Despertar [Revisão]
30 A voz
Notas iniciais
Esse capitulo lindo eu dedico para a Lux et Aqua que deixou uma linda recomendação para mim. Muito obrigada de verdade, me deixou muito, mas muito feliz mesmo.Pode ser que ele seja algo mais como "What" mas eu ao menos gostei e esse suspense do fim pode ser bom também xD
Sem muitas delongas porque a irresponsável aqui tem que voltar para o episódio eu gostaria de dizer que algumas perguntas vão ser respondidas no final e pouco a pouco vou ir respondendo os comentários durante a semana.
Capitulo completamente revisado pela Thais Fru
Não há coisa que mais nos engane do que o nosso juízo.
Leonardo da Vinci
Todos colaram os olhos nela. A coisa mais rara que poderia ocorrer era um líder se sentar em uma mesa que não fosse a sua, por esse motivo Gaara estava chamando mais atenção do que deveria quando se sentou na sua frente colocando sua bandeja de forma despreocupada sobre a mesa.
— Er... Shikamaru, não temos que rever algumas estratégias do jogo? — Tenten se levantou sem jeito, já havia comido quase tudo e o moreno mais dormia do que comia, não teriam problema em deixar Gaara e Ino sozinhos.
— Não. — falou simplesmente, parecia ser a única pessoa que não tinha conhecimento da presença do ruivo.
— Tínhamos sim! Vamos. — Tenten o puxou pelo braço e saiu arrastado Shikamaru foi levado para longe.
— Ela não é nada sutil. — Gaara comentou normalmente e Ino rodou os olhos. Não estava com paciência para os jogos que ele gostava de jogar.
— O que quer? — foi direta se lembrando da forma que ele havia ido quase pra cima de Kono há alguns dias.
— Conversar com você. — deu ombros como se fosse obvio, Ino evitou o encarar, não queria os pensamentos sobre o quanto Gaara atraente e sabia que assim que o encarasse teria.
— Sobre? — observou o prato e quando ouviu uma risada dele respirou fundo. O que Gaara tinha que quase a obrigava a olhar para ele? O que ele tinha que ela queria tanto ver?
— Preciso de um assunto em especial pra querer ficar perto de você? — perguntou quase que ultrajado, um tom de divertimento passava sobre si.
— Imaginei que sim, já que fez todo mundo prestar atenção na gente ao se sentar na minha mesa. — cortou a carne de seu prato com raiva.
— Não tinha visto seu nome ou uma lista de nomes que poderiam se sentar aqui. — falou normalmente e Ino o encarou. Conseguia lutar, embora com muito custo, ao desejo que sentia de o ver, mas quando ele a provocava e parecia se divertir. Era demais para que a loira mantivesse a cabeça abaixada. — Agora sim. — ele sorriu malicioso a encarando. Ino sentiu o corpo pegar fogo enquanto tentava ignorar o pedido intimo que seu corpo fazia para que ela se jogasse no ruivo.
— Se vai ficar aqui tem que parar com isso. — avisou tentando parecer brava, mas duvidava que seus olhos perdidos nele deixassem com que conseguisse seu objetivo.
— Isso? — ergueu uma sobrancelha em deboche.
— É, essa coisa de queimar sempre que chega perto. Pare com isso. — avisou apontando o dedo na direção de Gaara, porém quando imaginou sua mão percorrendo o corpo do mesmo abaixou o mais rápido possível. Gaara soltou uma gargalhada rouca tão... Desejável.
— Queima perto de mim Yamanaka? — perguntou a encarando malicioso.
— O que eu te falei? — perguntou segurando a voz, não queria tão parecer histérica quanto no banheiro.
— Não estou fazendo nada. — afirmou e Ino o encarou um pouco raivosa. — É serio, isso já é de mim. Toda vez que tenho o mínimo de interesse em alguém a pessoa se sente atraída e piora se ela se o interesse é recíproco. Eu não consigo controlar. — tentou explicar para que a garota entendesse que o que ela sentia não era algo que ele estivesse manipulando. Porém no momento que falou sobre ela estar interessada, a garota se fechou ainda mais.
— Já ouvi falar do quanto é incontrolável. — havia ironia em sua voz e ela acabou colocando um pedaço de carne na boca. Gaara notou que no prato da loira só estava sobrando isso, logo ela acabaria de comer.
— Podemos controlar, quer dizer. Olha, eu não estou mentindo para você. — a observou cuidadosamente. Não havia imaginado que alguém como Ino, tão extrovertida fosse tão fechada quanto realmente era. Suspirou fundo, odiava falar sobre o assunto, mas tinha que explicar, até porque era uma idéia errada sobre sua casa. — O que controlamos é um desejo diferente, como por exemplo, se eu quisesse eu poderia fazer com que você se sentisse tão atraída por mim que perdesse o controle do seu próprio corpo, que fizesse tudo o que eu queria. Mesmo consciente, pensando que não, você iria fazer. É isso que podemos controlar, agora isso que você esta sentido? Ino, francamente, eu nem sei o que fazer pra parar. — cruzou os braços a encarando. Queria se mostrar leve, mas as lembranças sempre o tornavam denso, tenso e escuro.
— Já viu isso? — Ino perguntou e os olhos azuis pareciam o ler por inteiro. Quase como se conseguisse enxergar o que se passava dentro de sua mente. Com tanta coisa para notar porque a loira havia notado a forma que ele se sentia ao explicar? Ficou em silencio a encarando, incapaz de mentir e incapaz de dizer a verdade. — Deixa pra lá. — provando que ela ainda o lia bem, Ino notou o receio dele. — Então eu vou querer te agarrar sempre que você chegar perto? — perguntou por fim.
— Eu vou comer em outra mesa, não preciso ouvir isso. — Sakura falou sorrindo maliciosa para os dois. Gaara se viu pego de surpresa, estava tão concentrado na conversa que nem havia a visto se aproximar.
Ele e Ino ficaram encarando enquanto a rosada se afastava e sentava-se à mesa que era quase que destinada apenas a pessoas da casa Terra. Na mesa também existia uma Matsuri que tinha os olhos cheios de água o encarando. Claro que após a ultima confusão que ela havia armado a menina ficaria na sua, assim como Karin. Ambas haviam sido avisadas que teriam consequências se fizessem algo, no caso de Karin sofrido as consequências.
— Isso, ela pegando apenas essa parte da conversa, não foi nada legal. — Ino murmurou e quando Gaara a encarou conseguiu ver o rosto da garota rosado. A loira com certeza era uma conquista difícil, mas era tão linda, tão sublime que Gaara não iria desistir enquanto não a tivesse em sua cama. Ino seria dele.
•••
Kono não estava feliz e Sakura conseguia ver isso de longe. Não era por menos, no próximo dia seria a avaliação final e o time dele ainda não havia ganho nenhum dos jogos os quais estavam sendo avaliados. Mesmo assim ele não tinha motivos para sair gritando com as pessoas do seu time.
— Amanhã eles vão estar bem violentos. — Shikamaru avisou e Sakura assentiu. Ela sabia disso, mas no momento não era isso que estava a incomodando.
— Como acha que a Tenten está? — observou a morena que estava distante conversando com Ino. Não sabia como a morena estava lidando com o fato do ultimo jogo estar chegando, logo eles iriam escolher qual grupo queriam em seu time e poderiam impor restrições. Estaria Tenten com medo?
— Não acho que importe como ela está, não vai mudar nada. — o moreno foi direto e sincero.
— Só me preocupo. — murmurou.
— Vamos de uma vez que eu quero comer. — Hanabi gritou empolgada para todos do seu time.
— Essa empolgação dela me dá sono. — Shikamaru murmurou bocejando. Ficou tentada a dizer que tudo o dava sono, mas ele já havia começando a andar na direção da Hanabi.
Sakura fez tudo normalmente. Tentou observar em Tenten algum traço de medo, mas além do fato da garota ter ficado mais tempo dentro do box não ocorreu nada de diferente. Durante todo o tempo ela parecia empolgada, animada e até falante. Quando Shikamaru deixou o prato de lado e ficou encarando o nada quase dormindo, a garota até chorou de rir. Estava tão alegre que Sakura começou a acreditar que era coisa da sua cabeça Tenten ter medo de algo. A menina era forte.
Quando todos foram embora, Sakura resolveu ficar. Queria falar com Hinata, tinha que tirar o enorme gesso que estava no braço e mais que isso. Tinha que falar sobre Naruto, como havia prometido que faria. Só não sabia como fazer isso ainda. Como dar inicio a conversa sobre o Uzumaki?
Ergueu-se e foi na direção da mesa dos lideres, que no momento estava separada em dois grupos, de um lado Gaara, Kiba e Naruto e do outro Temari e Hinata. Neji e Sasuke haviam desaparecido. Ficou satisfeita com isso, Sasuke iria tirar a sua concentração.
— Hoje é o dia das pessoas mudarem de mesa em? — Temari brincou assim que viu Sakura e isso fez com que o outro grupo a encarasse. Ignorou os mesmos e logo voltaram a sua conversa.
— Estou precisando de um favor. — sorriu para Hinata e a mesma a encarou. — Será que pode tirar o gesso? — sorriu pidona.
— Ainda não esta no tempo e de todas as formas eu não sou a medica Sakura. — Hinata falou suavemente, pelo que sabia até mesmo Sakura tinha mais conhecimentos de medicina que ela.
— Ah, mas me faz esse favor. Eu vou tirar de todo o jeito. Vamos. — tentou fazer uma cara de pidona e Hinata deu um sorriso.
— Tudo bem. — se levantou. — Vai vir também? — olhou para Temari convidativa.
— Arg, nada contra, mas essas coisas não me atraem. — fez uma careta se levantando. — Vou ver se consigo pegar Shikamaru no caminho, do jeito que é lento ainda não deve nem ter chegado no rio. — completou sorrindo e então após se despedir de todos saiu quase correndo.
— Ela persegue ele e depois quer que sejam apenas amigos. — Sakura murmurou contrariada. Shikamaru havia contado da conversa que os dois haviam tido, sobre os meses, esperar um tempo, nunca acontecer. Ao que parecia Temari não fazia nada para que o moreno deixasse de se interessar por ela, pelo contrario às vezes demonstrava ter tanto interesse quanto ele.
— É o jeito dela de gostar. — Hinata explicou quando ambas já estavam saindo do refeitório. — Ela tem medo de se envolver com alguém que a toque e depois a prenda. Todos da Caeli são assim. — completou como senão fosse nada demais.
— Aqui tem muito disso não? — já sabia como começar a conversa.
— Não é algo imposto, mas são características das pessoas. — Hinata explicou normalmente. — Não tem como impor a Temari que ela goste de ser livre, queira conhecer o mundo, nunca ficar em um único lugar. Mas ela é assim, da mesma forma que a maioria das pessoas da Caeli são da mesma forma. Caeli tem uma característica principal e passou isso aos seus filhos, assim como o dom de controlar o ar. — tentou ser mais clara.
— Ah, mas não tem como ir contra isso? — perguntou quase com pena de Shikamaru e o que ele sentia.
— Na maioria das vezes viver faz com que a gente vá contra algumas características nossas. — Hinata foi tão vaga que Sakura se manteve em silêncio. — Está perguntando isso por causa do Sasuke? — a encarou. — Porque a casa dele geralmente não ama, é fria e tudo mais?
— Eu nem sabia que era assim. — foi sincera.
— Alguma hora alguém iria te falar. — a morena sorriu. — Mas os Tenebris podem fingir e negar muito, mas ainda assim são da Lux e todos sabem que ninguém ama melhor que a casa Lux. Então eu sugiro a você que se gostar dele de verdade não perca a esperança. O Sasuke é difícil de lidar, mas isso é porque nem ele sabe lidar com algo diferente das trevas. Só tem que ter paciência. — continuou a dizer e Sakura sorriu. Era bom ouvir isso, que ela ainda poderia ter esperanças.
— Obrigada pelo conselho. — observou a noite escura, não existia nenhuma estrela ou lua. Apenas a escuridão. Um céu tão negro e profundo como os olhos de Sasuke. — Mas eu estava pensando em outro casal. — Hinata a olhou sem entender. — Estava pensando no Naruto.
— Naruto? — a morena parou alguns instantes, em meio à escuridão o rosto um pouco pálido se destacava. — Pensei que você e ele eram, amigos e não, algo mais. É sério o que vocês têm? — perguntou um tanto perplexa e com os olhos arregalados.
— Somos amigos e só. — garantiu com um sorriso nos lábios. — Estou falando que às vezes ele pode ser meio escandaloso demais e vocês de Aqua são tão calmos. Pode gerar um bom atrito. — explicou e Hinata voltou a andar, começou a ficar desconfiada, a respeito do assunto. — Atritos, brigas, desejo, paixão...
— Onde quer chegar Sakura? — perguntou direta, a calmaria estava evidentemente se esvaindo desde o momento que o nome do loiro entrou na conversa.
— Só umas coisas que o Naruto me falou sobre você. — falou casualmente e a morena ficou em silêncio ao seu lado. — Sobre a briga e a forma que ele te vê. — completou.
— Foi a primeira pessoa que eu briguei, ao ponto de chegar a gritar. — admitiu em um sussurro.
— Imagino. Você é tão calma. — falou irônica. — Menos com o Naruto. Ele mexe com você. — completou.
— Sei aonde quer chegar e essa conversa termina aqui. — Hinata foi dura quanto a isso e saiu andando na frente deixando uma Sakura sorrindo para trás. É, com toda a certeza era no mínimo paixão o que Hinata sentia.
— Pode ser, mas ele gosta de você. Gosta mesmo. — gritou, porém Hinata pareceu nem ouvir. — E pode deixar que eu tiro o gesso sozinha. — sorriu. Mais uma vez Hinata estava a ignorando.
Deu alguns minutos na frente para que Hinata não se sentisse mal ou simplesmente pressionada pela sua presença. Só quando não conseguia mais ver a morena que Sakura foi em direção a sua casa. Não conseguiu deixar de notar o fato do caminho estar terrivelmente escuro e mesmo assim ela conseguir atravessar tudo com uma precisão cirúrgica. Sabia onde pisar, mesmo não sabendo onde estava pisando. Foi na direção correta mesmo sem saber qual seria.
Achou a casa rápido e entrou mais rápido ainda. As luzes a noite deixavam o lugar um tanto místico e não conseguiam evitar a escuridão de uma forma total. No inicio havia sido difícil se acostumar com os sons dos animais os quais nunca apareciam na floresta e o silêncio das vozes humanas. Porém para Sakura havia se tornado algo aconchegante.
Sentou-se em uma área mais afastada da cama e então quebrou o gesso. Ficar dias sem mover a mão havia lhe dado uma sensação de fraqueza e instabilidade na mesma. Isso sem contar o fato que embora os dedos estivessem bons os ossos que haviam sido esmagados agora se encontravam doloridos e sensíveis demais a qualquer movimento.
— Não mesmo, vamos lá mão coopere comigo. — murmurou um segundo antes de se achar completamente louca. Ela estava falando sozinha? É estava.
“Abra os olhos” ouviu as palavras em sua mente e só conseguiu pensar que não queria isso novamente. Ouvir vozes e falar sozinha. Estava se saindo uma ótima garota, para terminar em um hospício. “Abra os olhos Sakura” à voz parecia estar um tanto impaciente pelo pensamento dela. Uma afronta. Mas seria tão mais fácil se a voz dissesse algo diferente do que só abra os olhos. Iria ser mais pratico. Algo como um manual sobre como abrir os olhos. “Concentre sua mente e abra os olhos” à voz ordenou com vontade própria e Sakura deu um pulo quando a porta da sua casa se abriu com força.
— Certo... Eu vou abrir os olhos. — ergueu as duas mãos, sentido a que havia retirado o gesso doer. Tentou pensar em uma forma de abrir os olhos e se lembrou da conversa com Itachi. O melhor jeito seria se concentrar de verdade e então ver o que poderia acontecer. — Abrir os olhos, calma aí... — pediu a não sabia quem em especial, talvez sua consciência com independente.
Sentou no chão de forma que se sentia relaxada e então começou. Liberar a sua mente de tudo, principalmente de vozes suspeitas. E então sentir tudo ao seu redor. Era tão mais difícil. Haviam tantas coisas. Todos os elementos, plantas e animais. Tudo misturado de uma forma tão confusa. O que exatamente ela deveria se concentrar? O que mais a chamou a atenção quando a voz apareceu na sua mente? Um cheiro, flores. Isso. Sakura sentia as flores em si.
O cheiro era magnífico como se estivesse no meio de milhares de flores, como se ela fosse uma flor. Perfeita e forte, o vento batendo em si, era como se ela fosse dona do vento, da terra e água que lhe alimentasse e do calor que a aquecia. Não era a flor. Era um todo que a abastecia. Que ela controlava.
— Meu deus! — abriu os olhos, incrédula com o poder que sentia. Seria isso uma ligação? A sua ligação com a terra seria diferente? Olhou para suas próprias mãos como se o poder pudesse sair delas. Porém tudo que encontrou foram mãos normais. Normais e não machucadas, perfeitas e firmes.
Ergueu-se em um pulo. Não haviam mais diferenças, não algo muito gritante embora tivesse quase certeza que seu cabelo estava ao menos dois centímetros maior. Não que importasse, ela havia se curado instantaneamente. Sabia pouco sobre as casas, mas nenhuma fazia isso. Não uma que ela conhecesse. Pensou em ficar assustada, mas se sentia tão forte e tão feliz que só conseguia se perguntar como havia sobrevivido sem uma ligação por longos anos. Não sabia a resposta.
— Demorou, mas enfim abriu os olhos Sakura. — ouviu a voz novamente, porém desta vez atrás de si como uma pessoa física. Virou-se para dar de cara com uma mulher com um sorriso angelical no rosto, mas tanto poder que Sakura teria desviado o olhar se não fosse um detalhe que a deixou incapaz de se mover. Os cabelos da mulher eram lindos, longos e rosados, assim como os seus.
Notas finais
- Ainda estou em duvida sobre isso, não sei se quero deixar o Itachi no Clichê de cara legal porque é muito normal entende? Então talvez eu deixe ele mais frio tendo apenas objetivos e fazendo de tudo por eles, ou talvez faça com que o Itachi se entregue ao amor completamente. Estou na duvida.
"Onde que seria esse lugar para a Sakura meditar?"
- Eu tinha uma ideia inicial, mas acabou que lendo uns comentários eu comecei a reformular onde e o motivo da ligação dela. Por isso não acho que possa dar uma resposta agora. Logo mais darei xD.
"O que o Sasuke quer de verdade? Poder? Mas para que?"
- Bom, agora ele esta começando a se confundir, mas e inicio ao menos ele queria e quer ainda,o poder que só a Sakura tem que pode ser usado para mudar o mundo na visão que todos humanos e não humanos veem.
Espero que gostem desse capitulo *-* E claro, comentem.
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