boca era capaz. Quando o senti tocar a minha garganta, repeti todo o processo... Uma e outra vez. Até que toda a paciência de meu Mestre deu lugar à necessidade inegável de libertação. Eu aceitei o novo ritmo, com a mesma excitação que antes, apreciei cada uma das suas investidas, cada novo aperto em meus fios castanhos e, principalmente, cada novo e baixo gemido que ele parecia não ser capaz de conter e quando eu o senti explodir em meus lábios, cerrei os meus olhos, tentando controlar o embrulhar do meu estomago e engoli cada gota que ele me dava.
Edward voltou a me puxar para o seu colo, seus braços envolveram a minha cintura com possessividade e seus lábios atacaram os meus.
Sem que eu pudesse evitar, meu corpo se moveu contra o dele, provocando o encontro de nossas intimidades. Gemi em sua boca e voltei a me mover.
Os dedos dele se fecharam, com força, contra a minha pele.
Pare!
Eu ouvi a ordem, mas simplesmente não fui capaz de obedecer.
Pare, Isabella!
Eu tentei, mas podia sentir toda a umidade de volta ao meu centro quente e tudo o que conseguia desejar era que Edward aplacasse, ao menos, um pouco da excitação enlouquecedora que assolava o meu corpo.
Uma de suas mãos estalou, sonoramente, contra uma de minhas coxas nuas. O som me fez estremecer mais do que a picada de dor e por um momento temi que Angela ou algum dos outros funcionários da livraria também o tivesse ouvido.
Meu corpo foi afastado do de Edward e eu me vi, novamente, sobre o sofá.
Cerrei minhas mãos com força ao sentir a ardência em meus olhos.
Eu não vou chorar!
De alguma forma consegui conter as lágrimas, mesmo após sentir meu corpo sendo colocado de bruços, então minhas nádegas sendo atingidas.
As palmadas só conseguiram me deixar ainda mais quente e necessitada.
Edward, obviamente, sabia disso.
O que eu faço com você, Isabella? Ele disse, agora acariciando os locais atingidos por sua mão. Isso deveria ser um castigo. Não é suposto apreciar um castigo... Quando eu disser: Pare! apenas obedeça.
Eu sinto muito, Mestre. Murmurei contra o veludo macio do estofado que suportava o meu peso, mas a verdade é que não sentia. Provavelmente, faria novamente.
Nós vamos terminar isso em casa... Edward, me ajudou a sentar e eu precisei desviar o olhar do dele ou voltaria ao ponto em que estávamos há alguns segundos. Você precisa se vestir, antes que algum dos seus funcionários apareça.
Eu assenti e lutei contra a fraqueza de minhas pernas para me colocar de pé. Era uma ótima coisa que Edward estivesse bem a minha frente, já que o movimento repentino me deixou tonta. Suas mãos me mantiveram de pé.
Você está bem?
Sim. Menti.
...
O dia tinha sido, torturantemente, longo. As horas se arrastavam, assim como minha necessidade de Edward aumentava.
Por um momento, após a sua saída, ponderei, levando uma de minhas mãos ou meu pescoço estranhamente nu sem a sua coleira, se a forma como regia a ele tinha sido provocada pelos dias distantes um do outro. Meu desejo por ele sempre tinha sido intenso, voraz... Mas nunca tinha ficado fora de controle, nunca o tinha desobedecido propositalmente, apenas porque não conseguia aceitar a ideia de ser deixada sem libertação. Meus pensamentos voltaram para as vezes em que meu orgasmo foi negado, tanto por um castigo quanto como provocação, tinha sido difícil acalmar o meu corpo, mas de uma forma ou de outra, eu tinha conseguido. Hoje não. Mesmo após Edward ter me deixado eu ainda sentir o calor, o estremecimento, o latejar, a umidade... Eu quase voltei a me tocar.
Precisei me refugir em meu pequeno e incomodo banheiro e permitir que a água gelada da ducha escorresse por minha pele na tentativa de conseguir algum controle. Não surtiu efeito.
Eu balancei os meus cabelos molhados e o coloquei sobre a marca arroxeada com a qual Edward tinha me brindado pela manhã.
Eu ainda tinha algumas horas até que precisasse estar de volta a casa de Edward e decidi ocupá-la no salão da livraria.
Angela veio em minha direção assim que me avistou.
Você está bem? Ela perguntou com um sorriso mal disfarçado. Está corada.
Está quente. Respondi, mas tanto ela quanto eu sabíamos que o meu corar nada tinha a ver com a temperatura do ambiente.
Eu comprei rosquinhas... Ela me conduziu até o balcão do caixa e nos sentamos uma ao lado da outra, esperando até que algum cliente viesse até nós. Quer uma?
Claro! Eu não almocei...
Felizmente, o enjoo e a dor de cabeça tinham me abandonado e eu percebi o quanto estava faminta.
Angela foi gentil o suficiente ao se oferecer para buscar mais rosquinhas enquanto eu devorava as que ela tinha me oferecido.
Quando me senti satisfeita, meus olhos começaram a pesar.
Foda-se! Sibilei, esfregando os olhos.
Angela apenas riu de mim.
Eu tentei me focar na contabilidade do dia, mas quando os números começaram a desaparecer a minha frente, fechei o programa que Edward tinha estalado na livraria quando eu ainda era apenas uma funcionária e bocejei.
Você pode me ligar se tiver algum problema?
Minha gerente assentiu e eu aproveitei que duas adolescentes tinham chegado ao caixa para buscar as minhas coisas em meu escritório.
Eu não me preocupei em fugir de Collin e esperei até que ele se aproximasse.
Podemos ir de táxi? Perguntei quando ele parou a minha frente.
Eu estou de carro.
Pela primeira vez, me senti agraciada pela presença do meu segurança e o segui.
Ele abriu a porta traseira pra mim e me ajudou a me acomodar.
Obrigada! Disse suavemente, me sentindo culpada pela forma grosseira com que o tinha tratado no dia anterior.
Eu o vi dar a volta e assumir o seu lugar ao volante.
Eu sinto muito pela forma como o tratei ontem...
Sem ressentimentos. Collin me respondeu amigavelmente e deu partida no carro.
Meus olhos estavam fechados antes mesmo de deixarmos a rua da livraria para trás.
...
Eu sorri, sonolenta, ao sentir um leve roçar de dedos em meu rosto.
Isabella? A voz de Edward me despertou completamente. eu preciso de você acordada.
Eu abri os meus olhos e percebi que estávamos no meu antigo quarto.
Espreguicei demoradamente e não me passou despercebido o sorriso mal disfarçado de Edward sobre mim. Eu só não saberia dizer se ele estava rindo de mim ou para mim.
Eu não pretendia adormecer... Disse. Eu não me lembro de ter chegado aqui.
Você estava dormindo... Collin me ligou quando vocês chegaram e como eu já estava em casa, a trouxe para o quarto.
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