Despertar [Revisão]

24 A verdade sobre Meduza


Notas iniciais
Oi gente que me viu sendo quase uma desaparecida. Eu poderia explicar um monte de coisas aqui, mas o motivo mesmo da demora é que eu estou trabalhando em dois empregos (tipo o pai do Chris)e esta realmente difícil conseguir tempo, ainda mais com quase que 3 fics. Eu havia pensado em parar de postar, ou colocar a fic em Hiatos de tão difícil que tá a coisa, só pego no PC no FDS (mais no domingo porque trabalho no sábado) então seria melhor esperar ate que eu tivesse tempo, mas pensando nos meus leitores maravilhosos eu resolvi que iria continuar. Talvez demore mais um pouco a postar ate porque não quero que a qualidade piores, mas vou fazer meu máximo para continuar postando. Tenho ate alguns capitulos aqui, então pensei em algumas propostas (que não estar nas notas finais) e vim postar hoje.
Esse capitulo mega romantico (acho que é o mais romantico ate agora) vai para a perfeita e maravilhosa da Duda Tenshi que me deixou uma recomendação maravilhosa que pode ter certeza que ajudou muito a resolver continuar com a fic. Se considerar o quanto a sua recomendação foi importante um capitulo é pouco. MUito, Muito obrigado *-*
Espero que gostem, esse capitulo nao foi revisado e por isso pode ter erros qualquer coisa me avisem.

“As pessoas acham que o amor verdadeiro não existe, (...) ele é como uma pedra preciosa, é raro você encontrar, mas não quer dizer que não exista.”

- John Lennon

Sasuke parecia incomodado em ter que andar. Ela sabia que sim. Para alguém como ele que vivia viajando nas sombras, usar as pernas poderia ser um suplicio. Não que ela se importasse. Queria mais tempo com ele, e bem, estava tendo.

Claro que o tempo em que ficou com os olhos cerrados e os dentes quase se quebrando enquanto apertava a mandíbula tentando conter o grito causado pela dor que sentia ao ter seus ossos voltando para o lugar, não era considerado algo como tempo. Mas agora, caminhando na floresta, as coisas mudavam.

- Você esta com algum problema? – perguntou ao moreno que quando pulou uma raiz qualquer.

- Eu? – a encarou por alguns instantes e ela assentiu. – Não.

- Pode ser só impressão, mas parece tenso nos últimos dias. – falou mordendo os lábios e deixando seus olhos sobre os dele. – Não sei se somos próximos o suficiente, mas eu me preocupei. – completou sendo sincera. Em seguida se arrependeu, não deveria ter dito isso. Sabia que não. pensou em completar com algo tosco sobre como era preocupação de amiga, mas era tão estúpido que preferiu ficar em silencio. Tentar concertar o erro seria pior.

- Hum. – ele parou por alguns instantes e respirou fundo. Ela conseguia ouvir a sua respiração, embora a lua não a desse uma boa visão da expressão que o mesmo fazia. – Não tenho nada. – foi tudo o que disse enquanto voltava a caminha.

- Não acredito em você, mas se não quiser dizer. – deu ombros o seguindo. Um silencio necessário se apoderou de ambos. a casa de Sakura se aproximava e ela não sabia se era algo tão ruim quanto parecia ou se a mão dolorida deixava tudo pior.

Sasuke foi um cavalheiro, mesmo preso em seu mundo de frieza e sombras ele a levou ate a porta da casa e só não abriu a porta porque não era possível. Ainda assim não conseguiu preencher o silencio com suas ações cavaleiras.

- Obrigada. – Sakura se pegou dizendo. Não só por ter a acompanhado ate o local, como por ter a transportado ate a enfermaria e ficado lá por quase duas horas.

- Pensei que tínhamos conversado sobre agradecimentos. – foi a resposta dele com um humor oscilando entre ruim e péssimo.

- Ah, tinha me esquecido completamente. Então retire o agradecimento, desobrigado e... Não, isso de desobrigado não existe! – tentou concertar um pouco confusa arregalando os olhos e Sasuke a encarou com um olhar divertido.

Ficaram um tempo se encarando. Ela simplesmente feliz por ver algo semelhante a um pouco de diversão no rosto dele, e ele tentando entender porque ela parecia tão feliz, o porque dos lábios que lutavam para segurar o sorriso. Não souberam quando aconteceu, mas ela simplesmente gargalhou e ele se permitiu dar um sorriso de lado. O som da gargalhada dela parecia quebrar todo o mundo de tensão o qual ele estava sobrevivendo.

- A gente rindo aqui é tão sem sentido. – Sakura admitiu o encarando com um sorriso nos lábios. Ele se lembrava dela tentando segurar o choro e parecer forte, a sua Sakura nem iria sentir, mas essa era mais forte porque sentia e combatia a dor. Coisas bem diferentes. Essa era tão forte que com uma risada cortava o ar ruim a qual ele estava respirando a alguns dias.

- Acho que preciso passar mais tempo com você pra rir, pra não ter sentido. – murmurou colocando a mão nos bolsos da calça. Estava frio e ele se perguntava como ela não sentia isso quando seu uniforme estava úmido.

- Você que se afasta, minhas portas estão sempre abertas. – mais uma vez falou demais. Mais uma vez desistiu de completar, que as portas o receberiam como amigo. Seria tão ridículo quanto da ultima vez.

- Você fala algumas coisas, que me confundem. – as mãos foram em direção ao rosto da rosada. Estava quente e era macio. A pele delicada e com algumas poucas sardas era gostosa de tocar. Não havia sido um ato involuntário, ele tinha pensado que isso poderia a fazer se apaixonar. Controlar a paixão. Poderia fazer isso, sabia que sim.

- Sasuke... – murmurou colocando a mão sobre a dele. O que esta acontecendo? Depois de um mês lutando para que ela se afastasse ele simplesmente vinha lhe encarando com aqueles olhos ônix hipnotizantes como se nada tivesse de fato problema? Queria tanto aquele toque que o corpo ameaçou se perder. Mas a dor na mão era um guia ate a sanidade. Não iria se perder novamente. Deveria pensar nisso, nessa amizade, nas ações de Sasuke e no que sentia. sua mente só dizia que aquilo não fazia sentido. Seu novo sexto sentido apenas mandava que ela se virasse e entrasse em sua casa. Ela não queria, mas sabia que era o certo.

- Sakura... Eu... – engoliu seco se odiando por não fazer o que queria. Seriam as palavras de seu irmão que o seguravam quanto a usar a paixão de Sakura? Só poderia ser. Convenceu-se a ir em frente, mas já era tarde demais. A incerteza havia escapado, assim como tudo o que ele deveria esconder escapava quando próximo a Sakura.

- Boa noite Sasuke. – deu um passo para trás. – Durma bem e pense. – murmurou dando outro e ele suspirou.

- Sonhe. – sussurrou a encarando e Sakura fechou os olhos. – Amanhã quando acordar vai estar tudo bem. – prometeu e ambos sabiam que ele estava falando do que ele sentia e como agia com ela.

- Promete? – ela faria ficar bem caso ele não prometesse.

- Eu já disse, nunca vou mentir para você. Amanhã vai esta tudo bem. – prometeu, embora não sabia o que saber. Pouco a pouco Itachi se aproximava e Sasuke não queria perder a rosada para o irmão. Não queria perder Sakura, nada de Haruno ou descendente, era Sakura com suas mãos quentes, sorrisos estranhos, agradecimentos odiosos e arrependimentos engraçados. Essa Sakura ele não queria perder. Para Itachi e nem ninguém.

•••

- Me deixe dormir aqui. – pediu e o moreno rodou os olhos abrindo a porta. Não dormia a alguns dias e justo quando conseguia Hanabi batia a sua porta? Porque o sistema de segurança da casa também não era sistema anti-ruído?

- Deita ai. – tapou a boca se deitando.

- Eu estou acabada. – murmurou andando ate a cama, já estava familiarizada com casa de Kiba, grande aconchegante e completamente de madeira escura e nobre. – Treinei hoje ate meia noite. – se sentou na beirada da cama e ficou observando o moreno.

Ela já tinha conversado com Temari, algo sobre os novatos terem atração pelos veteranos. Mas duvidava que o que sentia por Kiba era apenas atração. Gostava da forma que ele era engraçado, embora sempre usasse humor negro, da voz alta, a cor caramelo da pele, a forma um tanto agressiva e violenta de se proteger, como mostrava sempre disposto a ajudar com um sorriso no rosto, amava o sorriso e o quanto Kiba conseguia a deixar se sentir protegida. Seus objetivos seriam jogados ao léu se ficasse com ele, mas ela queria e se queria daria um jeito de conciliar as coisas.

- Não precisam disso tudo. – falou a encarando com os olhos sonolentos e então se sentou. Maldição, o que não fazia pela pequena magrela a sua frente? – Você é forte o suficiente. – completou tentando parecer confiante, mas tudo o que conseguiu foi bocejar.

- Estamos querendo fazer com que aceitem a Tenten. – Hanabi explicou e Kiba ficou quieto por alguns instantes. Tenten e Hanabi eram as duas garotas que ele mais gostava naquele local e talvez na vida, ficava feliz por serem amigas no fim das costas. Mas Tenten carregava um fardo pesado demais e ele queria proteger Hanabi de tentar carregar a mesma coisa. – Shikamaru conseguiu uma forma de usarmos o fato dela ser humana ao nosso favor. – a morena sorriu para ele e por alguns instantes Kiba se perdeu no sorriso doce de Hanabi.

- É bom que seja um ótimo plano e que o resto de vocês sejam realmente fortes. – murmurou quase em uma prece. Sabia que em seu grupo seria impossível de entrar. Por ele poderia ate colocar Tenten, iria aniquilar os pontos fracos que ela faria no grupo. Mas nos Cecidit existiam mais três lideres para votarem. Os três mais gananciosos por vitorias. Mesmo que um milagre ocorresse e Gaara e Sasuke aceitassem Tenten, Neji jamais diria um sim. E ninguém entrava sem que todos dissessem sim.

- Somos espetaculares. – Hanabi se levantou animada. – A Ino é tão fantástica, A Sakura esta se mostrando muito inteligente e é tão forte também, Tenten estava me explicando que estou um pouco acima do nível normal das pessoas do meu Ramo e tem uma força de vontade acima da media, mesmo sendo humana ela... – continuou a falar andando de um lado para o outro freneticamente.

Kiba deixou um sorriso tomar conta de seus lábios enquanto Hanabi enumerava as qualidades de Tenten. Não sabia se já havia ouvido alguém dizer tantas coisas boas sobre a prima. Diversas vezes ele era o único que via algo de bom nela, talvez por essa atitude da morena que ele gostasse tanto dela. Ele doce, leve, delicada e forte.

- Não precisa furar o chão. – murmurou segurando seu braço e a puxando para perto de si, hanabi se sentou em seu colo e Kiba notou os cabelos úmidos da pequena. Nada de novo, assim como todo filho de Aqua, Hanabi andava quase sempre molhada.

- Ah, desculpe é que semana que vem vocês começam a observar nossos treinos. – falou um pouco confusa.

- Esta nervosa? – sorriu, ele se lembrava da sensação de ser observado e escolhido. Era péssima.

- Também. Estou animada, nervosa, com medo, confiante. É tanta coisa. – parecia um tanto ativa demais por isso ele acabou segurando seus ombros.

- Calma, vai dar tudo certo. – falou devagar para que hanabi sentisse a calma queria transmitir.

Um segundo foi o suficiente para que a morena unisse os lábios de ambos em um beijo lento e calmo. Cheio de sentimentos os quais ele não se preocupava se eram verdadeiros ou não, confiava na morena. Confia no que tinham não importava a teoria que Temari havia criado sobre novatos a paixões.

- Eu sei. – Hanabi sorriu quando se afastaram, centímetros de distancia os separavam e Kiba queria tanto romper essa distancia para mais um beijo. Mais um pouco de Hanabi. – Somos fortes, mas a Sakura quebrou a mão toda e estamos em cima da hora. – suspirou preocupada.

- Os filhos de Terra são resistentes e... Quebrou a mão? – não conseguiu evitar a surpresa. Quebrar a mão era possível em uma luta e só. Filhos da Terra eram resistentes demais para se quebrarem em qualquer outra situação.

- É, o Shikamaru transformou metade do rosto em rocha. Serio, nunca vi algo mais duro. – Hanabi respondeu e tudo o que Kiba conseguiu fazer foi ficar paralisado. Não era possível que isso estivesse acontecendo. A respiração falhou um pouco e Hanabi o encarou com uma preocupação evidente.

- Transformou? – perguntou apenas para ter certeza.

- Isso, algum problema? – ela perguntou, mas tudo o que kiba fez foi deitar a cabeça no travesseiro. Isso não poderia esta acontecendo. Não podia. Não podia.

Sentiu os braços de Hanabi em volta de si e por alguns instantes conseguiu respirar tranqüilo. Ao menos tinha a sua pequena ali, não que isso deixasse de significar o que Shikamaru era. Obviamente um escolhido da Terra, tudo o que Kiba sempre quis ser e nunca foi.

•••

- Se eu soubesse como fazer isso. – Shikamaru resmungou. Tudo o que ele queria era dormir, mas Temari e Tsunade tinham que ficar pedindo toda hora a mesma coisa? Volte seu rosto a ser de pele, volte seu rosto a ser de pele. Ele não sabia fazer isso.

- Como você não sabe? você tem que saber. fez seu rosto ficar assim então desfaça, ande logo, Shikamaru eu to esperando. – Temari gritou o encarando com raiva e Tsunade respirou fundo, alguém precisava de calma ao invés de tentar matar o moreno. Estava na hora de usar a calma e sensatez que deveria ter como filha de Terra. Afinal, em mais de duas horas de gritaria dela e Temari, Shikamaru não havia reagido.

- Shizune. – chamou abrindo a porta, não demorou para a enfermeira chefe aparecer. Por sorte todos estavam acordados já que Temari gritava sem parar, logo, a enfermeira apareceu em poucos instantes. – Mande trazerem o Itachi, temos um pequeno problema. – ordenou e a mulher a encarou com os olhos negros um tanto confusos. Shizune era a filha Tenebris que menos tinha características de ser, por pouco não havia sido rejeitada e isso a abalava profundamente. Ainda mais quando se via diante de alguém como Shikamaru.

- A senhora acha que ele é um... Um escolhido? – perguntou engolindo seco.

- Não sei, espero que não. – Tsunade foi sincera enquanto fechava a porta.

Observou a parte do rosto de Shikamaru que havia se transformado em rocha. Era quase negra e se mostrava impossível de ser quebrada. Não havia o que eles fazerem com o rosto do moreno. Era um poder que assim como o que Hinata mostrava purificando a água de forma que se tornasse ate curadora, estava desaparecido a mais de dois mil anos. Tentou não pensar nos extremos de perigos que esse poder poderia chegar, assim como o que significaria se Shikamaru fosse o escolhido da Terra. Com a Haruno ali e todas as casas tendo um escolhido só poderia ter uma explicação. Não, não iria pensar nisso.

- Shikamaru. – chamou a atenção do moreno que quase dormia enquanto Temari falava com raiva. O ruim de filhos de caeli é que poderiam agir como uma brisa ou um furacão, Temari era uma adepta do furação. – Esta sentindo algo diferente no rosto? – se aproximou e o moreno moveu o maxilar. Era tão estranho ver uma rocha tão indestrutível se mover de forma tão maleável.

- Pra mim é como se fosse minha pele, vocês que estão enlouquecendo. – falou normalmente e então tocou. – Excerto quando eu toco. – fez uma careta.

- Preste bastante atenção em mim. – se aproximou o encarando. – Isso que você fez se chama Petrificação. – continuou e Shikamaru arregalou os olhos. Ele deveria saber o que era.

- O que? Não, isso é transformação Elemental. – Temari interferiu convicta. – Quer dizer, Petrificação é um poder extinto desde a Grécia quando Meduza morreu. – explicou o obvio.

- Meduza? – Shikamaru a encarou firme com desdém.

- Meduza, a mulher com cabelos de cobra e que transformava os homens em pedra. – explicou rápido e Shikamaru rodou os olhos. Todos sabiam que era meduza.

- Transformação Elemental o faz virar uma rocha diferente, menos resistente. – Tsunade afirmou erguendo a mão.

Shikamaru observou enquanto pouco a pouco a mão da diretora ia se transformando em rocha, algo semelhante a cinza e duro. Uma pequena dor na cabeça se formou. Nunca havia visto uma transformação assim, era um poder o qual apenas pessoas com ligações muito fortes tinham.

- Observe a diferença. – Tsunade colocou a mão próxima ao rosto de Shikamaru e então ela e Temari se colocaram a comparar a diferença entre ambas as rochas. Ele queria saber se era tão interessante como elas pareciam achar.

- O que seria a Petrificação e que merda é essa de Meduza? – perguntou por fim. Cansado de ser observado.

- Petrificação é um poder extinto a milhares de anos. Consta apenas nos livros, com ele você pode transformar a si mesmo ou qualquer coisa que toque ou veja na mais dura rocha existente na humanidade. – Tsunade explicou enquanto a mão voltava a ser normal.

- Então todos que eu tocar ou olhar vão virar pedra? – arregalou os olhos. Isso acabaria com sua vida normal e tranqüila que tanto queria.

- Se você quiser e for um ser da natureza sim. – Tsunade falou normalmente.

- Mas ate onde sei Meduza não tinha escolha, era amaldiçoada e... Os cabelos. – sua mente se confundia. O que era raro, ele sempre entendia tudo, mas agora as coisas haviam perdido parte do sentido.

- Estão confundido meu aluno. – Itachi entrou na sala sem fazer quase nenhum barulho. Os olhos presos no rosto de Shikamaru, pareciam fascinados com o que viam.

- já estou confuso. – Admitiu e recebeu o olhar de raiva de Temari. – Me explique essa coisa toda. – pediu ignorando a loira. Tinha que entender alguma coisa.

- lembra na primeira aula que falei das pessoas que eram escolhidas e que os maiores poderes não passavam de piores maldições? – perguntou olhando em volta e então arrastou uma cadeira e se sentou. Se as duas loiras queriam ficar de pé esse não era o problema dele. – Essa era a maldição da Meduza, era uma escolhida. Nada na historia é verdade, mas tudo é verossímil. Meduza era uma Filha da Terra com um gosto peculiar sobre esculturas para jardim. Claro que na época em que ela existia não haviam feito o pacto sobre não usar os poderes contra humanos e nem brigado com a natureza. Antes de se tornar um monstro que transformava tudo em pedra era uma verdadeira adoradora de cobras e as cobras mesmo tentaram a parar na época. O que a deu um penteado no mínimo estranho, não sou eu que vou julgar os atos da natureza. – deu ombros fazendo pouco caso. – O fato foi que os gregos pegaram o mito dela e transformaram em lendas após a sua morte. Antes tinham medo de ate mesmo falar o nome. Desde a morte de Meduza não foi encontrado nenhum outro filho da Terra com esse poder. – explicou e Shikamaru piscou os olhos sentindo a cabeça arder. – Ate agora. – Itachi chamou novamente a sua atenção. – É como se você fosse um gênio da Terra. – completou.

- Um gênio. – Temari bufou com desdém. – Ele vai ficar com o rosto assim se não conseguir voltar ao normal. – completou.

- O que? – Shikamaru arregalou os olhos.

- É um detalhe, se ficar nesse estado por um certo tempo a transformação é irreversível. – Itachi não parecia ver problemas nisso e sua calma quase acalmou Shikamaru. Acalmaria se não fosse Temari.

- Meduza morreu porque se petrificou e sem saber do tempo acabou não conseguindo voltar a forma humana. – Temari explicou. – é serio, o corpo dela e dos seus enfeites de jardim foram entregues a Ignis para que ele protegesse, se quiser o Gaara pode ir buscar para você. Vai ver, estão todos mortinhos e de pedra no fundo dos vulcões e...

- Esta piorando a situação Temari. – Tsunade achou melhor interferir. – Eu sei que esta preocupada, mas o Itachi consegue dar um jeito nisso. Vamos deixar os dois sozinhos. – completou.

- Não mesmo. Vou ficar aqui pra ver a cara desse preguiçoso voltar a ser feia ou ficar assim de vez. – era a forma dela de dizer que não sairia de perto de Shikamaru.

- Se quiser ficar vai ter que se permanecer em silencio. – Itachi advertiu.

- Eu sei. – cerrou os olhos para ele e se virou para Shikamaru que estava genuinamente preocupado e abalado pelas informações que havia recebido. – Shikamaru. – chamou e o moreno a olhou. – Você esta bem?

- Não. – a voz não saiu muito boa, ela sabia que a cabeça dele poderia esta estourando. Aulas sobre historia eram dadas por Tobi e Sasori, mas bem à frente. Não agora quando Shikamaru ainda estava “verde” para receber informações.

- É só relaxar que vamos dar um jeito. – garantiu tentando o passar confiança.

- O problema é relaxar. – murmurou a encarando. – Posso ver se relaxo com um beijo. – sorriu malicioso e Temari quase o socou. Ela estava preocupada a toa.

- Estamos falando serio Shikamaru. – bufou irritada.

- Eu também. – se defendeu o moreno de primeira. ela iria falar que não era o momento para falar de beijos e ele começar a deixar de ser o amigo apaixonado. Mas não queria fazer isso, deixar ele preocupado com alguma coisa.

- Se conseguir tirar essa pedra da cara a gente conversa. Por enquanto vou sentar e observar. – deu as costas para ele ficando de cara com o olhar curioso de Itachi e Tsunade. – O que? Comecem o que é importante. – mandou irritada e então ouviu uma risada de Tsunade. Não importava, contando que Shikamaru ficasse bem a diretora poderia rir a vontade.

Notas finais
Então, eu meio que viajei muito na maionese com essa coisa de Meduza neh? Mudei outras coisas também para que se adaptasse melhor para a fic, então se tem alguem que ame a Meduza e blá, blá mil perdões, não esqueça que essa historia é meramente ficticia e não leve para o lado pessoal.
Viram que não tem imagem e muito menos resposta as perguntas, isso porque como eu disse estou sem tempo e já vou responder os comentários, então para duvidas é só comentar ou me mandar a pergunta por ask ou MP, fica ao seu critério.
E eu gostaria de saber se posso contar com a ajuda de uma leitora. Não épra ser tipo, alguém que corrige e escreve a história porque eu sei que todo mundo anda sem tempo, mas seria alguém que vai receber cerca de 3 ou 4 capítulos a frente e vai ficar como co-autor na historia, ai se eu não puder postar essa pessoa maravilhosa faria isso por mim. Claro que isso não quer dizer que não pode dar idéias, pode dar e serão obviamente creditadas. Se ninguém puder beleza, mas seria ótimo e me tiraria um peso enorme das costas alem de acelerar a fic. Podem me responder por comentários ou MP que entramos em contato. Desde já obrigada.