Despertar [Revisão]

5 Terra, Lux² e Aqua¹


Notas iniciais
- Aqui estou eu com um Cap ENORME para vocês e para quem é fã da Hinata, Tenten e claro do Sasuke essa cap explica um pouquinho sobre eles.
Mas antes de tudo eu gostaria de agradecer do fundo do meu coração a recomendação que a lida e maravilhosa da KellyUchiha me deu. Ela sabe como fazer uma escritora de fics feliz, quase chorei com a recomendação dela e por isso esse cap é todo para você e ainda tem o Sasuke coisa que eu só coloquei porque imagino que você AME neh *-* (todos amam o Sasuke kkkk)
Então é isso e muito obrigada por estarem lendo, qualquer erro me avisem, porque eu escrevi esse cap umas sete vezes e ainda acho que pode ficar melhor, mas se fosse o caso iria demorar muito então se não gostarem de algo me falem
.
E para os leitores desesperados pela Ino ficar perto do
Sasuke, não se preocupem, não vai ter nenhum romance entre eles e nem insinuação de romance podem ficar tranquilos xD
Agora com agradecimentos a KellyUchiha e um cap criado quase para ela, espero que gostem xD

\"\"


Aquela que te faz sentir raiva, te conquista!
(Escola para Garotas Bonitas e Piradas)


Havia observado enquanto os novos alunos se encaminhavam ate seus aposentos. Uma mistura de inveja com raiva subiu por sua garganta. Eram todos tão poderosos e ela sempre foi tão... Humana. Claro que não odiava os humanos como alguns ali faziam – de forma discreta, se ela fosse como eles jamais desconfiaria desse ódio embutido – mas preferia não ser humana e ser... Especial como eles.

Ela já era especial, tentava sempre se lembrar disso, afinal havia ganho a chance de conhecer o que ninguém mais conhecia e vivia dando se máximo para conseguir acompanhar os mesmos. Era melhor que os seres humanos normais, talvez, se fosse o tipo de garota que se contentava com pouco iria desistir de tudo e ganhar o ouro em alguma olimpíada pelo mundo. Só que as Olimpíadas eras patéticas diante das maravilhas do saber e os atletas patéticos diante ao mais inútil semi-humanos.

Um humano poderia ter quantas medalhas quisesse em natação, mas nem dando o seu máximo ganharia de alguém dos Hyuuga. Poderia ser forte e rápido, mas não seria nada perto dos Uzumaki. Nada que os humanos faziam poderia superar as pessoas dali e esse era o problema.

Ela era humana.

Para piorar ela era humana e vivia em meio a pessoas que eram apenas em parte assim. Diversas vezes se via diante de uma vida normal, como uma ótima atleta se achando o máximo, era uma vergonha, mas quando a tristeza batia muito forte sobre ela, desejava isso. Idiotices, não só porque ela amava tudo aquilo que conhecia, mas porque ela como uma humana não poderia ser fardada ao processo de escolha entre saber ou não. Não se poderia interferir com humanos, se fosse possível ela sabia que metade dos semi-humanos já teriam movido céus e terras para que ela se esquecesse de tudo.

Pensamentos assim, sempre vinham quando começava a se exercita em busca de ser como eles, naquele momento ela tentava ergue um peso de cento e oitenta quilos. Os cabelos castanhos e longos estavam presos em dois coques, ainda assim soltavam e a atrapalhavam a cada segundo. Gene idiotas de cabelos lisos em excesso.

– Você é Tenten, você consegue... Cento e treze. – murmurou para si mesma cerrando os olhos castanhos chocolates e fazendo careta, chegava um limite o qual ela não poderia ultrapassar não importava o que fizesse, diversas vezes havia ido ate Hinata para que a menina tentasse dar um jeito em seu braço que havia tido alguma lesão por tentar superar o insuperável.

Como amava a água que a morena conseguia formar, curava ate mesmo doenças incuráveis e era um mistério para todos desde o inicio e todos tentavam entender como esse dom havia surgido já que essa água era a solução que todos procuravam há anos para lesões dos treinamentos. Obviamente outros membros da casa da água doce não conseguiam há fazer, Hinata era um gênio, a mais forte que havia aparecido em centenas de anos. Na verdade ultimamente pessoas fortes demais estavam aparecendo naquele local, o que ela não sabia se era bom para a mesma ou simplesmente humilhante.

– Cento e vinte... Cento e vinte e um... – murmurou sentindo os músculos doerem.

– E dois, e três, e quatro. – o peso foi retirado dos seus braços e mesmo que ela não gostasse disso, sentiu os dois caírem exaustos ao seu lado.

– Maldição Kiba! – reclamou se sentando e observando enquanto o moreno se divertia com a barra e os pesos, assim como um menino habilidoso com um cabo de vassoura o roda com uma única mão usando apenas a ponta dos dedos, Kiba rodou a barra. A casa terra e seus membros com super força, respirou fundo pedindo calma aos deuses. – Não deveria esta apoiando seus novos alunos? – perguntou inconformada, estava suada demais e não sabia se deixar o garoto a ver assim era uma boa.

– Não são necessariamente meus. – estava mais interessado na barra do que nela de fato. – São da escola, e de todas as formas alguém com certeza vai ajudá-los, você sabe como é fácil encontrar alguém disposto a fazer isso Tenten. – completou sorrindo e ela teve que concordar. A casa terra era a mais amável de todas e também a mais cheia, ao que parecia seus descendentes apreciavam a arte da reprodução... O que ela estava falando? Ela mesma era uma dessas descendentes não deveria ter esses pensamentos.

– Só entraram pessoas da Terra? – tentou conseguir informações se levantando. Era alta e tinha a pele cor café-com-leite, assim como Kiba, seu primo de segundo grau. Muitos achavam que eram irmãos de inicio, mas obviamente ficavam sabendo das diferenças entre ambos, com poderes e sem poderes, fácil de notar.

– Dois para nós e uma garota estranha. – quando o mesmo parou de girar a barra, Tenten sabia que era algo serio para que ele ficasse quieto.

– Porque estranha?

– Ela não é como os outros. Esta completamente transformada e que transformação – fez cara de impressionado e malicioso. – parece uma fase boa do pessoal da Lux. – completou e Tenten fez uma cara de impressionada também. Não era segredo que as pessoas da casa da lux eram as mais bonitas de todas, uma união do elegante, com a alegria e a bondade. Quase anjos. Humanos diriam que os de Ignis tinham esse mérito, mas era preciso conhecer a historia de ambos para saber que eles nasciam praticamente prontos para despertarem o desejo e a luxuria, e que se envolver com um deles era a pior coisa que pessoas com coração poderia fazer.

– Pensei que a estranha seria a menina de cabelos róseos. – falou normalmente e então ficou em silencio pensativa. Cabelos diferentes, pais que desconheciam a verdade, ela sabia o que isso significava. O que era? O que era? Ah... Seus olhos se arregalaram por alguns momentos enquanto ela olhava em volta conferindo que estavam sozinhos. – Então ela é a garota? – murmurou.

– O que? – Kiba a encarou seriamente. Alguns assuntos não deveriam ser tratados por eles, na verdade não deveriam ser do conhecimento de ambos, mas Tenten havia crescido ali e sabia de alguns segredos que não deveria. Segredos esses que ele muitas vezes preferia não saber. – Apenas mais uma como toda a família dela. – colocou o peso sobre o chão.

– Talvez seja diferente. – Tenten murmurou pensativa.

– Espero que não seja. – Kiba foi enfático quanto a isso. – Por mim, ela vai saber que não é bem vinda, ate se tocar e ir embora. – olhou para os próprios pés.

– Isso é maldade. – Tenten odiava ver pessoas se sentindo mal ali, ela sempre se sentia mal.

– Não, isso é sobreviver e você sabe que podemos morrer graças a ela. – encarou a menina com olhos firmes. – Que tudo pode se acabar por uma palavra, não confio em pessoas que podem mudar tudo tão facilmente. Não sou bom em instintos, mas algo errado vai ocorrer, temos pessoas fortes demais nascendo. – completou serio, ele não fazia parte desse grupo seleto de pessoas extremamente fortes e isso o irritava mais que ter alguém podendo mudar sua vida, mais que ter Sakura por perto, porque diferente dos lideres da Aqua, Ignis e Lux, ele não era alguém que se lutaria para ter ao lado quando tudo começasse.

•••

Deixou a mesma desacordada na cama. Ele não era uma pessoa paciente, muito pelo contrario, e a garota exigia paciência de pai. Sasuke mataria o filho se o mesmo fosse tão irritante como a loira. Ser o mais forte e ser ligado a Orochimaru, o vice-diretor da escola, nem sempre era algo produtivo, pensou. Teria que ser a babá da loira, Sasuke não se importava em supervisionar pessoas da casa dele, tinham sempre um gênio parecido, mas a loira em menos de duas horas havia o feito a desmaiar pra tentar ter um pouco de paz.

Ok, isso não estava no manual sobre como ser um bom líder, mas Sasuke odiava o maldito manual que de forma deprimente realmente existia. E odiava também ter que participar daquela farsa. Escola para semi-humanos, patética e quase risível. Por vezes podia ouvir seu pai gargalhar daquela idiotice que todos tratavam como algo realmente importante.

Seguiu pelos corredores escuros da sua casa. Algumas pessoas sentiriam falta de ar ali, não só por ser fechado e escuro, mas a Casa Tenebris¹ também ficava a mais de seiscentos metros de altura dificultando a respiração. Pra ele era normal, havia nascido em altitudes e o lugar fechado impedia que o sol entrasse, perfeito. Sua casa sempre viveu na escuridão e nas alturas, tanto que seu símbolo era um Falcão, infelizmente os Facões a muito haviam deixado de serem animais amistosos, assim como qualquer outro animal que fosse tido como selvagem.

Andou em direção onde estava à única luz do sol que havia no lugar, Sasuke sempre odiou o sol. Não o astro rei, a bola de fogo que aquecia a terra. Sasuke odiava a forma como o viam, era algo bom, uma energia renovadora e bondosa. Milhares de pessoas acreditando nisso tornavam o sol no que elas realmente acreditavam e isso Sasuke odiava. Porque essas características o enfraqueciam e ele odiava ser fraco.

– Pensei que havia lhe dado um trabalho. – Orochimaru falou antes mesmo de Sasuke sair na parte iluminada. A casa se dividia em duas, a primeira se encontrava dentro do enorme penhasco, sem janelas onde o sol pudesse entrar, sem o vento que passava pelas mesmas ou barulhos irritantes. Eram apenas eles, os filhos Tenebris. Ou segundo ramo dos filhos da Lux, como a diretora estúpida gostava de dizer para que não parecesse que eles fossem os caras maus.

A segunda parte da Casa Tenebris não passava de um corredor enorme para fora da rocha do penhasco. Um material transparente deixava a luz entrar e iluminar a decoração oriental, a qual ele jamais entendeu muito bem o motivo. O chão de vidro quase o causava vertigem, sob seus pés ele ainda conseguia, mesmo que a mais de meio quilometro de distancia, ver as ondas se chocando contra o penhasco, como um chicote louco para torturar uma vitima.

– Ela esta no quarto. – deu ombros piscando os olhos para se acostumar com a luz. Orochimaru gostava de ter conversas secretas naquele espaço, não era muito freqüentado por ninguém que morasse ali e era distante de qualquer outro lugar.

Observou Itachi sentado calmamente em uma cadeira, perto da mesa onde Orochimaru tomava um chá. O lugar era quase deserto por um todo, poucos filhos Tenebris continuavam ali após terem feito a escolha. Aprendiam tudo com suas famílias, táticas milenares, antes mesmo de irem ao local e nasciam sabendo toda a historia, Sasuke sabia que se não fosse por um motivo maior nenhum dos três estariam naquele lugar estúpido.

– Isso vai ser mais trabalhoso. – murmurou se sentando na terceira cadeira do local, deixando apenas mais uma vazia. – Ter que lidar com essa garota e com a Haruno. – completou encarando o homem de cabelos longos.

– Haruno? Depois de ter colocado nosso plano em risco gritando o nome dela? A meu ver ela não é mais problema seu. – Itachi franziu a testa de forma severa. – Eu lido com a garota. – apontou para si e então um suspiro saiu de seus lábios. – Eu agüento as idiotices humanas que ela tem. – não parecia satisfeito com isso. Sasuke também não estava, um grande evento mundial iria ocorrer e tudo o que ele iria fazer era tomar conta de uma loira que tendia pelo lado louco e o incompreensível.

Isso sem contar que seus atos não estavam sendo levados realmente em consideração. Ele sabia que havia perdido suas chances de lidar com a garota assim que havia gritado o nome da rosada, mas o que eles queriam que ele fizesse? Deixasse a mesma pairar pela escuridão como estava prestes a acontecer? Qualquer um veria que a forma que ela andava ate o sol, completamente cambaleante e sem nenhum nexo, era a forma que muitas pessoas andavam quando as trevas começavam as enlouquecer e ele não poderia esperar deixar que Sakura se perdesse na escuridão de forma nenhuma.

Seria um suplicio esperar aguardar que a irmã da mesma atingisse idade o suficiente. Teria que esperar tempo demais preso nessa maldita escola e isso ele não queria.

– Ate por que – Orochimaru chamou a sua atenção. – Todos nós sabemos que você não é a pessoa mais gentil do mundo quanto a garotas. – sorriu de forma cruel.

Sasuke bufou incapaz de ficar ouvindo aquelas idiotices sem demonstrar nenhuma ação. Orochimaru queria sempre que ele mudasse o que era, se deixasse em menos de alguns meses estaria jogando pétalas de flores onde todos passavam e usando roupas claras com brilho dourado.

– Mas não estou desmerecendo você. – o cabeludo continuou. – Quando te indiquei para a Tsunade eu tinha um objetivo, alem de ser obvio que o líder com menos pessoas para tomar conta fosse o indicado a olhar a garota.

– Objetivo? – perguntou rápido e recebeu um olhar serio de Orochimaru. Claro, para o homem, Sasuke não passava de um gênio na arte de controlar as trevas, mas um gênio rebelde e impulsivo por demais.

– Isso. – concordou não muito disposto a falar. Sasuke sentiu o sangue ferver e poderia sim, ter falado alguma coisa, se não fosse o filete de curiosidade que passou nos olhos do irmão. – Eu desconfio de algo e devo averiguar, para isso preciso que você fique de olho em cada coisa que a loira fizer. – o encarou e pela primeira vez naquela conversa Sasuke ficou curioso. Quase tão curioso quanto o momento em que ouviu sobre a família Haruno, ou quando viu os cabelos róseos da descendente da mesma, mas a segunda era graças à curiosidade e espera que o mesmo vinha tendo desde os oito anos, quando ouviu a velha historia pela primeira vez. Por toda a vida Sakura havia sido uma lenda para ele e ele estava a sua espera a tempos demais para não sentir nada diante dela. Agora ela era mais do que seus desejos enquanto esperava, era real e ele tinha lhe salvado, já havia aumentado as chances de tudo dar certo ao fazer isso.

– Não acho que ela tenha algo de interessante, mas não vai sair da minha vista. – falou normalmente, claro que antes as coisas não eram diferentes, não poderia decepcionar Tsunade, afinal deveria ser o aluno perfeito, fora de suspeitas, assim como Itachi e todos os outros de sua Casa haviam sido.

– Ela esta vindo. – Orochimaru falou e então se levantou, assim como Itachi e logo saíram. Sasuke rodou os olhos, a sessão tortura iria começar.

Ficou encarando o mar abaixo dos seus pés e ouviu de longe um pedido de desculpa feito pela loira, deveria ter esbarrado em Itachi ou Orochimaru, se Sasuke fosse o tipo de pessoa que sorria com facilidade iria rir disso tentando imaginar o quão desorientada ela estava para bater em um filho Tenebris. Eles eram mais rápidos que o normal e enxergavam como ninguém no escuro.

– O que você fez? – a loira apareceu com os olhos sérios, não estavam cheios de raiva como ele havia imaginado, e sim frios e indiferentes como se soubesse que gritar não fosse a melhor opção. A pele azulada parecia de um cadáver, claro, ele havia colocando sombras dentro dela. Não gostaria de imaginar o quão mal ou o frio que a mesma estava sentindo, alguns morriam de hipotermia após isso. – Seu estúpido. – cuspiu as palavras indo ate a parte mais clara e por si a mais ensolarada. Atrás de luz, o natural de todos que eram tocados pelas trevas.

– Não vou ficar correndo atrás de você se é o que pensa. – foi tudo o que falou e então sentiu o olhar serio da menina sobre ele, o som dos dentes batendo eram ouvidos notoriamente.

– Não fique. – foi dura, de forma surpreendente todas as garotas gostavam dele, mas a loira parecia saber que algo que o transformava em um monstro o qual ela não queria se aproximar de forma nenhuma. Ainda bem, pensou satisfeito ao constatar isso, não queria uma menina apaixonada atrás de si.

– Vá pegar alguma coisa para se esquentar, seus dentes estão me dando nos nervos. – murmurou pegando um pouco do chá. Um silencio se formou entre eles, silencio em partes, os dentes ainda batiam e irritavam. – Eu vou. – bufou se levantando.

Olhou para trás checando mais uma vez o local. Pode ver a garota tentando achar uma fuga, porem não existiam portas de entrada na casa Tenebris, só se podia entrar ali pelo transporte através das sombras. A não ser que cometesse suicídio pulando do penhasco pelas janelas que se encontravam na segunda parte da casa, talvez se Ino fizesse isso ele ficaria mais feliz.

Andou ate seu quarto e pegou a primeira coisa de pano que encontrou e voltou, uma jaqueta qualquer que havia largado ali assim que chegou. Era organizado, mas nos últimos dias, desde que Itachi havia saído, andava desconcentrado demais e por vezes desorganizado. Como ele poderia explicar que sabia que deveria esta envolvido nisso tudo? Antes ele queria, mas foi só olhar para a figura estranha de cabelos róseos que ele teve certeza que era mais que uma necessidade, era preciso, o futuro de todos os planos de sua casa poderia ser realizado apenas por ele. Porque ninguém entendia?

– Mas o qu... – deixou as palavras no ar quando chegou a segunda parte da casa e encontrou apenas um espaço vazio. Olhou rapidamente os dois lados enquanto corria ate uma pequena fresta aberta.

Não teve como se conter, correu ate a mesma e observou o mar a centenas de metros abaixo. A loira não poderia ter pulado, se ela morresse ele estaria ferrado e jamais iria se aproximar da garota de cabelos róseos, jamais estaria marcado na historia, em livros e lendas contadas de boca em boca. Olhou para os lados mesmo sabendo que jamais iria ver a garota flutuando ali nem mesmo os Caeli conseguiam fazer isso por tempo o suficiente para não morrer, não existia nenhum poder que deixava com que as pessoas voassem.

– Fugiu de novo. – murmurou com ódio na voz e então decidiu que iria procurar a mesma, nem que fosse o corpo. Na pressa, olhando para ambos os lados e para baixo Sasuke se esqueceu de olhar para um lugar em especial... Para cima.

•••

Observou o peixe nadando calmamente. Conhecia o mesmo há tanto tempo, como uma pintura que esta na sua sala a qual você se adaptou tanto que a sente como parte de você, era assim que ela se sentia. Estava preocupada, como quando um terremoto vai acontecer á água treme momentos antes, ela sempre conseguiria entender isso horas e horas antes e ela sentia que em pouco tempo sua vida iria ficar de cabeça para baixo. Talvez fosse isso, ou estava simplesmente divagando novamente sobre idiotices como seu pai sempre dizia.

Isso acontecia sempre com Hinata, milhares de vezes ela era pega por si mesma fazendo coisas que como o gênio, a grande descoberta da Aqua, o novo orgulho do primeiro ramo, a grande líder da casa Aqua, a mais poderosa, e todos os elogios que haviam lhe dado desde os dezessete anos, não deveria nunca fazer. Pensar em pressentimentos malucos era uma dessas coisas que todos os semi-humanos debochavam como se não existisse. Para Hinata era deprimente que pessoas que conseguiam ficar horas sem respirar debaixo da água, controlassem o fogo e a terra, não acreditassem em sexto sentido.

Quando era mais nova e ouvia sobre os poderes, ficava se imaginando com algo mais espiritual e não material na verdade, afinal tenha o que tenha acontecido ainda eram descendentes de coisas divinas e não de um simples punhado de água como muitos acreditavam. Nunca imaginou que de algo tão divino – em sua opinião é claro – viessem a ser apenas projetos dos X-MEN, estava decepcionada a mais de um ano com sua constatação. Queria algo mais, porem o que uma pessoa que tem tudo – dado pela Água e não por esforça, como seu pai fazia questão de frisar sempre a diminuindo – poderia querer?

Ela não sabia o que, mas sabia que existia algo. Tinha que existir, ela não ficaria tão insatisfeita consigo mesma se não estivesse esperando por algo maior. Ou ficaria? Será que essa sensação devastadora de vazio e incompletude a acompanharia para sempre?

Há algum tempo havia deixado de se sentir um nada, um zero a esquerda e tinha deixado a timidez de lado jurando que nunca mais pensaria que algo era superior a ela. Afinal era a mais forte representante viva da Aqua e por si só era completamente especial. Porem todos esses pensamentos que ela sabia, poderiam ser encontrados em qualquer livro barato de alto ajuda, se esvaiam quando se via diante da sua insatisfação. Porque de um jeito ou de outro Hinata sempre estaria insatisfeita, tinha tudo e ainda queria mais. Queria as coisas do seu jeito tanto a ponto de chegar a sentir que a forma que todos viam seus dons era errada.

Bufou revoltada com seus pensamentos confusos e o peixe que agora estava quase nadando em volta de seus cabelos se afastou temendo que esse ato brusco o afetasse. Já deveria ter se acostumado comigo, pensou revoltada observando o mesmo se afastar e então se levantou e com um pequeno impulso subiu os quatro metros de profundidade que o rio tinha.

Sentiu o ar seco em contato com sua pele e fez uma careta enquanto se apoiava na beira de sua casa para se erguer, sempre que ficava mais de uma hora dentro da água sentia a diferença. Ainda chegaria o dia em que Hinata mergulharia e jamais voltaria à superfície, tinha quase certeza disso.

Não se preocupou em se secar, está molhada a dava uma sensação de poder que a acalmava e esvaziava a sua mente confusa. Por quase toda a vida havia sido a idiota que seria uma desonra para o nome de sua família, apenas a água doce tinha a salvado desse destino e a água continuava a ajudá-la sempre que possível essa era a verdade, talvez por isso fosse tão forte, a ligação dela com a água era mais genuína do que a de qualquer um.

Entrou dentro de sua casa rapidamente. As pessoas geralmente chamavam tudo de casa flutuante futurista, mas para Hinata não passava de um conjunto de no máximo vinte barcos imóveis com casas tecnológicas por cima. Não entendia a mania que os humanos tinham de colocar nomes grandiosos e pomposos demais para algo simples. A única coisa realmente boa dali era a tecnologia confortável e a vista. Às vezes queria que a casa do primeiro ramo fosse igual a do segundo, ou seja, dentro da água, mas como não poderia ter isso, se contentava com a vista.

Sua casa ficava de frente para o inicio da montanha em um lugar privilegiado e varias flores enfeitavam aquela parte fazendo com que Hinata tivesse a sensação de esta prestes a ver uma pequena fada a casa instante, infelizmente a natureza não andava muito amiga de nada com ao menos 0,000000000001% humano ultimamente. Mas era triste mesmo ver que as coisas mais bonitas da natureza se mantinham distantes da casa Terra os quais há tempos atrás eram tão ligados a ela que diversas vezes a casa Terra era conhecida como Casa Saltus², mais estranho ainda imaginar a natureza como um espírito único. Um espírito que ela sabia ser extremamente forte e que estava com uma extrema raiva de qualquer um que tivesse uma ligação mínima com os seres humanos. Esse pensamento a amedrontava, mas sempre que olhava as flores não conseguia pensar na natureza como algo cruel.

Sentia-se feliz por ser filha de quem era, sua família era conhecida e assim tinha um bom lugar para ficar. Como tudo na escola era passado de geração após geração, ter pessoas conscientes da verdade como os pais, fazia com que as coisas melhorassem bastantes para quando chegasse assustada e com medo no primeiro dia.

A menina de cabelos róseos não tinha isso e nem...

– Eu já corri ate aqui. – ouviu um grito e cerrou os olhos transparentes enquanto observava um loiro berrando a plenos pulmões. Uzumaki Naruto não era só mais um dos perfeitos filhos da luz, era o mais perfeito e diversas vezes mais tempestuoso, ela ainda não sabia se sentia-se atraída por ele graças a isso, ou se estava admirada com o sentimento ruim que tinha sobre ele, não era fácil Hinata ter um sentimento ruim sobre alguém. Talvez fosse isso mesmo, ela estava encantada com algo diferente, como a raiva por ser atrapalhada em seus pensamentos sobre o dia. Amava a raiva porque foi ensinada a vida inteira que deveria ser calma como a água. – Vamos lá Gaara, o que custa atravessar a porra do rio? – fechou a cara ao ver como Naruto se referia ao rio, ela nunca havia xingado o sol então porque o loiro insolente vinha perto da sua casa falar de forma pejorativa do seu rio? Era demais para ela, afinal na única vez que havia pensado mal do sol era por motivos fortes, havia ficado tempo demais no mesmo querendo um bronzeado e acabou tostada e queimada.

– Não. – o outro falou em um tom normal, o que era de se esperar de alguém como Gaara, ela não o viu, mas sabia que o garoto não iria atravessar o rio. Gaara era puro fogo, andar em meio á água não deveria ser mesmo agradável para ele. Isso sem contar que estava quase no intervalo para jantar, e se comia nas partes secas e cheias de pedras onde os filhos de Ignis moravam.

– Ah cara! Vocês estão de brincadeira comigo. – Naruto gritou e ela pode o ver correr em direção ao caminho de pedras que ficava a frente e era usado como travessia enquanto reclamava sobre o fato do rio ser grosso demais.

Um sorriso brotou nos lábios finos da morena enquanto a mesma o observava, com um movimento rápido com as mãos conseguiu fazer com que a água mexesse a pedra que o loiro pisava o fazendo perder a estabilidade – ela sabia que se ele estivesse estável não iria se deixar ser pego – e então uma onda de quase dois metros o jogou para o fundo do rio.

Gargalhou alto ouvindo o loiro quase se afagando e pedindo ajuda a Gaara enquanto gritava algo sobre o rio esta endemoniado, sim ele havia inventado uma palavra para descrever o rio, o que fez Hinata rir mais ainda. Com toda a certeza amava algo no loiro, amava o fato dele conseguir o que ninguém jamais conseguiu, despertar um lado ruim dela. O lado que sentia coisas ruins, por ele é claro.


–--------------------------------------------------------------------------------

1 = Trevas

2 = Floresta

Caeli = ar

Ignis = fogo

Lux= luz

Aqua= água

Terra= terra


Notas finais
Gente eu vi que têm muitas duvidas então mais uma vez vou responder as mais importantes aqui blz? Qualquer coisa SE TIVEREM DUVIDA ME PERGUNTEM, eu sempre falo mais do que deveria nas respostas, mas adoro responder xD
- Eu vivo falando de anjos e demônios qual o motivo? Ainda não esta dando para relacionar, mas podem ter certeza que umas coisas a vê vai ter, quando chegar à parte vão entender, é uma idéia meio de maluca que passou pela minha cabeça e eu pus.
- Quais os poderes deles? (Por que a Sakura parece ser mais fraca quando é a principal?)
Os poderes estão começando a serem mostrados, pouco a pouco vão descobrindo mais sobre cada um, esta sendo mostrado tudo sobre a visão da rosada e ela por uns motivos ai, não pode ver tudo de uma vez então tenho que ir devagar, não se esqueçam que sobre alguns personagens chave (ate agora só tenho certeza a Ino e a Sakura, mas acho que a Hinata também) os poderes que elas têm nem sempre é o que parece, o que não quer dizer que sejam más. A Sakura é sim a mais forte deles e não é só a força física, mas ela ainda esta se descobrindo e não tem afinidade nenhuma com seu elemento e nem sabe o quanto a sua historia é especial (coisa que os Uchihas e a Tenten sabem), aguardem que logo ela terá seus poderes aumentados a mil.
- O poderes são hereditários?
Sim, mas os poderes de cada um depende do que os pais fizeram, a Tenten é um exemplo, ela vem da Terra, mas não tem poderes graças a algo que os pais fizeram.
- Qual é a da Ino?
Ela ate agora mostrou ser uma vidente e usar a telesinese, mas os poderes dela são um mistério tanto para ela quanto para o resto da fic.
- Como assim a Sakura e o Sasuke não ficaram juntos?
Muito simples a resposta. Primeiro que o interesse dele um pelo outro de inicio não vai ter nada a ver com amor, quero mostra o quanto ele é frio e o quanto a Sakura é imatura primeiro. Ela tem que fazer ele se ferra se não vão querer matar ele, podem garantir. E o menos importante para vocês, mas a verdade é que as vezes eu escrevo as coisas direto quase que em transe e só notei isso depois, ai decidi deixar #não me matem
Obrigado por estarem acompanhando
ENTÃO, ESPERO QUE GOSTEM E QUE COMENTEM TAMBÉM, AMO OS COMENTÁRIOS DE VOCÊS *O*