Despertar de uma sub
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Capítulo 11
Eu acordei ao sentir um incomodo calor sobre a pele de minhas costas. Eu resmunguei e tentei afundar minha cabeça um pouco mais no travesseiro, mas foi impossível deslizar de volta a inconsistência.
Ainda mantendo meus olhos fechados, rolei meu corpo pelo colchão macio e reprimi um gemido ao sentir a sensação de calor se apossar de minha barriga e seios.
De repente me tornei consciente de minha nudez e junto ao conhecimento vieram as lembranças da noite anterior.
Não fui capaz de evitar o sorriso travesso que se formou em meus lábios.
Subitamente abri meus olhos, na esperança de me deparar com o rosto bonito de Edward.
– Merda! – Xinguei baixinho ao sentir meus olhos arderem ao serem assaltados pela ampla luminosidade.
Precisei de alguns segundos até que fui capaz de olhar em volta.
Edward estava longe de ser visto, mas sua presença ainda podia ser sentida.
Repousada sobre a mesinha de cabeceira, do meu lado da cama, estava uma bandeja repleta de guloseimas que me deram água na boca. Mas o que tornou o meu sorriso ainda maior foi avistar a rosa vermelha displicentemente deitada sobre uma folha de papel que continha a caligrafia perfeita de Edward.
Lutei contra meus músculos doloridos tentando encontrar uma posição cômoda o suficiente para que pudesse alcançar o bilhete que ele havia deixado.
Meus dedos deslizaram, delicadamente, pela singela rosa antes que eu a trouxesse até meu rosto. Fechei os olhos apreciando perfume.
Eu não poderia encontrar palavras capazes de explicar o que esse simples gesto significou para mim.
Okay! Está mais do que obvio que eu estou completamente apaixonada por meu Mestre e Senhor e embora, eu tente, com todas as minhas forças, não me deixar iludir que ele possa, quem sabe, sentir o meu mesmo por mim; meu coração é incapaz de reprimir as batidas incontroláveis quando ele age dessa forma. Tão doce e atenciosamente.
Tão diferente de Jacob.
Não lembre dele, Bella! — Me repreendi mentalmente. – Jacob é passado!
Me recusei a deixar a rosa de lado e com minha mão livre agarrei o bilhete de Edward.
“Isabella...” – É loucura, mas eu, realmente, fui capaz de ouvir a sua voz em minha mente. O mesmo tom controlador e exigente que eu tanto ansiava.
“... O seu comportamento insaciável, ontem à noite, aliado a minha fome por você provavelmente está lhe rendendo agora um corpo dolorido, certo? ...“ – O quão ridículo é se eu confessar que estava corando enquanto lia?
Realmente a noite passada tinha sido... erh intensa. Por falta de palavra melhor.
Após o nosso pequeno momento “vamos fazer de Bella um útil post –it” eu me vi implorando, cada vez mais, pela atenção de Edward e ele prontamente me atendeu.
Tudo o que posso dizer sem que meu rosto vire um pimentão é que Edward não vai ser capaz de encontrar um local em seu escritório em que meu corpo não tenha estado... Se contorcendo e choramingando por ele.
Precisei balançar minha cabeça em uma vã tentativa de afastar os pensamentos que estavam começando a me deixar... Quente.
“... Você certamente não se lembra, mas eu tentei dar ao seu belo corpo um momento de relaxamento na banheira... Sobre isso eu preciso dizer: Você é adorável enquanto dorme e me forneceu informações valiosas em seu sono... Obrigado!”
Isso é, no mínimo, constrangedor.
Existem tantas coisas que eu possa ter falado enquanto dormia... Eu só podia rezar para que não fossem as três pequenas, e ainda assim monstruosas, palavras que eu precisei lutar para não dizer enquanto estava acordada.
“... Voltando ao ponto, eu tenho dois tylenols para você, ao lado do seu copo de suco. Tome-os!...”
A submissa em mim sabe reconhecer uma ordem quando se depara com uma, então eu apenas desviei o meu olhar até a bandeja e rapidamente encontrei os dois comprimidos e os engoli com um gole de suco.
Obrigada, Mestre! – Eu gostaria de poder dizer agora. É impressionante como ele é capaz de conhecer, de antemão, todas as minhas necessidades.
“Eu tenho planos para você hoje meu anjo, portando tenha o seu café da manhã, em seguida uma ducha rápida e traga seu traseiro bonito até o meu escritório. Seu Mestre tem lições para ensiná-la...
É hora de jogar!
PS: Você não vai querer remover meu nome de seu corpo... Exceto se você deseja começar o dia sendo castigada. Existe um novo chicote ansioso para te atingir.”
Foi realmente difícil me concentrar em comer depois disso.
Eu não estava ansiosa para ser castigada. Eu ainda me lembro da ocasião anterior. Mas, eu ainda podia ter o seu novo chicote em mim, sem ser em um castigo, não é?
Eu quero isso! Porra, eu quero isso muito mal!
Aparentemente Mestre Cullen estava conseguindo, de fato, derrubar as minhas paredes de apreensão e temor. Veja só como eu estou me contorcendo e choramingando ao me imaginar sendo chicoteada.
Embora, meu apetite tenha se transformado, eu me abriguei a comer tudo o que tinha na bandeja, sabendo muito bem que ele seria capaz de descobrir caso eu fizesse algo diferente do que ele me disse.
Eu soltei para fora da cama e decidida a ignorar a pontada de dor em meus músculos, saltitei até o banheiro.
Eu me deparei com alguns itens especiais sobre a bancada: aparentemente estaríamos realizando uma fantasia hoje...
Meus olhos permaneceram presos a blusa branca transparente e a saia plissada xadrez.
Hummm que aulas Professor Cullen reservou para mim hoje?
Eu precisei tomar um cuidado especial enquanto me lavava. O nome de Edward ainda precisava estar em mim quando eu terminasse e eu não lavei o meu cabelo, apenas porque sabia que Edward o preferia seco.
Mais fácil de prender entre seus dedos, talvez?
Eu não encontrei nenhuma lingerie a vista, então, sabiamente, deduzi que não deveria ter uma hoje.
Eu preciso ser sincera. Levando em consideração o tamanho das peças de roupa que eu vestia, seria mais fácil se eu caminhasse até ele completamente nua.
A saia xadrez era tão curta que era possível ver a polpa da minha bunda sem nenhum esforço e o tecido transparente da blusa – eu nem mesmo sei se posso chamar esse pequeno pedaço de pano de blusa, não fazia muito para esconder os meus seios e eu podia ver, atrás de meu reflexo no espelho, as iniciais de Edward escritas em minha pele.
Revirei os meus olhos ao alcançar a gravata vermelha.
Tudo para agradar o Mestre.
Após calçar o sapato de salto alto eu me sentia um pouco ridícula. Mesmo com a meia branca que envolvia minhas pernas até as coxas, eu estava tão a mostra... Só parecia um grande desperdício de tempo e energia me arrumar assim.
Mais uma vez, precisei me lembrar: Tudo para agradar o Mestre.
Não querendo deixá-lo esperando por mais tempo, rapidamente repartir o meu cabelo e o prendei em marias-chiquinhas baixas. Fiz uma maquiagem singela... Afinal, eu sou uma colegial hoje e eu preciso parecer inocente.
Eu fui incapaz de evitar o riso com esse pensamento. Como eu posso parecer inocente vestida como uma estrela pornô?
Dispensei a última olhada no espelho, sabendo que não estaria melhor d que antes, em minha opinião... Quem sabe o olhar de Edward fosse mais benevolente?
Caminhei com cuidado, tentando me manter de pé sobre os saltos assassinos que usava, até o seu escritório e respirei profundamente antes de bater à porta.
Não posso negar que estava um pouco nervosa enquanto adentrava o escritório. Afinal eu nunca tinha participado de uma cena antes. Não uma em que eu precisasse encenar de fato.
Como eu deveria me comportar? Devo assumir a minha posição? Esperar até que ele me diga o que fazer? Perguntar?
Felizmente, Edward me deu a direção.
– Sente-se Srta. Swan.
Me apressei em obedecer e me acomodei na poltrona, estrategicamente posicionada, de frente para ele. Apenas a sua mesa entre nós.
Edward se recostou contra o encosto de sua própria poltrona e me olhou. Bom, não era um simples olhar, era mais como se ele estivesse me avaliando.
– Você sabe por que está aqui, Srta. Swan?
Essa era uma questão que eu não sabia como responder. Felizmente, era uma pergunta retórica.
– Eu soube que você tem atrapalhado o andamento das aulas...
Eu mordi meu lábio inferior tentando descobrir uma forma de entrar na brincadeira.
Eu deveria ter investido nas aulas de teatro na escola.
– Eu sinto muito, Sr. Cullen! – Tentei timidamente.
Edward me deu um breve aceno de cabeça antes de se colocar de pé.
– Você sente? – Ele caminhou até estar ao meu lado. – Pelo o que exatamente você sente muito?
Eu abaixei minha cabeça no momento em que ele se colocou no espaço entre a minha poltrona e sua mesa. Ele parecia tão imponente parado a minha frente que eu fui incapaz de sustentar o olhar.
Suas mãos se firmaram nos braços da poltrona e ele me manteve presa ao se inclinar na minha direção.
– A sua lista de infrações só tem aumentado, Srta. Swan... – Ele começou tão próximo ao meu rosto que eu era capaz de sentir sua respiração contra a minha pele. – E hoje, não satisfeita em apenas se desviar dos estudos, você decidiu roubar a atenção dos seus colegas de classe também... Você acha que seu uniforme é apropriado para uma sala de aula, Srta, Swan?
Eu podia sentir meu rosto esquentando, assim como todo o meu corpo. Se ele continuasse a falar assim e de tão perto eu simplesmente deixaria de pensar e o agarraria.
Deus! Só a voz dele já me enlouquecia.
– Existe algo que a Srta. Desejava mostrar aos seus colegas de classe? – Edward voltou a se erguer e uma de suas mãos atingiu de leve a minha perna.
Eu me contorci antes de seguir a sua ordem muda e descruzar as minhas pernas.
– Eu realmente sinto muito, Sr. Cullen... – Voltei a dizer enquanto afastava minhas pernas o máximo possível. – Eu não tinha a intenção de atrapalhar a aula.
Eu precisei me segurar para não sorrir com o que disse.
Eu estava começando a gostar desse jogo.
Edward permitiu que seu olhar se perdesse em minhas pernas por algum tempo, antes de voltar para a sua poltrona.
– Um de seus colegas me disse que a Srta. Esqueceu uma peça importante do seu vestuário em casa hoje, Srta. Swan e que você estava ansiosa por mostrar isso a toda a classe... Segundo ele, essa era a razão para que a Srta. Mantivesse suas pernas abertas durante boa parte da aula... Eu espero que ele esteja enganado. – Eu vi no momento em que ele apanhou uma régua de madeira e passou a deslizar sua mão por ela.
Eu quase gemi alto.
– Existe alguma verdade nisso, Srta. Swan?
– Eu... Erh... – Era um pouco difícil pensar no que dizer quando Edward estava a minha frente: a expressão séria, os olhos escuros pela luxuria e com leve contorcer de lábios que indicava que a régua que ele tinha em mãos em breve estaria em contato com o meu traseiro. – Eu acho que estava um pouco distraída essa manhã, Sr. Cullen.
Isso é o melhor que você pôde pensar, Bella?
– Distraída o suficiente para esquecer-se de vestir sua roupa intima? – Ele me deu um sorriso torto e eu fui incapaz de reprimir a lamuria que deixou meus lábios. – Eu acho que serei obrigado a ensiná-la a ter um pouco mais de atenção... Agora, o que eu faço com você? Detenção? Trabalho extra? Obviamente eu terei que chamar os seus pais e...
– Por favor, Sr. Cullen, não conte nada aos meus pais... O Sr. pode me dar o castigo que desejar.
No momento em que Edward umedeceu seus lábios com a ponta de sua língua e me encarou eu soube que tinha acertado.
– Você não deveria ter dito isso, Srta. Swan. Eu posso pensar em um castigo que não a deixe muito feliz.
– Eu prometo fazer o que o Sr. quiser...
– É mesmo? – Em um movimento rápido ele afastou um pouco a sua poltrona. – Então, seja uma boa menina e venha até aqui...
Eu rapidamente soltei sobre meus pés e caminhei até ele. Com um gesto de mão ele indicou que queria que eu me colocasse a sua frente.
Assim que eu assumi o meu lugar, suas mãos se apossaram da minha cintura e ele girou meu corpo de forma que eu ficasse de costas para ele.
– Você não tem sido uma boa aluna, Srta. Swan. – Eu senti no momento em que uma de suas pernas se colocou entre as minhas. Eu precisei me debruçar sobre a mesa para me manter de pé.
No silencio do escritório eu fui capaz de ouvir a mudança na respiração do meu Mestre.
– Você está tentando me mostrar algo, menina assanhada?
Eu tentei erguer meu corpo, mas o peso da mão de Edward em minha costa me impediu.
– Fique onde e como está.
– Me desculpe, Sr. Cullen... eu me desequilibrei.
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