Despertar Da Névoa
4 Colhendo Ódio
Notas iniciais
Mandem reviews T^T
bjss
POV Bia
-Interrompi? – eu disse sorrindo aberta e docemente para Christopher, um garoto lindo,moreno com cabelos roçando os ombros.Os olhos são castanho-amendoados,que me olham de uma maneira engraçada.
-Cla-claro que não — Ele respondeu, retribuindo meu sorriso. Ao seu lado, Alicia me lançava um olhar de pura raiva. Grande coisa;
“Que foi? Engoliu um sapo e não gostou verruguenta?” — lhe mandei mentalmente, vendo sua raiva aumentar em um nível considerável. Sorrio sombriamente.
-Uma tal de Cléo ...está lhe chamando Chris...ela disse que era importante –Eu disse,recobrando meu olhar inocente.A tal garota realmente estava chamando-o,não sou tão cara de pau a ponto de mentir sobre isso.
-Ah... certo.Até mais Alicia...Tchau Bia –Ele beijou o topo da testa de Alicia e se mandou,logo em seguida.Fechei a porta,corri para a cozinha pegar uma bolsa de sangue O- e voltei para a posição inicial,encostada na porta.Fiz isso em menos de um piscar de olhos,porém Alicia não mudou seu olhar de raiva e irritação que me lançava.Finalmente ela explodiu.
-VOCÊ FEZ ISSO DE PORPOSITO!
-Talvez...Não,eu fiz mesmo – Eu disse distante,me deliciando com a bolsa de sangue em minhas mãos pálidas.
-Argh,que nojo...Porque não vira um morceguinho e sai da porra da minha frente?Estúpida — Ela ainda gritava comigo.
-Acabou? Sabe, tenho coisa melhor para fazer do que ouvir uma bruxa sexualmente frustrada. _Ri sozinha e sinto uma onde de poder emanar dela.
-Oras, sua...
-Dá pra vocês duas calarem a boca? Eu queria dormir em paz, se possível. –Ana esbravejou encostada na parede oposta a minha.
-Se quer paz, vá a algum resort ou algo do tipo... Não vivi por 317 anos para ouvir toda essa besteira — Eu reclamei, me virando para sair
-Hora hora, não diga. Temos uma morcega idosa na casa. Que tal um bingo hoje à noite? –Alicia ri sarcástica e ouço Ana suspirar.
Uma cólera incontrolável passa por mim, e quando vejo,estou segurando alicia pelo pescoço, ainda sentava no sofá carmim,
-Ouça... Eu praticamente dilacerei todos os pescoços bruxos de sua família... Não temerei em fazer novamente.
Pelo olhar em seu rosto, pude notar que agora ela levaria a serio. Ouvi a voz do garoto de mais cedo me chamar e rapidamente larguei Alicia e me virei no exato segundo em que ele irrompeu pela porta, fixando os olhos em mim. Senti minha raiva se dissolver na hora,dando lugar á algo que eu não sabia dar nome.
-Olá Gui — as duas disseram. Então esse era o nome do sujeito, Guilherme Stranger,terminei de ler nos pensamentos de Ana.Um dos 10 caras mais lindos do acampamento.
-Olá garotas... Bia quer dar uma volta? –Ele sorriu,e entrou,parando muito próximo de mim.
-Seria... Bem, seria ótimo! –Eu disse suavemente, sem a falsidade, sem o teatro que usava com as outras naquela sala. Ele sorriu e abriu a porta para mim, sem nem se despedir de Ana e Alicia. Estranho.
-Guilherme Stranger... Belo nome o seu — Eu disse, sem jeito.
-Bem... Obrigada, eu acho... Gostando de Shadow Falls?
-Mais ou menos — Me recordei de minhas “colegas de alojamento” e dei de ombros,tentado proteger me proteger do sol forte — Mas ainda não vi muita coisa, queria conhecer melhor a área.
-Eu posso lhe mostra... Mas terá de ser amanha, se por algum milagre eu tirar seu nome. –Ele sorriu torto.
-Tirar meu nome?
-É...Hora do encontro no acampamento.Sorteiam nomes para as pessoas se enturmarem umas com as outras –Ele lançou-me um olhar indecifrável e marcante.Minha fala ficou presa em minha garganta e eu simplesmente murmurei:
-Hum.
-x-x-x-x-
POV Ana
Bem antes das duas quase se matarem eu estava fazendo algo,digamos,importante.tentei o Maximo possível voltar para aquela visão,me concentrei o quanto pude,tanto que depois de muito esforço,eu estava muito suada e morrendo de sono quando Alicia bateu em minha porta para me dar um balde de pipoca.Comi rapidamente e logo adormeci.
Quando vejo,estou de volta a minha tão desejada visão.
" As duas garotas brigavam na floresta,quando uma terceira aparece.Ela parecia a mais esgotadas das três e gritou para as outras duas pararem,quando uma delas ataca a outra.A outra voa e acaba batendo em um dos carvalhos então..."
Acordo,nem preciso dizer que as duas estavam brigando na sala.Fui até lá discuti um pouco com Beatriz e logo em seguida ela saiu com Guilherme.estou torcendo para ele tascar um beijo nela,para que pelo menos ela fique um pouco mais feliz e começa a ser legal com a gente.Converso um pouco com Alicia e logo saiu,com uma idéia em mente.
Vou para meu quarto,coloco uma blusa limpa,tiro o all star e saio da cabana,me dirigindo á floresta.De repente,tenho a idéia maluca de subir em uma arvore.Subo na primeira que vejo e começo a pular de um galho para o outro.Era tão divertido que cada arvore em que eu pulava,ria mais alto.
Até que um passo em falso e ,pum, caio de bunda no chão da floresta.Levanto e olhar e me deparo com um belo par de olhos azuis me fitando.
-Você está bem? Pergunta Lucas Parker.
-Estou só um pouco dolorida – digo.
Ele me olha de cima a baixo, para ter certeza que estava bem. Eu estava um pouco constrangida com isso, pois meu shorts era um pouco curto. Depois de me analisar, sorri e diz:
-Vem macaquinha, vamos andar.
-Ei!Macaquinha não! Eu só estava brincando... Lobinho! –Ele me olhou serio e ficou frente a frente comigo. Quase posso sentir sua respiração em meu rosto. Então, solta uma gargalhada.
-Porque você está rindo? – Pergunto confusa.
-Ok, já me chamaram de varias coisas — Lindo gato*, gostoso, bonitão, eu pensei — Mas não de lobinho.
-Hããã, nós vamos andar?
-Ah, claro... Vamos andar.
Andamos por algum tempo. Na verdade, eu só o segui. Quando olho direito, percebo que estamos perto da cachoeira. Fomos até mais perto, e nos sentamos em uma das pedras.
A cachoeira era incrível. Caiam águas cristalinas e as arvores em volta davam um tom de “lugar perdido”. De repente, vejo Lucas tirando a camiseta. E claro que como sou uma garota, não pude deixar de reparar... Quantos músculos! Fechei os olhos, reprimindo a vontade de gritar “NOSSA”. Por fim para a minha (in?) felicidade ele vai para a cachoeira. De olhos fechados, eu sinto tudo a minha volta. Não sei quanto tempo passa, só fico concentrada nos pássaros, no peixe nadando ao meu lado e eu me movendo.
PARA TUDO!EU TO ME MOVENDO?SE EU TO SENTADA, COMO EU TO ME MOVENDO?CALMA ANA, NÃO ENTRE EM PANICO!
Abro os olhos e vejo que Lucas está me carregando para a cachoeira. Olho diretamente em seus olhos e digo:
-Lucas, o quê você está fazendo?
-Oras, começando uma guerra! –Ele respondeu como se fosse a coisa mais obvia do mundo.
-GUERRA?!
Ele olha para a cachoeira com um sorriso maroto. Agarro-me em seu pescoço e falo:
-Lucas, por favor, eu não trouxe roupa...
Ele me dá um sorriso malicioso e minha consciência grita “ ENTRA EM PANICO”.Assim,ele me solta.
Só tenho tempo de prender o fôlego. Quando submergi, Lucas gargalhava. A risada dele era contagiante, mas não consegui rir. Comecei a andar para terra.Passei por ele confuso,e quando estava quase chegando,ele segura minha cintura e me vira,dizendo:
-Você não ficou chateada, ficou?
Olho no fundo dos olhos dele sorrio e o empurro na água.Começo a rir,ele volta para a superfície e simplesmente diz:
-Você não devia ter feito isso
-Ai, to morrendo de medo, Lobinho! –Provoco e rio.
Passamos a tarde toda jogando água um no outro que até esquecemos o almoço.
-Vai escurecer — Lucas diz
-É,o tempo passa rápido quando a gente se diverte — Eu digo,sorrindo.Ele me joga sua blusa preta.
-Não, não precisa — Respondi a fala silenciosa,
Ele simplesmente aponta minha blusa branca que agora mostrando meu sutiã preto de rendinhas.Rapidamente vestia sua blusa,que cobria meu short inteiro e voltamos para o acampamento conversando.
POV Alicia
Fala sério!
Hoje deve ser o pior dia da minha vida: acordei caindo da cama, sou ameaçada não sei quantas vezes,ainda não consegui me vingar e ainda perdi a oportunidade de beijar o Chris.O CHRIS! Um dos 10 mais gatos do acampamento.
Mas apesar disso,todos os meus anos de vida me mostraram que nunca,NUNCa devo me lamentar,
Logo em seguida que a Ana saiu,peguei minha adaga para rituais( com lamina comprida e branca) e fui colher algumas ervas num canteiro que eu e algumas bruxas havíamos descoberto recentemente e estamos cuidando.
Me dirigi para lá esperando ver algum bruxo,mas para minha surpresa não havia ninguém.Coloquei minha cesta no chão e comecei a colher verbena.Peguei um ramo pequeno e coloquei em um pequeno medalhão onde já havia sal grosso e pendurei novamente no pescoço.
Assim que fiz isso, ia colher pétalas quando sinto desconforto: Alguém me observava. Forcei-me a não levantar a cabeça e olhar, e, portanto continuei a colher as plantas. Então, ouço um barulho de folhas secas quebrando.
Suspiro exasperada. Com todo esse barulho não pode ser nada sério, a menos que seja um elefante. Viro-me e me deparo com Roxanne, a minha melhor amiga bruxa, com seus olhos azuis e cabelos vermelhos vivos.
-Falai,Rox — Digo,sorrindo.
-E aí: Como é que você ta? –Ela pergunta indo colher uma rosa.
-De boa! E tu, labareda?! –Digo, provocando nela um careta.
-Eu... Eu tenho que ir! –Disse ficando estranha de repente, com os olhos vidrados.
-Pra onde?
-Não sei. –Ela diz e logo sai correndo, sem me deixar perguntar mais nada.
Fiquei pensando nisso e em como, mesmo quando Roxanne estava comigo, me sentia com o mesmo desconforto de antes.
Então, um estalo em mina cabeça.
-”Droga” – Digo pegando minha cesta e me levantando e quando me viro, sinto o chão me faltar e logo em seguida o ar. Logo percebo que fui jogada contra minha vontade em uma grande arvore.
Respiro fundo e abro os olhos. A imagem que vi me fez perder novamente o ar :Dois olhos negros cheios de odeio e crueldade me fitavam.
-Hum... E eu pensando que você fosse desmaiar — Diz Damon chegando mais perto e colocando os braços um de cada lado de minha cabeça, fazendo com que nossos rostos fiquem a poucos centímetros de distancia.
“Maravilha” pensei. ”Um vampiro psicopata me prendendo contra uma arvore e eu ainda por cima não posso nem abaixar para pegar minha adaga”
- O que você pensa que está fazendo? –Sigo medindo as probabilidades de fuga.
-”Brincando com a comida” — Ele diz malicioso e chega mais perto que antes.Quando ouço essas palavras meu sangue ferve,e logo me vi concentrando meu poder para as mãos.
-Você quer brincar? Então vai brincar de chapeuzinho vermelho com um lobo qualquer e espero que sejam felizes – Digo sorrindo inocentemente, enquanto tento afastar-me, para onde, eu também queria saber.
Ele rosnou e mostrou as longas presas, conseqüentemente perco a concentração de meu poder.
Como eu disse? Deve ser o piro dia da minha vida.
Olha para elas de olhos arregalados e o vejo dando uma risada nada amistosa.
Uma dica: Nunca, eu digo, NUNCA, provoque um vampiro irritadiço.
-Ficou com medo foi? –perguntou maldoso.
-Medo, não!Surpresa, talvez –Digo,tentado me controlar,Não duvida de que ele me atacaria se o provocasse muito — Porque vocês,Salvatore,parecem me perseguir? –Perguntei já brava.
-Por que eu você não fica apavorada ou grita quando te ameaçamos? –Perguntou.
-Pra que?Eu não vou me rebaixar á ponto de sair sem lutar.
-Hum... Mas parece que você nem está tentando se soltar... É eu causo isso nas mulheres! –Disse convencido.
Desta vez, foi a minha vez de rosnar, fazendo ele me olhar surpreso para mim.
Essa era a minha chance.
O empurrei com as mãos, intensificando minha forço com o poder.
Pego minha adaga e um pouco a mais de verbena e sai correndo, já com as malditas lagrimas em meus olhos. Quando ouço seu grito de pura fúria.
Alcancei a cabana e percebi que quase todos já haviam ido jantar,já que a maioria perdeu o almoço mesmo.
Entrei correndo, fui para meu quarto e fui direto para o banheiro,deixando ( na verdade,jogando) em cima da cama minha cesta,adaga,e os ramos da bendita planta.
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