Despertar De Um Pesadelo
13 Quando me procuram
Notas iniciais
Estou ciente de ter dito que postaria no domingo mais para noitinha, entretanto só acabei de escrever agora D=
Não sei se ficou tão bom quantos os outro pq meu crítico, Luiz,estava ausente por motivos maiores e eu acabei resolvendo postar logo. Então se não ficou bom podem me bater -N
Enfim, reta final já. (u_u) Próximo capítulo será o penúltimo.
Boa leitura e desculpem os erros.
Um som contínuo fazia Yuu se remexer na cama, ainda naquele sono pesado. Depois do reencontro com Kouyou parece que as noites passavam se arrastando e não o deixavam dormir. Agora andava muito mais cansado e dormia durante as tardes para recuperar o sono. Mais uma vez aquele som ecoou pelo apartamento.
–... Saco!!- Resmungou enquanto se levantava. Nem se importou de colocar alguma camisa, foi abrir a porta usando apenas a calça de moletom.
Antes que Yuu pudesse chegar até porta a campainha soou mais algumas vezes, deixando-o seriamente irritado. Afinal, o porteiro não havia avisado que tinha gente subindo. Ao abrir a porta Yuu recuou alguns passos.
–O... Que estão fazendo aqui?! – Olhou para trás como se alguém estivesse ali, observou Kouyou olhando para o chão enquanto se mantinha apoiado a Takanori, não conseguia ver o rosto dele. – Vão embora!! – Tentou fechar a porta.
Takanori bateu a mão na porta para que Yuu não a fechasse.
–Aoi, precisa ajudar a gente. – Takanori suspirou, não queria pedir ajuda ao moreno. — Disse que não era para eu aparecer a não ser que alguém estivesse morrendo, só por isso apareci. – A palavras foram cuspidas. Ele não tinha mais a quem recorrer a não ser Yuu.
–O quê? – Sentiu o coração disparar ao prestar atenção em cada palavra que Takanori ditava.
Kouyou lentamente levantou o rosto com os olhos marejados. Estava se controlando muito pra não começar a chorar mais uma vez, até quando ele iria chorar? Yuu não conseguiu dizer nada a não ser ficar encarando o outro. Viu Takanori adentrar e fechar a porta, e ainda sim apenas encarava aqueles olhos vazios. Seu coração doía de uma forma desesperada ao ver a pessoa que tanto amava naquele estado.
– Eu não sei o que aconteceu. – Após longos minutos Takanori começou a falar – Quando cheguei no apartamento do Uruha ele já estava nesse estado, pedindo ajuda. – tentava apoiar Kouyou da melhor forma que conseguia, Kouyou era mais alto e mais pesado também.
–Uruha... – gotas escaparam do olhar do mais velho, olhar esse que se mantinha vidrado em Kouyou. – Uruha eu...
–Só me diz... – Kouyou atropelou as palavras do outro. Ambos falavam em um tom choroso e baixo, Kouyou havia notado certo receio nos olhos de Yuu. – Me odiava tanto assim pra ter ido embora?
Yuu não esperava por esse tipo de pergunta, seu peito afundou como se tivesse levado um tiro, a dor que sentiu não foi física e sim emocional. Kouyou havia entendido a situação de uma forma totalmente errada e não havia como explicar o que aconteceu sem saber quais tipos de consequências essa informação traria para todos.
Ele estava aguentando aquele peso que se acumulou durante todos esses anos, não estava mais aguentando bancar o forte e insensível sabendo que a pessoa que mais quis proteger estava destruída. Não sentia mais o coração bater, aquele sentimento de repulsa por sua covardia de não ter feito nada, o sentimento de ódio a si mesmo ao ver Kouyou naquele estado. Yuu apoiou o rosto nas mãos e se agachou, tampava p rosto enquanto chorava.
–Ele prometeu... Prometeu que não iria fazer nada com você se eu me afastasse... Eu nunca quis, Kou... Eu juro que nunca quis... Mas... Eu tive que fazer.
Não demorou a que os soluços de Yuu começassem a ecoar pelo local. Tanto Takanori quanto Kouyou estavam apenas observando ele, as palavras saíam desconexas. Era como se o coração de Kouyou se despedaçasse ainda mais por ver tal cena, queria abraçar Yuu ali e dizer que não importava os motivos, estaria tudo bem desde que ele estivesse de volta.
Contudo, as coisas não funcionam exatamente assim. Kouyou tinha que ter certeza que o futuro ao lado de Yuu não seria algo incerto e que ele daria alguma garantia que tal coisa não voltasse a acontecer. A saudade e o amor que sente estavam falando mais alto que a decepção e a desilusão desse tempo todo.
–Então, por quê? – Kouyou fechou os olhos por não quere ver Yuu naquele estado – Porque me abandonou?
– Eu... Eu fui obrigado, Kou...
Kouyou soltou-se te Takanori e foi em direção à Yuu. Ficou observando os fios de cabelo que tampavam o rosto de um Yuu choroso. Não era dessa forma que se imaginava reencontrando Yuu novamente, ele parecia estar severamente arrependido de seu ato. As perguntas já não eram apenas “Porque Aoi havia me abandonado?” “Aoi não me ama mais, é isso?” e sim “Porque está tão arrependido de ter ido?”
Era complicado até mesmo para Kouyou o que estava pensando, os sentimentos se misturavam, não sabia se deveria perdoar Yuu e escutá-lo ou simplesmente sumir dali e esquecer o que deveria ter esquecido há tempos. Fechou os olhos com força e abraçou Yuu. Não se importava de se sentir repreendido ao fazer isso, só queria abraçar Yuu novamente.
Yuu estava se sentindo congelado ao receber o toque de Kouyou. Um abraço confortável e quente. Agarrou-se a ele como se fosse perdê-lo novamente, apertou Kouyou sem se importar se estava o machucando mais, tudo que queria era aproveitar aquela sensação de estar abraçado em Kouyou novamente.
Não queria perder Kouyou para ninguém e não queria que Kouyou pensasse mal dele, contaria toda a verdade para ele mesmo que isso significasse arcar com as consequências. Havia passado tempo demais fugindo como um tolo covarde e agora daria um basta na situação, esperando que Kouyou o perdoasse.
Notas finais
(*-*)
Próximo capítulo será bem tenso. (u_u)
Minha semana vai ser corrida, então já vou avisando que sábado atualizo. Se der eu posto quinta, ok?
Até a próxima :3
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