Despertar [Revisão]

35 Poder e maldição.


Notas iniciais
Olá pessoas que eu abandonei sem a menor consideração. Mentira, eu não fiz isso, o problema é que o meu computador simplesmente pifou completamente e eu estou todo esse tempo sem poder fazer nada quanto a história, nem ao menos avisar, porque sou pobre e estava sem dinheiro para ir na Lan House. Isso melhorou? Não, mas hoje eu não tenho uma aula na faculdade e estou correndo do meu grupo para postar, porque eles não entenderiam que eu tenho responsabilidades (embora eu raramente as cumpra.) O meu lindo computador chegar no fim do mês e só então poderei responder os comentários, talvez eu responda um ou outro, mas vou estar na faculdade, então prefiro não prometer nada. Como sempre capitulo corrigido pela linda da Thais que só falta arrancar os cabelos com meus erros de português O.O e para todos que pediram uma providencia, um castigo divino e tudo mais, esta ai a resposta, espero que se arrependam U_U kkkkkkkkk AH, e espero realmente que não tenham me abandonado e desculpem pelo capitulo ENORME.

Iria para o seu quarto quando a viu. Geralmente continuaria seu caminho, mas não havia feito nada no dia inteiro e a loira era um caso especial. Ao menos para Gaara no momento Ino era um caso mais que especial. Poderia chegar a ser a garota mais difícil e complicada que ele iria ir atrás no ano.

Sentiu-se mais uma vez empolgado e instigado enquanto caminhava na direção da garota. Não era mais apenas ele. Até mesmo a sua parte Ignis tinha interesse na loira e Gaara nunca conseguiu decidir qual parte era pior no assunto ele mesmo ou Ignis.

— É difícil ver alguém sozinha quando seu grupo acaba de entrar para um time. — se sentou ao lado da garota. Alguns rostos se viraram para eles, mas já havia passado do horário do jantar, as pessoas estavam andando pelo colégio, e não comendo.

— Mais uma vez chamando a atenção. — ela murmurou balançando a cabeça como se algum pensamento estivesse impregnado e ela fazia força para o mesmo sair. Ele ficou em silêncio a observando. Era linda. Não tinha como negar o quão bonita Ino conseguia ser, algo assustador se olhasse o fato de que ela deveria ter algo desproporcional por ser uma novata. — Parece que todos tinham algo para fazer agora à noite. — falou após alguns minutos e então o encarou firme.

— Hm. — sorriu de lado ao ver os braços dela se arrepiarem. Gostava disso, ver os efeitos que apenas a sua presença causava na loira. — Sua solidão parece — tentou parecer pensativo. — Triste.

— Seu deboche seria a forma de aplacar a minha tristeza ou é gratuito? — bufou levemente desviando os olhos e enfiando as mãos nos longos fios loiros.

— Está tensa. — ignorou o que ela havia dito. — Sabe? Já que está tão sozinha e eu estou de ótimo humor acho que posso te ajudar. — coçou o queixo sentindo ela o olhar de lado. — Quando eu entrei para os Cecidit comemorei fora do colégio. No mundo normal. — explicou e ela o encarou com os olhos arregalados.

— E tem como? — parecia mesmo surpresa. Sorriu convencido em resposta, ela iria aprender que não existia nada que ele não pudesse fazer se quisesse mesmo.

— Se souber como e tiver poder o suficiente. — fez pouco caso, porque era isso, fácil e quase estúpido sair do colégio. Apenas novatos e os mais fracos que ficavam entusiasmados com isso.

— Não acredito. — murmurou presa em pensamentos. Ele sorriu, desta vez um sorriso que quase chegou a mostrar os dentes e se levantou.

—Vamos, vou te mostrar. — ergueu a mão e ela o encarou um tanto incrédula.

— Sério? — sorriu quase extasiada e se levantou, mas não pegou sua mão fazendo Gaara soltar uma risada rouca ao ver o receio que a mesma tinha.

— É serio. Mas vai ter que encostar em mim. — debochou.

— Pode parecer que sim, mas não tenho medo de encostar em você Sabakuno Gaara. — mentiu andando na frente e ele se perguntou onde exatamente ela estava indo sendo que nem ao menos sabia o local certo. Fez um sinal negativo indo atrás dela.

— Bom saber. — a segurou pelos ombros e soprou as palavras em seu ouvido. Sentiu o corpo pequeno e delicado da loira tremer e se tencionar enquanto um suspiro lhe escapava aos lábios. — Mas está indo na direção errada. — continuou a parando e virando na direção correta. — Agora sim, vamos. — completo a direcionando pelos ombros.

— Tudo bem. — a voz dela saiu mais um grito fino e logo ela estava se afastando das mãos dele.

— Que bom que não tem medo. — debochou sorrindo de lado.

— Não tenho. — reforçou. — Mas contado demais é desnecessário. — completou com qualquer coisa e ele rolou os olhos.

— Isso me soa como desculpa de quem está, como você falou mesmo? Ah, queimando de desejo por dentro. — os olhos de Ino se arregalaram e logo ela estava o encarando como se ele tivesse a traído. Não se importou. Em um movimento rápido a puxou para ficar o mais próximo possível de si. — E só pra constar. — voltou a falar, conseguia ver os olhos de Ino arregalados, surpresos, a boca estava entreaberta e o corpo dela quase suplicava por ele. Se quisesse a beijar no momento sabia, não teria nenhuma restrição. — Suspirar ao invés de gemer não esconde nada. — completou se afastando e voltando a andar. Deixando uma Ino perplexa para trás. Ele era experiente. Sabia que deixar na vontade era mil vezes mais aprisionador do que saciar e um bom caçador sabia montar uma armadilha.

Andou alguns metros antes da loira conseguir sair do seu estado de paralisia e então o seguir. Ela não comentou sobre o que ele havia dito, na verdade não comentou sobre nada por um tempo enquanto andavam normalmente.

— Onde que é isso exatamente? — Ino perguntou após alguns minutos.

— O que eu estou te levando é depois das entradas para a minha casa. — sua mente estava em onde a levaria. Um lugar que talvez fosse completamente diferente de tudo o que Ino já havia visto, mas o que ela já tinha visto? Era um mistério. Ninguém sabia nada da garota e ele só sabia que julgar por aparência poderia ser um erro que ele não estava disposto a perder tempo cometendo.

— Tem mais de uma saída? — o encarou curiosa.

— Não é uma saída. — porque os novatos sempre imaginavam ali como um colégio com portão de saída? Era quase patético o quão relacionavam aquilo com o que tinham no mundo humano.

Andaram em silêncio por alguns instantes e embora ele estranhasse o silêncio da garota preferiu não ficar forçando uma conversa. Gaara não era realmente chegado em diálogos desnecessários e achava que a maior parte dos diálogos se enquadrava nessa categoria. Só notou que algo estava errado quando os passos dela pararam. Se virando para a encarar conseguiu ver a loira estática e em seu rosto a mais pura expressão de medo.

— Ino? — franziu a testa e os olhos dela voaram para algo atrás de si, pareciam aterrorizados vendo algo invisível.

— Eu tenho que ir. — tinha uma voz tão seca e mecânica que por alguns instantes ele teve dificuldades em relacionar Ino à voz. — Depois saímos. — conseguiu a ouvir engoli seco e então os passos dela se afastando.

— Mas...? — ele estava realmente irritado quando foi atrás dela. Deu dois passos antes de Ino começar a correr, para logo ficar distante dele. Iria correr atrás dela. Se não fosse por algo que chamou a sua atenção na direção oposta a que ela havia olhado, mas na que ela havia corrido. — Que merda esta acontecendo? — franziu completamente a testa sentindo sua parte Ignis se mover atiçada. Sangue.

•••

— Eu já te falei um milhão de vezes. — Tenten rodou os olhos pulando uma raiz. — Deveria estar feliz e não me pedindo desculpa. — avisou e o primo quase rosnou.

— Mas é que desta vez estava tão perto de você ser aceita no meu time. — parecia realmente frustrado. — Acredita que o Gaara estava a favor de você entrar e o Sasuke até aceitou? — bufou não acreditando que apenas por Neji não iria ter a prima no seu time. Haviam ficado mais de quatro horas debatendo e todos acabaram cedendo, quase todos, porque Neji não quis aceitar Tenten no time de forma nenhuma.

— Foi até melhor. — a morena parecia não se importar. — Aquele Hyuuga e eu no mesmo time, eu o mataria. — completou.

— Ou ele te mataria. — Kiba comentou rindo.

— E perder os poderes dele ficando quase humano e amaldiçoado? — Tenten perguntou fazendo o primo soltar uma gargalhada. — Acho que ele iria preferir morrer. — não achava. Tinha certeza.

— O Neji só é difícil de entender, no fundo tem algo bom. — Kiba tentou explicar, as pessoas geralmente não gostavam de Neji por diversos motivos que ele sabia, tinham razão, mas quem quisesse dar uma chance ao mesmo veria que tinha algo de bom no Hyuuga.

— Acho que você deve procurar ajuda profissional, sua fixação com pessoas da família Hyuuga deve estar enquadrada em alguma doença mental. — Tenten debochou o fazendo suspirar, o problema era que a prima estava certa.

— Falando nisso, eu vou convidar a Hanabi para passar o natal lá em casa esse ano. — se lembrou da namorada e um sorriso surgiu em seus lábios. Tenten não era tão próxima da família além de Kiba, raramente ia em alguma festa ou comemoração, mas neste ano ele faria questão que ela fosse para não deixar Hanabi sozinha.

— Já chegou nesse estágio? — fez cara de impressionada e ele fez uma careta para ela antes de responder.

— Só estou falando isso porque não quero deixar ela sozinha e você... — sua fala ficou no meio e ele se virou. Estavam sendo seguidos. O barulho de passos indicava isso claramente. E não era um filho Terra pelo som dos passos.

— O que foi? — Tenten olhava as arvores ao seu redor tentando ver algo de diferente. Não havia nada.

— Ouvi alguma coisa. — explicou serio.

— Deve ser a área da floresta. Estamos perto, perto até demais. — falou o obvio e Kiba a encarou incrédulo se esquecendo por alguns instantes que a prima não conseguia ter uma audição tão aguçada.

— Não. — forçou a vista conseguindo ver a sombra da pessoa. Geralmente conseguiria ver muito bem mesmo com uma noite sem lua ou estrelas como a qual ele se encontrava. Mas estava escuro demais, um escuro anormal. — O que quer? — gritou mostrando que já havia visto quem quer que fosse.

Não houve resposta. Apenas o baque e Kiba estava sendo jogado para trás emerso em um mundo de escuridão. Teria desmaiado? Não. O grito de Tenten clamando por seu nome e o som dos passos dela em sua direção o dizia isso. Piscou os olhos diversas vezes tentando ver algo. Nada. Pouco a pouco a escuridão em sua visão ia se esvaindo, mas ele não tinha tempo para esperar.

Com a palma das mãos começou a procurar um ponto de referencia. Não iria precisar enxergar se soubesse onde estava. Conhecia aquele local melhor do que qualquer um. Achou apenas algumas plantas e então acompanhou as mesmas até o seu fim pegando em pétalas delicadas. Seu estomago se comprimiu. Pétalas. Ele sabia o que significava.

— Kiba, você está bem? — Tenten se ajoelhou ao seu lado tentando o erguer, conseguia ver um breve contorno da garota, mas já era o suficiente para o desesperar.

— Sai daqui. — a empurrou com toda sua força. A menina apenas caiu de lado. Como era de se imaginar. Não tinha poder nenhum ali. Não na área da floresta.

— Kiba, o que...?

— Sai logo daqui Tenten. — berrou tentando se erguer, não conseguia ver direito, mas sabia que estava sendo observado. Para o lançarem naquela direção só poderiam estar querendo uma coisa. E pelas trevas a situação estava realmente tensa. Apenas os filhos Lux ou Tenebris continuavam com poder naquela área e quem quer que estivesse o atacando era da casa Tenebris.

— Não. — Tenten gritou de volta e ele sentiu ela o erguendo. Não poderiam matar Tenten, não sem a maldição, mas naquela área. Haviam a mandado para aquela área porque queriam a matar também.

— Se continuar aqui vai morrer. — se afastou conseguindo ver um pouco o rosto apavorado de Tenten. — Corre. — mandou ao ouvir o primeiro som do local. Um rosnado, lobos. Se a prima continuasse ali seria comida viva. — Anda merda, corre! — berrou a empurrando com força e após ficar em duvida ela o encarou.

— Corre você também. — as mãos dela pegaram nas dele e o puxaram.

Correram. Kiba que era acostumado a correr em velocidade quase que assustadora se amaldiçoou pelos passos lentos. Tenten ia na frente o puxando, sem seus poderes Kiba era infinitamente mais fraco e lento que a prima. Mas os lobos não, eram tão ou mais rápidos que Tenten e ele estava a atrasando.

Olhou para trás e embora a sua visão ainda estivesse obscurecida ele conseguiu ver quatro, cinco lobos correndo com os dentes amarelados e finos a mostra. Tão próximos que poderiam morder seus calcanhares em um segundo que ele parasse. O final da área da floresta estava longe demais, o alcançariam a tempo. E alcançariam Tenten.

— Continua correndo. — mandou se soltando dela. Não deixou de correr, se o pior ocorresse pelo ao menos sua prima conseguiria fugir. A possibilidade dele servir de distração, como isca não era agradável. Mesmo assim era melhor do que pensar nele e na prima sendo devorados por aqueles seres malignos.

O primeiro lobo o alcançou poucos instantes após Kiba soltar a mão de Tenten. E o primeiro, assim como os demais, passou direto por ele atrás da garota. Por alguns segundos ficou parado incrédulo tentando entender. Na área da natureza os que não eram bem vindos eram os humanos, eles eram atacados por sua parte humana. Mas entre ele e Tenten, a prima era bem mais humana que ele. Iria querer a matar primeiro.

Observou o fim da maldita área de flores, o cheiro doce e convidativo. Se ele quisesse poderia fugir, mas Tenten não. Correu atrás da prima ouvindo o som de asas acima de si. Iriam morrer. Se continuassem ali iriam morrer. Sabia disso e para o seu desespero a prima ao invés de continuar a correr direto fez uma curva e começou a ir na direção contraria para longo depois cair.

Forçou tanto as pernas que doeu e assim que chegou conseguiu ouvir a prima gritar enquanto segurava dois lobos com as mãos e os demais lhe mordiam as pernas. Chutou um com força e no momento que o mesmo iria voltar um som de choro saiu do animal que caiu imóvel. Com os olhos arregalados Kiba viu Neji bater no outro lobo que mordia a prima com um pedaço de madeira.

Ele mesmo tirou o terceiro de cima de Tenten com um chute e conseguiu ver Neji com a madeira batendo no quarto que Tenten segurava. O único ainda vivo saiu correndo vendo que se ficasse teria o mesmo destino que os demais.

— Que porra vocês estão fazendo aqui? — Neji o perguntou com raiva e Kiba se concentrou em ajudar Tenten a se erguer.

— Fomos jogados. — explicou puxando a prima.

— Eu estou bem, não precisa se preocupar. — ela gritou tremendo com a adrenalina correndo por todo o corpo.

— Não precisa se preocupar? — Neji perguntou com escárnio enquanto observava o céu. Automaticamente os olhos de Kiba foram para a mesma direção e pasmo observou as milhares de aves que os sobrevoavam. Não que isso fosse o seu maior problema. Em meio as aves, as trevas os observavam prontas para acabarem com qualquer um que quisesse fugir.

— Querem me matar. — murmurou o que lhe parecia obvio. Lembrou-se da prima avisando que talvez ele estivesse se metendo com pessoas perigosas ao tentar se intrometer na historia da Haruno. Ela estava certa e agora queriam o matar. — Neji. Protege a Tenten. — encarou o amigo que parecia não entender.

— Você vai ficar? — Neji lhe encarou incrédulo e quase preocupado.

— Não vão me deixar sair daqui. — falar em voz alta o que havia descoberto o fez sentir o coração doer.

Não queria morrer. Queria o natal com Hanabi, ver a prima no primeiro dia em um time, enfrentar os Hyuuga pela namorada. Queria tanta coisa. Só não queria morrer. Só não queria perder todos. Deixar de existir. Mas talvez com ele morto, quem quer que estivesse comandando as sombras deixasse a prima e o melhor amigo saírem ilesos ou o mais próximo disso. Kiba tinha que acreditar em alguma coisa, tinha que tentar salvar alguém:

— Não Kiba. — Tenten falou quando ele se afastou e começou a correr. — Kiba! — berrou com a voz embargada pelo choro e ele viu Neji a segurando firme enquanto corria.

Não soube quantos passos deu. Muitos ou poucos, ele não tinha idéia. Mas ouviu os sons das aves se preparando para atacar. Não era de rezar, mas pela primeira vez rezou para que o Hyuuga pudesse proteger sua prima, pela primeira vez realmente pediu algo a Deus e foi a ultima coisa que fez.

Após isso novamente foi pego pela escuridão do filho tenebris que tentava o matar. Mais uma vez preso na escuridão vendo apenas dois olhos escarlate o encarando e então a escuridão não estava apenas a sua volta. Estava dentro de si, matando as esperanças, sonhos, memórias, momentos e qualquer luz que ele um dia teve em sua vida. Quando o golpe final veio, Kiba já estava morto por dentro.

•••

Era como se o mundo fosse um quadro e então o jogassem tinta preta. Tudo se apagava completamente sem deixar rastro. Os filhos Tenebris não tinham poder, tinham uma maldição que poderiam espalhar pelo mundo. Tudo o que tocavam se destruía, perdia o encanto e sucumbia. Neji já havia ouvido falar isso em seu clã. Os mais conservadores diziam que o mundo seria um lugar melhor sem os filhos Tenebris e que diferente dos demais, em suas veias corria o sangue de um demônio.

Nunca havia entendido o motivo desse pensamento. Até quando estava com a humana nos braços e observou o local onde Kiba havia corrido se transformar apenas em escuridão. O mal pode ser tão magnífico quanto poderoso e destrutivo, pensou momentos antes de perder a visão de Kiba:

— Não. — a humana gritou e Neji se jogou para trás com ela nos braços. Falcões os atacavam. Talvez a natureza tivesse senso de humor ao mandar justamente um dos animais que os filhos Tenebris no passado usavam como símbolo para matá-los.

— Droga! — grunhiu ao sentir as costas serem arranhadas e teve que rolar algumas vezes para se proteger. — Inútil. — resmungou ao ver que a humana apenas chorava. — Todo humano é inútil. — bufou com raiva.

— Eu não sou inútil. — murmurou ao seu lado. Neji poderia explicar que ela era sim, inútil, e ainda apresentar argumentos que comprovassem sua tese como o fato dela dizer isso enquanto ficava parada e chorando apenas, porém uma onda de sombras veio em sua direção e em um instinto acabou rolando para proteger a humana embora soubesse que ela não poderia ser atacada pelas sombras graças à maldição.

Infelizmente esse não era seu caso, o atacar não traria maldição a ninguém. E por esse motivo foi atingido em cheio por uma onda de trevas que fez todo o seu corpo congelar e paralisar. Era como se estivesse anestesiado e ao mesmo tempo com dor, desespero. Não havia mais o que ver, á sua frente apenas trevas e desespero. Nunca foi o tipo de pessoa que desiste, prova disso era que mesmo não sendo o escolhido de Aqua ainda insistia em ser melhor do que a escolhida. Mas naquele momento desistiu.

Jogou-se de lado para que saísse de cima da humana e deitou no chão fechando os olhos agora inúteis. Recostou a cabeça na terra e respirou fundo aceitando o que estava claro, ele iria morrer. Não adianta o quão tentasse, não conseguiria sair dali vivo. Assim como nunca iria conseguir ser melhor que Hinata. Não era um escolhido. Se fosse poderia estar bem ali, lutar de igual para igual. Escolhidos não perdiam o poder nunca, nem mesmo na área da floresta. Mas esse não era seu caso, morreria e deixaria à humana morrer. Não iria fazer a única coisa que seu único amigo pediu. Amigo esse que estava morto. Morto porque Neji não era forte o suficiente:

— Droga. — ouviu a humana reclamar um pouco antes de sentir seu corpo ser girado com força, e seus cabelos foram puxados por garras afiadas de falcões. A garota estava deitada sobre seu corpo e tinha a respiração curta e quase apavorada.

— Vai ficar parado? — a sentiu ser erguer rapidamente e o puxar junto. Ele não sabia o que era pior, morrer ou morrer com uma humana. Quase sorriu, um fim péssimo para um idiota.

Sentou-se cansado tentando imaginar o que ela esperava que ele fizesse? Sem poderes, em meio a um local que o quer morto e com um filho Tenebris pronto para matá-lo? Ele desconfiava da inteligência dos humanos, mas acreditava que até mesmo ela conseguiria ver que era impossível. Esse seria seu destino. Morrer ali e nunca realizar seus objetivos. Que diferença faria? Ele nunca iria os realizar mesmo que tivesse mil anos pela frente mesmo.

— Fugir é em vão. — estava indiferente. Já havia aceitado. Talvez encontrasse Aqua para perguntar qual o motivo de não ser ele o escolhido. Talvez ele conseguisse se entender ou ver qual o problema com ele e sua existência inútil.

— Eu não vou deixar esses pássaros me matarem, e nem você. — afirmou e ele a sentiu se movimentar sobre seu corpo.

— Antes pássaros do que um filho Tenebris. — rebateu por reflexo. Isso porque sabia que de todas as mortes existentes no mundo, nenhuma se comparava com a morte por um filho Tenebris. Ela não matava a pessoa, matava a alma. Logo, pássaros pareciam uma escolha dolorosa, mas razoável.

— Eu pensei que você teria alguma serventia. — ela bufou parecendo irritada e ele iria responder se não fosse algo esmagando sua perna contra o chão.

Neji não gritava de dor. Era acostumado a resistir a danos físicos. Mas em um corpo praticamente humano e sem nenhuma proteção de Aqua, a dor era insuportável. Além da perna esmagada e gelada indicando que foi um ataque do filho Tenebris até mesmo a garganta doeu de tão alto foi seu grito.

— Meu Deus! — Tenten exclamou apavorada e se moveu novamente sobre ele. — Volta Neji! — mandou o balançando, mas ele só conseguia ofegar de dor. — Olha... eu não me importo em morrer... Mas você... Você é amigo do Kiba e eu não vou deixar você desperdiçar a sua vida que ele morreu para salvar. — a morena falou o apertando firme e em meio à escuridão a primeira coisa que ele conseguiu ver foram os olhos chocolates cheios de desespero regados em lágrimas brilhando para ele, molhando em seu rosto. — Reaja seu idiota! — berrou e tudo que Neji sentiu foi à face arder.

Ela... Ela havia o batido?

— Você me bateu? Como ousa fazer... — sua garganta se fechou quando ele viu que as sombras estavam indo embora, porém um último ataque mirava sua cabeça. Seria por isso que a humana estava deitada sobre ele? Estaria ela o protegendo dos ataques do filho Tenebris? Mesmo que isso a deixasse desprotegida para os falcões?

— Vai ficar ai que nem idiota novamente? — ela o balançou e jogou os cotovelos ao lado de sua cabeça rapidamente. Neji arregalou os olhos quando viu algumas sombras recuarem ao invés de atacarem. De quantos ataques a humana já havia o salvado?

Apavorado e completamente paralisado ele piscou os olhos tentando recuperar sua visão ao máximo, recuperando também um pouco da sua real personalidade. Realmente filhos Tenebris tinham um poder demoníaco capaz de torturar a mente de uma pessoa, não seria fácil se livrar completamente do efeito. Era sorte conseguir pensar por si mesmo agora:

— Ótimo, seja um inútil! — parecia ter desistido enquanto ele tentava pensar. Ele não teve muito tempo antes de sentir seu corpo ser erguido pelo dela. A perna ardeu e se arrastou inutilmente. A humana não parecia ter tanta dificuldade em carregá-lo, embora fosse obvio que ele tivesse muito mais massa que ela. Isso sem contar os machucados que a mesma tinha a fazendo ter as roupas cobertas de sangue.

— O que está fazendo? — balançou a cabeça tentando raciocinar.

— Estou te salvando, não está vendo? — perguntou fazendo uma careta de dor e Neji olhou para trás enquanto um falcão bicava as costas da humana. Engoliu seco o afastando.

— Eu posso...

— Cale a boca porque você só presta para algo quando tem algum poder. — resmungou o cortando.

— Não preciso de uma humana inútil como você. — se afastou custando para manter o equilíbrio e no momento seguinte um grupo de falcões atacou sua perna boa. Pareciam observar e raciocinar onde seria o pior ataque.

Se não fosse por Tenten ele teria caído no chão. Ele sabia que se isso ocorresse seria seu fim, mas ela apenas o segurou e embora seus olhos o recriminassem nenhuma palavra acusatória saiu de sua boca. Não que precisasse, sua parte racional dizia o que de errado ele havia feito.

Como se para acabar com o resto de dignidade que ele talvez tivesse ela o colocou sobre os ombros e se colocou a o carregar para fora de onde estavam. Na humilhante posição ele decidiu pelo silêncio, ficar esperneando acabaria com qualquer imagem que ele tivesse de si. Ao contrario disso ficou observando as costas dela, estava totalmente estraçalhada por bicadas e arranhões, assim como a calça jeans estava rasgada em diversas partes. Como ela conseguia o carregar?

Machucou seus braços ao tentar afastar os pássaros ao máximo, mesmo assim alguns ainda chegavam até ela, mais distante Neji conseguia ver alguns lobos ressurgirem para atacá-los. Sabia que se conseguissem chegar minimamente perto seria o fim. Olhou na direção que Tenten caminhava e conseguiu ver que estavam quase saindo da área da floresta.

Ficou tentando a dizer a ela que deveria andar mais rápido, mas não queria que além de salvo pedisse ajuda. Talvez a morte fosse uma opção mais cabível. Ao menos era mais digna, embora quanto mais os lobos se aproximassem mais ele se via tentado a pedir que ela se apressasse.

Foi com um susto que sentiu suas costas baterem no chão. A sua frente a humana caiu de joelhos ofegante, ainda não havia parado de chorar se por dor, desespero ou tristeza ele nunca poderia dizer. Observando em volta notou que estavam a um passo da área da floresta. Salvos.

— Você está bem? — ela perguntou embora não parecesse de fato consciente. Neji se olhou, uma perna esmagada, o corpo cheio de cortes e arranhões, mas vivo.

— Estou. — murmurou a encarando, seu estomago se comprimiu e a garganta fechou se recusando a agradecer. Mas ele sabia, era melhor agora do que depois. Ao menos estavam abalados, depois seria humilhante agradecer a uma humana. — Obri...

A voz dele se perdeu completamente quando um lobo completamente negro travou os dentes no pescoço da humana, a boca dela se abriu em um grito mudo e Neji sentiu um baque mais forte do que qualquer ataque que havia recebido enquanto o lobo a puxava para dentro da floresta com certa dificuldade.

Em um ato tardio ergueu a mão tentando alcançar a garota que agora já estava completamente dentro da área da floresta. Ele iria entrar atrás dela. Sua razão o mandava permanecer quieto, mas ele já se arrastava atrás de Tenten inconscientemente. Seus olhos presos nela e então quase cegos pela luz.

Não olhou para trás por alguns instantes sabendo o que havia ocorrido. Naruto em fim havia chego, o loiro conseguia sentir energia das trevas mais que qualquer um e era o mais rápido também. Obviamente seria o primeiro a chegar.

Quando em fim encarou o loiro sentiu os olhos arderem e só conseguiu ver um deslumbre da morena com os olhos fechados e o pescoço escorrendo sangue. Queria olhar e conferir como Tenten estava. Garantir a sua segurança. Mas não conseguia encarar Naruto o que indicava que o loiro não estava em um bom momento.

— Da próxima vez que preferi morrer ao dizer alguma coisa. Morra sozinho. — as palavras saíram duras e tão firmes que Neji abaixou a cabeça não só por culpa, mas quase se curvando diante do loiro. Talvez ainda tivesse parte do poder Tenebris dentro de si para fazer tal ato. — Alguém deve vir te salvar. — afirmou e mais uma vez algo semelhante a luz forte tomou conta do ambiente para logo depois não restar nada além de um Neji sozinho e ferido na mata.

Deitou no chão sentindo o corpo dolorido e a culpa o invadir. Gostaria de ter milhares de cenas diferentes em sua cabeça. Mas tudo o que tinha era a imagem de Tenten quase morta. E se odiava por isso.

Notas finais
Então gostaram do capítulo? Meio dramatico neh? Espere os próximos MUIAHAHAHAHHAHA agora sim estou feliz, adoro matar pessoas vocês sabem neh? Bom, sobre a fic Especiais, eu havia sim abandonado e tals, mas pretendo voltar a postar assim que meu computador criar vergonha na cara e voltar para a casa da dona (no caso eu) e também vou ver se rearrumo essa fic já que esta na reta final da primeira parte. A parede não é de nada mais, nada de menos do que resultado da briga do Kiba com a Temari, não é a destruição do local por um provavel desastre eminente. Embora seja uma boa isso. Nem sei porque não pensei na hipotese, mas agora não dá mais O.O Isso, a Sakura tem uma ligação sim e não é que a ligação seja mais forte, a Sakura que tem um Q a mais que a deixa mais forte, no caso é como se ela fosse mais forte que a maioria por um motivo que logo será explicado. XD ficou confuso neh? Mas pouco a pouco eu vou explicando XD Se a Tenten é humana, como ela conseguiu entrar na escola? Isso se deve a mãe dela que não era uma humana simplesmente, quero dizer, era uma humana que tinha MUITOS segredos e criou a Tenten contando a ela da existência dos sobre-humanos e outras coisas, quando a mãe dela entrou em coma acabou se tornando perigoso deixar uma criança que sabia demais livre, por isso ela foi para o colégio, pode não parecer e ela não considera assim, mas ela esta presa no colégio e quando sai é sempre supervisionada. Sobre a Ino, ela realmente não tem elemento. Quero dizer, nenhum desses que estão acostumadas, o pai dela que vai começar a aparecer mais daqui para a frente é um caso diferente de seres. Ate porque esqueci de avisar neh? Mas na fic tem outros seres alem de Humanos e Sobre-humanos, como por exemplo, anjos *-* (é eu amo anjos kkkk) Bom, eu sempre peço comentários porque sou uma carente, mas desta vez é especial porque eu realmente quero saber se ainda continuam a ler a fic. Então nem que seja um "oi, estou aqui" me mandem *o*