Notas iniciais
E ai galerinha do mal? Demorei porque dei a louca e postei uma outra fic minha aqui, o que me deixou um pouco sem tempo e em fim eu passei na minha dependencia, sou quase uma presidiaria fora da cadeia agora *--*
Então, eu vi que algumas pessoas ficaram mesmo confusas com o ultimo capitulo e tals. Então alem de posta eu vou explicar algumas coisinhas no fim...
Não explico aqui porque... Sei lá, acho que as pessoas leem mais as coisas do fim.
Super triste porque meus sonhos de por imagem foram por agua a baixo :-(

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Aqui vai a verdade sobre a verdade: ela machuca ,então a gente mente!

(Greys Anatomy)


Ela esperava que o sol a secasse, mas o clima havia mudado repentinamente e agora o frio tomava conta de si. Estava sentada em uma praça qualquer, havia corrido desesperadamente do seu colégio assim que os alunos começaram a se amontoar perto do bebedouro tentando entender o que aconteceu e claro, a culpando, afinal quem mais poderia quebrar o bebedouro em um ataque de raiva a não ser a aberração de cabelos róseos?

Andou pelos arredores sem direção a ir, não tinha dinheiro, materiais ou qualquer coisa alem do celular estragado pela água e do cartão de Itachi. Ainda estava em duvida sobre o momento que tinha lhe ligado, em qual instante tomou coragem e fez uma ligação a cobrar de um orelhão publico para o único cara que ela tinha o telefone e pior, o que poderia ser tão louco quanto ela.

O fato era que havia tomado a decisão. Não só a decisão de ligar para ele, como também a decisão que não importava nada. Ela não queria ter isso, seja o que isso fosse. Ele havia dito algo sobre poder ser uma humana normal e isso era tudo o que desejava naquele momento. Só queria se sentir ela mesma.

– ainda não esta chovendo. – a voz não era conhecida, mas falava com uma calmaria e tranqüilidade que a fez se assustar menos, mesmo com o fato dele ter simplesmente aparecido ao seu lado. Seus olhos correram para a direção do dono e se depararam com um par de olhos castanhos e brilhantes a encarando. Logo um rosto se formou em volta dos olhos e ela conseguiu notar o quanto o homem ao seu lado era bonito, um sorriso brando nos lábios o fazia parecer meditar. Porem o mais marcante mesmo era o cabelo vermelho, não um ruivo, mas um vermelho fogo e selvagem. – pode me explicar porque esta molhada mocinha? – avia um tom de voz que ela não conseguiu explicar.

– não é importante. – essa voz ela conhecia, ainda assim não resistiu de olhar com olhos arregalados na direção do moreno que também estava do seu lado de forma sobrenatural. – fico feliz que tenha ligado tão cedo, os hotéis daqui não são merecem metade da fama. – ela sabia que ele estava se referindo ao fato dos hotéis dali serem conhecidos como uma das melhores coisas da cidade. Ela adorava-os.

– eu acho que demorou. – o ruivo moveu os ombros do seu lado e então como se por um descuido estranho ela havia deixado de sentir frio, como quem entra em uma sauna, ela sentiu que se continuasse a se sentir assim logo começaria a suar. – odeio esperar, nunca se esqueça disso. – falou apenas para ela com um sorriso indecifrável no rosto.

– eu queria mesmo falar com vocês. – se virou para o moreno, encarar o ruivo era um erro, não conseguia entender nenhuma de suas expressões faciais.

– imaginei. – Itachi não parecia debochar dela, apenas constatar que estava dizendo algo idiota.

– vou ser sincera. – se virou totalmente para ele e então suas costas ficaram quentes demais em contraste com o resto do seu corpo que parecia frio. Balançou a cabeça afastando a sensação e fez esforço para parecer adulta ali. Afinal tinha dezessete anos, não poderia ficar parecendo uma idiota na frente de dois homens lindos e que poderiam salvar sua vida. – você me disse que eu poderia escolher sobre... Essa coisa... Eu não sei se posso acreditar em você, mas se puder e você estiver falando a verdade eu quero que saiba que eu já escolhi e quero que isso vá embora. Quero ser normal. – suas palavras acabaram desnorteadas e sem sentido, ela sentiu o estomago revirar e o medo de tudo não passar de uma brincadeira com ela, passou por si.

– as coisas não são assim. – o moreno falou de forma normal, nenhum sentimento era mostrado pelo tom, mas o rosto estava serio. – você não pode escolher. – completou.

– eu o que? – perguntou com a voz esganada, um pingo de raiva subiu em si. Ele havia lhe dito que poderia escolher.

– não ainda. – explicou e a encarou com aqueles olhos negros que a fizeram se manter em silencio. – você deverá aprender diversas coisas antes de poder escolher. E como vocês humanos fazem essa coisa de escolher uma profissão, têm que passar por um tempo enorme estudando tudo para saber o que realmente quer. – tentou ser mais exato, mas Sakura odiava escola e ele havia escolhido um péssimo exemplo. Ela sempre quis ser medica.

– eu não quero aprender, quero esquecer. – esbravejou se levantando. – quero ter a minha vida de volta, sair desse sonho de terror e acordar. – gesticulou nervosa. O que ele estava falando? Ela não tinha nada mais alem do desejo de deixar tudo de ruim em si para trás.

– acordar? – o ruivo perguntou dando uma gargalhada debochada. – você esta tendo a chance de realmente acordar Sakura. Você esta desperta como menos de meio por cento da população terrestre e quer voltar a dormir. – agora ela conseguia sentir a emoção que ele transmitia e sentia como se antes estivesse se sentindo melhor.

– Sasori. – Itachi o repreendeu. – o que ele esta dizendo é que você tem que esta ciente de todos os males e os bens. Será como despertar para algo que você desconhece, pode parecer assustador, mas você tem que entender. – ela não o conhecia, mas poderia jurar que esse lado compreensivo que ele tentava demonstrar era falso. Sua expressão demonstrava o quando odiava falar aquelas palavras.

– seja você mesmo. – murmurou com os dentes cerrados, estavam discutindo sobre a vida dela, não queria fingimentos.

– você não tem escolha. – respirou profundamente. – na verdade tem, você pode ir ate lá e entender o que esta acontecendo com você. Entender o que você é ou ficar aqui esquisita e estranha com esse cabelo rosa e cobre e essa força incontrolável. – sorriu como se isso o divertisse. – talvez se der sorte só mate um e não morra, mas se começar a ser um perigo vai morrer por algum de nós. – a frieza que ele tratava ao falar sobre morte, a sua morte, fez com que um frio na espinha surgisse nela.

– nós? Quer dizer que existem outras aberrações? – perguntou tentando manter a calma.

– aberrações? – Sasori perguntou parecendo ofendido. Sakura o ignorou.

– acha que somos seres humanos? – um sorriso de escárnio estava na voz de Itachi. – existem vários pelo mundo, pessoas que são bem mais do que humanos. – explicou e Sakura sentiu a cabeça rodar.

Sentou-se rápido tentando fazer com que isso tudo entrasse em sua cabeça e conseguisse entender, porem haviam tantos fios soltos e ela odiava isso. Respirou fundo duas vezes e então tentou colocar em ordem. Estava perdida e sem ninguém que a entendesse a seis meses, agora havia aparecido a chance de se livrar disso. O que seria algumas horas ouvindo idiotices?

– me explica como é isso. – pediu o encarando, mais calma, já tinha um plano na sua mente.

– temos uma escola onde ensinamos, eu sou um instrutor nela. – Sasori que explicou, ao que parecia Itachi estava cansado de falar. – digamos que é uma escola diferente da sua. – sorriu de lado.

– quanto tempo eu teria que estudar? – talvez dois dias, uma semana, ela sempre pegava as coisas facilmente. Talvez em um mês estivesse livre.

– geralmente os alunos começam a poder escolher com oito meses. – Sasori parecia pensativo. – mas isso se você for um gênio, coisa que eu não acredito que seja, então um ano. – explicou e Sakura não conseguiu deixar de lado sua expressão embasbacada. – não faça essa cara, esta estudando há doze anos, é bem mais. – rodou os olhos como se ela o entediasse.

– não tem como abreviar? – estava se sentindo meio infantil perguntando isso, mas não poderia se prender naquele momento.

– Sakura. – Itachi falou o nome dela devagar, quando a mesma olhou o moreno estava de olhos fechados e respirava fundo. – a escola é interna e você aprende ate quando esta dormindo. – murmurou o resto, era estranho, mas a forma que os olhos estavam fechados o fazia parecer mais calmo e frio.

– sem contar que se dizermos a verdade de cara para você as chances de pirar são enormes. – Sasori falou normalmente e Sakura franziu a testa. Qual seria o problemas deles? E porque todo esse mistério.

– vamos fazer o seguinte; você pensa alguns dias e voltamos aqui. – Itachi se levantou impaciente, Sakura se sentiu mal por ter feito isso com o moreno, mas seria demais perguntar sobre algo que era relacionado a sua vida?

– claro que quanto mais demorar a ir, mais tempo vai ficar com isso. – Sasori murmurou sorrindo enquanto se levantava.

– esperem. – Sakura deu um pulo incapaz de voltar a escola novamente, ver todos a encarando como agora e rindo de si. Não queria mais conviver entre os normais enquanto fosse uma aberração. – eu... Só tenho que falar com a minha mãe sobre a mudança e...

– não se preocupe. – Sasori sorriu e Sakura se sentiu quase queimar, com um passo rápido se afastou do ruivo. – hoje o clima esta sem sol. – explicou enquanto se caminhava junto a Itachi.

– esperem, onde vocês estão indo? – correu atrás deles.

– a sua casa. – Itachi falou simplesmente.

Sakura obviamente fez diversas perguntas enquanto andava, nenhuma foi respondida. Eles poderiam ser gentis, mas ela sabia que já havia ultrapassado a paciência de ambos e de todas as formas eles pareciam gostar de andar em silencio. Então porque não?

Assim que chegou a sua casa achou melhor deixá-los do lado de fora. Não os conhecia o suficiente para abrir as portas de casa, poderia estar louca e ter os cabelos róseos, mas idiota não era. Nunca foi. Pegou uma mala qualquer e colocou todos os livros que tinha em casa, talvez na outra escola a biblioteca fosse ainda pior e ela precisaria disso para se manter longe de todas as aberrações que viviam lá sem morrer de tédio. Colocou todas as suas melhores roupas, afinal iria para um colégio novo e queria deixar claro que embora estivesse ali, era bem diferente de cada um deles. As coisas foram caindo normalmente dentro da mala. Por fim foi se trocar, colocou uma roupa de viagem qualquer não sabia se era longe e não queria esta desconfortável, afinal poderia ficar horas no...

Onde?

Foi só então que se deu conta do que estava fazendo. Onde o desespero havia a levado? Ela estava quase pronta para sair de casa sem dizer uma palavra para a sua família, deixar todos preocupados e ainda fazer isso com dois desconhecidos. Não era só loucura, era burrice, deveria ter uma taxa de cem por cento das pessoas que faziam isso e terminavam mortas em um matagal qualquer. Claro que ela era forte, mas uma coisa é ser forte a outra é ser invencível e ela só conseguia estragar a sua vida sendo forte, não salvar.

– você demora demais. – a voz de Itachi atrás de si na porta do banheiro a fez dar um pulo e um pequeno grito. Era impossível que ele estivesse ali, a porta estava fechada e de todas as formas ela estava entre o banheiro e a porta de entrada.

– como..? – o encarou incrédula, mas o mesmo não parecia disposto a falar nada para se explicar.

– aproveite que começou a chover e vamos. – falou normalmente.

– chover? Eu tenho que avisar minha mãe. – mais uma vez estava sendo infantil e sabia disso. – e dirigir na chuva é difícil. – explicou dando um passo para trás.

– ninguém falou em dirigir. – um sorriso de lado surgiu no rosto do moreno e Sakura o observou de forma admirada. Ele era realmente lindo.

Admirada ela nem conseguiu notar o mesmo se aproximando e a puxando para perto de si. Os braços fortes e firmes passaram em volta de seus braços como um cinto de segurança humano e assim caiu para trás.

Foi então que ela começou a pensar que estava caducando. A sua frente a luz do seu quarto foi tomada por sombras, como mãos ameaçadoras que se alimentam da mais pura luz. Mãos que a tocaram por completo e a sensação de gelo misturada com o terror e a textura de algodão quando passado em um ferimento a fizeram prender a respiração.

Múrmuros e risadas abafadas foram escutados. Seus olhos estavam fechados com tanta força que doíam, mas ela não se atreveu a abri-los. Sabia que iria chorar assim que o fizesse, iria enlouquecer se visse mais alguma coisa. Entendeu as palavras de Sasori sobre descobrir coisas demais e enlouquecer, ela estava enlouquecendo ali.

Os sons pararam quando ela sentiu que Itachi a empurrava levemente para algum lugar. Seus pés queriam apenas deixar de fazerem seu trabalho, mesmo assim a passos lentos foi fazendo o que o moreno mandava não demorou muito e ela sentiu mesmo de olhos fechados que a luz a sua volta havia aumentado.

Precisava correr dele, sair dali e combater seu medo. Era uma garota forte e decidida, iria fazer isso, iria mesmo. Abriu os olhos de forma lenta a espiar o que via a sua frente. As lagrimas rolaram assim como ela havia imaginado, mas por sorte não tantas.

Olhou abalada a sua volta, algumas pessoas a encaravam, mas não estava em condições boas o suficiente para poder distinguir rostos. Se afastou de Itachi com força, teve a impressão de o ver voando longe, mas não sabia se tinha mesmo feito isso. Andou lentamente ate a parte que tinha mais luz, ouviu alguém comentando alguma coisa sobre viagem das sombras e embora soubesse que era importante, não se importou nem um pouco. Parou em uma janela, ou uma porta? Não importava no momento, não via direito. A única coisa que avistava eram montanhas e um sol quente batendo em seu rosto. Sorriu satisfeita por isso, quase uma gargalhada.

– Sakura. – alguém gritou seu nome e ela se virou para trás. Não sabia se havia sido um homem ou uma mulher, sabia que não era Itachi afinal ele não iria gritar assim, da mesma forma olhou para ele.

Não, não era ele.

A aparência era semelhante assim como o tamanho e os músculos, mas a pessoa era mais nova e a pele branca parecia leite, o rosto era serio e tenso, os olhos negros pareciam abismos perigosos e envolventes, a boca branca e carnuda. Parecia sim com Itachi, mas... Teria ele ficado mais novo depois de toda essa viagem? Não. ele apareceu ao lado dessa mesma pessoa fazendo com que as diferenças fossem mais perceptíveis. Ainda assim nada se formou em sua mente apenas escuridão.

Uma escuridão que a fazia perder os sentidos e não poderia a tocar como a outra. E o melhor uma escuridão silenciosa que silenciou as milhares de perguntas em sua mente também. Agora estava tudo bem, ela estava segura das aberrações que estavam naquela sala.


Notas finais
Hora de esclarecer algumas coisas aqui. Eu ate pensei em colocar algumas perguntas, só que sou preguiçosa, sorry.
- A Sakura não bateu no ex-namorado dela simplesmente porque antes ela era bem pior que ele e eu achei melhor que a mesma sofresse para aprender o quanto doí ser humilhado. Ela não é a garotinha boa que é sempre salva pelo fortão e é a idiota não, talvez idiota, mas ela tem personalidade e corre atras do que quer, toma decisões mesmo que erradas, sente raiva, inveja e odio. BEM HUMANA.
- A garota em questão que apareceu no capitulo anterior vai aparecer mesmo no proximo cap e vem cheia de misterios assim como o proprio Sasuke e Sakura, alem de outros persongens. Só posso dizer uma coisa sobre ela, pode não ser o que parece e alguns poderes que ela demonstra podem não serem de fato poderes.
- a mulher mais velha era a mãe dela e é mesmo amargurada, então quando a menina mudar um pouco a atitude quero que se lembrem que ela cresceu sozinha com uma mãe que havia se arrependido de tudo o que fez na vida, inclusive ter ela (não culpem a mãe, quando souberem da historia vão entender) e isso faz com que as pessoas fiquem frias.
- Os demais personagens vão aparecer no proximo cap com a forma mais detalhada de 3 deles, Tres queridinhos podem ter certeza.
é so isso mesmo, espero que tenha explicado bastante, qualquer duvida eu respondo aqui ou na resposta ao comentario. Mas não se esqueçam de comentar, eu amo ler os comentarios de voces serio *---*