Notas iniciais
Gente quero mandar um OI para todos os leitores que adicionaram a historia como favorita e não comentaram, sim sei que vocês estão ai MUAHAHAHAHA.
Bom também quero dizer que eu vou fazer a Ino ficar cruel porque todo mundo gostando dela como se fosse uma diva e eu gosto de personagens com defeitos, então vou mostra logo os defeitos dela. Que coisa, essas personagens que saem e ganham os leitores me deixam com raiva. Vou esperar a Sakura melhorar se a Ino não for deixar de ser diva vou ter que tomar atitudes, claro que todas dentro do escripite neh? Sim tenho um problema? kkkkkk
Então gente aqui esta o capitulo extra que eu falei para vocês (e sim atrasei para postar porque sou meio tosca e lerdinha mesmo). Sei que estão na duvida do motivo dele existir e como eu já disse é para mostra os motivos da Karin ser assim e como ela se sente. Esse capitulo também serve para que vocês meus lindos leitores, entendam que mais sobre Ignis, Gaara e que o Sasuke não é uma pessoa perfeita tendo a Sakura como um monstro. Isso sem contar que o Sasuke trata a Sakura de forma grossa, mas ele é assim, frio e insensível aqui esta uma prova de como ele é com as pessoas que não sejam Sakura, Ino (a Ino eu explico depois para vocês, nada de romance não se preocupem) e Naruto.
Também quero responsabilizar a Thais e a Kurai por esse capitulo existir porque sem elas ele jamais teria uma mínima existência ahsuhasuahsu Vou ver se consigo postar o próximo mais rápido, mas é o cap mais complicado e difícil que eu já fiz ate hoje, mas no máximo domingo esta saindo para vocês *-*

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Mas às vezes, não importa o quanto você ame alguém, elas simplesmente não podem te amar da mesma maneira
(Grey's Anatomy)

Ficaram se encarando por uma eternidade de momentos. Sakura ainda estava um tanto zonza por ter sido transportada pelas sombras novamente e preocupada com Sasuke, as mãos dele estavam podres, ou quase, ela teve completa certeza disso. Quem Itachi achava que era para à tirar de lá naquele momento?

- Que coisa chata. – ele quebrou o silencio por fim.

- Ãn? – saiu dos seus milhões de pensamentos e o encarou. Obviamente nem se transportar para dentro da casa era possível sem o consentimento dela, caso contrario ela já estaria lá e ele também.

- O silencio. – o moreno explicou o que fez Sakura franzi a testa, ele parecia o tipo que amava silencio.

- Pois é. – concordou, não queria falar com ele. Queria deitar a cabeça no travesseiro e ver o que faria de sua vida após a dor parar. Tinha muitas coisas a pensar essa era a verdade e ficar de conversa com Itachi, bom, não era sua prioridade. Quase riu com isso, a pouco menos de duas semanas, quando ele havia aparecido na sua frente, Sakura havia ficado completamente louca pela atenção dele e fascinada por sua beleza. De fato ele ainda era belo, mas todos eram belos ali. E Itachi só conseguia a fazer se lembrar de Sasuke e isso a fazia se preocupar. Como ele estaria?

- Você e o Kiba tiveram algum problema? – perguntou parecendo desinteressado.

- Acho que não. – coçou a cabeça tentando se lembrar. – Nem ao menos conversamos desde que cheguei, acho que ele não gosta muito de mim, só isso. – explicou e Itachi a encarou com um interesse tão profundo que Sakura queria ter algo inteligente e dentro do contesto para falar. – Não que faça diferença, na verdade isso só me dá mais certeza que aqui não é bem o meu lugar, ao menos alguém alem de mim sabe disso. – não, isso não foi inteligente.

- Ele pode ser fechado, só isso. — Itachi argumentou, não se importante muito. Sakura sabia que não era o caso.

- Acho que não. – deu ombros. – Bom, vou entrar. – abriu a porta rapidamente passando por ela, desejou ardentemente que Itachi não a seguisse para conversarem. Só queria dormir.

- Ok, mas... – ele parou na porta por se algo o impedisse de seguir ate depois da mesma. – Depois a gente conversa. – deu um sorriso mal humorado.

- Beleza. Ate mais. – sorriu de volta e fechou a porta sem paciência. Sua cabeça estava explodindo, talvez por informações demais. Ela sabia que dormi talvez ajudasse e por isso foi direto para a sua cama. O que de melhor poderia existir? Sabia que os médicos diziam que isso jamais seria a coisa certa a ser feita, que quando uma cabeça esta doendo você tem que se manter acordado e que pode ser prejudicial. Só que nenhum medico estava passando pelo que ela passava. Médicos eram sortudos.

Observou enquanto o moreno e o loiro entravam na sala, queria muito falar com Sasuke, na verdade não se falavam a algumas semanas. Não que o relacionamento deles fosse baseado em algo mais intimo, mas ela nunca teve tanta certeza que não o tinha como agora. Karin poderia ter todos os garotos e talvez por isso gostasse de Sasuke, porque ela tinha certeza que jamais o teria. Sasuke jamais amaria ninguém, jamais daria a idéia de que pertencia a uma pessoa, só que nos últimos dias ela sabia; Sasuke estava se afastando mais ainda, coisa que antes considerava impossível.

Ela rezaria se acreditasse em bondade – o que não era o caso – todo dia para que não o amasse. Embora já tivesse certeza que amava sim, infelizmente amava. Ela se negaria todos segundos – se adiantasse alguma coisa – que o tinha dentro de si era amor. Ela correria ate esta cansada e não pensar em Sasuke, mas correria pensando nele e esse era o problema. A historia estava repleta de pessoas de Ignis que amaram alguém de verdade e se transformaram em monstros. Karin não era como os grandes lideres que haviam lutado a vida inteira para serem eles mesmos e não meros controlados. Não, ela não passava de uma garota desorientada sem nenhuma certeza na vida a não ser que não queria ser um monstro.

Estranho se olhasse que era a única coisa que ela conseguia ser. Amava Sasuke de uma forma tão intensa que poderia ser doentia. Poderia? Não, na verdade era doentia. Ela mataria qualquer um para que ficasse com ele, se humilhava, havia deixado de lado a si mesma, o amor próprio em nome de algo que ela sentia e batia no escudo de frieza dele para voltar como um tiro lhe matando cada dia mais.

- Esta me escutando? – Matsuri perguntou a balançando de um lado a outro.

- Obviamente não. – olhou seria para a morena. – Qual o problema dessa vez? – perguntou normalmente observando Sasuke se sentar perto de Gaara, seu líder. Aulas de meditação eram a base para as ligações, mas infelizmente ela não conseguia meditar a vários meses, não desde que havia se pego apaixonada pelo Uchiha mais novo.

- Gaara e a novata. – Matsuri rodou os olhos incrédula.

- Esta se preocupando com uma novata? – o deboche na voz de Karin era evidente, Matsuri poderia não ser uma filha de Ignis e nem do primeiro ramo Lux, mas ainda assim era uma quase transformada. Tinha a obrigação de ser mais bonita que as novatas.

- A loira. – Matsuri murmurou e Karin cerrou os olhos por alguns minutos. Ela sabia quem era, a que estava sempre perto de Sasuke, a que ela sentia tanto ciúmes que às vezes se via queimando. Péssimo sinal para os filhos de Ignis, queimar significava falta de controle. Filhos de Ignis não conseguiam nunca sentir nem ao menos calor, imagine queimar.

- E?!

- Ela e Gaara. – Matsuri olhou para o ruivo.

- Ela esta com Gaara? – uma onda de alivio a varreu.

- É o que fiquei sabendo. – a morena informou. – Quero que você tire a prova, ao que parece ele salvou ela de algo e... Ele já ate contou a historia de ser conhecido como Lorde. – Matsuri parecia afobada.

- Serio? – franziu levemente o cenho. – Duvido muito, o Gaara é fechado, ninguém sabe disso. – murmurou pensativa, se lembrando sobre como quase havia morrido quando o ruivo descobriu que seu segredo tinha sido revelado para Matsuri. Karin entrou na historia ao ser a primeira filha de Ignis que foi queimada pelo fogo, em suas costas as cicatrizes ainda a lembravam que não importava quem era que Gaara estava lutando. Ele tinha o quase o próprio espírito de Ignis dentro de si e uma guerra iria ocorrer antes do espírito o deixar. Simples e um tanto triste pra ela que sempre quis ter uma afinidade maior Ignis e nunca foi atendida.

- O que me fez ficar tensa, se fosse qualquer relação beleza, mas será que... Será que ele sente algo por ela? – Karin quase sorriu ao sentir o medo que a morena tinha.

- Gaara não sabe o que é amor Matsuri. – falou tranquilamente o que fez a morena desviar os olhos por alguns instantes. Ela não sabia a sorte que tinha ao não ter alguém como Gaara amando perto de si, o mundo se tornava um lugar melhor pelo ruivo não amar. – Mas vou checar com ele, fique na sua por enquanto. – avisou observando o Uchiha mais velho entrar na sala para as aulas começarem.

Itachi estava dizendo algumas palavras, mas Karin só fazia observar Sasuke que havia começado o exercício antes dos demais. Ou tentava, já que o loiro que era seu amigo a cada segundo o cutucava. Ela queria poder esta fazendo isso, mas sabia que não seria possível de forma nenhuma. Por fim acabou fazendo todos os exercícios na aula, com deveria ser. Ou tentando, como esvaziar sua mente quando nela existe um morador que esta a atormentando?

Mais uma vez viu o dia passar sem nenhum sentido direito. Nunca havia achado um motivo realmente forte para viver, não era como sua mãe, uma mulher que vivia para ter o que desejava acima de tudo. Não Karin nunca havia desejado nada, sempre havia se sentido presa a liberdade de não ter nada a se prender. Confuso e doloroso, aos quinze anos havia tatuado um par de algemas na lateral de seu corpo, algemas essas abertas e enferrujadas, talvez incapazes de se fechar para sempre. Como se sentia, incapaz de ter um objetivo.

Então conheceu Sasuke e teve uma vontade repentina de não ter feito a tatuagem. Porque ela havia conseguido um objetivo, um motivo para continuar existindo. Ele. Claro que isso havia a feito ter vários problemas tanto pelo fato de não ser retribuída, quanto pelo fato de ser uma filha de Ignis ter como motivo de existência sua própria destruição, o amor. Obviamente todos a viam como uma verdadeira idiota, Ignis a via como uma verdadeira idiota e por isso Karin havia tido uma única certeza, sua ligação com Ignis jamais seria forte e ela se empenhava em não deixar que alguém soubesse o quanto era fraca. Afinal era disso que Sasuke gostava, de mulheres fortes.

- Veja como eles estão perto um do outro. – Matsuri havia dito pela milésima vez o que fez Karin desviar os olhos de Sasuke por alguns segundos e observar à loira falando alguma coisa. Estava perto de Sasuke, Naruto e Gaara igualmente, não havia nada parecido com uma intenção, mas Matsuri conseguia ser paranóica e ciumenta em um nível que quase se equiparava a ela. Mas ela era filha de ignis, uma filha renegada e de pura aparência, mas era então logicamente seria muito mais ciumenta e paranóica.

- Pode parar de falar disso? – pediu sobressaltada, odiava quando era impedida de ver Sasuke. Matsuri iria falar algo, mas Karin acabou se erguendo da mesa e saindo. Já havia terminado a sua janta há tempos e observado Sasuke na mesma proporção, na verdade bem mais. Por isso achou bem mais útil acabar com essa tortura. Ela não era masoquista, não tanto assim.

Sentiu o corpo esquentar lhe dando firmeza para ir em direção a Sasuke, então seria assim? Ela seria sempre uma fraca para uma luta, mas ainda assim amaldiçoada a se torna um monstro a cada vez que amasse alguém? Ao amar uma única pessoa? Sim.

- Sasuke. – chamou chegando à roda. – E ai! – cumprimentou o resto das pessoas que estavam lá. Obviamente bem mais pessoas do que Naruto, Sasuke, Gaara e Ino, mas ninguém estava mais no grupo que tanto conversava.

- Algum problema? – Sasuke lhe encarou e então uma onda de raiva passou por si, queria bater nele ate que o amor entrasse no mesmo, o torturar ate que sentisse que estivesse sendo correspondida da mesma forma ou mais intensamente ainda, fazer de algum modo que ele fosse dela, apenas dela e para todo o sempre. Porem tudo o que tinha era a indiferença que ele tratava todos.

- Bem... Eu a gente não conversa a um bom tempo e...

- Karin. – cortou a garota. – Vamos conversar. – murmurou enquanto saia andando.

Ela observou todos a sua volta, por algum motivo conseguia observa os olhos de pena que Ino a mandava e os olhares de raiva de Gaara. Quando ele iria entender que ela ser diferente dos demais não acabava com todos os filhos de Ignis, quando ele iria entender que não era apenas porque Ignis estava decepcionado com ela que ele também deveria estar? Talvez quando ela entendesse que ele e Ignis eram quase a mesma coisa.

- O que você esta fazendo? – ele perguntou se virando para ela. Karin não estava conseguindo entender muita coisa, Sasuke não era o tipo de pessoa que começava uma conversa.

- Eu? Como assim? – franziu a testa sem entender.

- Você Karin, esta apaixonada por mim. – explicou impaciente e ela sentiu o coração ser perfurado pelas farpas de desprezo que o olhar e o tom dele lhe mandavam. – Sei o que acontece quando vocês de Ignis amam e eu não estou interessado em ter problemas com você. – completou.

- Não vai ter problemas comigo, eu...

- Você nada. – a cortou novamente. – Você não vai existir perto de mim e não vai me atrapalhar em nada. – se aproximou dela ate que seus olhos e seus lábios estivessem próximos. Ela conseguiu ver um sorriso debochado nos lábios dele e então não resistiu a unir os lábios em um beijo de inicio frio, mas logo depois quente e cheio de desejo e amor... De sua parte apenas.

- Sasuke eu nunca iria te prejudicar, eu daria e minha vida por você. – murmurou assim que se afastou dele, as mãos enfaixadas do moreno não estavam encostando nela e por isso sentiu o coração doer mais ainda. Queria contato, o menor que fosse.

- Esse é o problema. – ele deu um passo para trás. – Sua vida não é nada e lembre-se disso quando pensar em atrapalhar meus planos. – após a ameaça ele deu mais um passo e depois outro. Karin ficou observando enquanto ele se afastava, ate que o mesmo passou ao seu lado e então saiu de seu campo de visão.

- Sasuke... – o chamou sentindo as lagrimas caírem. – Eu não estou apaixonada por você, eu te amo. Isso... Isso faz alguma diferença pra você? – a voz saiu sofrida e ela se amaldiçoou, sabia que Sasuke odiava essa voz.

- Só não me atrapalhe Karin. Vai ser melhor pra nós dois se você esquecer isso. – foram as palavras dele enquanto se afastava.

Não que ela tenha observado. Ficou horas e mais horas de pé, encarando o nada a sua frente mastigando as palavras e a forma que ele havia as dito. Nenhum sentimento ou emoção, mesmo assim ela ainda conseguia sentir esperança, uma coisa a queimando de dentro para fora com uma força fora de serie dizendo que era possível ter Sasuke, que havia uma forma, um tanto bruta e imoral talvez, mas no amor vale tudo não? Essa coisa que queimava dizia que sim.

Por fim seus passos rumaram em direção a sua casa a mais de um ano e meio. Não era um lugar fácil de se ficar, sempre quente e um eterno labirinto. Poucas pessoas haviam ido ao mesmo e a exclusividade era uma coisa que todos os filhos de Ignis gostavam. Ate porque uma pessoa não conseguiria ficar no lugar e se conseguisse não iria saber se mover. Por fora eram amontoados de terra e pedras, cada um com sua entrada como se fossem casas separadas. Mas na verdade eram entradas para quartos e esses quartos davam para intermináveis corredores ate uma sala principal.

Para os leigos a casa Ignis era estranha sim, na verdade ate um tanto incomoda. Era feita de pedra as paredes, os moveis e tudo mais. Ela se lembrava de quando havia ouvido isso e ficado temerosa, se esquecendo que pedras vão de cascalho ate diamantes. Não que a casa Ignis fosse de diamantes, na verdade era uma pedra sempre morna cor de pele e aconchegante que só deixava tudo estranho por ser tudo dessa cor e ainda bem detalhada como se um artista de renome tivesse feito cada parte. Não se podia ter nada de vidro para que não se dilatasse e quebrasse com a temperatura, por isso copos, espelhos e demais utensílios eram feitos de pedras. Ai entravam as pedras preciosas e metais. Era estranho pensar que estava bebendo água em um copo de esmeralda ou que o abaju era feito com cristal realmente. Mas com o tempo se acostumava. Assim como as luzes da casa que sempre saiam de dentro das paredes e viviam se movimentando por serem do mais puro fogo. O que era bom, você podia regular a luz de acordo com sua vontade e a mover também, Karin não se lembrava de conhecer um sistema tecnológico que garantisse isso.

- O chefe esta querendo falar com você. – alguém gritou assim que ela entrou no quarto, como as pessoas sabiam onde ela estava sempre?

Bufou irritada e saiu do quarto indo em direção a Gaara. Chefe, as pessoas de Ignis o respeitavam mais que a própria Tsunade e isso era um tanto irritante às vezes. Principalmente para ela que tinha que obedecer a alguém com apenas seis meses a mais. Era o primeiro lugar que tinha decorado a ir, ate porque Gaara havia desbancado o antigo líder da casa, no segundo dia que havia entrado, afinal dormiu no primeiro inteiro.

Não bateu na porta, sabia que iria ser advertida por alguma coisa não queria parecer esta sendo educada por medo do que Gaara fazer. Talvez por isso tenha pego o ruivo justo na hora que ele trocava de roupa. Como todo filho de Ignis Gaara era a tentação em forma de gente, mas diferente dos demais ele chegava a um patamar maior, com a pele branca e o peitoral definido demonstrava ser um lugar macio, quente e firme para qualquer mulher se aconchegar. Uma armadilha triste para garotas.

- Quer falar comigo? – perguntou observando o rosto o ruivo que não havia demonstrado nenhuma surpresa pela sua entrada.

- Não, te chamei porque queria te ver andar pelos corredores. – a voz saiu sem nenhuma emoção ou coisa semelhante. Nem fria ela se parecia, era apenas uma voz que não sentia nada. – Sasuke me contou da sua declaração. – completou e ela podia sentir o deboche na voz dele.

- Não tem que se meter nos meus assuntos Gaara. – cerrou os dentes sentindo mais uma vez o coração apertar.

- Não mesmo. – concordou retirando os jeans e indo ate o armário, obviamente ele não tinha vergonha dela. Assim como todas as garotas que o ruivo sentia o mínimo de desejo, que se resumia em quase todo o colégio, Karin já havia caído na besteira de acreditar em Gaara e se deixar levar por sua beleza. – Mas sabe que se você aprontar alguma coisa eu que vou ser o responsável e não quero problemas para mim. – encarou a mesma e Karin suspirou.

- Não farei nada. – prometeu o que sabia que não iria cumprir, se algo ocorresse ela se veria obrigada a agir e ela sabia que Gaara também tinha consciência disso.

- Só estou avisando que se algo ocorrer vai ter que prestar contas comigo. – o viu pegando uma calça de moletom preta. Para filhos de ignis nunca era quente o suficiente, o que para ela era uma droga, já que Karin sentia calor constantemente.

- Ok, enquanto isso você não se mete. – bufou incomodada.

- Pensei que éramos íntimos o suficiente. – a encarou tentando parecer serio, mas o deboche acabou com uma pequena parte disso.

- Não somo... – a frase morreu na sua boca quando se lembrou de Matsuri. – Se é assim, me responda então se é verdade o que fiquei sabendo. – entrou mais no quarto se sentando na cama. Um olhar feio de Gaara enquanto colocava a calça a advertiu que não era algo que ele queria que ela fizesse. – Fiquei sabendo que salvou a loira de algo e agora estão bem, mas bem mesmo, mais próximos. – olhou sugestiva para o ruivo que a encarou por alguns instantes.

- A loira do Sasuke? – perguntou normalmente e Karin fez uma careta, loira de Sasuke. Ninguém falava dela como a ruiva do Sasuke.

- Ino Yamanaka. – corrigiu e Gaara rodou os olhos, ela sabia que o contato entre eles era no mínimo suportável e por conveniência. Ele era amigo de Sasuke e ela fazia as garotas não se matarem por ele, ao menos tentava.

- Sasuke e ela não têm nada, são apenas bons amigos. – Gaara falou normalmente, não para que Karin ficasse bem, mas porque ele sabia que se meter com amigas de amigos era sempre um problema. – Mas eu salvei ela sim. – completou se lembrando do dia que havia salvado a loira e da forma desesperada que ela havia ficado em seus braços. Não podia negar que achava a garota linda, mas também louca.

- E estão tendo algo a mais? – Karin perguntou o encarando. Ele sabia que era uma pergunta de uma amiga dela, talvez a morena de cabelos curtos que ele insistia em esquecer o nome diversas vezes.

- Ainda não. – murmurou vestindo um moletom vermelho. Deveria checar se valia a pena e depois deveria agir rápido antes que ela e Sasuke virassem amigos, coisa que o moreno embora dissesse que não estava deixando bem claro que eram. Pensando bem, seria ate melhor, agir rápido e depois não ficar perto da mesma usando Sasuke como desculpe. Tinha tido uma ótima idéia. – Mas é bem provável que sim. – completou para a ruiva.

- Você não presta. – ela não conseguiu deixar de comentar.

- Ótimo, agora que ambos temos informações e avisos dados saia da minha cama e vai chorar o fora do Sasuke. – enxotou ela de lá e se jogou na cama. Nunca dormia cedo, na verdade quase nunca dormia, mas ela não precisava saber disso.

- Gaara, o que você faria se amasse alguém? – Karin perguntou na porta. Ele a encarou por alguns segundos, diversas imagens e memórias vinham a sua mente. Seu pai violento, completamente alucinado de amor pela mãe, um amor doentio e cruel, a mulher sofrendo e com medo, sempre com medo.

- Eu não seria tão estúpido a ponto de amar alguém. – respondeu deitando a cabeça no travesseiro. Karin fechou a porta antes de poder começar a ver tudo em volta de Gaara derreter aos poucos. Era ódio, Gaara simplesmente odiava com todas as forças esse sentimento. O tal amor que havia o feito conhecer o medo, o terror.

Notas finais
Então, gostaram odiaram?
Bom eu tenho umas perguntas de leitores, mas que achei importante mesmo foi sobre o motivo do Sasuke se machucar ao encostar no Naruto.
Então é como se eles tivessem uma alergia a luz entendeu?
É porque o Sasuke é uma pessoa das "sombras" ou seja, a luz é o oposto a ele e Naruto é feito de luz, ou seja, os dois quando lutam não podem ser atingidos de forma nenhuma, é como se o Sasuke fosse tivesse a alma completamente negra e Naruto a desitegrasse toda vez que o tocasse. Tanto que a propria Hinata não consegue ajudar o Sasuke, porque a alma dele em si é diferente das demais. Não posso explicar muito que posso acabar contando mais do que deveria, mas um filho da Lux pode se tornar um filho tenebris, mas o inverso não pode acontecer no caso. Porque uma luz pode se apagar, mas não pode surgir do nada entende?
Espero que tenha esclarecido vocês, *-* e comentem porfavor*----*